sexta-feira, 13 de abril de 2012

Zara, meu amor!



Já li que, ao contrário dos diamantes, é a melhor amiga das mulheres.
Sinal dos tempos,é certo, correspondendo, porém, inteiramente à verdade.
A oferta é extraordinária, sempre renovada, sempre atual, sempre irresistível, sempre com preços acessíveis ao comum dos mortais, sempre fantástica, sempre...





Perante a infinitude de propostas, todas elas lindas, todas elas apetecíveis, ao acaso, elegi este vestido /túnica, como ilustração deste texto.




Como fazem,não sei, ou se sei  não me interessa!


O que eu sei é que em Milão, vi as montras da Prada, nas Galerias Vittorio Emanuel, onde cada peça ,  equivalia, em preço, ao de uma jóia inacessível.
O que eu sei é que, uns metros adiante, a Zara oferecia um estilo semelhante com preços, incrivelmente baixos.
O que eu sei é que todas as semanas, duas vezes, à segunda e à quinta chegam novidades.
O que eu sei é que não fomentam a compra por impulso, uma vez que, a aquisição pode ser devolvida no prazo de 30 dias, sem perguntas, sem explicações, sem justificações.
O que eu sei é que uma ida à Zara é um mergulho num mundo de bom gosto e que, feito durante a manhã, quando a clientela escasseia e a tranquilidade reina, os olhos se enchem de beleza.
O que eu sei é que esta moda low cost tornou as mulheres muito mais bonitas, muito mais elegantes e muito mais felizes.
O que eu sei é que a frustração de olhar para as montras de alta costura (quase) se desvaneceu.

O que eu sei é que desejo uma longa e produtiva vida à Zara, a melhor amiga das mulheres.


Beijos
Nina

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Não gosto de doces!

Não é que não goste, no sentido de detestar, mas dispenso, passo. 
Entre doce e salgado, salgado!
Entre doce ou fruta, fruta!
Sem qualquer motivação especial, sem sacrifício, sem pena, passo!

Em compensação, perco-me por chocolate.

Mas também não pode ser um chocolate qualquer, não!
Tem que ser preto, amargo, forte, puro.
Sempre com uma taxa de cacau superior a 70%.
Se vier acompanhado com vestígios de framboesas, perco a compostura, o tino, a vergonha e, dissimulada, aos pouquinhos, posso devorar um inteirinho, assim, à socapa.


Estes são dos tais.
Vêm do Equador e simples ou com frutos vermelhos são a minha única perdição, em termos de gula.

Porque é de gula que estou falando quando confesso a irresistível tentação a que me rendo.

Para complicar ainda mais as minhas melhores boas intenções, li, algures, que o chocolate preto é rico em flavenóides, poderoso anti-oxidante.

Eu, desavergonhada, que não precisava de desculpas para nada, a partir desse momento, escudei-me em argumentos científicos que justificassem o meu reprovável despudor.
Só que, algo muito poderoso ocorreu que veio pôr fim ao festim.
É que li também, algures, que a enxaqueca, de que infelizmente, de quando em vez, padeço, pode ter vários fatores desencadeantes, entre os quais se inclui a ingestão de chocolate.
Não pode ser verdade!
Não é justo!
Mas, infelizmente, parece-me ter descoberto uma cadeia de causa/efeito.
 E,assim sendo, por muito delicioso, muito irresistível que seja o chocolate, não compensa a dor lancinante que faz ver luzes no escuro e parece dilacerar parte da cabeça.

É, apenas, uma conclusão chata, não chega a ser triste.
Se com a abstenção da delícia desaparecer o incómodo, o preço é baixo.
Assim sendo, parece-me poder afirmar que ontem, dia 11 de Abril de 2012, comi o meu último chocolate.
A reserva, de que sempre dispus, e que fotografei, ganhará rumo sem demora ...
Não é por nada ... é por causa das tentações.

Beijos
Nina 

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Se ...


... o mundo fosse o que costumava ser, se o tempo prestasse atenção ao calendário, se as estações do ano, para além dum nome remetessem para um conjunto de características coerentes, se tudo isso ocorresse, estaria agora mergulhada na ingrata tarefa de mudar o conteúdo dos armários.
Retiraria os invólucros protetores do vestuário da Primavera e Verão e substitui-lo-ia pelo de Inverno e Outono, que, depois de limpo, escovado e selecionado, ocuparia, por seis meses um local menos acessível, onde estagiaria tranquilo, até que o ritmo das estações se cumprisse, guardado, esperando que os calores estivais se extinguissem.
Sempre, sempre assim foi. Sempre até ao presente.
Não dá para antecipações lógicas.
Não dá para lógica de nenhuma espécie.
É que está frio e chove e ameaça continuar a chover e a arrefecer ainda mais.



Este blazer (Massimo Dutti), camisa (Carolina Herrera) e calças (Zara) constituiram o conjunto desta manhã.
Verdade seja dita que, de há uns anos a esta parte, cada vez menos se usa vestuário de meia-estação, passando-se do frio intenso ao calor tropical.
Desconfio que a designação "Clima Temperado" perde, cada vez mais, propriedade.

Precisei de  um guarda-chuva, porque, embora andasse de carro, em cada saída , apanharia um banho se não me acautelasse.



Os meus sapinhos "animal print" não gostaram da experiência.
São demasiado frágeis para enfrentar este tempo louco.
Amanhã, saem botas!

O que eu gostava mesmo, era de um closet hollywoodesco, daqueles com muitos espelhos e um sofá no centro, onde, me instalaria.
Abriria,então, as portas e tudo estaria ali, exposto, pronto a ser usado!
Mas, como não tenho nem vou ter, vou-me governando como posso recorrendo à famosa técnica da cebola:
-Sobreposições, muitas!
Peças sobre peças, num puzzle mais ou menos harmonioso, vão construindo um look moderadamente apresentável, enquanto que, no armário de Verão, impacientes, sedas, linhos e algodões, impacientes, suspiram por sol e calor.
Se as previsões não me enganam, não será, ainda, esta semana que mato saudades das minhas coisinhas
frescas e coloridas e lindas.

Beijos
Nina



terça-feira, 10 de abril de 2012

Nostálgica da chuva ...

... e alertada para a seca que assola parte do país, esperava que chovesse, que chovesse muito, daquela chuva que faz música nas telhas e nas vidraças, que transforma a casa em casulo seguro, que empapa os solos secos que cai porque tem de cair, porque é da sua natureza que a primavera seja molhada e que Abril seja de "águas mil".
Pois bem, hoje acordei com chuva, e vento e céu carregado e nem um arzinho de sol.
Agora parou, numa aberta pré-anunciada pela meteorologia e as suas previsões.
O azul, esse, continua ausente.
Assim:

... muito branco, muito cinza, muito prenúncio de água.

As árvores, duche tomado, frescas e húmidas, bamboleiam no vento que virou brisa marítima.
 Poesia à parte, ainda que a chuva tocada a vento aconselhasse o conforto do lar, saí.
Fortes, fortíssimas razões me obrigaram a enfrentar a intempérie:
Estas:
Com a sobra do fio do vestido, iniciei uma bolsa, e não é uma bolsa qualquer, não!
É a tornada famosa por uma das suas proprietárias, Angelina Jolie.
A receita  encontra-se aqui:

http://manequim.abril.com.br/faca-e-use/ponto-a-ponto/bolsa-de-trico-angelina-jolie-489245.shtml?page=page5

... e foi-me indicada, já no ano passado, pela Ângela:
 http://artesanatoangel.blogspot.pt/2011/08/croche.html#comment-form


Acontece que, se quero trabalhar logo, à noite, enquanto assisto à nossa pobre televisão, necessito de mais material. Daí que, enfrentando a tempestade, lá fui à loja das lãs.

Só que, vendo estas belezas, não resisti e comprei este rosa bombom e o mescla em tons de branco e azul.
Tenho a certeza que encontrarei destino para elas e para muitas outras que repousam, expectantes, na gaveta dos materiais.
Beijos
Nina

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ainda o vestido...


Recebi tantas ajudas, tantos conselhos, tantas sugestões, que, resolvi, começar por aplicar as medidas menos drásticas:
-Nada de cortar, nada de desmanchar, antes, recorrer ao velho e sábio cinto.
Meti na cabeça que, bom, bom, era encontrar um com a mesmíssima cor do vestido. Por isso, esta manhã, lá fui ao Shopping, com amostra da linha em punho, tentar descobrir o dito.
Nada! Igual, rigorosamente igual, não vi nada.
Vi parecido, mas para parecido, prefiro diferente, contrastante.
Assim, regressei a casa, não de mãos vazias, porque, já que lá estava, no templo da tentação, comprei duas calças ( estou muito, muito envergonhada, mas igualmente feliz!), e, na gaveta dos cintos ,cá em casa, encontrei um que me pareceu adequado:

Este, largo, em elástico castanho, rematando com uma aplicação de couro, que fecha através de duas fivelas.
As sandálias (Furla), também em castanho, com salto alto, emprestam uma certa elegância ao conjunto, de tal modo que até me esqueci da amplitude excessiva da saia.

Apesar do sol, sopra um vento norte gelado.
Vesti esta peça em jeans que comprei numa feira de rua em Sanremo, Itália.
Hei-de falar sobre esses lugares incríveis que só existem em Itália e onde a dificuldade consiste apenas em selecionar os tesouros exibidos.

O colar maxi, veio igualmente de Itália.
Algumas das pedras são do tom do vestido e outras, transparentes, adotam o seu colorido.

Voltando ao casaco, tem umas aplicações em pelo, verde pistachio e uns detalhes bordados que só os italianos sabem produzir.

O cinto alto, anula o corpo curto, na perfeição... 

e a conjugação parece-me feliz.

A gola em pele, inesperada numa peça ligeira e fresca, torna o casaco único e muito do meu gosto.
Penso que umas meias escuras, opacas, resolverão o pequeno constrangimento da altura da saia.
E, o que ontem era um desastre, hoje é uma simpática ocorrência.
Não é bom ser assim?
Não é bom desdramatizar?
Suponho que se trata de uma vocação inata para estar bem, para ser feliz.
Sou, portanto, uma abençoada sortuda, capaz de tirar pão das pedras.

Beijos
Nina

domingo, 8 de abril de 2012

Finalmente ...

... ficou pronto!
O vestido verde-água saiu-me das mãos, liberto, autónomo, cordão umbilical cortado, pronto para iniciar a sua própria vida.


Caprichosamente, encontrou a companhia destas sandálias, que funcionam com suas irmãs gémeas, numa perfeita coincidência de cor. 

Reconheço que ficou um pouco curto, mas nada que me impeça de o vestir.
Ficou alegre, ficou moderno  ...

...ficou luminoso, ficou primaveril e ...


... ficou LARGUÍSSIMO!!!!

Mas como é que isto foi acontecer se segui à risca, religiosamente, as instruções da revista?

Relembro, o meu tamanho é o 38, 38, NUNCA, 40 ou 42, NUNCA!!!!
Sei, por experiência própria, que o tricô é o melhor amigo das tricotadeiras inexperientes. É que alarga sempre um pouquinho e, com o tempo, acaba por se adaptar. Repito, alarga, não encolhe, o que seria desejável nesta situação.
Aliás, quando alguma peça se apresenta um pouco apertada, funciona como campainha de alerta, como barómetro de que o perigo espreita, um alerta vermelho para cortar na ingestão de calorias e aumentar o dispêndio das mesmas. Convenhamos que tem vantagens.
No caso presente, é uma irremediável e inaceitável condenação.
Nunca por nunca este vestido me vai servir, nem morta... principalmente então, quando a tendência para engordar é nula, mas deixemos isso ...
Alvitres no sentido de que o melhor será desmanchar, recuso-me a ouvir.
Até já tapei os ouvidos e cantarolei feito tonta, quando o bom senso de quem me fotografou se atreveu a formular a hipótese.
Não desmancho nada! Detesto desmanchar! Mais depressa ofereço a quem sirva... mas tenho pena, foi um parto recente, não consigo afastar-me da cria!
Foi então, que tive uma ideia, ideia brilhante ( não me desdigam, por favor)!
Vou levá-lo a uma dessas costureiras com máquina de corta e cose e vou pô-lo à medida!
Será que é tão boa ideia como me parece? Será que funciona?
Será?
Como tantas vezes ocorre, o episódio segue dentro de momentos (corrijamos, dentro do tempo necessário).

Beijos
Nina

sábado, 7 de abril de 2012

Kung Fu e Eu!

Do que eu gosto mesmo é de paz e sossego.
Sei lá, tenho preguiça, acho que é a razão fundamental, para fugir de confusões e confrontos.
Devo, portanto, concluir que, mais do que pacifista, sou preguiçosa.

A que vem esta confissão?, perguntarão, ao que eu respondo narrando um episódio absurdo que , este manhã, literalmente me abalroou.

Encontrava-me na fila da caixa de um supermercado, sem carrinho de compras, sem cesto de compras, sem nada. Só eu e dois pacotes de couve destinadas a confecionar Caldo Verde.
A fila era longa e lenta e chata, como são todas as filas longas e lentas,e encontrava-me perdida nos meus pensamentos, alheia a quem me rodeava.
Era uma daquelas filas únicas que gradualmente se fraturam à medida que as caixas registadoras vão ficando livres.
Impaciente, mas tranquila, seguia no passinho de formiga que o andamento impunha.
Acordou-me a voz de uma funcionária que, vinda das profundezas da loja, ultrapassou a fila longa e lenta, dirigindo-se a uma caixa até então encerrada, ordenando:
-Por ordem, na nova caixa!
 Repito, "por ordem".
Estremunhada pelo súbito despertar, dirigi-me para a nova caixa e, ainda que estremunhada,consegui perceber que fora ultrapassada indevidamente.
 Não é que seja grave, porque não é, é apenas um indício da educação dos meus semelhantes que me confrange e, por isso, pareceu-me pedagógico referir o atropelo.
A infratora, uma coisa minúscula que mal me chegava ao cotovelo, em bicos de pés, numa fúria mal contida, deu livre curso à sua indignação, aos gritos, baseada em nada, porque, a bem dizer, certo, certo, e o que lhe dava mesmo jeito,  era que eu não existisse, reclamava testemunhos, insinuava ameaças, agressões físicas, sei lá que mais...

Foi, então, nesse momento dramático, que despertou o Kung Fu que dorme no meu mais profundo ser.

Com um golpe de mestre,disparei um pontapé letal, acertei-lhe na cabeça, torci-lhe o pescoço, revirei-lhe os braços e até lhe puxei os cabelos oleosos, limitando-me, para tal, a ignorá-la, brindando-a com um olhar de RX que torna invisíveis as coisinhas menores, ensopando-a no aguaceiro do meu soberano desprezo.

Foi lindo!

A coisinha menor ficou ali, estatelada, estupefacta, desarmada, perante as armas mortais que são as minhas reações.
Desconfio que ainda la está, exangue, em estado semi-comatoso, entregue à sua devastadora frustração.
Bem feito!
Quem mandou acordar o Kung Fu, quem?

Beijos
Nina