domingo, 3 de janeiro de 2016

Terminando, começando ...


Estou a terminar estas mini férias e prestes a reassumir as rotinas do dia a dia.

Foi uma semana muito, muito boa, descobrindo detalhes e segredos em locais por onde repetidamente esvoacei. Foi tão bom que prevejo repetir, mais lá para a frente, no Verão.

É que a Bretanha é realmente uma região riquíssima em termos culturais, sociais e geográficos.

Na minha narrativa, fiquei-me por Nantes, mas tendo material disponível, pretendo continuar o relato.
É que vale mesmo muito a pena.

Nos meus regressos a casa cumpro um ritual - passo por Andorra.
Sabe-me muito bem...
Gosto de ir às mesmas lojas de sempre, de descobrir as previsíveis pechinchas, de me esgueirar entre a multidão de esquiadores que, ao fim da tarde, fechadas as pistas, descem à cidade.

Costumo escolher um hotel bem no centro.
Porém, desta vez foi impossível dada a enchente de turistas.
Em desespero de causa, reservei um desconhecido. Vim à aventura. E adorei. E estou a adorar!
Fica no alto da montanha, a 1500 metros de altitude, é uma espécie de hotel familiar, serve refeições, os funcionários são simpatiquíssimos, temos TV portuguesa e muito, muito silêncio.

Amanhã fotografo.
Amanhã mostro.
Amanhã partilho.

Beijo
Nina

sábado, 2 de janeiro de 2016

Castelo dos duques da Bretanha


Quando estive em Nantes, onde passei 2 dias, seguindo o risco verde de que falei AQUI!, cheguei ao incontornável Castelo dos Duques da Bretanha, situado mesmo no centro da cidade, muito perto da Catedral.
O edifício encontra-se em perfeito estado de conservação e, fazendo o circuito das muralhas, obtem-se uma excelente panorâmica da cidade.




Originariamente, ocupado pelos duques Francisco e Ana, era local de habitação devidamente protegido por muralhas e circundado por profundo fosso de água.
Todo o local é "legendado" ao longo do percurso ...
Compreender a forma como era vivido este espaço torna a visita extremamente interessante.

A dada altura, soube que mais de 500 servos trabalhavam no castelo - muito servo para poucos nobres - mas essa era a realidade de então - ou se tinha a sorte de nascer nobre ou então, quase mais valia a pena não ter nascido!

Gosto muito de ler romance histórico, porque, através dele, fácil é entender a evolução da humanidade que, estando muito, muito longe da perfeição, está, ainda assim, a anos luz da realidade medieval.

Com a minha sorte, concluo, que fui muito afortunada por ter nascido nos dias de hoje, caso contrário - aposto - lavaria as escadas do castelo dos duques da Bretanha.
Safa!
Do que me livrei!
(Um desabafo que vale o que vale! Sei lá eu quais os caprichos da natureza!)

O que sei - e isso garanto - é que ir a Nantes e não visitar o castelo é imperdoável!


Pensando bem, era muita janela para lavar, muita lareira para acender!
Se calhar os 500 servos eram mesmo necessários ...

Do alto das muralhas ...




Um espelho de água em amplo espaço verde ...

E, nas muralhas, os visitantes circulavam livre e gratuitamente, o que - já se sabe - torna o passeio muito mais agradável.


Um fosso, uma ponte, muralhas e portas indestrutíveis - que todo o cuidado era pouco ...

No relvado, um recente labirinto vegetal.
Não entrei. Não quis experimentar.
Detesto ratoeiras que é o que para mim são os labirintos!


No exterior, esta senhora:

Anne, ou Ana, a Duquesa da Bretanha, rainha de França!

Como atesta esta placa.

A avaliar pela estátua, uma linda mulher!
Morreu jovem, com 37 anos, longevidade de acordo com os padrões da época, de nada lhe valendo ter sido rainha!

Lá está, safei-me de lavar escadas e os 37 anos já lá vão ... e espero que muitos mais virão!
Antes plebeia!
Antes nascida no século XX!


Beijo
Nina





sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

O mais hilariante


Do blog da minha amiga Carla Renata, que pode ser visto AQUI, transcrevo o mais delirante, mais engraçado, mais criativo texto, formulando votos de bom ano novo ... ou de qualquer outra coisa:




De cada vez que releio, rio, rio perdidamente!
Obrigada, Carlinha!
O mesmo para você!

Beijo
Nina

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

FELIZ 2016








Para 2016, prontinho a entrar, desejo a quem me acompanha, o mesmo que para mim própria desejo:

- Amem-se!
- Amem-se acima de tudo e de todas as coisas!
-Acarinhem-se!
-Mimem-se!
-Ofereçam o vosso imenso amor apenas a quem o merece!
e
-Sejam felizes!

Feliz 2016!

Beijo
Nina

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Crepes


Não são exatamente crepes.
São Galettes, uma espécie de crepe, uma folha de massa muito fininha, recheada à vontade do freguês.
A farinha utilizada é trigo negro, daí a coloração escura e a densidade da massa.
Gosto.
Uma vez, no máximo duas.
Depois escolho outra coisa.


Esta com cogumelos, fiambre e ovo ...

Esta com queijo, bacon e alho francês ...
.. e esta, igual à primeira, mas com molho de tomate.

Aqui, na Bretanha, em todas as cidades, não faltam creperies.
Estão sempre cheias porque são refeições baratas.

Pessoalmente, como com entusiasmo.Numa primeira vez.
Na segunda, é porque não há outra coisa.
E na terceira, passo.
Não é que não seja bom. É muito bom. Mas é também muito denso, pesado mesmo.

Costumam acompanhar com cidra e, como sobremesa, crepes doces.
É crepe a mais para meu gosto.

Desta vez, repeti a receita em dois almoços.
Atingi o meu limite.
Porque devo ser bem esquisitinha a comparar com a vontade voraz dos outros comensais.

Já provaram?
Refiro-me às Galettes!
E já as cozinharam?
Contem-me tudo!

Beijo
Nina

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Em Nantes



Seguindo o tal  risco verde de que falei AQUI! acaba-se por chegar a um espaço recomendadíssimo -  LE PASSAGE POMMERAYE, um shopping center em bom, em lindo, em chique, em requintado!
Ainda lembra as Galerias Vitorio Emanuel em Milão, sendo como elas, ocupado por lojas que são montras de luxo no seu expoente mais elevado.


E há espelhos, cristais, tetos e paredes pintadas, pavimento em mármore e fofos tapetes vermelhos.
As decorações de Natal são profusas bem como a incontornável música de fundo.

Nantes é uma cidade fria e chuvosa, pelo que as galerias fazem todo o sentido.
Já as vi, com igual finalidade em Hamburgo, no norte da Alemanha, onde se desenrolam quase como uma cidade protegida, paredes meias com as gélidas temperaturas exteriores.


Escadarias ligam os diferentes pisos que, por sua vez, se abrem para diferentes ruas.

E, devo confessar, que mentalmente associei a sua arquitetura a um templo - de consumo, no caso.

Mais que as montras, hipnotizou-me o cenário em geral.

Ainda assim, fotografei ...



Estas jóias - macarrons aos montes, de todas as cores e sabores ...

E ainda ...

Estas delícias, um misto de palmiére, rabanada, pastel de natas ...
Não, não provei!
Era hora de almoçar e preferi outros sabores - que amanhã mostrarei.

Beijo
Nina

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Pela Europa!



A seguir ao Natal, para acabar em beleza o ano, costumo dar uma volta pela Europa, não muito longe que o tempo é curto, mas, sabe muito bem mudar de ares.
Neste momento, em Nantes, conheço a cidade caminhando, que é a melhor maneira de conhecer uma cidade.
Curiosamente, existe um risco verde, pintado no pavimento que conduz os visitantes a todos os locais dignos de serem visitados.
São 15 Km! 
Haja pernas!
Mas vele a pena.
Aliás, tenciono contactar o autarca da minha cidade, responsável pelo turismo, deixando-lhe esta sugestão.



Não tem como enganar, é seguir o risco verde e olhar as inúmeras placas que sinalizam a direção a tomar, indicando o tempo  necessário para percorrer o percurso.
São mesmo espertos, estes franceses!

Andei, andei e voltei a andar.
Atravessei pontes ...

... muitas pontes, que o local é cruzado por 3 rios navegáveis que deram a Nantes estatuto de cidade portuária.

O tempo é o que se vê - enjoado, cinzento, mas ao menos não chove.
Este veleiro encostado a um dos muitos cais sugere corsários e piratas ...

... enquanto este, psicadélico, espanta pelo colorido.


Nantes foi local de nascimento de Júlio Vernes.
Por isso, existe um parque com réplicas das suas máquinas ...


Como este elefante gigantesco, totalmente mecanizado, que, em horário determinado se desloca.

Aqui, nas Machines de l'ìle, o sonho, a ficção científica, acontecem.

Ei-lo desgovernado, deitando fumo pelas ventas - que medo!

A arte é uma constante:



É uma planta?
É um animal pré-histórico?
Não sei!
 E no final do cais, os anéis!


Muitos, muitos, alinhados ao longo do rio ...

Este o autor ...

... este o efeito!
O risco verde continua!
A dada altura pensei que não teria fim.
Foi então que parei para um café!
(Continua)

Beijo
Nina