quinta-feira, 10 de maio de 2012

Silenciosamente...




... discretamente, sem fazer alarde, à noite, depois de jantar, em frente à televisão que, invariavelmente debita programas de qualidade duvidosa, com um olho no ecrã e outro no trabalho entre mãos, prossigo, heróica, sem adormecer vencida pelo tédio.
É a hora do tricô ou do crochê, que, mecanicamente se processa sem exigir demasiada atenção.
Agora que o tempo começa a aquecer, as lãs tornaram-se incompatíveis e, alegremente, abasteci-me de novelos de fio de algodão.

Em Março, postara aqui uma proposta de trabalho que me agradara e, como já disse, de mansinho, tranquilamente, terminei-a ontem e ficou assim:



Saia (a exigir, urgentemente, um forro...) e blusa.
As cores, bege areia e branco creme.
Tudo em filé, tudo simples, tudo fácil ... tudo lindo, para meu gosto!


Cavas, decote e orla da saia com um remate que, embora simples, funciona.

Apenas a frente do top é trabalhada. As costas são lisas, uma simples rede.

O cinto  complementa o conjunto.

Entretanto, já iniciei um novo desafio que, a seu tempo, mostrarei.
Este, encheu-me as medidas. Acho-o francamente lindo para usar nas noites quentes de Verão assim como durante as férias.
Explicações detalhadas para a sua execução?
É só consultar o link.

Beijo
Nina

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Tive uma ideia !


É da minha natureza esta inquietação, este desassossego, esta vontade de inovar.
Por isso penso e repito que a decoração de uma casa nunca está concluída, uma vez que esta é bem mais que um local de abrigo. Para mim é um local com alma que reflete, como um espelho, os seus habitantes. Como eles, uns dias parece melhor, noutros pior, tendo anseios de inovação.
 Como, então, mantê-la inerte, imutável?
Seria o mesmo que determinar que, dado que tenho roupa mais que suficiente, a usaria indefinidamente até que ficasse imprestável.
Daí o meu desassossego, a minha inquietação.
Quando menos espero, tenho ideias!
E não descanso enquanto as não concretizo.


Na minha gigantesca garagem repousam móveis.


Sabiamente, com eles, não pratico o desapego.
Guardo-os, esperando a ideia que, mais tarde ou mais cedo, surgirá.
Acontece que a minha relação com tintas, diluente, lixas e pincéis, não é boa.
Eu, que destemida, enfrento desafios com agulhas, das tintas, quero distância.
Por isso, neste capítulo, tenho um fiel ajudante que jamais  nega o corpo às balas.

E aqui está o resultado da sua intervenção.


Tudo no mesmo verde chá ...

... tudo no tom que recobre as paredes do meu jardim de inverno.

A secretária, depois de receber um tampo em vidro, acomodará a minha máquina de costura.
A cadeira receberá a almofada em retalhos verdes que já mostrei.
A estante, será depósito de panos e paninhos, revistas e tudo o mais que a costura exige e, na parede, o espelho com moldura verde, fará, espero, um brilharete.
Está tudo pronto e só ainda não foram transferidos para o local escolhido, porque o cheiro a tinta persiste.
Mais um dia e mostrarei o resultado da ideia.
Mostrarei, portanto, o meu atelier!

Beijos
Nina

terça-feira, 8 de maio de 2012

A Costa Rica...

... fica no outro lado do mundo.
8 ooo kms é a distância que separa esse país de Portugal.
Uma encomenda postal demora quase 1 mês a percorrer essa distância.
Por outro lado, com um clique ponho-me em contacto, quase instantâneo com os "Ticos", como são conhecidos os seus habitantes.
Dessa região, conheço o México e alguns outros países que formam as Caraíbas.
Com muita pena, não conheço (ainda...) a Costa Rica.
De lá trouxe artesanato criativo e muito colorido, além da certeza de que aí habitam pessoas diligentes e com elevado sentido artístico, criando maravilhas a partir de quase nada.
Não sei dizer como cheguei à fala com Alexandra Abarca, a querida Ale,dona deste blog, sei apenas que nunca mais deixamos de nos visitar.
Por uma feliz coincidência, fui a vencedora de um sorteio que comemorava  o aniversário do blog.
Eu que nunca na vida ganhei nada, já fui contemplada duas vezes desde que entrei neste mundo mágico da  blogosfera.
O presente chegou ontem e deixou-me muito feliz!

Demorou quase 1 mês, mas, finalmente, ei-la nas minhas mãos.


Um paninho que me desafia para novas aventuras. Um paninho lindo e ´
unico. Garanto que , por muito que procurasse, aqui não o acharia.
E muitas coisinhas ...

Uma revista repleta de ideias ...

esquemas, sugestões e mais coisinhas ...

Para não me intimidar com o ponto de cruz, um passarinho, com linhas e tudo.

E um avental!
Precisava mesmo dele.
Adoro!

Olha o bolso com a referência ao paraíso ecológico que é a Costa Rica!
Querida Ale, publicamente, repito o meu agradecimento.
Fiquei a dever-te momentos de grande alegria e, como sabes, a alegria não se compra, não tem preço.

Beijos
Nina

domingo, 6 de maio de 2012

Dia da Mãe


Sabendo muito bem que por detrás deste dia está uma muito bem montada máquina comercial, sabendo isso, ainda assim, não consigo deixar de me sentir um pouco nostálgica, vivendo este dia, não como uma homenagem a mim, mas como uma homenagem à minha mãe  que há muito partiu.
Mas estas são complicações secretas da minha cabeça que só aqui exteriorizo.
Assim, festa é festa e, portanto, reunimo-nos num almoço ou jantar festivo, preferencialmente em casa, que não tenho paciência para multidões invadindo restaurantes.
Este ano será jantar e tudo está a postos.


Mesa posta com sobremesas expostas.

Salada de fruta, aletria e um bolo de chocolate.

A aletria é um doce tradicional português, uma sobremesa de colher que sempre evitei por me desagradar a consistência demasiado sólida, de sabão...
Descobri, porém, como fazer aletria cremosa, que escorre da colher como se de ovos moles se tratasse.
É um sucesso!


Esta salada de fruta, variadíssima, fecha com chave de ouro o jantar e deixa-nos a impressão enganosa  de que não cometemos o pecado da gula.

A toalha que recobre a mesa é roxa , logo, as flores também o são.


Louça, copos, talheres e guardanapos são de uso diário. Apenas a argola lhes empresta um ar festivo.
Terminado o jantar, vai tudo para a máquina, sem complicações de lavar preciosidades à mão.

Umas velinhas emprestam sempre uma certa magia ao ambiente. Por que não usar e abusar delas?

Assim, com uns simples truques, a mesa de todos os dias ganha sortilégios de gala.

Feliz Dia da Mãe!

Beijo
Nina

sábado, 5 de maio de 2012

A austeridade!


Essa bruxa malvada está aí, por todo o lado, instalada, ameaçando ficar indefinidamente entre nós, aterrorizando, levando, mesmo os   mais afoitos, a levantarem o pé, a abrandarem a marcha do consumo, porque não se sabe como é que tudo isto vai terminar.
Apesar do cenário negro, a vida continua e todas as manhãs nos levantamos, saímos para trabalhar, convivemos, olhamos uns para os outros.
Ora, tenho para mim que o sentimento que socialmente  nos une é do mais contagioso que existe, sendo que, se negativo se espalha como uma praga.
Bom, bom, era que todos tivéssemos a auto-estima do Mourinho, que, ganhando ou perdendo, não perde a pose, aplicando-nos verdadeiras injeções de ânimo.
Mas não somos, somos apenas o que somos, mas, ainda assim, podemos gerir o que possuímos.
Vem este discurso a propósito das possibilidades de quase cozinhar omeletes sem  ovos, ou parecer bem com o que se tem, seguindo os sábios princípios das não consumidoras.
Não gastar é, portanto, a palavra de ordem, sem que tal signifique que, andrajosas e infelizes, circulemos entre os nossos pares.
Com uma roupinha secular ( esta tem muitos anos...), é facilmente possível sentirmo-nos bem o que é meio caminho andado para que os outros nos achem bem.
Não pretendendo ser modelo a seguir, mostro, apenas, um exemplo do que acabo de referir. 


Blusa azul e saia cinza, com adereços combinando entre si.

O blazer de veludo azul protege e completa o conjunto


Por acaso o anel, que já não sei como me chegou às mãos, é do mesmo tom ...

... assim como a écharpe ...

... enfeitada com uns berloques que reafirmam:
Aqui vai  uma mulher vaidosa,  que se cuida e que tenciona seguir em frente apesar da austeridade. 

Acho que é um estado de espírito, uma atitude, uma postura assumida, independentemente do dinheiro que se tem ou não.
Li hoje,  neste blog, um texto muito bem escrito,  que faz que pensar, cuja leitura aconselho e que desenvolve este mesmo tema.

Beijo
Nina

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A camponesa que habita em mim ...

... suspira por uma horta, um pedacinho de terreno onde pudesse mexer na terra, plantar e colher, libertando-me um pouco da ditadora das grandes superfícies onde compramos maçãs colhidas e mantidas em estufa há meses, onde tudo é calibrado,  sem sabor nem odor.
Inscrevi-me na HORTA À PORTA, que promete um pequeno talhão de terreno, na área da residência. Acontece que a procura supera a oferta e, por isso, encontro-me em lista de espera há mais de 2 anos.
À minha frente, tenho 50 pessoas, o que significa que continuarei a depender completamente dos  hipermercados, instituições com cuja política, alicerçada no esmagamento dos produtores, discordo totalmente.
A discussão sobre esta temática mantem-se viva, mas receio que por pouco tempo. É só aparecer outra promoção com 50% de desconto que tudo será perdoado.
Não me apetece falar mais no assunto, tanto mais que este já teve excessivo tempo de antena.
O que me apetece é reafirmar a minha apetência pelo tal talhão que permitirá soltar a camponesa que 
habita em mim.

Entretanto, de uma amiga querida, cujo horário de trabalho começa às 9 da manhã e termina quando pode, recebo estes mimos:

Alfaces e couve portuguesa, daquela com que se cozinha o verdadeiro caldo verde.

A minha amiga possui um terreno que cultiva durante o único período livre de que dispõe, o fim de semana.
Afiança que é o melhor antidepressivo que conhece.

As cebolas, ainda trazem terra. Estas cheiram mesmo a cebola.

Apetecia-me , com estas delícias, compor um centro de mesa ...

... mas não! Vou comê-las!

As cores das alfaces afiançam que o sol , o verdadeiro sol as iluminou e não uma qualquer luz artificial.
Vou telefonar para  A HORTA À PORTA!
Sou tão insistente que já me identificam pela voz, mas, creio que há, entre mim e a atendedora, alguma empatia, já que sempre me aconselha a não desistir e me anima com um "está quase...!
Beijos
Nina

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Aproveitamento de espaço

Confesso que tenho uma certa obsessão com a arrumação. Encanta-me a organização e o aproveitamento do espaço.
Pareceu-me genial, o verdadeiro ovo de Colombo, a sugestão de Martha Stewart que,  num ambiente super clean, relembra que debaixo da cama existe uma volumetria a explorar.


As gavetas com rodinhas, são caixas que comportam uma imensa quantidade de roupas dobradas.


Porém, pessoalmente, optaria por uma solução ainda mais convincente. Com caixas em plástico, que fecham hermeticamente, também dotadas de rodinhas, garante-se que as roupas guardadas se conservam sem  ponta de pó.
Talvez transmita esta sugestão a Martha Stewarty, como up-grade da sua proposta :-) ! 
Why not?

Beijos
Nina