quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Ora vamos lá saber ...

Ora vamos lá saber ...
- O que fazer com dois filetes de pescada que sobraram do jantar de ontem?


- Aquecê-los no micro ondas?
- Não me parece!
É que comer peixe aquecido é como comer uma folha de jornal velho!
Não aconselho.

- Atirá-lo, pura e simplesmente, ao lixo?
-Nem pensar! É pecado e é, principalmente, desperdício intolerável.

Vejamos, então:
-Rissóis?
- Sim, é uma boa solução, se esquecermos a trabalheira medonha que os acompanha.
Assim, passou-me, de repente, a vontade de comer  rissóis.

- E se fossem crepes?
- Boa ideia! Não sujam e fazem-se num instante!
Mas ... Agora reparo num saco de pão que espera no frio.

Eureka!
Pão + peixe = AÇORDA DE PEIXE!


Não que goste particularmente de açorda - devem ser traumas da infância - mas, uma vez por outra, se bem temperada, é até uma excelente aposta.
Fiz assim:

Fritei, lentamente, cebola picada e pimento vermelho.
Quando a cebola estava no ponto - frita sem queimar - juntei alho picado, vigilante e atenta que não existe coisa mais desagradável do que o alho queimado - é o suficiente para arruinar um prato!

Vamos agora ao pão:

Deve esperar, mergulhado em água, que se escorrerá completamente, antes de o utilizar.
 E voltemos ao refogado que, entretanto, ficou no ponto!

Entra, neste momento, o peixe em lascas, misturando bem.
À parte, cozi 8 camarões, em água temperada com sal, deixando que fervessem por 3 minutos
 ( informo que se não tivesse camarões, seria apenas uma singela açorda de pescada )
Descasquei-os e aproveitei a água da cozedura.

Ei-los, ainda com casca!
Relembro que a água de cozer peixe, carne, legumes ou marisco, deve ser sempre, sempre aproveitada!

Utiliza-se aos poucos, com parcimónia, que é sempre possível acrescentar se a açorda estiver grossa.
 Já retirá-la não é fácil e ninguém quer comer açorda usando uma palhinha!

Ao peixe, acrescentei o pão bem escorrido e absolutamente mole.
Juntei um pouco de água dos camarões e um cubo de caldo de peixe.
Mexi bem, verificando a consistência da açorda.
Retifiquei os temperos e polvilhei com coentros.


Servi em malgas individuais.
Em cada uma, um ovo cru que escalfa na mistura fervilhante.
Os camarões descascados dão ao pratinho de aproveitamentos um ar de grande prato.
 E a cozinheira, muito feliz, limita-se a receber os aplausos.
FIM!

Beijo
Nina


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Pintei a manta!


Pintei a manta, literalmente falando!
Não pintei, mas cosi!
Esta tarde liguei as tiras formadas pelos blocos, usando o entremeio - isto sou eu a falar como quem já está prática no riscado, citando uma querida amiga brasileira com quem aprendi esta deliciosa expressão!
Dizia, pois, que a coisa avança!
E que coisa!
E como avança!


A procissão ainda vai no adro, mas dá para ver o efeito, não dá?

Não liguei todas as tiras, porque se me acabaram as linhas!
Verdade!
Claro que se eu fosse uma costureira experiente e previdente jamais seria apanhada nesta situação.
Mas, não sou!
E mesmo com todos os percalços estou a adorar a brincadeira!

Gastei dois tubos de repente, cosendo entre si todos os quadradinhos.
Façamos, agora, um exercício mental e pensemos no que era coser todos os retalhinhos, pontinho a pontinho, à mão!
Era a técnica das pioneiras americanas e, pelo que tenho lido, há ainda quem adote o sistema.
Eu não!
Cruzes!
A máquina de costura é uma maravilha da qual se deve tirar todas as vantagens.

Visto de perto, que não estou aqui para enganar ninguém :-))))
- Tem erros?
-Tem!
-Imperfeições?
-Também! E muitas!
-Vou melhorar?
- Vou! Muito, muito! É apenas questão de prosseguir. insistir, não desistir e, acima de tudo, gostar do que estou a fazer. Quanto a isso, garanto - estou a adorar!

Entretanto, por aqui, o tempo está péssimo, com céu escuro, muito frio. muito vento e muita chuva!
Parece que ainda vai piorar.

Por isso, resolvi resgatar três lindas orquídeas que corriam sério risco de serem destruídas pela tempestade:


Estas!



Lindas!
Não só as salvei como trouxe para o meu hall de entrada um enorme raio de sol!
Este foi um dia feliz!
Agradeço!

Beijo
Nina


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Tentações, tentações ...


Tenho ouvido muito boa gente afirmar:
- Resisto a tudo, menos às tentações!
Eu, também, até porque o grau de pecado das minhas tentações é baixinho!
E, em se tratando da Zara Home, até o mais santo peca, acho eu!

Então, foi assim:
Saí de manhã e, como chovia, fui ao Shopping, já que precisava de passar pelo banco e de realizar uns quantos pagamentos. Portanto, fui!
Fui de alma lavada, sem intenção preconcebida de comprar o que quer que fosse.
Porém, passei pela Zara Home que apresenta uma montra espetacular, toda em branco e azul, anunciando a primavera que acabará por chegar.

Lá ao fundo, no limite da loja, continuam os saldos, agora ainda mais baixos, ainda mais baratos. É certo que a variedade da oferta é pequena, mas, com o meu olho de lince, "ELE" saltou-me à vista!   



Este cesto!
Custava 40 € e está à venda por 15!

E não é que eu preciva de um cesto?
Precisava deseperadamente!

Detesto ver jornais e revistas desarrumados!
E, nesta mesa de apoio, aterram todos!

Já tinha procurado o que quer que fosse que servisse esse propósito - arrumar jornais e revistas, mas em vão!

O cesto parece ter sido feito de encomenda!
As revistas e os jornais encontraram poiso certo e podem até ficar debaixo da mesa.
Aviso que ainda lá ficaram muitos, todos lindos, todos ao mesmo preço.
É aproveitar!
E o senhor Zara que se prepare! Vou exigir comissão nos lucros da loja.

Já agora, mostro o upgrade no meu CANDEEIRO.
Mudei-lhe o abat-jour.
Este foi há muito tempo encomendado numa loja que os faz sob medida.
 Estava colocado num outro. Bastou-me trocá-los e a base ganhou imediatamente outro encanto.
Concluindo!
Tão cedo não volto a passar junto a esta loja, uma tentação a que, está provado, não resisto!
Até comentei com a empregada que deveria ser proibido terem coisas tão lindas!
Brinco!
É um consolo para os olhos entrar aqui.
E comprar, ainda melhor!

Beijo
Nina


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Oh!!!!!


Depois de semanas de penúria, recorrendo, por vezes,  a um Ipad cheio de manhas, com incontrolável forte  personalidade,  que não dominava, ou utilizando um MAC alheio, também ele muito complicado, finalmente, tenho software novinho e reluzente!
Oh!!!!


Vermelho como um Ferrari ...

... com imagem excelente e tantos, mas taaaaaantos recursos que me intimida.

Tenho-lhe medo, porque a máquina é ameaçadora de tão moderna, pelo que, seguramente, preciso de um "curso" para dela tirar proveito.
Liguei-o.
Cirandei nele por 1 hora.
Cansei.
Estou no velhinho Laptop que a custo, lá vai dando conta do recado.

Beijo
Nina

 

sábado, 31 de janeiro de 2015

Manta de patchwork

Acho que já posso dar-lhe nome!
Depois de ligar, muitos, muitos quadradinhos, atingi a fase em que obtive 42 blocos, cada um deles composto por 9 quadradinhos.
É chegada a hora do entremeio - dado nome pelas especialistas ao tecido que liga os blocos.
Até ao momento, liguei 7 blocos entre si, atingindo o comprimento aproximado que a manta apresentará.

Cá está a primeira tira.
O entremeio é o tecido em azul turquesa, com estrelinhas que mostrei AQUI! 

O balanço que faço deste trabalho é, até ao momento, muito positivo. É uma tarefa para realizar sem pressas, exigindo atenção e aplicação,  não sendo fácil, o que implica a aceitação de erros de precisão que possam ocorrer e que, forçosamente, ocorrerão. Que o digam as especialistas! Tenho a certeza que, no primeiro trabalho, todas tiveram que conviver com imperfeições. Mas, como se sabe, "o ótimo é inimigo do bom!" e  o excesso de preciosismo impedirá de concluir o que quer que seja.

Lembro, a propósito, um programa da OPRAH, em que ela convidava uma mulher com muito bom aspeto, para dar o seu testemunho acerca da arrumação da sua casa. Foi então que nos foi mostrada a dita habitação. Era coisa mais horrível, mais suja, mais caótica que se pode imaginar, o que contrastava com o aspeto da sua dona que, como disse, tinha um ar muito elegante e muito cuidado.
Interrogada sobre aquela situação, ela limitou-se a responder que era tão exigente, tão requintada, que não conseguia nunca que a casa estivesse à altura das suas expectativas. Por isso, pura e simplesmente, não arrumava nada.

Do mesmo modo, penso, que quando o preciosismo é excessivo, atrapalha,  monstro castrador!

Quero assim admitir que nem todos os quadradinhos se encontram milimetricamente cosidos, embora me tenha esforçado para o conseguir.
Notei, porém, que os últimos blocos estão bem mais perfeitos que os primeiros e que a próxima manta será concluída com outro rigor.
Necessário é, a quem pretenda iniciar uma nova atividade,seja ela qual for,  uma razoável dose de tolerância acompanhada pela convicção que a prática ( ou o trabalho ... o trabalhinho em que tanto acredito, muito mais do que na genialidade ...) conduz à perfeição!

E o sábado está a terminar. Um sábado gélido e chuvoso! Tão triste que nem parece sábado, o dia de todas as alegrias.

Beijo
Nina 


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Assado, estufado?

Venho falar de comida!
Concretamente, venho falar de entrecosto de porco, uma das partes do bichinho, que aprendi serem extremamente saborosas, muito suculentas, deixando a milhas de distância a secura impertinente do lombo.
Temos, pois que ao comprar, prefiro o entrecosto que, por norma cozinho assado.
Hoje, porém, rebelde, inovei!
E descobri uma nova suculência!
Pretendia, pela manhã, deixar a carne cozinhando lentamente, sobre uma cama de cebolas cortadas em rodelas, muito alho picado, tomate em pedaços e um borrifo generoso de vinho branco.
Acontece que, quando me preparava para sair, verifiquei que a carne estava dura, longe do ponto em que pode ser comida com a colher!
Não querendo correr o risco de deixar o cozimento prosseguir sem vigilância - o que provavelmente conduziria a um belo entrecosto esturricado - tapei a panela e coloquei-a no forno a 200 graus!
Fui à minha vida!
Quando regressei, fui recebida por um inebriante cheirinho a comida caseira bem temperada.
Desliguei o forno, destapei a panela e espetei o garfo na carne!
Bravo!!!!
A carne estava perfeita!
Tendo cozido /assado (?) tapada, não secara, não perdera sabor nem odor!

Assim, por acaso, descobri a pólvora!

Ideal para o almoço de domingo, quando apetece sair para um cafezinho deixando o almoço processando.


Resumindo:
-É só temperar a carne e deixar que cozinhe, hermeticamente tapada, no forno!
Não é um estufado, não sendo, também, rigorosamente, um assado!
Acho que é assim, por acaso, que se descobre modos de facilitar a vida!

Beijo
Nina

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Falando de moda ...


Falando de moda ...
Assunto de que, realmente, não percebo nada. E, não pretendo ser interessante com esta afirmação! Na verdade, não percebo, não domino as tendências, não me aventuro em inovações, não me informo! Só sei do que gosto! E, curiosamente, dou por mim a gostar daquilo "que não se usa".

Refiro-me, concretamente, à atual série  Miss Marple, que todas as segundas feiras, à noite, no Fox Crime, me apaixona. Adoro o ambiente retro dos anos 40 ou 50. Adoro a elegância feminina quando a moda servia verdadeiramente a mulher.
Atualmente vejo coisas tão horrendas que sou levada a crer terem sido inventadas por alguém que odeia as mulheres ... penso, por exemplo, nas calças de cintura descida... Palavras para quê?

Claro que a par dos horrores se encontram coisas lindas, só que, a oferta é excessiva, porque a máquina de fazer dinheiro que é a indústria do vestuário é insaciável e aflige-me de tal forma que dou por mim a pensar que "não quero nada!"

Vem esta conversa a propósito dos excessos!
Compra-se -pelo que vejo - compra-se muito!
E eu pergunto-me:
- Onde é que as pessoas metem o que compram?
É que, a mim, não me faltam armários, mas estão cheios!
Não posso, simplesmente desfazer-me de peças em bom estado, de ótima qualidade que, ainda por cima me agradam, apenas porque pretendo renovar o guarda roupa.


 Hoje, vesti um casaco Adolfo Domingues que comprei há muitos anos e nem me passa pela cabeça desfazer-me dele.

O tecido é cachemira, o corte perfeito e a cor, bordeaux!
Combinei~com calças cinza - de cintura alta, é claro - e uma blusa de crepe em azul inglês.
Sei que não estava um ícone da moda - nem quero estar!
O que sei é que me sentia confortável, a gosto e bem vestida.

A única novidade, compra deste inverno, são os botins de camurça , também eles bordeaux, da Geox, maravilhosamente confortáveis e, para meu gosto, muito elegantes.
 Se me apetecesse, poderia mostrar, durante vários dias, conjuntos semelhantes a este, sem nunca os repetir, porque, como disse, tenho-os de sobra.

Por isso, repito a pergunta:
- Onde metem as fashionistas, as dúzias de casacos, vestidos, saias e blusas que permanentemente adquirem?
Onde?
Para mim, um mistério!

Beijo
Nina