quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Sobras de lãs

Só pego nas agulhas depois de jantar, naquela horinha em que se inicia a digestão e uma doce sonolência nos invade.
Sentada diante da sonífera televisão, é fatal como o destino, sofro de uma quase imediata síncope de sono.
Para contrariar a tendência, tricoto ou faço crochet, coisas simples que não solicitem grande atenção e, assim, com um olho na tv e outro no trabalho, lá aguento,  desperta,  o serão.

Terminada a camisola/blusa, e para exterminar sobras de lã com texturas semelhantes, iniciei esta gola/cachecol.




Retirei a inspiração desta revista francesa, Modes & Travaux, que na capa, ostenta uma linda gola em canelado 2/2, executada em lilás e roxo.
Impossível seguir, à risca as instruções, uma vez que pretendia dar destino às lãs sobrantes.


Os novelos, ou parte deles, têm a textura bouclé e são, em termos de cor, degradés.
Assim sendo, encaixam perfeitamente uns nos outros, em termos de sequência de lã, requerem agulhas nº6 e garantem um trabalho fácil e rápido.
Montando 130 malhas na agulha, prossegue-se, sempre em liga, até que a gola atinja a largura pretendida, tendo em atenção que será cosida "torcida" e usada dobrada.

É verdadeiramente relaxante, e, extremamente reconfortante, limpar de sobras a gaveta das lãs.

Fica a sugestão.

Beijos
Nina

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Centros de mesa


Se ontem falei de velas, hoje falo de centros de mesa.
Flores são fundamentais, mas quando o frio aperta e o seu preço sobe em flecha, há que ser criativa.
Então, uma mistura de frutos da época, enfeitados com apontamentos de bagas e flores artificiais, podem resultar lindamente, trazendo vida e luz para o ambiente taciturno do Outono.



Alhos, abóboras, maçãs, nozes, e tangerinas, caindo de um cesto de verga, são um raio de sol no mais chuvoso dos dias.

Uns raminhos de pinheiro, umas bolinhas da árvore de Natal, laranjas e limões e está feita a festa.

Folhas secas, bagas, uma ou duas flores a fingir e o cinza do dia vira luz.

São sugestões da Better homes and Gardens.
A seguir, se faz favor.

Beijos
Nina

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Velas!

Adoro velas!
Perfumadas ou não, acho que são o toque de aconchego, o luar fabricado, o clima intimista, a companhia, a presença viva em qualquer ambiente.
No Natal são um clássico, mas, por que não fazer delas o complemento indispensável assim que, lá fora, o escuro abraça o mundo
Repito, adoro velas?

Simple but Chic
Uma composição elegante, que joga com castiçais distintos, num fundo suave.

Sugerindo o Natal!

Candles lining stairs
Para ocasiões especiais, quando, em noite de festa, a casa se enche de amigos!

Candles in teacups
Improvisando...
Qualquer suporte é bom para alojar uma vela com resultados surpreendentes!

Fast and Easy
Reaproveitando com charme.


Não há desculpa para não adotar o hábito.
Assim como, quando a noite cai se acendem lâmpadas, acendamos velas.

Beijos
Nina

(Estas imagens foram retirads da revista Better Homes and Gardens.)


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Camisola/Blusa concluída!

Para nós, portuguesas é uma camisola de lã, mas para as amigas brasileiras, trata-se de uma blusa, já que "camisola" é uma peça de vestuário usada para dormir ... as coisas que eu tenho aprendido!
 Certo é que está concluída e, na minha opinião, veste bem e é confortável.


Curtinha, com mangas amplas, combina bem com calças de couro.




A gola alta em turquesa, na mesma cor dos punhos e do cós, é confortável e dispensa écharpes ou cachecóis.

O punho alto, com elasticidade, permite que se arregacem as mangas o que quebra o formalismo.

A lã utilizada resulta assim, numa espécie de caraculo multicolor.
Acho que o investimento em trabalho e material compensou, pelo resultado final obtido.
É um trabalho para principiantes.
Se alguém necessitar de detalhes, é só perguntar.

Beijos,
Nina

domingo, 6 de novembro de 2011

Gerês

É uma montanha e um Parque Nacional.
É um deslumbramento.
Dele vou mostrar algumas imagens captadas na tarde de ontem, que, apesar da luz não ser a mais favorável, visto que o céu se cobriu de nuvens escuras, permitem apreciar detalhes divinos da exuberante natureza:

Este é o restaurante espetacularmente integrado na encosta, onde almocei.
Chama-se  O Abocanhado.
Vale, essencialmente, pela localização sobranceira a um profundo vale e pela arquitetura.
Gastronomicamente falando, diria que é médio, não sendo mau, poderia ser melhor.
Merece, contudo, sem sombra de dúvida uma visita.





Mesmo ao lado, dois enormes espigueiros


Todas, mas mesmo todas as cores pintam as árvores

Contra o fundo rochoso da encosta, sobressai esta maravilha

Ao fundo, a Barragem de Vilarinho das Furnas

Primeiro plano de medronhos, fruta com que se fabrica um licor de alto teor alcoólico

Lindos, os medronhos simulam antecipar a decoração natalícia

O imenso vale que desdobra ante o nosso olhar.
O céu, uma ameaça de tempestade que se gorou.

Ainda que ameaçador, imensamente belo.

Encostas nuas, agrestes, delimitando a barragem

 O Parque Nacional da Penêda Gerês é um imenso espaço, um inacreditável tesouro a descobrir.
As imagens localizam-se perto da povoação de Terras de Bouro, em Brufe.

Aguardar a chegada da primavera para realizar um passeio sem pressa é elemento da tal lista que carregámos como incontornáveis actos a levar a cabo durante a nossa existência.

Juro que merece a pena.

Beijos
Nina


sábado, 5 de novembro de 2011

Sem chuva,

mas com temperaturas consideravelmente mais baixas, o sábado convidava a sair de casa, com vestuário prático, mas prestando, sempre, atenção aos detalhes de cuja conjugação depende o resultado final.
Para uma ida à Feira de Cerveira, há que privilegiar o conforto, sem que, repito, o resultado final seja uma farrapada desconexa.
Parece-me que não me saí mal.
Botins de salto grosso, muito confortáveis, permitindo calcorrear a feira de fio a pavio.
Camisa de jeans e colete do mesmo material.
Uma Parka arroxeada completava o conjunto a fim de garantir proteção térmica acrescida.



O saco de cabedal, na confusão da feira, deve ser usado ao ombro, perfeitamente fechado e ainda assim...

Chamo a atenção para o colete que comprei há muitos anos na Alemanha.
Seria banalíssimo, não fossem as aplicações com que mãos de artista o enfeitaram.

Mais ao perto, vêem-se os detalhes que o transformaram numa peça única.
 Acho que as artesãs talentosíssimas que tenho encontrado, poderão usá-lo como fonte de inspiração e copiar os detalhes sem grande dificuldade.

Um bolso, em grande plano.

Um conjunto de pulseiras alegra o visual e moderniza o conjunto.
Todas as peças têm anos ( com excepção dos botins comprados no ano passado).
Por isso, gosto de guardar roupa, se, efetivamente, ela me agrada.
Às vezes, fica dobrada em caixas até quase me esquecer da sua existência.
Até que um dia, voltam a ver a luz do sol.
A única condição é não ganhar peso, o que nem sempre é fácil, reconheço. Mas, se conseguirmos aguentar-nos sem grandes oscilações nesse capítulo, a vitória será nossa.
A bolsa e a saúde agradecem.
E o nosso Ego, também.

Beijos
Nina

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

De vento em popa,

é coma avança a camisola em tricot cuja lã (lindíssima) mostrei há uns dias atrás.
Tricotada com agulhas nº 6, faz-se muito depressa, ainda que, como é o meu caso, só trabalhe depois de jantar, para não cair morta de sono em frente à televisão, que nos brinda com programas cada vez piores.

Comecei a segunda manga que, seguramente, terminarei hoje.

Depois, é só fechar as costuras e levantar a gola.
Este fim de semana, prometo, fica pronta.
Acho que está linda, graças ao fio que, repito, é uma beleza.
E que venha o frio!

Beijos
Nina