sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

1042 - Trapilho ...

... para que te quero eu?

Para os mais improváveis projetos, como por exemplo este!
Comprada que foi a caixa para armazenar roupa esperando pela entrada na máquina, uma caixa liiiiinda, elegante e branca, conclui que a brancura não perduraria se o tampo não fosse protegido.
Vai daí, rapidamente, diria mesmo, velozmente,  produzi uma cobertura em trapilho, branca,- é claro-, que se coloca e retira sempre que necessite de lavagem - confesso que sou dada acessos de lavagens!
 Estou, portanto à vontade.
Crochetei um retângulo ligeiramente menor que a superfície da tampa ( a malha é elástica e cede à pressão) e depois 4 margens que, concluídas, liguei nas arestas dos cantos.
Encaixa/ veste como uma luva. 

Dado o tamanho exíguo da minha lavandaria, todas as superfícies são ocupadas, inclusivamente a tampa da caixa.
Ora a constante fricção do alguidar comprometia o aspeto imaculado da bela da caixa.
Agora já não.

Combinando, esta caixa para guardar roupa lavada que espera pelo ferro.
Diria que a lavandaria ganhou estatuto, que as lavandarias como muitas outras coisas na vida, não se medem aos palmos.
Pequenina, sim, mas composta!


A inspiração para a cobertura em trapilho nasceu nesta, em felpo, que cobre e protege a máquina de lavar.
O que garanto é que as possibilidades do trapilho são ilimitadas e agora abastecida com uns quantos cones na cor branca, é ver-me atenta (e delirante) procurando objetos para vestir.
Imaginação à solta, ideias não me faltam.

Beijo
Nina

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

1041 - Hoje ...

...quando acordei, estava assim:


Uma tempestade desfeita!
Chuva torrencial, daquela feroz, tocada a vento!
Um frio de enregelar!
Ok! Estamos no Inverno!
Ok! É tempo de frio e chuva!
Mas há 3 meses que chove! Já me esqueci do sol, do céu azul, do calor!

Até gosto de frio.
Até gosto de chuva.
É  um incentivo para ficar em casa, no quente, curtindo o conforto. Mas, tudo se quer! Sempre chuva perturba as mentes mais animadas e, também eu, nada dada a essas cenas, parece que definho.

Ocupo-me, é certo!
Nunca na vida tricotei tanto, nem li tanto, nem vi tantas séries na televisão, nem fui tantas vezes ao cinema, nem fiz tantos bolos.
Desconfio que estou a engordar a família, já que eu sou pouco de bolos.

Do forno, acabaram de sair estes:

Que cheiram bem que se fartam e vão acompanhar um chazinho quente.

Beijo
Nina

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

1040 - Ainda a camisola/blusa!


Fiquei muito feliz com o feedback!
Gostaram da camisola/blusa, sem qualquer dúvida.
Eu, também.

Para responder a questões, volto à questão!
A Aldina queria ver a cava e a manga.
Ei-la!
Com manga em meia, mas sem cava.
É que a minha competência não foi suficiente para fazer "mates" neste ponto lindo e, assim, para grandes males, grandes remédios - ficou com o ombro descaído e nada de grave ocorreu!
Veste bem à mesma.


Respondendo às sugestões de que um top castanho ficaria melhor ... cá está ele e, concordo, fica bem melhor!

O fotógrafo presente e o resultado é este:
- Uma vista geral!


... e outra ...

... e ainda outra!
Por agora chega!
A camisola/blusa esgotou o seu tempo de antena.
Beijo
Nina

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

1039 - Pronta ...


... e gira e original e única (aposto!)!
A minha camisola (blusa) tricotada com o Ponto Pipoca está, finalmente, pronta, que foi feita ( e desfeita ...) com todos os vagares, ponto a ponto, nos serões do último mês.
Resultou extremamente leve e muito confortável.

A gola foi tricotada em canelado 2/2 e para incrementar, apliquei-lhe uma pregadeira que mantem a dobra na posição correta.
Debaixo da gola espreita um lenço de seda que, à cautela, uso a fim de evitar possíveis alergias, já que, eu e a lã, mantemos uma  relação distante, como alternativa à irritante coceira.
Lenço no pescoço é, assim, a solução para o problema.

Na falta de fotógrafo, eu mesma tratei da reportagem.
Daí que os ângulos sejam, no mínimo, bizarros.
Combinei a camisola (blusa) com calças de couro castanhas, uma daquelas peças intemporais que jamais passam de moda e que sempre combinam, dando um arzinho moderno ao conjunto, ainda que este seja simplezinho, como é o caso.

O ponto, resulta num rendado, digamos, arejado ... que não desdenha  de um discreto top!

Acertei nas medidas, depois de uma sucessão de faz/ desfaz - a minha especialidade, com repetidamente tenho aqui afirmado.
Comecei frentes e costa com canelado e as mangas, que aqui não aparecem devido à já mencionada inexistência de fotógrafo, foram tricotadas em meia.

Ficou pronta e gira e original!
É tão viciante, mas tão viciante, que já iniciei outra!

Beijo
Nina

domingo, 2 de fevereiro de 2014

1038 - Saintpaulia


Saintpaulia, é o nome científico das Violetas de Parma, que nos encantam nos expositores de hortos, repletas de cor e folhas viçosas, que, rapidamente esmorecem, num processo de usa e deita fora que me irrita.
Claro que dá imenso jeito aos comerciantes, este lado descartável das plantas.
Por mim, não têm sucesso, embora, infelizmente, conte com algumas baixas inesperadas entre as minhas plantinhas.
No que às violetas diz respeito, conto, no meu currículo, com variadíssimos óbitos que não pude ou não soube evitar.
Porém, como ontem sugeri, aos poucos, fui descobrindo processos de otimizar a vida das minhas violetas. 


Florescem todo o ano, nas mais diversas cores e tonalidades, desde que se respeitem certas normas:

Apresentam um vivo colorido, embora não possuam qualquer perfume.
Gostam de luz, embora não suportem o sol escaldante do Verão.
Durante o Inverno, alegram qualquer janela.

Dão-se bem com uma temperatura mínima de 12 graus, embora sejam mais felizes com 15.
A terra deve ser mantida húmida, com 2 regas semanais moderadas.
Atenção às folhas que NÃO devem ser molhadas nunca, para que não apodreçam.

Agradecem fertilizante líquido, uma vez por mês, misturado na água da rega.
O solo deve ser rico, formado por um composto de turba, que se encontra em qualquer horto ou supermercado.

Quando as folhas ficam pequenas e deixam de dar flor, devem ser mudadas para um vaso um número acima, pois não apreciam grandes espaços
As normas que aqui deixei são muito acessíveis e fáceis de seguir e, nem a mais desajeitada jardineira, pode invocar desculpas para não investir num vasinho de violetas.
As violetas agradecem e a casa também, pois é inegável, que umas pinceladas de cor adoçam o ambiente tornando mais "nosso" o espaço onde vivemos.
Depois, há ainda a considerar o importantíssimo fator preço:
Tão lindas, tão generosas e tão baratinhas!

Beijo
Nina

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

1037 - Dizia eu ...


... na última postagem, que não podia ver lãs! Acrescento que também não posso ver trapilho!
É uma ânsia, uma voragem que só se aplaca com  aquisições!
Compro, compro que me farto.
Trouxe um carregamento de branco na minha última passagem pelo chinês da requintadíssima Miss, Miss!
E é com esforço que me controlo para lá não voltar enquanto não se esgotam as provisões.

Este banquinho de vime, recentemente pintado de branco, recebeu esta  capinha, para ficar mais bonito e mais cómodo.

Não tem nada que saber.
Começa-se por um anel central e continua-se, sempre à volta, em ponto baixo, com os aumentos necessários ( a olho ...) para que o círculo cresça bem planinho.

Depois, atingida a mediada necessária, começa-se o processo inverso ...

... comendo pontos, isto é, crochetam-se 3, salta-se 1 e o círculo começa a apertar, para que a cobertura se prenda por baixo da superfície do banco.
Espero que as peritas perdoem esta tosca explicação.
 Gostei muito do resultado e vou repeti-lo noutras peças que por aí andam, pedindo cobertura.

Terminada a sessão fotográfica ao banquinho, não resisti  e fotografei esta belíssima e gigantesca Violeta de Parma. Estas plantinhas compram-se em minúsculos vasos com meia dúzia de folhas e uma amostra de flores.
Normalmente duram pouco.
Esta, contudo, foi transplantada para um recipiente maior, crescendo desmesuradamente e florindo sem parar.
Apliquei a receita a outras irmãzinhas e o resultado tem sido um sucesso.
Pelas mesas tenho violetas  pujantes, em todas as cores!
Aqui, é assim! Só truques, só dicas, só receitas de sucesso!
Vamos lá comprar trapilho, ficar em casa durante o fim de semana chuvoso, revestir bancos e caixas e o que mais houver.
Se ao crochê dizem não,- olha!-, tratem das violetas! 

Beijo
Nina

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

1036 - Não posso ver lãs ...


... novelos, fios, botões, linhas em geral. Nas lojas. É uma atração fatal que sempre acaba em novas aquisições.
Então quando me cheira a pechincha, é fatal "comó" destino! Entro, pesquiso, mexo, apalpo, avalio, farejo e compro!

Inglaterra, já se sabe, é o paraíso das lãs!
Irresistíveis, cada uma mais bonita que a outra, caras, carotas, mas, às vezes , não! Às vezes encontram-se incríveis pechinchas.

Como esta!
A coisa "mailinda", mais fofa que se pode imaginar. Uma mescla de cores que começa num castanho, evolui para o brique e termina num azul petróleo - uma das minhas cores favoritas!
Comprei-a, pois, em Oxford, em Dezembro último,  numa rapidíssima passagem pelas lojas, na manhã do dia 24, aproveitando enquanto se encontravam abertas, antes de uma "ponte" de dois dias, já que, por aquelas bandas, além do dia 25, também não se trabalha a 26.

Vi, portanto, esta preciosidade, um fio grossinho que pede agulhas número 6 ...

... cada novelo com 200 g! Poupadinha  (ou tola!) só trouxe 2!
Fiz mal, bem sei!

Foi na excitação da descoberta!
Uma pechincha!
Não refleti!
Já tricotei uma amostra que ficou um espanto. Nada de pontos complicados, nada de enfeites, nada de complicações, que o menos é sempre mais! A lã é suficientemente maravilhosa.
Basta-se!
Nada de lhe retirar o brilho.Será lisa, sem arrebiques porque  pode faltar quantidade ...
O diabo seja surdo!

Beijo
Nina