domingo, 28 de agosto de 2016
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Aqui perto ...
Foi aqui perto que estas fotos foram tiradas, numa zona costeira muito bonita, perto de Aveiro - concretamente na Barra, Costa Nova e Mira.
Pela manhã, quase sem destino definido, ainda em "modo" férias, seguimos em direção a Ílhavo e de lá para as "Praias".
| Estava nevoeiro e o farol da Barra perdi-se na neblina. Em primeiro plano, a minha friorenta pessoa! |
Continuando, sempre junto ao mar, chega-se à extraordinária Costa Nova, uma terra de encantar, onde a ninguém surpreenderia ver surgir a Branca de Neve e os 7 anões, ou quaisquer outras personagens da esfera do maravilhoso, que poderiam perfeitamente passear no meio destas casinhas coloridas.
| Às riscas ... |
| Alinhadas ao longo da rua ... |
| Umas, genuinamente antigas, outras modernas, seguindo sempre o padrão das risquinhas. |
| Esta, a minha preferida! |
| É ou não única, esta paisagem? Na avenida principal, frente à ria ... |
| ... e à marina! |
| Que percorremos de lés a lés antes de almoçarmos. |
| E, a seguir ao almoço, mais uma caminhada! Começava a dissipar-se o nevoeiro e o calor aumentava. |
Leaving Porto , towards south we reach Ílhavo where we can find very beautiful beaches, suh as Barra , Costa Nova and Mira . It was foggy , but there was a lot of people enjoying the beach. Coming to Costa Nova, we found a very different architecture - there. houses are striped in various colors. Continuing to south , we arrive at Mira , a large, clean beach , but with rough sea . That's where we can see the Sea Lake, with very interesting lake homes.
| Adoro barcos! Apaziguam-me ... |
Depois, continuando para sul, chegámos a Mira.
A praia é ampla e limpa, mas o mar pareceu-me algo assustador.
Quem for medroso como eu, pode sempre optar por ...
| ... este lago ... |
| ... este paraíso! |
As casinhas lacustres estão integradas num camping ...
| ... debruçado sobre o Lago do Mar! |
Gostei muito e por isso aconselho.
Bom fim de semana.
Beijo
Nina
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
Fazes-me feliz?
Este fim de Agosto caprichoso dá que pensar, pela manhã, no momento de escolher o que vestir.
Explico:
Aqui no norte, junto ao mar, o dia nasce coberto por nevoeiro londrino e, se não é nevoeiro, é chuva mesmo!
Vê-se então uma pessoa no terrível dilema de escolher fatiota de Verão e gelar de frio ou, pelo contrário, optar por agasalho mais consistente e sentir-se disparatadamente mal ataviada - pelo amor de Deus, estamos em Agosto!
Dúvidas terríveis, como se pode calcular!
Vai daí que, rapidamente conclui que não tenho nada para vestir - com o armário repleto de roupa!
Isto é cíclico e repete-se umas quantas vezes ao longo do ano! Por isso, nem eu mesma me levo a sério!
Daí que em mim nasceu a certeza de que a solução para tão pungente problema passa pela redução e não pela aquisição, isto é, há que reduzir, eliminar, descartar, descartar muito, sem hesitação, sem dó nem piedade, atingindo o almejado "armário cápsula" no qual tudo está à vista e tudo combina entre si.
Um dia eu chego lá! (espero!)
E nesse dia glorioso acabar-se-ão as dúvidas - só guardarei o que me faz feliz!
Devo confessar que não sou autora deste conceito. Ele pertence a Marie Kondo, a verdadeira guru da arrumação que, no momento de decidir o que se pretende conservar,
aconselha este tipo de questão:
- Isto faz-me feliz?
Estou a ver-me, debruçada sobre gavetas abertas, um enorme saco de lixo ao lado, interrogando-me:
- Esta camisola/ blusa/ saia faz-me feliz?
Da resposta dependerá o destino das ditas - ou as conservo ou voam para o saco do lixo!
Entretanto, enquanto não atinjo esse apuro, tento um compromisso razoável entre o calendário e o termómetro.
Assim:
| Calças e blusa |
As calças são daquele modelo que, intransigente e resistente, jurei que jamais usaria - largas, cortadas a direito, curtas - chamam-lhe cullotes . Odiava-as. Agora, não! Habituei-me e acho-lhes graça!
O tecido é um pied de poule miudinho de que sempre fui fã.
As sandálias da Uterque são a mais fantástica invenção em defesa do conforto.
A blusa de pintinhas veio da Zara e gosto muito dela.
Preto e branco é combinação segura e infalível. Não tem como errar! Corre sempre bem!
E, ao menos por hoje, consegui solução para o desafio chamado Agosto chuvoso.
Já conversei com as calças, com a blusa e com as sandálias!
Conclui que me fazem feliz.
Sorte delas e minha.
Não vão para o lixo.
Marie Kondo is a Japanese expert in the art of packing .
According to her we must discard everything that does not make us happy. Since I plan to eliminate everything that is useless and unnecessary, I have applied Marie Kondo's strategy to eliminate all that is superfluous . This outfit makes me happy, so I will save it .
It is perfect to wear in this rainy August.
Beijo
Nina
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Pamplona ... ainda!
Vamos então recapitular:
- Pamplona é uma cidade extraordinariamente bonita que vale a pena visitar e revisitar - independentemente das Festas de San Fermin, que se realizam em Julho e só lá vai quem quer!
A parte antiga é uma preciosidade , um emaranhado de ruas estreitinhas onde o sol apenas por breves momentos incide.
Oferece comida muito boa a excelente preço, os habitantes são afáveis, tem parques e jardins magníficos, uma zona moderna com compras irresistíveis, hotéis magníficos, arquitetura rica e bem preservada, uma zona peatonal imensa e muito mais que a cada passo se vai descobrindo.
Vejam:
| Casa consistorial |
| ... na praça com o mesmo nome - além do castelhano, o catalão é a segunda língua ( ou será a primeira?). |
Dá gosto olhar!
A parte antiga, carregada de história, apresenta-se impecavelmente conservada ...
| Ruas imaculadamente limpas ... |
| Brasões - muitas, muitas casas brasonadas - e a bandeira da cidade O grupo escultórico realativo à festa de San Fermin, visto à luz do dia, é ainda mais impressionante: |
Dormi uma noite em Pamplona e nela passei dois dias.
Foram dias muito preenchidos, sem pausas, porque a oferta era imensa.
Apetece-me voltar. Com mais tempo para assim saborear a cidade.
Que - para quem não sabe - as cidades saboreiam-se com toda a calma. Sem ânsias de visitar todos os museus, de entrar em todas as igrejas.
Não!
Não é assim que se vive uma cidade!
Isso é para turista ver. Para viagens organizadas em que se visitam seis capitais em seis dias.
Isso é um castigo do qual se sai - no caso de se sobreviver ... - do qual se sai - dizia - esgotado.
Só se pode afirmar que se conhece uma cidade se se teve vagar para sentar e ver a vida passar. A vida real. A vida dos seus habitantes.
É também por essa mesma razão que domingo é o pior dia para visitar e viver uma cidade . Ao domingo a cidade dorme. Respira mal e falsamente através dos seus visitantes.
Bom mesmo é comer nos restaurantes dos da terra - naqueles que só eles conhecem - fazer compras no mercado local, beber um copo no bar do bairro.
Isto aprendi nas minhas andanças pelo mundo.
Muito mais que a ver museus e igrejas.
How to know a town? In order to know a town it takes time , you need to escape the tourists cycle , you need to eat at the restaurants where their inhabitants eat , you need to visit the local market . This is much more important than visiting museums and churches. In order to know a town you need to wander without a map , without a script . In order to know a town you need time much more than money !
Beijo
Nina
terça-feira, 23 de agosto de 2016
Da viagem - Pamplona!
Da Road Trip realizada no princípio de Agosto, mostrei percursos em plena natureza, percorrendo montanhas e vales profundos, descobrindo mares, lagos e rios.
Mas essa Road Trip foi muito mais que deambular longe da civilização.
Foi também ficar, olhar e descobrir cidades.
No caso Pamplona!
Ao largo, sem me deter, tinha passado já imensas vezes, sempre que, atravessando Espanha, cruzava a fronteira de Irun, rumando a França e de Pamplona limitava-me a guardar a ideia romântica que, em tempos idos, bebi nas obras de Hemingway, especialmente na Fiesta!
Dos media, sobre Pamplona, sobressaía a imagem das festas de San Fermin, as quais, para mim que abomino touradas, mais não eram ( não são) que uma espécie de embriagues coletiva, durante a qual, uma horda alucinada foge, correndo à frente de touros enfurecidos, atingindo-se o ponto alto das festividades quando alguém cai, é espezinhado, ferido ou morto pelos touros.
A dizer a verdade, nada disto faz, para mim, o menor sentido, embora reconheça na atividade uma certa valentia louca, de quem assim se expõe!
Tirando San Fermin, Pamplona era, portanto, território desconhecido e pareceu-me chegada a hora de mudar tal estado de coisas.
Rumei, pois, a Pamplona!
I had never visited Pamplona and all I Kept about this town was a certain romantic idea from the literary works by Hemingway, mainly from Fiesta!
I also had heard about a somewhat barabarian party - San Fermin - during which enraged bulls chase crowds throughout the old city streets.
This time I decided to visit Pamplona !
Cheguei ao cair da noite e alojei-me bem no centro da cidade.
Percorri-a a pé e, mesmo no seu coração, lá estava - SAN FERMIN!
| Um conjunto escultórico extraordinário! |
Homens correndo, fugindo, caindo e os touros enfurecidos que os perseguem e, eventualmente, os alcançam, derrubam, espezinham, ferem e matam!
A festa decorre na parte velha, no Casco Antiguo, composto por um emaranhado de ruelas que, para as festas, são devidamente preparadas.
A festa - pareceu-me - é atividade de absoluta importância na tradição e na economia da cidade.
Na manhã o dia seguinte parti à descoberta e o que vi confirmou a minha opinião:
| Muita loja ... |
| ... muito souvenir - sempre baseado na comemoração de San Fermin! |
| É por estas ruas ... |
| ... que a ação acontece! |
Ouvi de um local que a cidade é invadida por multidões que pretendem participar ou apenas assistir. Da Austrália chegam "toureiros" amadores aos montes, que adoram partir de volta a casa, com uma cicatriz, uma fratura, uma esmurradela que seja, comprovando que estiveram lá, que por um dia foram toureiros, que por horas desafiaram a morte!
Não me peçam que entenda!
Limito-me a ser porta voz - incrédula!
| Sem touradas, sem corridas, sem toros - por favor! - gostei muitíssimo da cidade ... |
| ... ficando com vontade de voltar! |
Beijo
Nina
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Fim de semana - Rias Altas
Depois de uma sexta-feira tristonha e chuvosa, o sábado nasceu cheio de sol, convidando a sair, a espairecer a vista e as ideias.
Aceitei o convite.
Rumei a norte, atravessei a fronteira e vi-me na Galiza.
Aí, tanto destino possível, tanta irresistível tentação! Difícil escolher ...
Rias Altas, foi o rumo tomado!
Sempre por autoestrada até que, bem perto de Santiago de Compostela se inflete para oeste, rumo a Muros e à sua ria.É um local de uma beleza incrível, com tanto a oferecer, tanto para descobrir que se pode e deve voltar muitas vezes.
Weekend - Rias Altas
After a gloomy and rainy Friday , Saturday was born full of sun, inviting to leave, to unwind t views and ideas .
I accepted the invitation .
I headed north , crossed the border to Spain and found myself in Galicia.
Then I choose to go to Rias Altas.... or should I say Paradise?
Durante a tarde de sábado, as horas foram preenchidas por longo passeio a pé, ao longo da costa, com paragem para uma bebida fresca.
Depois, de carro, prosseguimos para Ezaro - outra povoação pesqueira, onde desagua o rio com o mesmo nome - sempre seguindo a linha costeira - não tem como errar!
Lá chegados, é aceitar o convite para subir ao alto da montanha, ao MIRADOURO e desfrutar de uma magnífica e quase aérea vista:
| Mar aberto, rio Esaro e ria. |
De volta a Muros, havia que jantar, que a fome apertava.
Aí, em Muros, cheira a peixe fresquíssimo, cheira a marisco vivo e esse foi o jantar - uma descomunal parrilada de marisco, para duas pessoas, mas que chegava à vontade para quatro - foi com imensa pena que vimos a travessa seguir, meio cheia, para a cozinha!
| Absolutamente recomendável |
Exteriormente, este é o aspeto:
O pequeno almoço, embora simples, tem imensa qualidade, com várias qualidades de pão e - importantíssimo! - sumo de laranja natural.
O edifício é rodeado por jardins muito cuidados e um pequeno pomar de macieiras.
| Tem até um espigueiro, imagem de marca desta região. |
| Quem preferir a tranquilidade absoluta, aqui pode passar as suas horas de lazer. |
Domingo pela manhã, feito o check out, seguimos para Muros, para o café matinal e uma volta a pé descobrindo a povoação.
| Com ruas estreitinhas ... |
| Estátuas que homenageiam os habitantes ... |
| E o porto... |
Continuando pela costa chega-se a Louro, um pueblo vizinho e - aí sim! - as praias são irresistíveis!
| Quase desertas, de areias brancas, mar turquesa e temperatura amena ... |
| São praias protegidas o que significa que não existe poluição ... |
| Sucedendo-se assim ao longo da costa ... |
| Sempre rodeadas por montanhas ... |
| Sempre imaculadas! |
A seguir ao almoço, continuando junto à costa, atinge-se o Cabo de Finisterra, na Costa da Morte, que se estende até à Corunha!
Aí, mar aberto, muitos naufrágios ocorreram ao longo dos tempos.
| Sempre o mesmo deslumbramento! |
Aí se inicia uma das muitas rotas da Estrada de Santiago - é o quilómetro 0!
Aí, os caminhantes deixam testemunhos da sua passagem e da sua devoção!
| Sobre uma rocha, a sua passagem foi eternizada - é uma bota de caminhante em bronze! |
E foi tempo de terminar, de regressar a casa, de sentir que o tempo quase se eternizou nestes dois dias passados fora - porque essa é uma das vantagens das viagens - alterar o ritmo, abrandar a velocidade do relógio.
Sinto-o sempre que saio ainda que por pouco tempo - a sensação é que, de uma forma mágica que contraria as leis da física, se consegue rentabilizar e fazer crescer o tempo - esse tirano!
Beijo
Nina
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