domingo, 4 de outubro de 2020

Correu bem!

 A tarefa que tanta ansiedade me causou, acabou por correr muito bem.

O prazo de execução foi cumprido e as janelas voltaram a deslizar sem problema. O tempo ajudou visto que não choveu e os dois especialistas deram por concluída a tarefa às 18 horas, havendo começado às 9 da manhã.

Foi caro, mas acho que valeu o investimento.

A única contrariedade que subsiste está ligada à própria natureza das janelas que, apenas deslizando e não abrindo dificultam ou impossibilitam a manutenção. 

Aprenderei a viver com o exterior de algumas das  janelas  menos cristalinas, o que me parece ser de fácil aprendizagem.


Boa semana.


Beijo

Nina

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Chuva e vento e eu sem janelas

 Ai! Credo! Sem janelas? E logo com esta tempestade desfeita? Pois é assim!

Explico:

Amanhã, sábado, tarefa programada com muita antecedência vem cá o especialista  que trata das janelas. As minhas são enormes, pesadíssimas e, com o tempo, inamovíveis. Sim. Não consigo que deslizem nos seus - digamos - carris.

- É que nada dura para sempre - explicou o especialista - e os rodízios estão desfeitos, de redondos passaram a quadrados (sic).

Portanto, temos programa para amanhã. Todo o dia, que as janelas além de muitas, são duplas.

Há que aproveitar a maré, isto é, a disponibilidade do duo João e Paulo. Aparecem às 8h00m e levarão o tempo que levarem.

Oxalá não chova (muito).

Vale o sacrifício já que, finalmente, conseguirei abrir portas e janelas. Até me parece que o preço a pagar pela comodidade nem é assim muito alto - refiro-me à clausura, não ao orçamento que esse é outra conversa.

Que tenham muito bom fim de semana que o meu será o que deixei antever.


Beijo

Nina







quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Blusa, almofada e pompons!





 Para ocupar as mãos  e aproveitar um restinho de fio, comecei uma almofada. Branca. Clássica. Daquelas que ligam com tudo. Simplezinha, uns quadrados vistosos , mas sem ciência. São 9. Com eles compus a frente que, em fase seguinte, ligarei a tecido branco.




Em croché - informo e reafirmo - só a frente ( ainda não concluída)! O resto será em paninho branco que não falta no meu cesto de retalhos que , por mais que me esforce, não lhe consigo ver o fundo - parece até que crescem, se reproduzem à socapa.
Voltando ao croché ...

O mais engraçado é o remate,



...  uma série de pompons que aprendi AQUI e em tempos apliquei em mantas e almofadas que podem rever AQUI .

O blog inspirador encontra-se em standby desde 2017, o que é uma pena, porque continha ideias engraçadíssimas. Nada a  fazer quanto à sobrevivência dos blogues, que estão, irremediavelmente, em plena fase de extinção - eu que o diga, eu que me acuse e culpe, eu que , de autora aplicada, me transformei em rabiscadora de nada entusiásticos textos. A minha esperança é que a tendência se reverta e voltemos aos tempos esplendorosos dos blogues geniais. 

 A bem da verdade e da justiça, há que proclamar que ainda persistem alguns de elevadíssimo  interesse, mas, repito o seu número é desanimadoramente residual.



Voltando ao princípio do texto e mudando radicalmente o rumo da conversa, o tal fio que sobrou e que decidi aproveitar, resultou da blusa branca em croché que ocupou os meus serões no final de Agosto. Modéstia à parte, permitirão que considere a dita blusa mesmo gira, mesmo bem conseguida. Só que, de um dia para o outro, o frio, num repente, quase  me impede de a vestir.

Portanto, blusa concluída, sobra  fio, inicio uma almofada, o fio esgota, compro mais fio, volta a sobrar fio.

É assim que a coisa funciona..

Ou falta ou sobra. Acabar com os restos é tarefa impossível, porque restos, acarretam outros restos. Um desespero fosse eu ser que se desesperasse por miúdo motivo .

Após esta tão elevada reflexão, mostro a almofada, ainda que não concluída e convido possiveis aficionados a observarem a graça que é este remate.

 Quem o terá inventado? 

Quem?

 Merecia um prémio.

 

Beijo

Nina

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Outono


Parece que começou ontem. O Outono. Com chuva , com tempo de Inverno. Não me importo. Gosto destas variações.



 Calhou passar o dia no campo, onde umas horas de chuva replicaram o milagre. O das beladonas. Tinham sido cortadas rente por cego trator que limpara o terreno. Quando vi que tinham desaparecido, entristeci julgando que só para o ano as reencontraria. Afinal enganei-me. Bastou uma chuvinha hesitante para reaparecerem.

Apanhei imensa molhada, porque são lindas, uma nuvem rosada e perfumada.

Alegram uma mesa, numa sala que sem elas era apenas uma sala. Agora transfigurou-se. Muito mais que sala é local mágico. Porque cheira bem e, acima de tudo, mais importante que tudo,  alegra corações e olhares, pacifica.

Feliz Outono.

Quero tanto que seja plácido, ameno, generoso, benigno.

Quero coisas boas. Simples. Grátis. Sem sobressalto, nem medos. Como o  são as melhores que a vida pode oferecer.

Feliz Outono. 


Beijo

Nina


segunda-feira, 31 de agosto de 2020

A partir do momento em que o tempo aqueceu, arrumei as agulhas de tricô, por muito que goste delas. É que para mim existe total incompatibilidade entre tricotar e sentir calor. Transpiro, sinto-me imensamente incómoda. Daí arrumar as agulhas.
É então que um outro terrível problema surge:
- Impossível passar o serão olhando o ecrã da TV. Impossível. Sou acometida por repentinas síncopes de sono. Não consigo acompanhar com interesse suficiente que me impeça de cair inanimada seja qual for o programa exibido. Uma vergonha para mim!
Daí que me virei para o crochê. É, então,  como diz o outro " um olho no cavalo, um olho no cigano"! (já sei que é uma citação politicamente incorreta, escusam de me puxar as orelhas ...).
 E assim, um olho na TV outro no crochê, viro uma espectadora atenta e uma "crocheteira(?)" aceitável.



Assim nasceu esta blusinha, bonitinha, engraçadinha, facílima de executar ...



Digamos que não sou fã de peças de vestuário em crochê, dada a sua irritante tendência para crescer - nasce blusa, acaba túnica ...



Porém, no caso, parece-me que não corro esse risco.
A blusa é feita por etapas:
- Primeiramente, um quadriculado que dará origem às costas e à fresnte. Esse quadriculado inicia-se com meia dúzia de carreiras que formam a renda inicial.
- Depois, concluídas todas as "partes", cosem-se - mangas incluídas - e ininicia-se a renda de bicos que posteriormente será aplicada à blusa.



O fio é  sintético ( pena que não seja 100% algodão) e veio de uma loja chinesa.
A compra foi feita por impulso. Vi e gostei. Da cor e do toque.
Além disso, a loja onde me abasteço encontra-se encerrada para férias, portanto ...



O resultado agradou-me tanto que já lá voltei para comprar fio branco. E, escusado será referir, já iniciei uma nova blusa - Cheira-me que não vai ficar a dever nada a esta. É francamente gira!
Depois mostro.


 
Combinei com branco - a minha combinação preferida, porque "o branco" nunca nos deixa ficar mal.



Acrescentei sapatos azuis e carteira na mesma cor.
Um must!
(Modéstia à parte)




 Acrescento que o modelo veio de uma revista antiga - eu e esta minha mania (abençoada) de guardar revistas antigas.

No caso de - por acaso, casualmente, reféns de irresistível desejo  - quererem replicar o modelo, é só dizer. Terei o maior gosto em publicar o esquema.
Nada que agradecer.

Beijo
Nina

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Cabeleireiro, de novo, finalmente

Não ia ao cabeleireiro há 5 meses!
 Eu que A.P. cumpria, religiosamente, o ritual, sempre à quinta-feira, sempre às 14h00m!
Reserva fixa e permanente!
Ia lá eu imaginar que, de repente, uma ida ao cabeleireiro constituiria atividade de risco?
Nunquinha!
Mas foi! Tudo se transformou, se transfigurou - cabeleireiro e manicure incluídos.

Sem quase sair de casa - e quando saía tapava parte do rosto com máscara - o cabelo deixou de ter importância.
Andava lavadinho, mas selvagem, cheio de personalidade, como sempre foi.
Recentemente, estava tão comprido que o apanhava e  então, mais selvagem crescia.
Fazia-me muito calor no pescoço, assim como se permanentemente usasse espesso cachecol. Elásticos, ganchos, bandoletes e chapéus passaram a ser os meus melhores e inseparáveis amigos.
A cor tornou-se indefinida, meio loira, meio castanho, coisa estranhíssima.

De repente, do nada, eu que até me encontrava medianamente conformada com o desastre capilar - repito - do nada, gritei (interiormente, já se vê):
- BASTA!



Sem me deter, liguei, marquei hora, combinei os requisitos e apareci.
Márcia, A Cabeleireira, muito profissional, absteve-se de fazer qualquer comentário.
Meteu mãos à obra e, duas horas volvidas, estava assim. Estava outra. Estava nova. E leve . E de bem com o meu cabelo.


 

No pavimento, um manto de cabelo.
Cortou sem dó nem piedade uns bons 10 cm de juba.
E acertou a cor com umas quantas (muiiiitas) madeixas.

Sinto que não corri desmesurado risco. 
É que Márcia apenas atende com marcação prévia, apenas uma cliente de cada vez.
E desinfeta e muda o equipamento e usa máscara e mantem porta e janelas abertas.
Correu muito bem.

De tal forma que, intrépida, sou bem capaz de lá voltar daqui por - digamos... - 2 meses.

De cabelo novo, aguardo, otimista, o fim de semana, sem ganchos, nem elásticos, nem bandolete, nem chapéu.
Ufana, do cabelinho  a quem volto a reconhecer como meu.

Bom fim de semana.

Beijo
Nina

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Cascas de ovos

 Cascas de ovos, para que vos quero eu?

Pois, para com elas fazer adubo.




Ontem, utilizei 15 ovos para preparar o bolo de noz - 7 na massa, 8 na cobertura. Muito ovo, na verdade.
Lembrei-me, então de uma dica que corre pela net, nos sites de jardinagem, segundo a qual as cascas de ovo, depois de secas (coloquei estas no forno aproveitando o calor residual do cozimento do bolo) devem ser pulverizadas e reduzidas a pó.




Assim fiz, juntando um pouco de água para facilitar a operação.
Daqui resultou um líquido esbranquiçado, que transferi para um regador, acrescentando mais água.
Utilizei a mistura nos meus vasos de orquídeas (que adoram este tratamento) e nas minhas roseiras.

Acrescento que, além das cascas de ovos, o pó de café usado é magnífico para espevitar qualquer planta. Infelizmente, as cápsulas de Nespresso dificultam o aproveitamento. Antes da sua existência, quando comprava café em grão que seria moído no momento da sua utilização, o pó acumulava-se num depósito sendo assim muito simples de utiluizar.
Quem possuir ainda uma dessas máquinas não deve desvalorizar as potencialidades incríveis do café.

Ainda focada nos ovos, mas mudando a orientação da conversa, compartilho outra informação que sempre uso:
Quando sobram claras, estas podem e devem ser congeladas sem receio de que percam as suas qualidades. Congelo sempre, tendo o cuidado de, no rcipiente, registar o número de claras guardadas. Depois, quando apetece um inocente bolinho de claras ( ou suspiros ) é só deixar que descongelem à temperatura ambiente e já está.

Pronto.
Missão cumprida!
Conhecimento partilhado!
Nada que agradecer.

Beijo
Nina