sábado, 11 de agosto de 2012

To be or not to be ...


Segunda-feira, primeiro despertar na Dinamarca.
Chovia, chovia muito.
Não havia como iludir tal desgraça.
O plano B surgiu, então:
Visita ao Museu de arte Moderna de Louisana.
A estrada corria junto ao mar plácido, mas triste, cinza.


A primeira paragem ocorreu aqui. Uma esplanada sobre o mar para um cafézinho.
Sem dificuldade, como se pode confirmar, se confunde o solo sólido com um barco.

O interior, simples e despretencioso.
Curioso foi assistir ao encontro de donas-de-casa carregando sacos do supermercado, que, antecipavam o almoço com um copo de vinho branco.

Continuando, chegámos ao museu...
... que, sendo segunda.feira, se encontrava encerrado.
Dele registei esta escultura que anuncia a natureza do espaço!

Foi o possível, com alusão aos direitos de autor!
(Sempre sem perder o bom humor!)

Aos poucos, o tempo foi melhorando e, sempre ao longo do litoral, prosseguimos para norte, a cada passo surpreendidos por belíssimos pormenores:


... como este ...

...  este ...

...ou este!

Até que chegámos a Helsingor, uma cidadezinha minúscula que ganhou notoriedade graças ao Castelo de Konborg onde, Shakespear colocou o atormentado príncipe Hamelet, no século XVII, na peça com o mesmo nome, de cujo texto sobressai a frase:
"To be or not to be ..."
A partir de então, a cidade passou a ser incluída nos roteiros turísticos e, atualmente, nesse espaço, são ainda feitas encenações da tragédia à luz de tochas, no pátio principal do castelo.

Esta é a entrada atravessando um fosso, para o interior da muralha.



A fortaleza ...

... imponente, mas elegante ...

... e muito bem conservada.


O título de propriedade da humanidade, promovido pela UNESCO, garante a importância histórica do edifício

A cidade, em si, é minúscula, embora muito visitada por turistas.
Tem, praticamente, apenas uma rua peatonal, onde se cruzam multidões.

Achei muito interessantes as janelas que, vaidosas, ostentam coleções de plantas e biblots.

Esta tem anõezinhos ...

...e esta, ostenta orgulhosa, um lustre de cristal.

A Main Street é esta ...

... e os meus olhos prenderam-se a esta variada , ...

...estranhíssima ...

...hiperperfumada e...

... apetitosa coleção de exóticos queijos.

O regresso a Copenhague realizou-se sobre o manto de um céu azul que contrastava gloriosamente com o verde infinito da paisagem.

Beijos
Nina


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A caminho de Copenhague


Saindo de Flenesburg, rumámos a Copenhague!
Para não ser escrava das horas, prefiro fazer um piquenique e almoçar quando me apetecer.
Não fugi à regra, desta vez.
E comprei estas delícias:


Fruta, sanduíches e água.

Os dinamarqueses inventaram esta maravilha a que chamam Open sanduíches, visto que, em vez das tradicionais duas fatias de pão, incluem apenas uma, de pão preto, cheio de sementes e frutos secos, que serve de base à composição.

Depois, dando asas à imaginação, decoram cada uma com o que mais lhes apetecer, desde salmão fumado, bife panado, presunto ... repito, com o que lhes apetecer.
Resulta numa refeição leve e ultra saborosa.
As uvas não são , obviamente, locais ...

...mas os morangos, pequeninos, perfumados e saborosíssimos, são!

Este almoço teve lugar em Odesa, a primeira das cidades dinamarquesas a 50 Km da fronteira.
Não faltam parques, jardins e espaços verdes que convidem a uma pausa.
Como este:


Um lago artificial, de dimensão considerável, no meio do qual um gigantesco dragão em pedra expele água pelas narinas.

À volta, passeia-se!

Nas sebes,  sem que ninguém os cuide, crescem frutos do bosque.

Groselhas, neste caso, com as quais, se me fosse permitido, confecionaria frascos e frascos de compota.

Era domingo e as lojas encontravam-se encerradas.
Ainda assim, gosto de vaguear ao acaso, tomando o pulso à cidade, entendendo possíveis características do se povo.

E, oh! grata surpresa!
As dinamarquesas, do alto da sua independência e desenvolvimento, tricotam!
E tricotam muito bem.
 Gostei do modelo e, assim me ajude a competência, tratarei de o copiar.

A arte é um produto de consumo diário e assim sendo ESTÁ! É! Em cada canto, em cada esquina.

Como aqui!


Depois, veio, verdadeiramente excitante parte do dia:
Atravessar o Báltico sobre esta extenssíssima ponte.
Antes da sua existência, recorria-se ao ferryboat para chegar à ilha dinamarquesa onde se situa Copenhague.
A travessia é mais que linda, é emocionante!

O movimento é frenético e o preço da portagem  muito, muito alto.
Mas vale a pena!


O hotel em que nos alojamos, situava-se perto do aeroporto , com metro permanente para a cidade.
Da janela, o mar!

... e barcos ...

... e mais barcos...

... e ainda mais barcos.
Arrisco-me a concluir que existem mais barcos do que automóveis.

Mas, como nada é perfeito, o tempinho estava assim, cinza,  frio e ameaçando chuva.
Vive-se bem nesta cidade!
Mas...
O grande MAS, é a escassez de sol, que nós, meridionais, em plena crise económica, temos permanentemente, apesar dos caprichos climatéricos, o que causa, suspeito, alguma inveja aos louros nórdicos.

Beijos
Nina

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Sábado e domingo em Flensburg


É uma cidadezinha alemã, quase na fronteira com a Dinamarca, com a particularidade de ter crescido à volta de um fiorde, um braço de mar que penetra profundamente na terra.


Instalámo-nos neste hotelzito, simples, mas, vá-se lá saber porquê, carregado de pretensões.
Não gosto de gente presumida e, por isso, não recomendo a instalação.

Neste cartaz, a azul, vê-se o mar, sendo que, na sua margem cresceu a cidade.

Barcos, muitos barcos, de pesca e de lazer, preenchem o horizonte de Flensberg.

Também junto ao mar se situam bares e restaurantes.

E, foi observando o movimento de sábado à noite, que constatei uma realidade muito própria.
Bandos de jovens e de não tão jovens, reuniam-se junto à agua, abastecidos por uma multitude de garrafas com bebidas alcoólicas.

Em tempos, estive na Noruega onde testemunhei o mesmo hábito:
Sábado é dia de bebedeira coletiva.
Domingo, pela manhã, são frequentes os ressacados que deambulam como almas penadas ou, pura e simplesmente, dormem em plena rua.
Explicaram-me que é uma questão civilizacional, ligada aos invernos prolongados, com noites quase eternas que cobram a sua dose de depressão à população.
Será?

Não deixa, porém, de ser chocante o cenário de estilhaços de garrafas e jovens ressacados, no domingo de manhã.

Flensberg, em si, é um reduto muito agradável, onde apetece possuir um barquinho para velejar por estas águas calmas.
Para além do mar, a cidade pouco mais tem para oferecer.
O seu movimento prende-se com a passagem de viajantes rumo à Dinamarca, que pretendem atravessar o Báltico numa extenssíssima ponte, uma incrível obra de engenharia e arquitetura, que permite evitar os ferries.

Só por isso, merece a pena atravessá-la.

Beijos
Nina

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Croquetes de batata em Osnabruck



Osnabruck é uma simpática cidadezinha alemã, muito arrumada, muito limpa, muito florida e com um centro histórico imaculadamente preservado.

Deixando Gent, na Bélgica, entra-se na Alemanha, sempre subindo, sempre para norte, até que se chega a Osnabruck.


Ao jantar, foram-me servidos uns medalhões de porco grelhados, acompanhados por cogumelos salteados e croquetes de batata.

Gostei!
É uma interessante maneira de aproveitar sobras de puré de batata, de uma forma muito agradável.

De tal forma me agradaram que tratei de descobrir uma receita dos mesmos e verifiquei que existem imensas opções.
É que me parece muito bem fugir das óbvias batas fritas ou salteadas e garanto que, assim que retomar os domínios da minha cozinha, não deixarei de por a ideia em prática.



Da cidade deixo uns apontamentos que confirmam tudo quanto sobre ela afirmei.


Frontarias de madeira, paredes pintadas, rendas nas cortinas das janelas...
É uma cidade de bonecos.

Na praça nobre, a incontornável catedral ...

... e, mesmo ao lado ...

... a Câmara Municipal.

Ainda habitadas, nas ruas peatonais, mais edifícios centenários ...

... respeitando a traça original.

Nesta miniatura, no centro de uma praça, a representação da cidade velha.

Muito interessante.
Sempre que recordar Osnabruck, sentirei o paladar delicioso dos croquetes de batata.

Beijos
Nina