quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Uma tigresa,



 ... de unhas negras
e íris cor de mel ...



Por associação de ideias, quando visto animal print, ouço Bethânia e o seu extraordinário vozeirão.
Bem sei que esta não é a estampa tigre, será, quando muito, leopardo, mas que fazer se os meus sentidos tomam o seu próprio rumo e fogem ao meu controlo?
Como eu ia dizendo, uma tigresa ... é um look que me agrada, na dose certa, com complementos que neutralizem a sua exuberância.

É um vestido de seda, impróprio para os ventos gélidos que nos açoitam, mas, sempre ouvi dizer que "quem tem brio, não tem frio", principalmente se dispuser de um agasalho consistente.
Consistente é coisa que não é este casaquinho, brilhante, tecido cuja a designação correta me escapa.
Vesti o conjunto para um jantar de aniversário.

O vestido é da Zara, o casaco da Mango e os sapatos Furla.
Compras novas?
Nem pensar!
Estava tudo arrumadinho no meu armário, esperando uma oportunidade para brilhar ... que é, convenhamos, o que o casaco faz com mestria.

Na mão, esta bolsa Valentino, sempre um must.
É de rede transparente e um verdadeiro bijou.
Continuo na senda do "Não às compras", com razoável ( ABSOLUTO!) sucesso.
Para escapar a uma pneumonia, evidentemente que recorri a um casaco comprido daqueles que aquecem, não passam de moda e viajam de mãe para filha ... e mais não digo.

Beijo
Nina

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Era uma vez um lençol,

simples, liso, comprado nos saldos da Zara Home.
Vermelho, era vermelho.
Eu olhava para ele, ele olhava para mim e não tínhamos nada para dizer um ao outro.
E o lençol permanecia escondido, na pilha de lençóis nunca sendo escolhido para vestir a cama.
Era vermelho, mas, repito, não tinha graça, apenas uma cor inusitada.

Foi então que, deambulando pela Feira dos tecidos, vi estas risquinhas sorridentes e alegres.
Trouxe-as comigo.

Em Cerveira, na feira, esta rendinha alegre chamou a minha atenção e, num instante, chamei-lhe MINHA.


O lençol tristonho, apesar da cor, ganhou este remate na dobra.


E duas almofadas nasceram.
Farão conjunto com o lençol vermelho e um branco com elásticos que reveste o colchão.

Vista de perto, mostra-se assim, catita, despretencioso, bem-humorado.

Duas rendas em cada topo da almofada, emprestam ao conjunto um ar moderno e bem conseguido.

Com a Helena (minha primeiracostura blogspot.com), minha amiga, minha mestra, meu modelo, aprendi o truque das almofadas sem botões.
Fiz e desfiz, mais do que uma vez, confesso.
Mas cada nova experiência é mais divertida e mais bem sucedida que a anterior.
Perseverança é a palavra de ordem.

Beijos
Nina

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Olha que coisa mais linda,


... são as peças que podemos encontrar na Ourivesaria Luís Ferreira.
Uma casa centenária, com nome feito e qualidade reconhecida internacionalmente.
Aqui, no Porto, tem duas lojas, uma na baixa, perto da Rua das Flores e outra no lobby do Hotel Ipanema Parque, onde fiz as estas fotografias.


O trabalho produzido caracteriza-se por, a partir de materiais banais construir peças únicas de uma beleza absoluta. As jóias, em primeiro plano, são de prata, com incrustações de enormes pedras semi-preciosas.
Com madeira polida, criam-se aves, frutos e tudo o mais que o engenho e a arte do artista decidir.
A prata, sempre ela, é o material de eleição.

O castiçal solitário e a lagosta, tem como base um material branco que suponho tratar-se de osso.

Uma ou outra peça, recorre ao ouro, mas sem pretensões, sem arrebiques, de uma forma clean e despojada.

Das conchas que semeiam as areias da praia, nasceu este precioso casal de caracóis.
E, um pouco atrás, um trabalho em malha produz duas incríveis pulseiras, uma em ouro e outra em prata.
É a coisa mais linda que imaginar se pode.
Mas, como não há bela sem senão, os preços são os de obras de arte, proibitivos.

Beijos
Nina

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Lagar de Eiras

Quem vem a Cerveira, debate-se, forçosamente, com a escolha do restaurante onde almoçar, de tal maneira a oferta é variada e tentadora.
É  a gastronomia minhota na sua mais plena exuberância de sabores e odores.

Porém, para diversificar e se surpreender, tenho uma sugestão, melhor dizendo, uma deliciosa sugestão:
Chama-se O LAGAR DE EIRAS, a que já me referi de passagem.
Atendendo, porém, à sua excelência, debrucemo-nos sobre o dito, que bem merece.

Fica do lado de lá do Rio Minho, em Espanha, a poucos Kms de Cerveira.
Cruza-se a ponte e seguem-se as indicações do GPS que rezam assim:

41 graus 55 minutos 36" Norte
8 graus, 47 minutos 15" Oeste

Estas coordenadas deixam-nos pertinho do Lagar, mas um pedido de ajuda a um transeunte, ajuda a matar a charada.
Reservar mesa, pelo telefone 34690017037, é sempre uma sábia precaução


Como já referi, é uma casa rústica e, logo à entrada, encontramos esta gracinha.

Um antigo guarda-louça ...

Recheado de peças ingénuas, cheias de encanto.

Este bengaleiro, separa uma das salas de refeições, dando alguma privacidade ao espaço. 


A vista é deslumbrante.
Sobre a mesa, o Alvarinho escolhido, uma cesta com pão variado e uns miminhos que oscilavam entre a massa dos sonhos e a do pastel de bacalhau, só para enganar a impaciência de quem, faminto, espera.




O interior do petisco , servido bem quente, apresenta-se assim, suculento.


Estes croquetes de porco preto, foram uma das entradas escolhidas.
Absolutamente impecáveis, no tempero, fluidez da massa, ponto de fritura.

As gambas "al ajillo" chegaram à mesa chiando, numa fritura que se prolongava no recipiente quentíssimo.
Com o seu molho de azeite e alho, estavam divinas.

Como prato principal, foi servido este arroz de robalo com marisco, polvilhado com umas ervinhas aromáticas que despertava todos os seus sabores.


Muito, muito bom, com o robalo no ponto certo de cozedura e o arroz caldoso, escorrendo livre, num perfeito casamento com tomates e pimentos.
Perfeito!

No regresso, vendo Portugal ali tão perto, do outro lado do rio, optámos por embarcar no ferry-boat, que, em menos de nada nos colocou na outra margem, já em Caminha.

Depois do opíparo almoço,  a brisa gelada afastou a sonolência.

Como se numa ilha nos encontrássemos, avistávamos, Espanha, Portugal e o Oceano Atlântico, ao fundo.

10 ou 15 minutos é, no máximo, a duração da travessia.

Para variar e enriquecer o sábado, é uma experiência que recomendo.

Beijos,
Nina



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O prazer do dever cumprido,

... ao contrário do afirmado pelo poeta, é enorme, muito, muito gratificante.

Terminei a manta de lã,  graças às temperaturas polares em que temos vivido.
Ainda está quente, acabadinha de sair das minhas mãos, nesta gélida tarde de 6ª feira que convidava a não sair de casa.

Fotografei-a de todos os :ângulos, até à exaustão, receando que as fotos não lhe fizessem justiça



De perto ...

...dobrada, distraída, sem pose, ao natural ...

... neste que será o seu estado natural.

Dobrada, fazendo sobressair a fofura do seu toque.

Exibindo cores.

Numa visão de conjunto.

As cores reais são mais vivas.
A máquina fotográfica fica muito áquem do olho humano.
Que pena!

Onde quer que fique, garanto, vai iluminar o ambiente.


Beijo
Nina

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Um dia de cada vez!


É o que dizem os adictos, proclamando, hoje  ainda não bebi, ou não toquei em drogas ou ...

Felizmente o meu objetivo é outro, bem mais inocente:

-Não comprar roupas ou calçado!

Inspirei-me no blog  da Fashionita que tem um propósito bem mais ambicioso do que o meu, pretendendo não fazer compras durante 1 ano.

Do seu exemplo obtive o estímulo para parar o espiral consumista irracional que escraviza e que não contribui para o nosso capital de felicidade.
Estimulando a criatividade, consegue-se dar cara nova a roupas esquecidas, sendo o resultado final agradável.
A Fashionista já conta cinquenta e tal dias sem compras.
Eu acabo de começar, exatamente no dia 1 de Fevereiro.
Hoje saí com uma amiga, um perigo!
Não comprei nada embora tenhamos passado a tarde no Shopping.

Vesti este conjunto:


Blusa camiseiro (body) em seda castanha, com 2 colares sobrepostos.
Tudo com anos de estadia no meu armário.

Cinto castanho da Sfera.
Saia animal print da Zara.
Com anos na minha posse.

Sabrinas animal print e collants opacos pretos.
Os sapatinhos são de há 2 anos.

O casaco é um clássico sem idade, dos que passam de mãe para filha.
O conjunto é confortável e atual.


Sou a Nina e hoje não comprei nada!
Vamos contar os dias em que consigo cumprir o meu objetivo.
Beijos
Nina


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Obrigada, Teresinha!



      Da querida amiga  Teresinha  recebi estes miminhos:


Chá verde dos Açores, o melhor!
"Chá da Gorreana ... aquele que não engana!"



Recebi ainda uma muda de capuchos, como chamam nos Açores à planta phisalys, cujos frutos são, atualmente, muito utilizados nas sobremesas gourmet.

Soltos, vinham vários que já comi, pois adoro o seu sabor ligeiramente ácido.

Mas o que eu realmente amo, são as pontes criadas, sem esforço, apenas por real empatia, aqui, nesta realidade virtual.

Beijos
Nina