terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Era uma vez um lençol,

simples, liso, comprado nos saldos da Zara Home.
Vermelho, era vermelho.
Eu olhava para ele, ele olhava para mim e não tínhamos nada para dizer um ao outro.
E o lençol permanecia escondido, na pilha de lençóis nunca sendo escolhido para vestir a cama.
Era vermelho, mas, repito, não tinha graça, apenas uma cor inusitada.

Foi então que, deambulando pela Feira dos tecidos, vi estas risquinhas sorridentes e alegres.
Trouxe-as comigo.

Em Cerveira, na feira, esta rendinha alegre chamou a minha atenção e, num instante, chamei-lhe MINHA.


O lençol tristonho, apesar da cor, ganhou este remate na dobra.


E duas almofadas nasceram.
Farão conjunto com o lençol vermelho e um branco com elásticos que reveste o colchão.

Vista de perto, mostra-se assim, catita, despretencioso, bem-humorado.

Duas rendas em cada topo da almofada, emprestam ao conjunto um ar moderno e bem conseguido.

Com a Helena (minha primeiracostura blogspot.com), minha amiga, minha mestra, meu modelo, aprendi o truque das almofadas sem botões.
Fiz e desfiz, mais do que uma vez, confesso.
Mas cada nova experiência é mais divertida e mais bem sucedida que a anterior.
Perseverança é a palavra de ordem.

Beijos
Nina

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Olha que coisa mais linda,


... são as peças que podemos encontrar na Ourivesaria Luís Ferreira.
Uma casa centenária, com nome feito e qualidade reconhecida internacionalmente.
Aqui, no Porto, tem duas lojas, uma na baixa, perto da Rua das Flores e outra no lobby do Hotel Ipanema Parque, onde fiz as estas fotografias.


O trabalho produzido caracteriza-se por, a partir de materiais banais construir peças únicas de uma beleza absoluta. As jóias, em primeiro plano, são de prata, com incrustações de enormes pedras semi-preciosas.
Com madeira polida, criam-se aves, frutos e tudo o mais que o engenho e a arte do artista decidir.
A prata, sempre ela, é o material de eleição.

O castiçal solitário e a lagosta, tem como base um material branco que suponho tratar-se de osso.

Uma ou outra peça, recorre ao ouro, mas sem pretensões, sem arrebiques, de uma forma clean e despojada.

Das conchas que semeiam as areias da praia, nasceu este precioso casal de caracóis.
E, um pouco atrás, um trabalho em malha produz duas incríveis pulseiras, uma em ouro e outra em prata.
É a coisa mais linda que imaginar se pode.
Mas, como não há bela sem senão, os preços são os de obras de arte, proibitivos.

Beijos
Nina

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Lagar de Eiras

Quem vem a Cerveira, debate-se, forçosamente, com a escolha do restaurante onde almoçar, de tal maneira a oferta é variada e tentadora.
É  a gastronomia minhota na sua mais plena exuberância de sabores e odores.

Porém, para diversificar e se surpreender, tenho uma sugestão, melhor dizendo, uma deliciosa sugestão:
Chama-se O LAGAR DE EIRAS, a que já me referi de passagem.
Atendendo, porém, à sua excelência, debrucemo-nos sobre o dito, que bem merece.

Fica do lado de lá do Rio Minho, em Espanha, a poucos Kms de Cerveira.
Cruza-se a ponte e seguem-se as indicações do GPS que rezam assim:

41 graus 55 minutos 36" Norte
8 graus, 47 minutos 15" Oeste

Estas coordenadas deixam-nos pertinho do Lagar, mas um pedido de ajuda a um transeunte, ajuda a matar a charada.
Reservar mesa, pelo telefone 34690017037, é sempre uma sábia precaução


Como já referi, é uma casa rústica e, logo à entrada, encontramos esta gracinha.

Um antigo guarda-louça ...

Recheado de peças ingénuas, cheias de encanto.

Este bengaleiro, separa uma das salas de refeições, dando alguma privacidade ao espaço. 


A vista é deslumbrante.
Sobre a mesa, o Alvarinho escolhido, uma cesta com pão variado e uns miminhos que oscilavam entre a massa dos sonhos e a do pastel de bacalhau, só para enganar a impaciência de quem, faminto, espera.




O interior do petisco , servido bem quente, apresenta-se assim, suculento.


Estes croquetes de porco preto, foram uma das entradas escolhidas.
Absolutamente impecáveis, no tempero, fluidez da massa, ponto de fritura.

As gambas "al ajillo" chegaram à mesa chiando, numa fritura que se prolongava no recipiente quentíssimo.
Com o seu molho de azeite e alho, estavam divinas.

Como prato principal, foi servido este arroz de robalo com marisco, polvilhado com umas ervinhas aromáticas que despertava todos os seus sabores.


Muito, muito bom, com o robalo no ponto certo de cozedura e o arroz caldoso, escorrendo livre, num perfeito casamento com tomates e pimentos.
Perfeito!

No regresso, vendo Portugal ali tão perto, do outro lado do rio, optámos por embarcar no ferry-boat, que, em menos de nada nos colocou na outra margem, já em Caminha.

Depois do opíparo almoço,  a brisa gelada afastou a sonolência.

Como se numa ilha nos encontrássemos, avistávamos, Espanha, Portugal e o Oceano Atlântico, ao fundo.

10 ou 15 minutos é, no máximo, a duração da travessia.

Para variar e enriquecer o sábado, é uma experiência que recomendo.

Beijos,
Nina



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O prazer do dever cumprido,

... ao contrário do afirmado pelo poeta, é enorme, muito, muito gratificante.

Terminei a manta de lã,  graças às temperaturas polares em que temos vivido.
Ainda está quente, acabadinha de sair das minhas mãos, nesta gélida tarde de 6ª feira que convidava a não sair de casa.

Fotografei-a de todos os :ângulos, até à exaustão, receando que as fotos não lhe fizessem justiça



De perto ...

...dobrada, distraída, sem pose, ao natural ...

... neste que será o seu estado natural.

Dobrada, fazendo sobressair a fofura do seu toque.

Exibindo cores.

Numa visão de conjunto.

As cores reais são mais vivas.
A máquina fotográfica fica muito áquem do olho humano.
Que pena!

Onde quer que fique, garanto, vai iluminar o ambiente.


Beijo
Nina

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Um dia de cada vez!


É o que dizem os adictos, proclamando, hoje  ainda não bebi, ou não toquei em drogas ou ...

Felizmente o meu objetivo é outro, bem mais inocente:

-Não comprar roupas ou calçado!

Inspirei-me no blog  da Fashionita que tem um propósito bem mais ambicioso do que o meu, pretendendo não fazer compras durante 1 ano.

Do seu exemplo obtive o estímulo para parar o espiral consumista irracional que escraviza e que não contribui para o nosso capital de felicidade.
Estimulando a criatividade, consegue-se dar cara nova a roupas esquecidas, sendo o resultado final agradável.
A Fashionista já conta cinquenta e tal dias sem compras.
Eu acabo de começar, exatamente no dia 1 de Fevereiro.
Hoje saí com uma amiga, um perigo!
Não comprei nada embora tenhamos passado a tarde no Shopping.

Vesti este conjunto:


Blusa camiseiro (body) em seda castanha, com 2 colares sobrepostos.
Tudo com anos de estadia no meu armário.

Cinto castanho da Sfera.
Saia animal print da Zara.
Com anos na minha posse.

Sabrinas animal print e collants opacos pretos.
Os sapatinhos são de há 2 anos.

O casaco é um clássico sem idade, dos que passam de mãe para filha.
O conjunto é confortável e atual.


Sou a Nina e hoje não comprei nada!
Vamos contar os dias em que consigo cumprir o meu objetivo.
Beijos
Nina


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Obrigada, Teresinha!



      Da querida amiga  Teresinha  recebi estes miminhos:


Chá verde dos Açores, o melhor!
"Chá da Gorreana ... aquele que não engana!"



Recebi ainda uma muda de capuchos, como chamam nos Açores à planta phisalys, cujos frutos são, atualmente, muito utilizados nas sobremesas gourmet.

Soltos, vinham vários que já comi, pois adoro o seu sabor ligeiramente ácido.

Mas o que eu realmente amo, são as pontes criadas, sem esforço, apenas por real empatia, aqui, nesta realidade virtual.

Beijos
Nina

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Com cupões, talões, promoções e ...

outras complicações, fui às compras. Infelizmente destas não gosto. São as compras do supermercado.
Acontece que, do Continente, recebi uns talões de desconto que, desta vez, resolvi aplicar.
Digo, desta vez, porque, normalmente, acabam no lixo, seja porque a data de validade caduca, seja porque os produtos em promoção não me interessam.
Desta vez, repito, munida de cartão de cliente Continente e de talões que prometiam uma redução de 50% nos produtos anunciados, lá fui.

Carne de porco picada, salmão em posta, tomate e papel higiénico constituiam as compras  que queria efetuar.

Essas e apenas essas!

Vi, há tempos, um programa numa estação por cabo, que se desenrolava na América.
Lá, vivem as campeãs dos talões de desconto e era vê-las na caixa registadora, arrastando vários carrinhos de compras, cuja soma dos produtos ascendia a milhares de dólares.
Dólares, esses, que as compradoras não possuiam.
Feito o registo e a soma dos valores em dívida, eram entregues os cupões de desconto e, então, acontecia o milagre:
Os 3 000 dólares viam-se reduzidos a 10!

Magia pura!

Eu, que sou como sou, não resisto a um desafio tão sedutor!
E voltemos, portanto, às minhas compras.


Total - 103.78€




Paguei, efetivamente os 103€, porém, a partir de hoje, posso fazer compras no valor de quase 50€, usando o saldo em cartão.

Admito que não é uma operação tão espetacular como a que testemunhei na TV, mas não deixa de ser espantoso.

A carne de porco e o salmão, estão congelados, esperando oportunidade para serem utilizados.
O papel higiénico encontra-se armazenado e com os cerca de 10Kg de tomate, fiz molho que será guardado em frascos e posteriormente congelado.


Ei-los, enquanto esperam ser transformados em molho.
Se forem à minha cozinha, estão lá, num puré apetitoso.

Consumidoras do mundo, uni-vos!

Beijos
Nina