segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Cortinas



Apesar das tendências (minimalistas) que por aí grassam, que esconjuram cortinas e reposteiros em nome da defesa da paisagem natural, eu, (rococó?), continuo fã de cortinas, cortinados, reposteiros, estores e tudo o mais criado com a finalidade de vestir portas e janelas.
Gosto e não dispenso.

Do que já não gosto tanto é da operação de manutenção que implica a retirada dos ditos das janelas.
Oh! trabalheira!
Exige escadote, braços no ar, força nos braços, equilíbrio no escadote, precisão no enfia/desenfia de ganchos ... enfim, é mesmo muito chato.

Podia ser pior! E já foi!
Era muito pior quando, depois de lavadas e secas exigiam ferro!
Um horror - passa de um lado, amarrota do outro!
Ou então, lavandaria onde se deixava uma pequena fortuna.

Hoje, a coisa melhorou.
Lavo tudo na máquina a baixa temperatura e com baixíssima centrifugação. Saem da máquina para o respectivo varão!
Um alívio!

Ainda assim, um alívio muito chato!


I like to dress doors and windows with curtains against the minimalist decorative chain that prefers to see them naked. However, curtains require maintenance and, therefore,must be washed from time to time. Oh! hard task!

Uma das janelas - nua!


Lavadas, com aspeto de gigantesco trapo ... 

,,, esperam ser recolocadas ...


... tal como estas!

Com coragem, enfrentei o desafio!


Pronto!
Missão cumprida!


No que diz respeito aos reposteiros a tarefa complica-se, porque não me atrevo a enfiar na máquina aquele tecido encorpado, ainda por cima forrado!
Por isso, aos reposteiros, limito-me a aspirar semanalmente o pó, o que, francamente, me parece insuficiente, mas, é isso ou substitui-los ...  coisa  que, ainda assim, vou fazendo quando a decoração me enjoa.

E as minhas amigas Fadas do Lar?
Como é que enfrentam este desafio?
Lavam cortinas e reposteiros?
Como eu, só cortinas?
Vá, partilhem experiências e conhecimentos comigo, ávida de aprender.

Beijo
Nina


domingo, 16 de outubro de 2016

Ocupadíssima


Ouvi dizer que Domingo é dia de descanso ... será!
 Mas não para mim!

Pela manhã, uma saída rápida para tomar um cafezinho, comprar e ler jornais.
Depois, de volta a casa, foi tempo de preparar o almoço, comê-lo e arrumar a cozinha.
Seria então chegada a pausa!
 Mas não chegou!

Fiz um bolo e jardinei.




Simples, sequinho como eu gosto.
Pode ser comido à sobremesa e ao pequeno almoço.
Também para matar repentinas fomes.
É de iogurte e foi preparado na Bimby!

Aqui, ainda inteiro e apenas bonito.
Neste momento, testado, provou ser delicioso,
 muito adequado para acompanhar um queijinho.

Seguidamente, virei-me para a jardinagem.
Devo informar que tenho razoável sucesso nessa área! Sou bem sucedida mesmo!
Excepto ... no que se refere a suculentas.
Suculentas, sim!
Aquelas menos exigentes, mais fáceis, verdadeiramente sobreviventes e que apenas esperam ser deixadas em paz e sossego no seu canto! Essas mesmo!
Pois, dou cabo delas!
Num instante, mato-as, afogo-as ...
Uma vergonha e uma desgraça.

Insisto, no entanto!


Aqui, com um ar desgraçado, três exemplares que deixei esquecidos num canto ...

Resolvi tratar deles e compus o conjunto ...

Prometo que não os rego ...

Amor demais, mata!
A ver se sobrevivem!

Bom fim de domingo.

Beijo
Nina

sábado, 15 de outubro de 2016

No aeroporto de Munique






No aeroporto de Munique tudo funciona bem, sendo a prova provada da eficiência  alemã. 
Claro que cada um tem de fazer a sua parte para que o processo deslize sobre rodas, sendo que a primeira exigência  é  a pontualidade. 
Sou pontual! 
Sou extremamente pontual! 
Quase doentiamente pontual. 
Sou!

Daí que, uma viagem de pouco mais de 2 horas - tempo de voo - se transforme num procedimento de 5 ou mais.
Explico:

- Há  que estar no balcão  de checkin com 2 horas de antecedência; 
- Há  que contar com o tempo de percurso entre o hotel e o aeroporto, que não  deve ser calculado à  justa tendo em conta imprevistos;
- Há  que considerar o tempo exigido para devolver o automóvel  na estação  de rent a car;

Tantas considerações! 

Depois, terminado o voo, já no destino ...

-Há  que esperar e levantar a bagagem de porão; 
- Há  que, finalmente, arranjar transporte até  casa!

Fazemos a conta?

- São  ou não  são  muitas, muitas horas implicadas na viagem?


Em Munique, reservei um hotel  distante do centro da cidade e relativamente perto do aeroporto - infelizmente, não  tão  perto como seria  desejável  (distava 19  km). 

O voo partia às  9:00, o que significava ter de me apresentar às  7:00.
Considerando 1 hora para o percurso e o tempo de me aprontar no hotel, a alvorada soou às  5:30.

Para piorar o que só  por si já  era muito mau, a noite de sábado  para domingo, sendo tempo de farra noturna, implicou a chegada de hóspedes  barulhentos a partir  das 0:00 horas!

Concluindo, foi uma bela noite em branco!



No aeroporto as instalações  são  excelentes ...
Lojas tax free aos montes, bares, cafés  e resturantes ...

Aí  esperámos o pontualíssimo avião  da Lufthansa que,
em pouco mais de 2 horas, aterrou no Porto.
Parece rápido,  não  parece?
Mas não  é!

Por tudo isto e por muito, muito mais,
continuo a preferir  - sempre que o tempo disponível  e as distâncias
o permitem -
continuo a preferir, dizia,  viajar de carro.

Beijo
Nina

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Marmelada

Ouso dizer que não há Outono sem marmelada!
Com sacos e sacos de marmelos - em casa dos meus pais havia um marmeleiro que fornecia a nossa casa, as casas de familiares, as casas de amigos e as casas de vizinhos - saudades!

Era, pois, certo e sabido, que logo que os frutos se mostravam amarelinhos, se tratava de colhê-los e distribuí-los.
Os que ficavam em nossa casa, enquanto não eram utilizados, perfumavam deliciosamente o ambiente, esperando o grande dia, o dia da marmelada, da compota e da geleia.

Dia de grande azáfama, de perfeita excitação que deixava a cozinha em perfeito estado de sítio.
Começava-se por lavar os frutos, depois eram descascados, a seguir cortados em quartos, depois retirava-se-lhes o caroço e, finalmente, eram reduzidos a pequenos cubos.
Tarefa muito dura, dada a dureza do marmelo - quanto a mim nunca colaborei nesta fase ( nem noutra ...)

Num enorme panelão juntava-se açúcar aos marmelos (não recordo que se acrescentasse água ...) e deixava-se que cozesse em lume brando. Depois, entrava em cena o "passe-vite" que reduzia tudo a puré.
Voltava ao lume e, mexendo sempre, esperava-se que ganhasse "ponto".

Essa era a fase dolorosa em que grossos salpicos da quase marmelada saltavam, atingindo mãos e braços. Um horror!

Finalmeeeeeente, estava pronta!

A cozinha em pantanas e a cozinheira com  dolorosas queimaduras.


Na fase seguinte, deixou de se descascar os marmelos, o que já era um enorme alívio e em vez do dito e medonho panelão, começou a utilizar-se a panela de pressão que encurtava drasticamente o procedimento e, esse processo, foi já o que eu utilizei quando , casada, preparei a minha primeira marmelada.

Até que surgiu a Bimby e posso afirmar que existe uma marmelada A.B,  e outra D.B.

A marmelada D.B. é fabulosa!
É rápida, não suja, não desarruma a cozinha e é deliciosa! 



We know we are in Fall when the days get smaller, when the temperature drops and when we cook quince marmalade. Using Bimby, the process is fast and very successful. Yesterday I cooked quince marmalade. I can assure it's excellent, ready to be eaten as dessert in the company of a good cheese.


Ei-la!
Prontinha, 30 minutos após ter iniciado a cozedura.

(800g de marmelo + 800g de açúcar + 1 limão

Preparei as tigelas ...

Enchi 4!

O marmelo sobrante - já cortado em cubos - foi congelado

Será utilizado quando dermos fim a estas 4 malguinhas ...

... que, esta noite, ao jantar, serão testadas, acompanhando um queijinho.

Já é, oficialmente, definitivamente, Outono nesta casa!
Já temos marmelada.

Beijo
Nina

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Salzburgo


Conforme AQUI já referira, Berchtesgaden fica a menos de 25 Km de Salzburgo ( pelo que, o ideal será voar até essa cidade austríaca e de lá para Berchtesgaden ...), o que na prática corresponde a que tanto estejamos na Alemanha, como, decorridos poucos quilómetros, estejamos já na Áustria - particularidades geográficas!

No nosso segundo dia em Berchtesgaden chovia copiosamente o que nos levou a decidir por um passeio até Salzburgo, cidade lindíssima que não me canso de repetidamente visitar.

Lá, o tempo não estando bom, estava no entanto bem melhor, pois não chovia.
Deu para um longo passeio a pé pelas ruas da cidade velha, para uma visita à Catedral e uma subida à Fortaleza.
Essas são as imagens que a seguir mostro.


O interior da Catedral ...



Salzburg, in Austria, is less than 25 km from Berchtesgaden, In the very last Friday, our second day in Berchtesgaden, it rained a lot, so we decided to visit Salzburg, where we spent the day. We walk around the old town, visited the beautiful cathedral and went up to the fortress from where you get an almost aerial view of the city.


Se o edifício é sumptuoso exteriormente, o interior é de uma beleza surpreendente com tectos, abóbadas e paredes recobertos de lindíssimas pinturas murais.

É, além do mais,  um espetáculo gratuito, isto é, fora do horário das missas a entrada é livre - o que começa a tornar-se uma raridade.
Não havia multidões o que tornou ainda mais aprazível a visita.

Continuando o passeio, vê-se ao longe, no alto de uma montanha, a Fortaleza. A essa acede-se através de um elevador - o preço, que inclui a visita à Fortaleza, são 12 € por pessoa.
Vale a pena.


Ei-la pronta a repelir invasores e a defender a cidade!


Das muralhas, uma vista quase aérea da cidade ...





Na Europa é fundamental ter carro!
Ter carro dá uma autonomia que nenhum outro transporte garante.
Quando viajo de avião, sempre reservo antecipadamente um carro, num qualquer ( no mais barato ...) rent a car do aeroporto - não é caro e dá uma comodidade incomparável.
Dá ainda outras coisinhas ... no caso, uma multa de trânsito (35 €) ...
Não interessa!

Beijo
Nina

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Abóboras!


As abóboras, pela sua natureza, estão intimamente associadas ao Outono.

Por cá, aparecem nos supermercados, inteiras ou em fatias e são essencialmente utilizadas na culinária, principalmente em sopas e em compotas.
Tenho a sorte de poder contar com uma fornecedora - a Fátima - que as cultiva e mas vende, fresquíssimas, apanhadas na hora, no seu próprio quintal.
Depois, em casa, são descascadas e cortadas em pedaços que, divididos por sacos, são congeladas.

Aprendi assim e assim tenho procedido até ter descoberto o enorme potencial decorativo das abóboras.

A oferta, por aqui, é, em termos de variedade, pouco apelativa, se comparada com esta:


Along the roads, in Germany, I found ... pumpkins!
A lot of pumpkins of all sizes, colors, and sizes. I bought 10 and, with them I composed a autumnal table center. Interestingly, no one controls the pumpkins purchase!
You just choose and, in little a box, you leave the corresponding amount of money. It's what you might call a perfect trust relationship!

Na Alemanha, ao longo das estradas, encontram-se pilhas de abóboras, de todos os tamanhos e feitios.

Adorei!
Se pudesse, se tivesse viajado de carro e não de avião, teria enchido a mala com abóboras ...


... cada uma mais linda que a outra ...

... transformando a escolha num acto difícil e quase doloroso.

Queria um exemplar (ou dois) de cada variedade ...

Impossível!
Escolhi 10 e mesmo assim, o peso foi considerável.

O mais engraçado é que as abóboras estão ali, à mercê de quem passa, de quem escolhe, de quem deixa o dinheiro numa caixinha para esse fim!
Engraçado, não é?
Eu, escolhi 10, a 0,70€ cada uma, e lá deixei, os 7€!
Presumo que esta relação de confiança não seria possível em todo o mundo!


Depois, em casa, misturei as abobrinhas com peras e ameixas ...

... e assim nasceu um centro de mesa colorido ...

... outonal ...

... diferente!

Não fiz compras, mas comprei abóboras!
Valeu a pena, não valeu?

Beijo
Nina

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

BERCHTESGADEN



Partindo de Munique, são 170 Km até atingir o nosso destino - Berchtesgaden!

O tempo não ajudou e, embora no dia da chegada não tenha chovido, o céu mostrava-se cinza, carregado de nuvens. Foi pena!
Ainda assim, o lugar é de uma beleza imensa, uma paz, uma tranquilidade, um paraíso - mesmo, mesmo como eu gosto - fujo de locais hiper-povoados e confusos!



Não chovia, mas estava muito frio.
Aliás, durante os 4 dias, a temperatura não ultrapassou os 5 graus.
 O que me valeu foi este casaco à prova de chuva e muito quente.
Passei os 4 dias usando a mesma roupa e as mesmas botas!
 Levei uma mala com meia dúzia de peças e espaço para muitas compras - que não fiz!


A cidade encontra-se rodeada por montanhas forradas a verde - tão lindo!

As estradas são excelentes e muito bem sinalizadas - nenhum perigo de desnorete!


De vez em quando, aglomerados de casas e sempre o verde!

Olha esta!
Tão linda! Não me admiraria ver surgir a Branca de Neve que, de certeza, viveu numa casinha igual!

Na cidade - uma cidadezinha! - as casas são ainda mais cuidadas, com muitas pinturas murais ...

... e uma arquitetura antiga, preservadíssima!

Saindo da cidade, subindo encostas de montanha, é o deslumbramento absoluto!

O que se vê em branco é mesmo neve ...





Agora , por favor - num exercício de imaginação- pintem  o céu de azul!
E imaginem:
Dourado nas árvores, verde na relva e azul no céu -  será o cenário perfeito.



Não dou por mal empregue a viagem ...

,,, apesar do nevoeiro e da chuva que no dia seguinte não parou de cair,

Foi lindo!

No próximo Verão, regresso!


Beijo
Nina