domingo, 13 de novembro de 2016

Porto ... ainda!

Nos meus momentos livres, continuo a percorrer a zona antiga do Porto  e continuo a descobrir e continuo a encantar-me.

Desta vez - na última sexta-feira - decidi atravessar o rio Douro  em direcção  Vª Nª de Gaia, seguindo um trajeto diferente, cruzando a Ponte D. Luís, no seu tabuleiro superior.
Atualmente, este tabuleiro encontra-se fechado ao tráfego, sendo utilizado apenas pelo Metro, com passagem para peões.
É uma experiência deslumbrante, garanto.

O melhor será estacionar no lado do Porto, num dos vários parques junto à Sé Catedral.
Depois, faz-se o percurso a pé.

Sendo esta zona extremamente concorrida em termos turísticos, abundam cafés, esplanadas e bares.



Neste, um rés do chão antigo, recuperado, funciona um cafezinho muito simpático ...

... que serve bebidas quentes e frias e ainda bolos caseiros.

Engraçado!
Era a única portuguesa, para além das funcionárias!

Continuando, chega-se à ponte ...


... e este é o tabuleiro por onde circulam o Metro e os peões.
O próprio Metro é ocupado por imensos viajantes estrangeiros - sinal dos tempos!

Do lado esquerdo da imagem vêem-se as ameias das Muralhas Fernandinas que defendiam a cidade, na Idade Média.


O passeio do lado esquerdo , quando se vem do Porto em direção a Gaia é o que oferece as melhores vistas ...


... como esta encosta quase totalmente revestida por trepadeiras

Aqui, no plano mais elevado, um ângulo do Paço Episcopal que, pela sua majestade confirma o poder económico da igreja, então como agora


Acho esta imagem particularmente curiosa porque para além de mostrar o casario, mostra ainda a entrada do Túnel da Ribeira, o qual, saindo da ponte usando o tabuleiro inferior, se atravessa para chegar ao antigo coração comercial do Porto, a Bolsa, o Instituto do Vinho do Porto e o Mercado Ferreira Borges - todos eles merecedores de minuciosa visita.

E de novo o rio, e os barcos que constantemente nele navegam e a velha Ribeira ...

Esta a margem de Vª Nª de Gaia onde se situam as Caves do Vinho do Porto, visita incontornável.

Já em Gaia, esta uma perspetiva da ponte.
 Acho-a impressionante.
Única.

O Porto - visto de Gaia!

Em Gaia, o belo Mosteiro da Serra do Pilar.

Uma última vista quase aérea.

O dia estava nublado, mas o Porto, cidade em/de pedra, cinza, antiga, medieval, moderna, sóbria, única, não se ressentiu da falta de sol.

É assim a minha cidade!
Vivo longe do centro e, sempre que o revisito, sempre, sempre, me espanto, me deslumbro, me fascino.

É assim a minha cidade!

Beijo
Ninaq

sábado, 12 de novembro de 2016

Costurando!

Tenho montes, resmas de tecidos esperando que lhes dê destino, mas nada! Não tenho tido tempo e, para costurar, esse elemento é indispensável. Não se pode ir ali costurar um quarto de hora, pois não?
Por outro lado, se não faço nada, adio, adio sempre e a estagnação mantem-se - quanto menos se faz, menos apetece fazer !

De modo que ...

Está-se mesmo a ver - hoje passei boa parte da tarde  costurando ... ou o que quer que se chame àquilo que faço.


Com este tecido florido, tinha, há anos, realizado a minha primeira
aventura no mundo da costura ...
Tratava-se de uma toalha para uma mesa redonda.
Caía até ao chão e ficava lindamente.
Lembro do entusiasmo que senti ao vê-la cobrindo a mesa.
Só que ... cansei,
Cansei das flores!

Portanto, congeminei substituí-la. Queria uma toalha lisa e branca!

Porém,prometi - e vou cumprir - que não entra nesta casa nem mais um centímetro de tecido enquanto não der vazão aos que tenho.
Por isso, hoje, além de costurar reciclei.

Tinha costurado - há vários anos - uma colcha. Também em relação a ela senti grande orgulho... Foi complicado, foi quase doloroso, gerir aquele monte pesadíssimo de tecido usando uma máquina de costura chinesa, fraquinha, muito fraquinha.
Enfim, sobravam-me motivos de orgulho, pois contra todas as expectativas levara o barco a bom porto, como podem ver ou rever AQUI e AQUI!


Assim se apresentava e assim me satisfez até deixar de me agradar ...


Acontece que, como disse,  o entusiasmo passou, acabando por substituir colcha e almofadas, sem saber qual o destino a dar a tantos metros de pano.

Acabei por descobrir - sempre acabo por descobrir!

Transformei a colcha em toalha, a tal que pretendia ver na mesa (antes) florida...


Embora fotografada no escuro da noite, é visível o efeito.

Sobre a a toalha de tecido, uma de crochê cuja autoria desconheço - ou herdei ou foi-me oferecida ...

Para finalizar, um círculo de vidro grosso que mandei cortar num vidraceiro.

Sobre o tampo, vidros transparentes e objetos de porcelana branca, além de um conjunto de lavatório - esse herdado - que encho de hortênsias secas.

Se está pronta a decoração?
-Não! Longe disso! Aliás a decoração nunca está pronta, como bem sabemos, mas vai evoluindo no bom sentido.

E o imenso e pesadíssimo rolo de tecido que jazia imprestável num qualquer canto, ganhou vida.
Sabe mesmo bem assim resgatar o que parecia imprestável.
Resgatemos, pois.

Beijo
Nina

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Nux, sua linda!


Esta manhã, (quase) sem chuva, foi tempo de passeio com esta menina  - a Nux, que está cada vez mais bonita, mais doce e mais dengosa!

Percebe tudo o que lhe digo e quando digo tudo, é tudo mesmo! É muito esperta!
Para me agradar e me conquistar, obedece-me cegamente, por isso, no parque, onde tem grandes amigos (humanos e não humanos) deixo que passeie sem trela. E lá vai, à minha frente, felicíssima, sempre olhando para trás para não me perder de vista.






Antes de entrarmos no parque, não me atrevo a deixá-la sem trela, embora, no fundo, ache que o poderia fazer sem problema - a Nux é inteligentíssima (já tinha dito?) 

Cá estamos, posando para a fotografia!

Este é o momento em que vou retirar-lhe a trela ...
Ela, de fofa que é, finge-se distraída, não se importando de continuar presa perto desta humana que tanto gosta dela.
E eu derreto!

Beijo
Nina

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Mais uma prenda de Natal



Descobri um ponto lindo em crochê!
Não apresenta a menor dificuldade e resulta lindamente.
Pode ser visto  Aqui.

Foi por pura curiosidade que resolvi reproduzi-lo utilizando a lã que sobrou da camisola que ontem mostrei:

Esta,  para os esquecidos ou para os distraídos que não leram o post ...

Com menos de metade de um novelo, teci esta gola:



Alegra qualquer conjunto tristonho ...

Será presente para a noite de Natal.
Acho que agradará a quem a receber.

Vantagens:
- É alegre e vistosa;
- Faz-se num instante - mudando a cor, serão golas diferentes para a mesma ou para diversas pessoas;
- Pode ser transformada em cachecol ou écharpe;
- É única e original;
- Não custa quase nada;

Razões mais que suficientes!

Beijo
Nina

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Camisola jacquard


A camisola que iniciei ontem continua a crescer como se espera e deseja.
Tinha equacionado a hipótese de desmanchar o começo das costas já tricotado, refazendo o projeto - isto é, pretendia tricotar ao mesmo tempo costas e frente, mas amigas especialistas na matéria, desaconselharam - obrigada Teresinha, obrigada Márcia - pelo que, desta vez, manterei os passos sugeridos na própria revista.

Já  uma vez experimentei,  numa camisola tricotada apenas com uma cor, a estratégia costas e frentes simultâneas.
Dessa vez, a ideia funcionou lindamente.


Neste caso tricotei costas e frente até às cavas, onde iniciei o raglan.
Seguidamente passei às mangas que tricotei em simultâneo.
Correu bem!



Acredito, porém,  que com o esquema de jacquard, a coisa se possa complicar e, jogando pelo seguro, tricoto parcialmente.

Importante mesmo, é que me estou a divertir à grande com esta ocupação.




Nesta imagem, predominam os castanhos e o resultado é muito feliz!
Gosto das meias grossas, das botas, da écharpe enrolada à volta do pescoço.
 Daria, apenas, alguns centímetros a mais à saia - p'ra aí, mais 20, pelo menos!


Para alegrar o meu dia, continuámos com frio, frio mesmo, imenso frio!
Já vesti casaco comprido e calças de lã, reforçando a ideia de que estava farta e mais que farta do calorão fora de tempo.
O céu continua azul, apetece passear à beira mar, calçar botas e meias de lã e deixar que o vento gelado despenteie os cabelos.

Gosto assim!

Beijo
Nina

domingo, 6 de novembro de 2016

Chegou o frio!

É oficial!
Chegou o frio! (Que bom!)

Confesso que este calor fora de época me incomodava - de manhã muito frio, a meio do dia calor de Verão e à noite, frio de novo.
Para contornar esta instabilidade recorria à técnica da cebola, vestindo-me em camadas.
Mas, começava a estar farta.

Hoje o dia nasceu lindo com céu limpo, mas muito frio.
Foi muito bom passear ao longo da praia durante 1 hora, bem agasalhada, protegendo-me de gélida nortada.
Agora, já noite, a temperatura, definitivamente, definiu-se - está frio!

Então, eu que na companhia da  DUDIS, me tinha abastecido de lãs, hoje comecei a dar ao dedo, atividade fantástica para uma tarde de domingo.

DUDIS, para além de ser uma querida, muito simpática e prestável, é já uma nova grande amiga minha.
Além de todas estas qualidades, é absolutamente exímia na arte do tricô - e o que não sabe, acaba por descobrir e ensinar.
Não é por acaso que dá aulas de tricô, crochê, bordados e costura -  a quem interessar a notícia é só falar com ela!

Pois então,  num dia da semana passada, pedi-lhe ajuda para comprar lãs. Queria a opinião dela e também os ensinamentos de que certamente necessitarei.

O modelo foi escolhido nesta revista que comprei online e contem propostas irresistíveis - fiquei com vontade de tricotar tudo, tudo:


Na loja Ovelha Negra fornecem a revista ...

Sendo exatamente o modelo da capa o  que de momento pretendo tricotar ...

...utilizando, embora, cores diferentes ...


Feita a respetiva amostra e realizadas as exigidas "contas", meti mãos à obra ...


Tricotados cerca de 10 cm, fui assaltada por uma dúvida cruel !

- Não seria mais vantajoso, em termos de perfeição nos acabamentos, tricotar ao mesmo tempo, frente e costas, utilizando a agulha circular?


Estou em crer que sim!
Portanto, o passo seguinte passa por desmanchar tudo, duplicar o número de malhas e seguir alegremente até às cavas!

Se é para desmanchar que seja já, a fim de evitar arrependimentos futuros!
E como de fracos(as) não reza a história ... desmancharei!

Beijo
Nina

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Não é preciso saber costurar!


Não é preciso saber costurar,  não é preciso qualquer talento - convenhamos que este texto está a começar bem!
Continuando ...
Basta querer.
Basta um pedaço de tecido encorpado, tipo flanela.
Basta medir.
Basta uma tesoura.
Basta um desmanchador de costuras ou uma agulha.
Basta aplicar um zigzag miudinho.
É quanto basta.


Se a ideia for, como foi a minha, um xaile, corta-se um quadrado grande ...


... que será usado em bico, para aquecer bem ...

Desfia-se a toda a volta, usando o desmanchador de costuras ou uma agulha, para que a peça fique com a franja pretendida - maior ou menor, conforme o gosto ...

Depois, é só passar um remate em zigzag fininho a toda a volta.
Está-se pronta para enfrentar o frio, usando-o sobre uma malha ou sobre um casco.
É que além de proteger, o xaile em xadrez confere de imediato um look atual, moderno, engraçado.

Parece-me uma excelente dica para presente de Natal!












Usando o mesmo método, o xaile pode crescer e transformar-se em manta para o sofá, ou para a cama, ou para o carro ou - sendo cortado em rectângulo - será écharpe ou cachecol.

Agora, não vale dizer que não sabem costurar, nem sabem o que oferecer no Natal, nem que o orçamento é curto.
Não vale!
Passem por uma loja de tecidos. A oferta é fantástica, As flanelas são coloridas. E outros panos - de que não sei o nome, mas que me cairam no goto - também!
E começemos a produzir.

Beijo
Nina