domingo, 10 de março de 2013

OK!

O avião cumpriu o horário!
O voo foi tranquilo, sem a assustadora turbulência que, de vez em quando, resolver chocalhar-nos!
As malas não se perderam ... Só a passagem pela zona de verificação de passaportes foi lenta, muito leeeenta!
Quase uma hora para verificação dos passaportes eletrônicos!
Bem sei que a imigração ilegal abala a estrutura económica e social do Reino Unido, mas, para quem apenas pretende passar aqui um fim de semana, os trâmites alfandegários, são penosos.
Enfim, tudo acaba por se resolver.
Para quem, como eu, se queixa do frio e da chuva que parecem querer eternizar-se, nada como chegar a esta terrinha de eternas névoas e frio cortante, para suspirar por casa.
Frio tão glaciar que não há agasalho que nos valha.
Amanhã neve garantida e, sendo um espectáculo de beleza única, torna o dia a dia muito, muito duro. O simples acto de caminhar pelas ruas geladas é tarefa difícil.
Planos para compras, muitos!
Os preços absolutamente acessíveis se comparados com os de casa  são sedutores.
Portanto, na falta de outro programa, o Shopping promete mala cheia e excesso de peso!
Tudo por uma boa causa!
Partilharei fotos, muitas fotos.

Beijo
Nina

sábado, 9 de março de 2013

No aeroporto

Gosto das viagens de avião.
Gosto da sua rapidez, da sua segurança.
Não gosto de ser obrigada a chegar com 2 horas de antecedência.
Nao gosto de fazer malas.
Nao gosto de as procurar na passadeira rolante onde todas são iguais.
Não gosto de malas extraviadas.
Não gosto do nervosismo implícito.
Mas que fazer quando se pretende engolir 2000 km em menos de 2 horas?

Estou no aeroporto.

Beijo
Nina

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia Internacional da Mulher


É hoje!
Se é comemorado, por alguma razão será ... e as que me ocorrem, são todas más.
Por quê comemorar a mulher num determinado dia?
Somos assim tão segundo sexo que precisemos de um dia no ano em que os holofotes em nós se centralizem?
Somos assim um ser menor que dentro da sua menoridade se suplanta e transcende, num quotidiano mediano?
Mal agradecida, preferiria não ser homenageada um dia por ano.
Preferiria, por exemplo, que a trabalho igual correspondesse salário igual;
Que nos cargos de chefia as mulheres não constituíssem uma minoria;
Que o assédio nos locais de trabalho fosse exemplarmente punido;
Que nenhuma mulher fosse violada porque "estava a pedi-las";

E poderia continuar a enumeração de uma lista funesta.

Interrogo-me:
-De quem foi a ideia de instituir este dia?
E as respostas que no abstrato me ocorrem, não me agradam.
Não me agrada o paternalismo inerente, o presente envenenado que no ar farejo.
Mas isto sou eu a pensar alto,eu  que nas Faculdades observo a predominância feminina em quantidade e, principalmente, em excelência, eu a quem não apetece ser receber homenagem de circunstância uma vez por ano e que, em troca, preferiria que a paridade entre os sexos fosse efetiva!
Isto sou eu, contra a corrente!
Isto sou eu,  mal agradecida!

Beijo
Nina

quinta-feira, 7 de março de 2013

Boa,




... mas mesmo boa, sou a desmanchar.
E passo a explicar:

Aqui, no Our Choices, um local do mais giro que se pode imaginar, encontrei, entre montes de propostas irresistíveis, a um preço bem baixinho, este poncho lindo...


... por quase nada!

Olhei e voltei a olhar e aventurei-me tentando reproduzi-lo.
Não sei se darei conta do recado, mas, para já, o plágio encontra-se nesta fase:

Não é exatamente igual, mas a ideia é a mesma.
Tenho dúvidas quanto ao tamanho... parece-me estreito
Se assim for, entrará , então, em ação, o meu insuperável talento em desmanchar.
Sem dó nem piedade, num abrir e fechar de olhos, reduzo todo o trabalho realizado, a um honesto novelo e lá vamos nós, cantando e rindo, recomeçar do zero.

Para quem não souber ou não quiser gastar o seu precioso tempo com manobras desta natureza, é favor visitar o OUR CHOICES que, por lá, não faltam propostas.

Beijo
Nina

quarta-feira, 6 de março de 2013

Bolo de banana e côco!


Gosto de banana, gosto de coco.
Separadamente.
Agora, também em conjunto, casados em perfeita comunhão.
Só que nunca me ocorrera juntá-los.
Até que um dia...
Entrei no blog de uma amiga , a Fatinha do  blog Costurar e Renovar e encontrei isto.
Gravei.
Experimentei.
Agora aconselho e aplaudo.


Com esta superfície dourada, ondulada, quase imperfeita, esconde  surpresa  DE-LI-CI-O-SA!!!!
Recomendo e volto a recomendar.
Com chá, a meio de tarde fria e chuvosa, com café, a qualquer hora, como sobremesa, rematando um jantar levezinho, daqueles com muita sopa e uma fruta.
É absolutamente delicioso, perfumado, de interior fofo e húmido e exterior crocante.
Poucos ovos e quase nenhuma manteiga garantem baixo nível de colesterol mau, o malvado LDL.
Peca-se, mas pouco.
Assim como surge, assim desaparece na voragem dos comensais rendidos à sua delicia.




Já agora,e para que a informação fique completa e porque é da mais elementar justiça, refiro:
O blog da Fatinha é só poesia, todo ele, um doce...
De bom gosto, de perfeição, de elegância.
É verificar, é visitar, se faz favor.

Beijo
Nina

terça-feira, 5 de março de 2013

Jacintos e narcisos ...


... aquelas belezas que iluminam o o nosso Inverno, têm vida curta. É uma pena, mas duram muito pouco.
Rapidamente perdem o viço e rançam. O perfume inebriante transforma-se numa mistura bafienta de coisa morta ou prestes a morrer.
É uma pena, repito.
Há, portanto que deles desfrutar em pleno no tempo certo, aceitando a inevitabilidade da sua precariedade.
Custa-me muito dar-lhes como destino o balde do lixo.
É contra os meus princípios, porém, infelizmente, em experiências anteriores, quando os guardei resguardados, constatei que, postos em terra na altura própria, degeneravam numas florzitas tristes e sem graça.
Ora, o defeito só podia ser fruto da minha inépcia. Fui, portanto informar-me e descobri um local paradisíaco, onde nada destoa, onde a mais perfeita harmonia impera.
Está aqui

Portanto, quando as flores murcham, há que agir.

Cortam-se os caules rentes ...

... deixando os bolbos ( ou bulbos?) no recipiente.


Este, ainda viçoso, enfeitará os meus olhos ainda em sucessivos serões.
(Sim, leio, deliciada, Anna Karénina, de Tolstoi, assunto para futuro texto)

Depois, um a um, os bolbos são desenterrados, são-lhes cortadas as raízes, são escovados e, durante 48 horas permanecerão expostos, ao ar livre.
Findo esse tempo, permanecerão no escuro, em local fresco, até que no próximo Outono sejam de novo plantados.
As normas, colhi-as no link que acima indiquei.


Entretanto, as orquídeas que de 9 em 9 meses dão à luz, já desceram da estufa, plenas de filhotes que, em breve, alegrarão os cantos da casa.
Estranhamente, não me seduzem as flores sobre as mesas.
prefiro encará-las, inesperadamente, em posições menos óbvias


Esta, ainda incipiente, não permite antever o colorido, que, seja qual for, trará sol e vida para dentro de casa.

As flores, digam lá o que disserem, ainda são o mais inegável testemunho do dedo do Criador na natureza.

Beijos
Nina

P.S.
Repito o endereço de todos os ensinamentos, muito grata à sua autora:
http://www.plantasonya.com.br/sementes-e-bulbos/bolbos-dicas.html

segunda-feira, 4 de março de 2013

Atalhos, transvias, transversais, beterrabas ...






A rotina cansa-me, a rotina mata-me. Por isso, e só por isso, como disse Martha Medeiros, sou constante na minha inconstância.
Sem chegar ao ponto de bater com a porta, jogar tudo para o alto e sair por aí, mochila às costas e uns euros no bolso, sou, ainda assim, uma hyppie bem comportada.
Detesto obrigações, rígidas leis que me mecanizam feita robot pré programada. Por isso me rebelo.Como posso, como vou podendo. Rebelde chique, concedo, mas rebelde, ainda assim.
Sem agredir , mansamente, conduzo a vida, a minha e a de quem me rodeia, por estradas paralelas, nada óbvias. Disciplinada no sentido de fugir a convulsões, desarmo expectativas e invento, vajando sempre.
Dai a mulher dos sete instrumentos em que me reconheço.
Nada a fazer.
Sabendo, embora, que canalizando os possíveis talentos numa única direção, poderia, quem sabe?, atingir mais elevados patamares. Melhor sucedida, talvez e, seguramente, infeliz!
Não quero, não posso ... A genética, a hereditariedade, o que seja, vencem critérios práticos e ganham contornos da felicidade. Que, como se sabe, toda a gente sabe, não existe. O que existem são momentos felizes que, olhando para trás brilham, pedras preciosas, por entre o cascalho do quotidiano.
Todo este mergulho introspectivo para concluir que, em meros, banalíssimos detalhes, dou por mim subvertendo regras.
Sopa, é do que falo.
A sopa nossa de cada dia.
Gosto muito e como profundo embora não praticável desejo, poderia alimentar-me apenas de sopa.
Desde que ... lá está, não óbvia, nunca da óbvia, sopa de batata, cenoura, couve e algo mais, assim  a básicos ingredientes.
Não.Não é assim que funciono! Abro a gaveta dos vegetais e vejo beterraba. E brócolos e cebolas e alhos.
Porque não?
Tudo cozido.
Tudo reduzido a puré.
Zero de sal, que eduquei o gosto nesse sentido.
Zero de gordura, que quanto menos melhor.



Depois de fria, frigorífico com ela. Em caixa de vidro, se faz favor, que amaldiçoo os plásticos.
E assim, almoçaria, jantaria, cearia ... Se fosse da cepa de um Che Guevara, capaz de cortar amarras seguindo em frente, seguindo a estrela no céu dos seus sonhos.
Tímida! Embora, raiando o marginal, o inconvencional, sempre.

Beijo
Nina