quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dieta...


Para grandes males, grandes remédios:


Mirtilhos, morangos e meia banana!

Desconfio, que tão cedo, não me verão a publicar outro tipo de sobremesas.
O aspecto é tentador.
Não é, de modo algum, um daqueles pratos que se comem com os dedos a apertar o nariz, é colorido, perfumado e saudável.
E o que tem que ser, tem muita força!



Beijos,
Nina



Baixa do Porto

Raramente vou à Baixa.
Como todas as cidades, o Porto evoluiu segundo ciclos, permitindo o nascimento de novos núcleos urbanos em detrimento de outros que perdem a pujança e se desertificam.
A Baixa do Porto é um exemplo vivo desse fenómeno, embora a tendência pareça querer inverter-se, com o surgimento de uma movida nocturna ali à volta da Igreja dos Clérigos.
Durante o dia, as pessoas que circulam têm ar de ser de fora, da província ou turistas estrangeiros, porque, se a parte comercial se tornou menos apelativa, o certo é que a maioria dos monumentos se situa nesse núcleo.
Hoje, vi-me forçada a ir à Baixa e aproveitei para fazer algumas fotografias do que em tempos foi a sala-de-visitas da cidade:

Praça dos leões.
Não é o seu real nome, mas assim é identificada devido à fonte ornamentada com quatro exemplares alados.


Antiga Universidade.
Actualmente, as diversas faculdades encontram-se agrupadas em pólos de  acordo com a sua especificidade.
Lembro-me de aqui ter funcionado a Faculdade de Ciências e mais tarde a reitoria.
Acredito que, actualmente, funcione meramente como museu.

Adjacente à Universidade e aos Leões, a Igreja do Carmo ostentando belíssimos painéis de azulejos nas paredes exteriores.

O eléctrico.
Dantes meio de transporte que percorria, sobre carris, toda a cidade.
Actualmente vocacionado para o turismo, proporciona um City Tour, desde a Baixa, à zona nobre, a Foz do rio Douro.


Café Âncora d'Ouro, mais conhecido por Piolho, testemunhou a licenciatura de várias gerações de estudantes que, na Universidade, em frente, recebiam as aulas, para depois, no Piolho, estudarem, cabularem, crescerem...


Frontaria da Igreja do Carmo

Nas  redondezas o centenário Café Progresso, onde se bebia o melhor café da cidade, dizem ...
Esta é, portanto, a Zona que rodeia a antiga Universidade.
Daqui parte a Rua de Cedofeita que, antes do aparecimento dos Shoppings, era uma das artérias comerciais mais concorridas da cidade.
Perpendicularmente, desce a Rua dos Clérigos, com a sua igreja e famosa torre que, logo que possível , mostrarei, porque, se há alguém orgulhoso do seu berço, esse alguém sou eu!

Beijos,
Nina

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Louca, eu?

Receio que sim.
Fora da onda, dessintonizada, extraterrestre ...
Então, ouçam:
Esta manhã, após a sagrada caminhada, ritual incontornável, instalei-me na minha esplanada de sempre, sobre o mar, onde "é  um café, se faz favor!" e o jornal diário para, principalmente, ler artigos, evitando a todo o custo as delícias políticas com que nos bombardeiam, degustando meia horinha de tranquilidade e repouso.
Na marginal circulam empenhados os caminhantes, transpiram e arfam os corredores, passeiam avós ou mães com carrinhos de bebé e os donos de cães matam dois coelhos com uma só cajadada: queimam calorias e, pela trela, exercitam os canídeos, salvo aqueles que,dado o seu exíguo tamanho, são deixados à solta, libertos de trela.
Observo-os, distraída.
Hoje, porém, algo quebrou a mesmice.
Uma algazarra súbita levantou-se frente aos meus olhos espantados:
Um cachorro mínimo, descabelado, pesando aí 800 g, agarrou-se como um tigre esfaimado à perna de um transeunte, rosnando, espumando e, finalmente, guinchando de dor ( por esta ordem!).
Os guinchos foram provocados pelo sopapo que o dono da perna lhe desferiu, para se libertar.
Acontece que a fera tinha dono, melhor dizendo, dona, uma senhora  muito "bem" que, possessa, tentava justificar o ataque   " foi a primeira vez! Nunca atacou ninguém!"e acalmar o cachorro, que , qual esfregão esfiapado, teimava em escapulir-se.
Mas havia baixas!
O dono da perna, de calças arregaçadas, exibia uma escoriação rosada  perto do tornozelo.
Havia que socorrer os feridos!
O dono da esplanada acorreu com os primeiros socorros, numa garrafa de alcoól que despejou no membro quase mutilado e um penso autocolante que colocou com a intenção de prevenir futura e fatal ( quem sabe?) hemorragia.
Despachada que foi a mais vital prioridade, urgia tomar medidas legais:
- Quero uma indemnização!
- Preciso de ser visto por um médico!
- Onde está o boletim de vacinas do cão?
Exigia, em catadupa, a vítima.
Então, aquela senhora tão chique, tão preocupada, tão consumida com a ocorrência, ouvindo falar em custos e vacinas, respondeu:
- O cão é mais limpo que o senhor!
E desapareceu sem deixar rastro!

Beijos,
Nina




domingo, 29 de maio de 2011

As meninas

Não sei se há uma escrita para mulheres. Esta é uma discussão que já vi acesa, porque, sendo a resposta afirmativa, a ela vinha colado um rótulo de menoridade intelectual que acendia fogueiras de fúria libertária.
A haver, seria depreciativa a classificação.
Não sei responder e estou-me nas tintas para os rótulos.
Acho, aliás, irresistíveis os homens com forte vertentente feminina, não confundindo, por favor, com efeminados.
Aliás, as crianças, meninos ou meninas, não fazem a menor questão de assumir tipos e ambos se lambuzam por um colinho, por atenções e não hesitam em lacrimejar como meio para atingir um fim ou , apenas, como genuína demonstração de que ainda não estão formatados.

Acontece que eu estou apaixonada!
Por uma Mulher!
De 88 anos!
Por um livro!
"As meninas", de Lygia Fagundes Telles.
É literatura feminina?
Continuo a não saber!
É uma caixa de bombons que não consigo fechar, onde não avanço, porque me deleito em cada palavra, cada construção de frase, cada sequência de ideias.
Se um homem poderia tê-lo escrito?
Que me perdõem os homens, mas duvido!

Provada que está que as estruturas cerebrais dos dois sexos divergem, não será desprimor que a obra traga agarrada características do criador.

Só uma mulher diria:

" Sentei na cama. Era cedo para tomar banho. Tombei para trás, abracei o travesseiro e pensei em M.N., a melhor coisa do mundo não é beber água de coco verde e depois mijar no mar, (...), a melhor coisa do mundo é ficar  imaginando que o M.N. vai dizer e fazer quando cair o meu último véu."

Porque só uma mulher concebe o "último véu"

Beijos,
Nina

sábado, 28 de maio de 2011

Barrigas!

Gato barrigudo
http://hypescience.com/lista-os-mais-obesos-do-mundo/

É um problema velho como o mundo, a barriga, principalmente se é proeminente.
Acho que nenhuma ou muito poucas mulheres estão satisfeitas com a sua.
Como dizia Wallis Simpson, a bi-divorciada plebeia americana por quem o rei Eduardo VIII de Inglaterra se apaixonou e, em nome de quem viria a abdicar:
-"Nenhuma mulher é suficientemente magra nem suficientemente rica!"
E ela sabia das coisas... tanto sabia que conseguiu o que conseguiu!
 Quero ver quem seria capaz de tal proeza!
O certo, repito, é que esta senhora não brincava em serviço.
Era uma autoridade em barrigas, para além de outros bem mais obscuros assuntos que, sussurra-se por aí, ela dominava com mestria.

Quem sou eu, portanto, para a contradizer?

Tomemos, pois, como ponto assente, que a barriga é inaceitável.
Perante este axioma, impõe-se uma tomada de posição, aliás, duas ... para ser mais rigorosa, três.

Começando pela mais prosaica, quem não se incomoda com a sua barriguinha, deve rebaptizá-la e, usando um eufemismo, chamar-lhe "Curva da Felicidade", mantendo com ela uma salutar e pacifica convivência, como a que, presumo, se estabelece " entre Deus e os Anjos".

Quem não aceita, mas cujos recursos são escassos, sobra a covarde atitude de encolher a barriga sempre que a situação o exige,  assim  esgotando a segunda solução.

Por fim, para os inconformados e endinheirados, o cirurgião plástico existe, prestativo, para redesenhar o mais grotesco perfil.
Penso que a abordagem ao problema passa por uma lipo-aspiração e/ou uma abdominoplastia, da qual se emerge absolutamente plano, dizem, mesmo, que planificado.

Convenhamos que este é o sonho de todo o barrigudo.

Beijos,
Nina




sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sofá velho/ sofá Novo


Palavras para quê?
Ainda há quem defenda a opção de atirar com os móveis usados para o lixo, sem averiguar se uma reforma é possível?
Pessoalmente, dá-me muito mais prazer  transformar do que comprar novo.
No caso presente, a estrutura do sofá encontrava-se em excelentes condições.
O tecido, por seu lado, estava queimado pelo sol e, atendendo a que era um estampado muito marcante, tinha-me cansado e,  para dizer a verdade,já não suportava olhar para ele.
A reforma desta dependência começou pela pintura, antes bege e agora verde chá, paredes e tecto incluído.
Entretanto, pintei alguns móveis na cor das paredes e seguiu-se a reforma do sofá .
A decoração, ainda não está concluída, mas para lá caminha.


Antes
Depois

Como contratempo, posso referir a operação de transporte para colocar o sofá no sítio.
Eram dois entendidos, cada um pegando numa extremidade do sofá.
Para o meter no elevado, foi obra!
Mas, a duras penas lá entrou e subiu até ao meu 5º andar.
Era necessário, depois, subir umas escadas relativamente estreitas que conduzem ao local, no 6º andar, onde o sofá pertence.
As paredes das escadas estão cobertas de quadros.
Prudência, impunha-se.
Mas, está calor, muito calor e os dois experts exalavam um forte cheiro a cerveja.
Temi o pior.
Dei instruções, berrei in extremis, ao observar que vários quadros corriam risco de vida, gritei para que parassem, pedi calma.
Só um quadro foi derrubado, mas saiu quase ileso da contenda, se não me prender com o detalhe de uma amassadela na moldura, coisa de pouca monta.
Finalmente, o "bicho" estava no sítio.
Faltavam as almofadas, tarefa fácil, que tinham ficado no carro, na garagem.
Vamos, então buscar as almofadas...
Chegados ao elevador, preparados para descer, confronto-me com uma manta que eles tinham abandonado e que, pura e simplesmente bloqueara a porta do elevador, que aberta, se recusava a fechar.
Felizmente, havia um segundo  a que estes génios não tinham tido acesso e esse funcionava.
Para a desgraça que poderia ter acontecido, correu tudo muito bem.
Para a próxima tomo qualquer coisa antes deles chegarem, só para não me importar com as consequências que podem e, normalmente, ocorrem nestas batalhas.

Beijos,
Nina 

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Celulite...

... quem ainda não tem, vai ter!
É um destino incontornável, seja gorda ou magra, a maldita vai atacar.

Agora que o verão se aproxima, com o seu cortejo de biquinis, shorts e mini- saias, o problema ganha dimensão e ferocidade.

Os produtores de cremes esfregam as mãos de felicidade e vendem, vendem, vendem ilusões e enchem-se de dinheiro, enquanto, impassível, a casca de laranja permanece, indiferente às estratégias da massagem, debaixo para cima, uma vez antes de deitar, outra vez ao levantar.

As mais endinheiradas recorrem a profissionais, tecendo estratégias de ataque mais sofisticado, apelando à tecnologia de ponta.
É a fase da endermologia, que, supostamente, massaja em profundidade e "suga" a gordura que será irremediavelmente eliminada através da urina
É mentira, que eu já fiz e comprovei a ineficácia..
Se, no começo, parece que a coisa funciona, é apenas porque, a sova provoca um certo edema que alisará a pele, dando a ilusão que  a gordura se foi, mais nada.
Findas que foram as primeiras vinte sessões, a estéticista assegurou-me que, com uma segunda série, sim, o problema se resolveria.
E lá embarquei eu, alegremente, em mais vinte sessões pagas antecipadamente, que nem sequer conclui, porque, mais ou menos a meio, ficou provado aquilo que, no fundo, eu já sabia ... estava a pagar caro e a gastar o meu precioso tempo, perseguindo um sonho!



A última, mas mesmo a última inovação, chama-se Placa Vibratória, que, como o seu nome indica, chacoalha todo e qualquer ser que se coloque sobre a sua base e prima "On".
Das pontas dos dedos dos pés até aos miolos tudo treme.
Nota-se alguma solicitação a nível dos músculos das coxas, que após o exercício doem, mas a celulite, essa permanece imutável, linda e faceira, agarrada às coxas e ao rabo.

Esta,confesso, já foi uma situação que me afligiu.
Já foi, porque não é mais.
Convivemos pacificamente.
Continuo a fazer as minhas caminhadas diárias, sou muito disciplinada com a alimentação e aprendi que, se não posso vencê-la ... não permito que me angustie, que interfira com a minha decisão de usar vestuário que exibe pele para além dos joelhos e que a lua é linda, mas está longe e inacessível.

Beijos,
Nina