domingo, 17 de julho de 2011

Vigo


Do Porto a Vigo são cerca de 150 Km, que se fazem, nas calmas, em pouco mais de 1 hora, por auto-estrada.
Pode dizer-se que no Porto se encontra o mesmo que em Vigo, em termos de compras, mas ir lá continua a ser um excelente programa para um sábado, principalmente se o tempo enevoado, como ontem, impedia a praia.
Portanto, lá fui.
Agora que as fronteiras foram abolidas, só as placas nos indicam que estamos em Espanha.

Vigo é uma cidade linda, construída em cascata na encosta de várias colinas que descem  até à ria, braço de mar tranquilo, plano como um lago, brilhante como um espelho.

Para quem vem de Portugal, numa rotunda, quase como ex- libris da cidade , estão os cavalos que galopam na vertical, em direção ao céu.



Como disse, o dia estava feio, por isso o pano de fundo é um céu cinza

Esta é a Gran Via, uma das avenidas principais que, partindo da praceta dos cavalos, desce em direção à Baixa e ao Porto   sempre ocupado por uma infinidade de barcos.

Do lado direito, a fachada do El Corte Inglês, paraíso de todas as compradoras e compradores

Um dos restaurantes mais emblemáticos da cidade, Tapas Areal ...

Espaço agradável cuja clientela é difícil de determinar por nacionalidade.
Ontem, fiquei com a impressão que éramos mais os portugueses que os espanhóis.

Inigualável o o Rioja, um tinto aveludado, traiçoeiro, dada a sua graduação...

Segue-se o cortejo das tapas:
Queso semicurado y jamon de bellota

A empanadilla de bacalhau associada aos pimientos Padron é uma combinação de comer rezando ...

...e que dizer das zambruriñas a la plancha?
Uma espécie de vieiras pequeninas, muito frescas, regadas com azeite e sumo de limão são uma experiência única!!!


Este é o logotipo da casa que se repete nos individuais que recobrem as mesas.

Daqui, saí para o El Clorte Inglês, onde procurei, especificamente, um livro de viagens sobre a França.
Não encontrei exatamente o que procurava, mas, ainda assim, comprei este que me pareceu bastante bom.

Encontra-se dividido em secções  sendo a sua consulta muito fácil. 

As lãs continuam com um abatimento de cerca de 50% o que as torna irresistíveis.
Não tendo nenhum projeto em mente, investi numa variedade de cores muito adequada para mantas.

Para a minha mala e carteira, encontrei este top, rigorosamente na mesma cor ...


... que veste como uma luva e que tem este ar delicado de fio de seda.

Para concluir, investi na cosmética, em cores muito alegres , também com abatimento de preço e que uso permanentemente.

Foi, o que se pode chamar, um sábado muito agradável.

Beijos,
Nina

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ponto de Cruz

Em tempos, mais ou menos remotos, bordei, com sucesso, umas coisinhas em ponto de cruz, que até já mostrei.
Entretanto, por influência direta da Deise, resolvi iniciar um bordado que seria transformado em quadro para a minha sala verde.
Comprei revistas, escolhi o modelo, abasteci-me de tecido, linhas e agulhas e pus mãos à obra.





Nesta revista, descobri o modelo.
( O quadro lindo que figura na capa é da autoria da Maria Filomena, cujo blog merece não uma, mas frequentes visitas)

Motivos vegetais, concretamente, cardos, em vários tons de verde.

O esquema parecia-me fácil de executar, até que, duas tardes volvidas, 

O resultado foi este!


Conclusão, um tormento chinês, de casinhas em vários tons de verde, que exigiam contagem e recontagem, mudança de cores, um fazer e desfazer permanente, que me colocou à beira de um ataque de nervos.
Parei para pensar:
Fazer ponto de cruz não pode ser este tormento!
Procurei informação básica, princípios elementares:
-Da direita para a esquerda;
- De baixo para cima, princípios que ignorara.

Então, a coisa começou a fazer sentido, tendo em atenção que há que começar sem grandes ambições, escolhendo um modelo fácil e , se possível, monocromático.
Como este,

... este,


ou ainda este.

Amanhã vou às compras.
Em stand-by ficam os cardos, que se julgam que me escaparam, é porque não me conhecem, não desconfiam, sequer , da massa de que sou feita.

Como diz o outro, perdi uma batalha, mas ganharei a guerra.
Me aguardem!

Beijos,
Nina

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Nortada forte...




O céu está azul, sem nuvens, o sol ,brilha, a temperatura amena, mas o vento norte, sopra  em crescendo, desde manhã e, neste momento, corta feito  uma faca.
É o grande problema do verão no norte do país -- há, frequentemente, vento e, às vezes, nevoeiro matinal.
A caminhada nossa de cada dia, junto ao mar, fica assim comprometida.
Para atenuar os ataques do vento, o passadiço que corre face ao rio é uma opção, sendo igualmente relaxante e com argumentos de sobra, em termos visuais.

Este barquinho, publicitando uma das muitas caves de vinho do Porto, transporta turistas ao longo do rio, sob as diversas pontes.
Na outra margem, o edifício da Alfândega.


Sobranceira ao Douro, esta casa apalaçada, recorda outros tempos, quando a alta burguesia nacional e inglesa , negociante de vinhos, se instalava por estas paragens.


Uma atleta praticante de remo, exercita-se, solitária, indiferente ao vento.

Nas, margens, pescadores tentam a sua sorte.

E assim, mesmo com a feroz nortada, a sagrada caminhada foi concluída.
Sem custo, face a tantos motivos de contemplação.
Conclusão:
Quem pretende atingir um qualquer objetivo, arranja soluções, não impedimentos.

Beijos,
Nina

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Outlet

A 20 Km a norte do Porto, em direção a Viana do Castelo, situa-se este Outlet.
É um enorme centro comercial com as mais prestigiadas marcas, nacionais e internacionais.

 Normalmente, os preços, em relação aos praticados nas lojas, são inferiores entre 30 a 70%.
Neste momento, há promoções, sobre as promoções, embora os verdadeiro saldos só comecem na próxima sexta-feira, dia 15.
Esta tarde, fui lá com uma amiga, constatando que os preços, em geral, rondam os 80% de desconto.
É irresistível, mesmo tendo em conta que se tratam de artigos da estação passada.
Sendo produtos de alta qualidade, não têm prazo de validade em termos estéticos , constituindo, desde logo uma excelente opção de compra.
As sapatarias competem entre si com ofertas muito tentadoras.

A variedade é imensa.


Pela amostra pode avaliar-se a queda nos preços ...

Não resisti a esta bolsa, num amarelo vivo, que a fotografia não consegue reproduzir.
É uma marca italiana, EXTE, que custava 465€.
Paguei 93€!

Para fazer conjunto, estes sapatos em laranja, debruados no mesmo tom da carteira e com a biqueira também no mesmo amarelo.
O preço original: 90€.
Paguei 25 €.
Nada mau!!!

Beijos,
Nina 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Era uma vez ...

... um abat-jour muito velhinho, muito estragado, já manchado, que há muito perdera a graça do seu branco imaculado.

Ei-lo, muito favorecido na foto, porque, ao vivo, mostrava os sinais da passagem do tempo.
Foi então que me lembrei do tecido das cortinas que sobrou e com o qual já revesti duas almofadas, anteriormente fotografadas.

Dado que o tecido era muito fino, não se prestava para ser simplesmente colado sobre a superfície estragada e, por isso, resolvi franzi-lo.

Rematando com um galão da mesma cor.


Muito apropriado para a base azul que o sustentava, numa sala predominantemente azul, onde trabalho.

Estou muito satisfeita com o resultado e, cada vez me convenço mais, que a beleza está nos detalhes e que não passa, obrigatoriamente, por investimentos dispendiosos.

 Com efeito, neste up-grade do meu candeeiro, gastei 5€ no galão de remate e alguma paciência e empenho.
À noite, com as luzes acesas, a sala adquire uma luz estranha, azulada,  quase mágica.

Oxalá o meu exemplo tenha inspirado algumas das meninas que, como eu, fazem da decoração uma tarefa de todos os dias.

Beijos,
Nina



segunda-feira, 11 de julho de 2011

Blusa de crochet

Terminei-a agora mesmo.
Veste muito bem e parece-me adequada para os dias mais fresquinhos, para usar sobre um top justo e calças da mesma cor.
Neste caso são brancas, mas o azul-marinho casa bem com muitas cores.
A vantagem deste modelo é que se faz rapidamente, ligando primeiro os quadrados e fazendo, no final a barra de acabamento.
O tamanho pode, sem complicações, ser aumentado ou diminuído, de acordo com o número dos quadrados.




Sempre tenho algumas reservas em relação ao crochet, quando se destina a peças de vestuário, pois receio que "cresça" e fique deselegante.
Não me parece que seja o caso.


Esquema explicativo.
Evidentemente que estou inteiramente ao dispor para prestar qualquer esclarecimento.

Revista que contem o modelito.
É a SANDRA, Moda Crochet Especial, nº 13
Animem-se que o calor do Verão agradece!
Beijos,
Nina

domingo, 10 de julho de 2011

Consequências de uma tarde de chuva

Quando, na última sexta-feira referi que o tempo estava chuvoso e triste, comuniquei que passara a tarde fazendo umas coisinhas, que só hoje conclui e mostro, conforme o prometido.
Continuei na saga das almofadas para o sofá branco, que , finalmente, terminei.



Nesta, apliquei uma roseta de croche, na qual utilizei algodão número 6, ficando, por isso, suficientemente grande, para, por si só, decorar a frente da almofada.
Nesta, apliquei uns restos do tecido da toalha, que liguei com quadradinhos de seda branca, rematando com espiguilha laranja, não só porque a ideia me agradou, mas também porque a junção não estava 100% perfeita, conseguindo assim, compor satisfatoriamente o resultado final
O conjunto tem este aspeto e não me parece que precise de mais almofadas.
Este é o quarto onde se passa a ferro.
Não está pronto, pelo menos, como o imagino, mas, aos poucos, vai ganhando forma.
Na parede, os quadros em ponto de cruz já estiveram num quarto de dormir, cujo estilo mudei completamente e  que, por isso, deixaram de ter lá lugar.
Coloquei-os aqui, onde a cor azul predomina...
... como se pode ver pelas cortinas.
Este sofá,precisava de duas almofadas, uma vez que só a do centro existia.
Com restos do tecido das cortinas, fiz as duas laterais.

Até aqui, parece que correu tudo lindamente, não é verdade?
Pois, tenho a esclarecer que não!
A máquina de costura de que tanto me orgulhava, aquela made in China, empancou, nem para trás nem para a frente, irritou-me, tirou-me do sério.
Mas quem me mandou comprar uma máquina chinesa, cujo princípio básico deve ser "use e deite fora"?
Resultado, cosi tudo à mão. Não que não tenha gostado, mas , então, para que comprei eu a bendita da máquina?

É aqui que apelo ao conhecimento das meninas experimentadas:
Quero uma máquina que funcione, que faça patchwork, que corte e cosa, que dure uma vida, que possa deixa  de herança aos meus netos.
Se me puderem ajudar com sugestões, ficarei muiiiito grata!

Beijos,
Nina