terça-feira, 21 de agosto de 2012

As pêras ...


... estavam em promoção e, por isso, comprei três embalagens, já que se tratava de fruta pré-embalada, o que, no final representa uma enorme quantidade de pêras.
Para que a economia não resultasse em prejuízo, correndo as perinhas o risco de, dada a sua quantidade, acabarem no caixote do lixo., fiz um bolo, ou , se quiserem, uma espécie de Tarte Tatin de pêra.


Quatro foram suficientes.
Descasquei-as e dividi-as em quartos, retirando o "caroço".

Fiz um caramelo dourado, com 250g de açúcar e uma colher de chá de água.
Com ele barrei o fundo e as paredes laterais de uma forma, processo exigentíssimo, já que uma gota de caramelo na pele dá direito a gritos de dor e a uma profunda queimadura... já aviso!
Dispus ,então, artisticamente, os quartos das pêras e deixei de lado, para que o caramelo solidificasse, enquanto preparava a massa do bolo.
 Fi-lo, juntando:

4 gemas com 120g de açúcar que bati muito bem.
Acrescentei 120g de manteiga derretida no micro-ondas e continuei a bater.
Pesei e acrescentei 100g de farinha com 1 colher de chá de fermento. Foi a sua vez de entrar na mistura.
À parte, bati 4 claras em castelo que envolvi suavemente na massa que, finalmente, foi despejada sobre a cama de pêras.


Assou em forno moderado, cerca de 45 minutos ...

... resultando perfumado, fofo, deliciosamente húmido!

Faço cada vez menos sobremesas ...

...mas quando faço, que sejam assim, que valham a pena, que justifiquem o pecado.

Beijos
Nina

Sabonetes de Martha Stewart

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Existe uma cadeia de hotéis que frequento assiduamente, mas cujo nome não revelo, porque não me parece que me mereçam publicidade gratuita, nem essa cadeia, nem ninguém, mas de que, realmente, gosto muito.

Gosto da decoração dos quartos, dos lençóis, dos atoalhados das casas de banho, dos pequenos almoços onde abundam frutos frescos e sumos naturais, mas, acima de tudo, gosto dos produtos de higiene que disponibilizam nas bancadas das casa de banho.
Cheiram a frutos, a laranja e a limão, são alaranjados e verdes, dividem-se em gel de banho, champô, loção hidratante e sabonetes, sabonetes lindos e perfumados que, para além de alegrarem a vista e o olfato, dão vontade de trincar e degustar.
São de glicerina e eu adoro-os.
Na newsletter da Martha Stewart, hoje, reencontrei-os, aqui:


http://www.marthastewart.com/270599/homemade-glycerin-soaps?xsc=eml_crd_2012_08_21&om_rid=MQmEnc&om_mid=_BQM3mrB8jOieTK&czone=crafts/

Tenciono experimentar.

Beijos
Nina

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Europa tricotando



Não resta a menor dúvida!
 A febre do tricô espalhou-se por toda a Europa.

Não são apenas as lojas de vendas de lãs que se multiplicam. 
São as tricotadeiras que publicamente exercem as suas artes, são os cafés e esplanadas em que as agulhas se agitam, em tempo de laser, são as próprias lojas que oferecem cursos nesta matéria.


Em pleno Agosto, no coração de Copenhague, os desafios surgem repetidamente.

Botões de todas as cores, de todos os formatos, exibem-se e oferecem-se ... presumo que não faltarão compradores.

Esta camisola em lã grossa, própria para os rigores dos invernos nórdicos, não é para iniciantes ... mas é um desafio sedutor!

Mais sugestões.
Todas irresistíveis!

Assim embalada, na onda do tricô, dirigi-me, esta manhã, à minha loja de sempre, Tricô Brancal, pronta para me abastecer, sem lista, disposta a pecar, não oferecendo a menor resistência à tentação ...
Estacionei mal, correndo o risco de uma multa e, corri para a entrada ... que fechada, anunciava:
"Encerrado para férias. Reabrimos a 5 de Setembro".

O que é que eu faço?
Como esperar até 5 de Setembro?
Impossível!
Há que descortinar um plano B.

Beijos
Nina

domingo, 19 de agosto de 2012

As saudades que eu já tinha ...


... das minhas coisinhas, dos meus rituais.

Visitar Cerveira, ao sábado, deambular pela feira, fazer compras ou não, almoçar por lá, tudo isso, são etapas que repito com enorme prazer.
Portanto, ontem, sábado, lá fui!

Estava calor, muito calor e uma inusitada multidão enchia as alas do mercado e ocupava esplanadas.
Só ouvia falar espanhol e francês.
O espanhol, devido aos vizinhos galegos que não perdem a oportunidade de descobrir boas pechinchas, enquanto o francês saía da boca dos muitos emigrantes em férias em Portugal. 

A terrinha estava engalanada:


Para além dos enfeites, na praça principal, ouvia-se música ao vivo.

Não é o ambiente que mais me agrada.
Gosto de sossego e fujo às multidões.
Ainda assim, aventurei-me e fui bem sucedida numas comprinhas que realizei e já mostrarei.


Para já, exibo os meus inseparáveis pinduricalhos que, nem o calor tórrido, me convence a dispensar.

Tudo em preto e branco, tudo pensado, tudo científico :-) !!!!

Até o anel, que viajou comigo do Peru, país incrivelmente surpreendente e onde todos deveriam, por lei, ter direito a visitar, era, como a imagem documenta, preto.

Eu disse que a escolha fora científica, não disse?
Pois aqui está a prova, saia às bolas "para pessoas estarolas"
É antiguinha, quase uma antiguidade que, de vez em quando, revisito, porque gosto de bolas, de pintas e pintinhas e, acima de tudo, de preto e branco.

Não é bem branco, é branco pérola, uma blusa com pintinhas, num tecido fino e um colete em crochê, da HM, a parte superior da fatiota.

A mala amarela quebra o esquema.

Mas vamos lá às tais comprinhas.
Gastei 35 € e comprei um vestido para a praia e dois pares de sandálias.

Gosto do estampado e do tecido concebido para sofrer e aguentar todas as maldades.
Reconheço que "engorda", mas como o destino previsto são as areias algarvias, não me parece mal de todo.
Nos pés as sandálias, lindas, sem reserva, MUITO LINDAS!

O segundo par!
Ainda mais lindo!
Quase chique!
Seguramente que fará um considerável up-grade à mais simples das toillettes!

Gosto de roupa prática, desde que elegante e, tenho para mim que basta um detalhe para personalizar e conferir bom aspeto ao que se veste.
É que já está tudo inventado, subam ou desçam as saias, apertem ou alarguem as calças!
A diferença, repito, está nos detalhes e assim oriento as minhas escolhas.

Beijos
Nina

sábado, 18 de agosto de 2012

Foi só cruzar o canal ...


... atravessar a ponte sobre o mar e mergulhar tunel adentro, por baixo de água e chegámos a Malmoe, na Suécia, ali a poucos quilómetros da Dinamarca.
Não sendo uma cidade turística, permite sentir o verdadeiro pulsar da sua população.
Verifica-se, contudo, que apesar das características próprias, outras há que não conhecem fronteiras.
Chamam-lhe globalidade e é desconsoladora:


Lá como cá, como em toda a parte, a HM, com as mesmas montras e as mesmas novidades antecipando o Outono.

Longe vai o tempo em que as malas chegavam carregadas de novidades irrepetíveis no burgo.
Agora há tudo em toda a parte e é tudo igual.
Por isso não compro roupa, não vale a pena, a não ser que encontre algo que fuja à globalização.

Prefiro, mil vezes, perder-me noutras tentações, ainda que banais, como esta, onde se compram plantas envasadas.

Malmoe é uma cidade pequenina e acolhedora, por onde circula um tranquilo povo que, sem pressas, enche praças ...
... como esta ...

...deambula por ruas ...

...observa a natureza...

... compra flores ...

... opta pela bicicleta ...

... aproveita as ruas sem carros ...

... passeia cachorros ...

... que nos espantam quando, como estes, são, assim, incrivelmente fofos.
Depois vem a arte, nas suas mais diversas formas, sempre presente:



Quer seja no músico solitário que ficou perdido nos idos de 80, quer seja nesta banda que imediatamente evoca Chico Buarque.

O nome da cidade escreve-se com trema sobre o "o", impossível de reproduzir no nosso teclado

Junto aos canais, edifícios modernos testemunham o vigor da cidade.

Mas, de repente, como se nos trópicos se estivesse, o céu azul enegrece e uma tempestade aproxima-se ...

Forte, torrencial, diluviana, não dando tempo a procurar melhor abrigo do que a copa desta árvore.

E assim como veio passou e o sol voltou a brilhar e as ruas vibrantes com o movimento das pessoas, retomaram o seu normal ritmo.
Malmoe não  é Estocolmo, não é nem de perto parecida, mas, estando em Copenhague é visita a não perder.

Beijos
Nina

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Cabelo, cabelo meu ...


O que uma passagem pelo cabeleireiro não faz na auto-estima de qualquer uma de nós!!!
E sublinho "uma", porque acho que o problema com os homens, não se põe.

Dantes, ainda sofriam horrores com a queda de cabelo, mas, agora, com a moda da máquina zero, deixaram de ser carecas e passaram a ser giros, modernos e de bem com a vida.

Eu não!

Eu dependendo de um cabelinho brilhante e bem tratado para me sentir bem na minha pele.
Mais importante, mas muito mais importante, do que aquilo que visto, é o aspeto do meu cabelo.


Estou outra, por fora e por dentro, principalmente por dentro ...

O que trago vestido perdeu importância.
Com o cabelo arranjado, tudo fica bem.

O ego ganha asas e voa!
Poderosa, ignoro a fatiota, secundarizo-a.
 O importante é o cabelo.
Abençoadas as mãos que conseguem domar a minha trunfa selvagem e lhe conferem um ar decente.

Obrigada, muito obrigada, Andréa, muito obrigada a todas as Andréas que, por esse mundo fora, transformam o aspeto desgrenhado numa cascata brilhante e sedosa.

Beijo
Nina

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Adoro coleções!


A muito custo, com muita disciplina e autovigilância, controlo o impulso inato de iniciar coleções, como fazia na adolescência, quando acumulava tesouros a um ritmo alucinante, pondo em causa qualquer pretensão de arrumo nas gavetas do meu quarto.
Agora, que já sou crescida, controlo esse ímpeto devorador.
Coleciono caixinhas de vidro, dos antigos toucadores e,  a reboque do tema, algumas escovas, espelhos e pentes.

Têm vindo dos sítios mais remotos, onde, vendo uma feira de velharias, mergulho em busca das minhas preciosidades.


Este enorme coração de espelho envelhecido veio de Paris, há 3 ou 4 dias atrás, no meu regresso a casa.
Comprei-o no Forum des Halles, numa loja MAISONS DU MONDE (wherelse?)

É uma beleza!
Uma beleza frágil!
Logo, antes empoeirado do que partido!
Por este sábio princípio se regem as limpezas cá em casa.

Ocupa o centro desta antiga mesa de jogo que vive num recanto do meu quarto.
Combina mesmo bem com a restante companhia e, atendendo a que a área está lotada, acabou a coleção.


Entretanto, por tentativas, vou distribuindo as restantes compras.

Este anjinho já vive na minha casa de banho há muito tempo.
Veio do mesmo filão e agora arranjou companhia.

O casal de passarinhos acomodou-se junto a uma concha gigante ...

... e a bela patrícia romana ganhou como adereço dois frascos gravados, de uma leveza incrível.

Na bancada, outro anjinho (porquê esta predileção ?), as três jarrinhas em flor e o vaso rendado.
 Não me convencendo as tulipas, optei por um arranjo em branco:

Só não garanto não mudar tudo amanhã...

O que garanto é que as lojas MAISON DU MONDE são irresistíveis!

Beijo
Nina