sexta-feira, 2 de março de 2012

Proposta para Março

Não será para já mas dentro de poucas semanas, poderemos começar a guardar os abrigos de Inverno, sendo, portanto, este, o momento próprio para, sem cometer loucuras, em termos económicos falando, dar início a umas peças em crochê que alegrarão, sós ou conjugadas com outras mais antiguinhas, os nossos dias de sol.


Esta blusinha em filé branco, conjugada com jeans, fará furor.


A sua realização não poderia ser mais simples.
Exige conhecimentos rudimentares.

Completa-se o conjunto com uma saia bege, sobreposta numa de tecido branco.

Ou, versátil como é, pode conjugar-se com um qualquer top em malha.

Estas são as instruções para confecionar a saia

E estas destinam-se à blusa.

O esquema das flores, que se realiza com "abertos e fechados", é extremamente simples.
As instruções que aparecem à direita, na foto, destinam-se a outra peça.

Repete-se aqui o esquema das flores.
Pessoalmente, gosto de branco para o Verão e nunca as peças nessa cor me parecem em demasia. Por outro lado, a conjugação do branco com bege remete-me para uma certa atmosfera do country inglês ou para os ambientes em tons pastel, que nos filmes de Ingmar Bergman, compunham a imagem e à qual não resisto.

Tendo entre mãos um projeto de peso (o meu vestido de tricô verde água...), seria da mais elementar sensatez não me aventurar em novos desafios.
Mas quem disse que eu sou sensata?

Amanhã vou a Cerveira, à feira e se lá encontrar o fio que me agrade, à noite, farei o primeiro ponto dos muitos que esta beleza exige.
Se consegui cativar a tenção das minhas amigas queridas para este desafio, poderíamos, em tempo oportuno, mostrar o resultado desta empreitada.

Beijos
Nina

quinta-feira, 1 de março de 2012

Fevereiro , já era ...

Bem vindo, mês de Março.
O que ressalta do mês que ontem terminou é que, usando a metodologia "babysteps", consegui não fazer qualquer compra, o que, sei eu e sabe Deus, que não é proeza a desprezar.
Devo confessar que, ontem, por uns instantes vacilei e quase , quase experimentei uns sapatos.
 A luta entre o meu anjo bom, o sensato, e o anjo mau, o consumista, foi tremenda, apocalíptica, diria, mas o bem venceu ( e tão cedo não me voltam a apanhar num Shopping, que a carne é fraca...)

Hoje foi dia de cabeleireiro.

Lá porque decidi não fazer compras, não significa que andarei sujinha e desgrenhada.

O bom aspeto do meu cabelinho é imprecindível, no resultado final.

O que significa que, embora a roupa seja passada, não abdico de um conjunto composto e cuidado.

Em casa, costurei.

Com restos de tecidos, sobras de rendas e umas pintinhas que comprei, iniciei esta almofada.



Estas borboletas que esvoaçam sobre um fundo verde pistachio, serão a parte traseira da almofada.
Esta já tem destino.
Vai para a casa de campo de uma amiga querida que adora esta cor.

Entretanto, entre milhões de afazeres , o vestido avança.
(Não consigo reproduzir a verdadeira tonalidade, que não é esta. É verde água, maravilhoso, e não turquesa, por favor, acreditem na minha palavra e não na foto!)

Já avanço pelo corpo, deixando para trás o rendado e a amplitude da saia.
Gostaria de vê-lo concluído em Março!
Para o conseguir tenho que me disciplinar, não me dispersar em 1000 coisas, 10 000 tarefas, 100 000 solicitações.
Quem manda eu gostar de tudo, espreitar todas as fechaduras, destapar todas as caixas de possibilidades?
Quem?

Beijos
Nina

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Uma tarde por semana ...

... é minha, literalmente falando.




Foi hoje, a tarde em que encontrei uma amiga  para fazer nada, para estar, para ser,  para ouvir, para olhar.

Dizem os guros, mestre da organização do tempo, que uma fração dele deve ser nossa propriedade exclusiva.
 Por isso, encontrarmo-nos é todo o programa que interessa cumprir.

Sou eu que, normalmente a apanha à entrada de casa e, invariavelmente, coloca-se a questão:
- Onde vamos?
Nenhuma de nós quer responder, nenhuma de nós quer impor, porque, o único facto importante é estarmos juntas por umas horas.

Entre nós a conversa flui límpida, direta, sem desvios e as horas escoam-se naturalmente, sem urgências nem premências.

Faz-me bem este encontro.
É terapêutico para as duas, ouvintes prediletas uma da outra.
Duas ou três horas volvidas, despedimo-nos e, embora vivamos perto, só nos reencontramos na semana seguinte.

Até lá, guardamos na gaveta das emoções os pequenos nadas que ocorrem no dia a dia e que se não se esvaem, iremos compartilhar.
A amizade é assim, uma coisa descomplicada, sem obrigações, sem ressentimentos, sem melindres, sem cobranças, porque, se não for, não é amizade.

Beijos
Nina



terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Profissão?

Dona-de-casa!
Fui-o sempre, mesmo quando acumulava com muitas horas de trabalho fora, que importava para casa, prolongando- o, quantas vezes, pela noite dentro.
Mas isso são outros contos.

Hoje, sou dona-de-casa, ponto final!
E com muito prazer e maior orgulho.
Prazer, porque gosto da tarefa, gosto de decidir, organizar e executar (algumas, apenas algumas...) das incumbências inerentes ao título.
Orgulho, porque mereço, porque o meu currículo fala por mim, porque fiz tudo o que me era devido fazer e, haja Deus, continuo a fazer.

Ok, admito que tenho a sorte de ser quem sou, de poder delegar e, essencialmente, de poder pagar para que apareça executado o trabalho que não realizo.

Ainda assim, declaro solenemente, que não tenho tempos mortos.
Não tenho tédios, não tenho frustrações, não tenho mudas revoltas.
Estou bem na minha pele.

Li algures que a diferença entre "inveja", "ciúme" e "ambição" é muito ténue.

Assim, "inveja" é sofrer com o que o outro tem.
"Ciúme" é sofrer com o medo de  perder o que se tem.
"Ambição" é sofrer com o que não se tem.

Ora, não sendo invejosa, convivendo pacificamente com o ciúme e doseando saudavelmente a ambição, concluo que, eu, dona-de-casa, sou feliz.
Feliz, mas muitíssimo ocupada.



Não me é permitido descurar os meus "bebés".
Exigem atenção, olho clínico, cuidados.

Com eles reaprendo diariamente a apurar técnicas para que, "para o ano seja melhor!"

Mas como queixar-me?
Como?
Perante esta obra de arte, há que regozijar-me, sortuda, abençoada, que num aprendizado constante é bafejada com este milagre.

Menos, muito menos gratificante é a tarefa prosaica de tratar das provisões para que a tribo subsista.
E como come esta tribo!
Todas as semanas há que reiniciar o processo.
A técnica ajuda, é certo.
Que seria de mim sem arcas frigoríficas!?

Os não perecíveis acumulam-se como se um regimento esfaimado esperasse para ser saciado.
Apesar da ajuda na limpeza da casa e tratamento de roupas, para mim sobra um pedaço.
Sei que tenho de me organizar.
Dou prioridade ao blog, que paga com juros de um elevadíssimo prazer, cada minuto que lhe dedico.
Depois, é sabido que pretendo costurar. Ora, isso implica tempo.
E, se não bastasse, dedico-me ao tricô, ao crochê, dando ainda uns passinhos de dança no ponto de cruz.
Por fim, mas de modo algum menos importante, vem a leitura a quem, infalivelmente, dedico 1 hora diária.

Tenho tempo para me entediar?

Beijos,
Nina

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Livros

Gosto de livros.
Sempre gostei, desde criança, nunca parei de gostar cada vez mais deles.
Leio, em média, um por mês, melhor dizendo, delicio-me com um todos os meses.
Se é mau e não merece o meu tempo, descubro-o nas primeiras páginas e recuso-lhe as minhas preciosas horas.
Por isso, como nunca persisto em apostar no cavalo manco, nunca me decepciono e cada leitura é uma viagem que me transporta para outros tempos e outros espaços, que me abre janelas para presenciar ações insólitas, românticas, arrebatadoras ou proibidas.
Alguém disse que, quem ama a leitura, jamais está só.
Subscrevo sem hesitar.
Devo-lhes tanto, devo-lhes tudo.
Sem as leituras não seria quem sou!

Graças à leitura, abri horizontes, multipliquei opções, apaixonei-me por novas e improváveis paixões.
Como a costura, por exemplo, com quem me cruzei, primeiro através da Burda, depois nos sites da blogosfera e, neste momento, em leituras específicas onde busco a componente teórica que suporte os meus delírios de criatividade.
Assim, adquiri a Costura-mania, livrinho simpático, com uma centena de propostas razoavelmente esquematizadas, mas,infelizmente, pouco convincentes, ficando-se muito aquém das minhas pretensões.
Por um lado, não responde às minhas mais cruéis dúvidas (como pregar um ziper, por exemplo... para não referir outras), por outro, apresenta desafios demasiado  comportados para a minha mente alucinada.
A culpa é minha, suponho, mas o livro não me convenceu.
Já este, O JOGO DO ANJO, é outra conversa.

Do mesmo autor, li A SOMBRA DO VENTO, um best seller internacional, absolutamente viciante, envolvente, encarcerando o leitor na trama  magistralmente construída.

O JOGO DO ANJO, em nada, desmerece o seu antecessor.
Reverencio quem assim escreve, quem nos comove até às lágrimas, aterroriza deixando no ar , flutuando, o MAL em toda a sua crueza, nos implica na ação obrigando-nos a tomar partido, prende os nossos sentidos, paralisa a nossa vontade, impede que paremos, a não ser que o autor assim o decida, estruturando o enredo em capítulos.
Tenho andado perdida por lá, pelo Bairro Gótico de Barcelona, tenho passado fome e vivido em imundas pensões, tenho convivido com marginais, bandidos da pior espécie, tenho sofrido com as implacáveis dores físicas do herói, tenho presenciado os seus raros momentos de paixão, tenho sentido o arrepio de pavor, impotente perante forças maléficas que perseguem e dominam ... enfim, tenho sido barcelonesa deambulando pelos recantos das Ramblas.

Enquanto não o devorar, até à última palavra, aviso, encontro-me no início do século XX, numa Espanha amordaçada, sobrevivendo numa sociedade rasgada por injustiças, onde a crueldade desfila impávida perante a muda aceitação social.

Sou a alma gémea de Martin!
Sou o próprio Martin! 


 Beijos
Nina

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Sempre, não,

... mas às vezes, apetece-me fazer a caminhada diária junto ao rio Douro.
Sobre o rio, existe um passadiço destinado aos caminhantes, que, olhos postos nas águas, deixam que o pensamento viaje.
Pena, é que ao lado, os automóveis não cessem de passar.
Assim, entre caminhar por entre dunas, no areal de Leça que se estende até Angeiras, onde, apenas o som das vagas se faz ouvir, num fundo de praia deserta, e aqui, com o Porto velho, na outra margem e as águas verdes e profundas do Douro correndo a nossos pés, o meu coração balance.
Trata-se de privilegiar a vista ou o ouvido.
E, sem sombra de dúvidas, junto ao Douro a paisagem é avassaladora.


No local onde, em tempos idos, quando o Douro era navegável desde a Foz até Vila Nova de Gaia, existiu um cais de aportagem para navios de grande calado.
Com o assoreamento da barra, os navios deixaram de entrar no rio e o cais extinguiu-se.
No seu lugar nasceu um núcleo de restaurantes para todos os gostos e predileções, bem como um cais para barcos de turismo que transportam passageiros, rio acima, até à fabulosa região do Douro Vinhateiro.

Num pequeno largo encontra-se exposta esta estranha peça que, suponho, estaria implicada na destilação de bebidas alcoólicas.

Os restaurantes, construídos de raiz, têm um aspeto muito moderno e convidativo.



Caminhando em direção à foz do rio, aparece o local onde, outrora, eram construídos barcos.
Atualmente, realizam-se reparações nos "rabelos" réplicas dos barquinhos que, descendo o rio, desde a Régua, transportavam ,em pipas, o vinho que seria tratado e armazenado nas Caves do Vinho do Porto, localizadas, na margem de Vila Nova de Gaia.
Atualmente, são apenas elementos decorativos que chamam a atenção da multidão de turistas estrangeiros que por aqui circulam.


Ponte D. Luís I , com os seus dois tabuleiros.
O superior é apenas utilizado pelo Metro, enquanto que, no inferior, circulam veículos automóveis e peões.
Num plano mais recuado, a Ponte do Infante.

O rio encontra-se, tristemente poluído.
Ainda assim, subsistem algumas espécies de aves marinhas.
Ouvi dizer que, junto à foz, a poluição das águas interferiu de tal modo com a fauna, que os próprios peixes, num gesto desesperado de sobrevivência, se tornaram hermafroditas.
Será?

Um destes dias, vai desaparecer esta ruela que, em escada, se desenvolve não sei para onde.
Num destes dias, um qualquer expedito construtor civil tratará de apagar este vestígio medieval , das margens do rio.
É pena, não é?


Ponte da Arrábida.
Já foi célebre pelo seu amplo arco, um dos maiores da história da engenharia, quando, nos anos sessenta foi construída.
O condomínio constituído por blocos de várias cores é moderno e de excelente qualidade.
Situa-se na margem direita do rio, no Porto, portanto.

Não gosto particularmente de aves, de um modo geral, não gosto de bichos com penas. Abro, porém, uma excepção para os patos.
Soberbos e dignos na sua absoluta autonomia.

Uma das réplicas dos antigos "rabelos" circula sob as pontes.
É o cruzeiro das pontes!

A minha cidade!
Tem um velho casario, tem o cinza imponente do granito, tem ruelas e avenidas e tem um casal apaixonado.

Imponente, a Sé Catedral.
Ao lado, o Paço Episcopal.

Na cervejaria que mostrei na primeira foto, ousei, pela primeiríssima vez, entrar e almoçar:
Arroz de Tamboril com Gambas!
Não me arrependi.

Verifico agora que escrevo numa semipenumbra.
O dia está a acabar!
Como voou!!!
Tenham uma feliz, cheia e proveitosa semana.

Beijos
Nina

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Moldura com flores secas


Acho que com um nada se pode acrescentar encanto e beleza a um recanto do nosso castelo.




Esta moldura achei-a na página de Martha Stwart e considero-a irresistível.
Trata-se de uma banal estrutura de madeira recoberta com flores secas, uma espécie de pequenos pompons em rosa, que poderão ser apanhados no campo, aproveitando o domingo ensolarado que se aproxima, juntando, deste modo, o útil ao agradável.
Com as explicações fornecidas no link, será muito fácil de realizar, sendo o resultado final de garantido sucesso, para emoldurar fotografias, pinturas ou um simples espelho.

Beijo
Nina