quarta-feira, 6 de junho de 2012

Encerrei a cozinha ...


... mas não a atividade  no meu espaço real.
Aqui, faça sol ou faça chuva, há que suprir as necessidades da família.
No blog, confesso, tornou-se demasiado pesado o propósito de manter em dia os dois espaços.
Assim, aqui, no meu pensamento ... publicarei sem pressão, os momentos gastronómicos que me pareçam mais interessantes.
Repetida, portanto, a explicação que deixei colada na vidraça da minha cozinha, aproveito para mostrar uma sugestão irrecusável.
COMPOTA DE MORANGOS!

Agora que estamos no tempo deles, aproveitemos quando são mais baratos e mais saborosos.

Depois de muito bem lavados em várias águas, deixa-se que escorram, retiram-se os pézinhos e pesam-se.
Estes tinham 1,5 Kg.

Juntei-lhes 1 Kg de açúcar e envolvi suavemente, de modo a não ferir os frutos maduros.

Levei a lume brando, mexendo de vez em quando, para que não queimassem no fundo.
Esperei que atingissem  ponto de estrada, isto é, colocando uma pequena porção num prato frio, divide-se com uma colher.
Se a estrada se mantem, está pronto.

Fica assim, cremoso, repleto de morangos semi - desfeitos.
Guarda-se em frascos anteriormente desinfetados através de fervura  que se fecham hermeticamente.
Não exige particular perícia, resulta delicioso, com o sabor dos lanches da infância.
Com as quantidades referidas, enchi 6 frascos, o que é pouco.
Amanhã repetirei  a aventura.
Vale a pena, o esforço é nulo e o resultado final  sabe a pouco.

Beijos,
Nina

terça-feira, 5 de junho de 2012

Unhas, vernizes, cores ...


Eu e os vernizes temos uma relação conflituosa!
Eles, sejam de que marca forem, muito caros ou muito baratos, teimam em ter uma vida breve nas minhas unhas, coisa de um dia, quando muito dois.
Depois, começam a lascar, a perder o brilho, a exigir retoques, a desesperar-me.
Já pensei até em partir para a solução radical das unhas em gel, mas a manutenção das mesmas fez-me por de lado a ideia, ou melhor dizendo, a escravatura.
Não tenho paciência para esses programas.

Acontece que, estas unhinhas apresentáveis que aqui mostro, foram arranjadas na última sexta-feira, tendo, portanto, quatro dias.


Nada mal, para quem, como eu, mal sobrevive 24 horas!

Então o que mudou?

O seguinte:
- Comecei por aplicar uma camada da Base Fortelecedora   da marca ( premonitória...) CASCO DE CAVALO.
-Deixei secar e apliquei uma segunda camada.




Cá está ele, o soluto mágico!
A seguir passei uma camada de verniz que, depois de seca reforcei com uma segunda.


O verniz ostenta esta marca enigmática, uma cor flúor, e um preço ridiculamente baixo.
Depois de seca a segunda camada, apliquei nova dose de base e o certo é que continuo com unhas apresentáveis.

Depois desta brilhante exposição que inclui elementos equestres, apresento, uma combinação fortuita, que resultou como que se de uma grande meditação fosse fruto.
 

Então, não é, que vesti um polo e coloquei um lenço da cor das unhas?
Ciência pura ...



A  pulseira florida, procura alegrar o dia cinzentão e ligeiramente chuvoso que hoje fez questão de aparecer.

E as sabrinas ( que já tinha mostrado...) completam o visual.


Lá fora, ainda não chovia, mas o vento sul não prometia nada de bom.

 Neste momento cai uma chuva miudinha e arrefeceu muito e nem parece que a época balnear já teve início.
Vou-me entretendo a tratar das unhas, agora que descobri as virtudes dos cavalinhos, já que a praia e os banhos têm que esperar.

Beijos
Nina




segunda-feira, 4 de junho de 2012

MERCATOS !!!


Escusado será repetir que adoro tudo quanto seja feira, mercado, outlet e outros locais que tal. Acho que tem a ver com um certo espírito garimpeiro que, lá no fundo, possuo.
Quase todas as semanas vou a Cerveira, como estou farta de repetir. É um programa que me diverte, embora, na maior parte das vezes , não compre nada.
É que tenho a pretensão de ter "olho" para descobrir maravilhas.
Em Cerveira, onde uma multidão de galegos se esfalfa em compras  que vão desde o bacalhau aos sapatos, passando pelos têxteis, sou seletiva... só compro fios, botões, rendinhas e outros ingredientes que vou acumulando no meu cofre de ideias.
Por outro lado, nos mercados de rua italianos, fico, literalmente alucinada. Gosto de tudo, quero tudo.
Começo por me encantar com as compradoras italianas. É um desfile de bom gosto, uma inspiração, uma passagem de modelos ao vivo.

Quem entra em Itália, vindo da Riviera francesa, encontra, poucos kms após a fronteira, uma terra pequenina, aninhada junto ao Mediterrâneo, chamada Bordighera.



Uma vez por semana, junto à praia, realiza o se Mercato semanal.



Foi daí que trouxe estes jeans, o top e o cachecol, já há uns bons anitos.
Pois, quando visto o conjunto, (perdoe-se-me a imodéstia ...) sinto-me italiana. 

Os preços são absolutamente acessíveis e as ofertas de compras incríveis, ultrapassando completamente o que se encontra por cá.

Sanremo e Bolonha, cidades que conheço bem e tenho visitado repetidamente, realizam, igualmente, mercados semanais, ambos com o mesmo glamour, ambos com ofertas irrecusáveis.

O que eu gosto é de achados!
Não perco, por isso, a oportunidade de realizar safaris por estas paragens.
Tudo programado, tudo científico que eu cá não sou de improvisos.
Por isso, quando tenho a sorte de rumar a Itália, documento-me, pesquiso, porque deixar a decisão ao acaso é má política.

Esta é a minha alma cigana a falar mais alto!

Beijos
Nina

sábado, 2 de junho de 2012

Tapete

No blog  de Sónia Maria , onde cada postagem é uma clara e completa aula de crochê, encontrei esta sugestão que reproduzi utilizando sobras do fio com que fiz uma  bolsa .
O acabamento sugerido constava na aplicação de uma franja em cada um dos topos.
Acontece que o fio não deu para tanto.
Daí que a franja tenha sido suprimida.



O tapete é agradabilíssimo ao toque, no meu momento de sair da banheira.


Faz-se "com uma perna às costas"...

E, dada a natureza do fio, lava sem problemas.
Quanto ao efeito, as imagens falam por si.

Gostei tanto que vou repetir, com outros fios, outros tamanhos e outros acabamentos.

À Sónia Maria, o meu público agradecimento.

Beijos
Nina


Tudo a postos ...


... para inaugurar o meu atelier!
Programei uma tarde de costura, amanhã domingo, quando porei ordem numas coisitas que pedem arranjo e, tendo tempo ... que nestas coisas sou lenta ... iniciarei um novo projeto.


A dimensão da mesa  é mais do que suficiente para colocar a máquina e outras miudezas, para o caso, necessárias.
Para cortar tecidos é que a coisa se complica. O tampo é insuficiente. Terei que arranjar uma superfície mais ampla, para o efeito.
Mas, repito, cada coisa a seu tempo.

Na parede. espelho recuperado e os dois quadrinhos com que me aventurei nas lides do ponto de cruz.


O bordado é muito simples e, mesmo assim, deu-me que fazer! Desmanchei não sei quantas vezes!
O resultado final agrada-me e até já me aventurei noutro bordado muito lindo, mas muito complicado, daqueles que não são para fazer, mas para se ir fazendo.


A mesa noutro ângulo.
O candeeiro  extra será uma ajuda preciosa.

Recapitulando, "Tudo a postos" para a inauguração de amanhã.

Beijos
Nina




sexta-feira, 1 de junho de 2012

Lavadas as cortinas ...


... trocadas e organizadas as roupas, virei-me para o terraço que , depois da assustadora invasão das raízes dos Ficus, nunca mais foi o mesmo.
Durante , pelo menos duas semanas, o caos reinou. Precisei deixar que a poeira assentasse e que, na minha pobre cabeça, se organizasse o esquema a adotar.


Ontem foi o dia de por em prática a nova organização.
Com o meu ajudante de sempre, o Vitor, sempre pronto e disponível, metemos mãos à obra.

Comprei metros de uma espécie de passadeira feita em plástico grosso, adequada ao uso no exterior, e com ela revesti uma área do terraço. Dispensei os pratos que servem apenas para acumular água e criar mosquitos.

Repeti a operação na parede da horta, onde encostei floreiras grandes.
Estas couves roxas estão tão lindas que prefiro desfrutá-las como enfeite e não como alimento.
O tubo que atravessa a imagem faz parte do sistema de rega gota a gota, indispensável quando me ausento por vários dias.

Dois ou três pés de abóbora dão um ar da sua graça. Receio, contudo, que sejam promessas a não cumprir.
No extremo direito, um pé de kiwi e uns rebentos de tomateiro.
Espreitam e eu observo-os, atenta. Não os perco de vista um dia que seja, que isto de plantar criaturinhas verdes exige disciplina, devoção e emoção, para além de sol q.b. e água fresca.

A minha primeira e única cereja!
Não é linda?
Espero que os melros não a descubram.

Os gerânios rebentaram.
Todos os Outonos lhes aplico uma poda drástica que, na Primavera, os espevita assim.
Ao lado, a fragante menta.
Com ela tempero, evitando o sal, todo o tipo de cozinhados.

No meio do verde, esta mancha rosada é o detalhe perfeito.

Finalmente a amostrinha de gente oferecida pela Teresinha, a Physalis, está fantasticamente saudável e forte, repleta de frutos.

Escoltada por uma palmeira e por uma figueira, desenvolve-se a uma incrível velocidade e suspeito que não tarda nada  terei frutos na minha mesa.

Funciono assim:
Nada de pressas, cada coisa a seu tempo e tudo acabará, naturalmente, por encaixar no seu devido lugar.
Assim, arrumar e organizar é mais diversão do que obrigação.

Beijos
Nina

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Sou uma rapariga prendada ...


... pois sou!
É engraçado como as pessoas adoram colocar rótulos umas nas outras!

Fui, uma vez, confrontada , por uma colega de trabalho, sobre se conhecia ou não  determinado casal.
A história conta-se rapidamente:
Essa  colega de trabalho, com quem eu mantinha apenas cordiais relações profissionais, tinha jantado com um casal que, a propósito de nada, referira o meu nome, acrescentando que eu lhes oferecera um belo jantar em minha casa.
A  minha colega reteve a informação, mas concluiu que ela não fazia sentido, porque, conhecendo-me, concluira que não só eu não cozinhava, como, fazendo-o, seria absolutamente impossível  fazê-lo bem!
Sem que eu desse conta, agarradinho a mim, tinha já o rótulo de fútil , de incapaz de algo mais que ultrapassasse as idas ao cabeleireiro e tarefas afins.
Quando confirmei a informação, li nos olhos dela a incredulidade que, seguramente, a acompanha até hoje!

Do mesmo modo, tricotar, costurar, bordar e outras tarefas que caíram em desuso, se praticadas em público, atraem olhares de estupefação.
Os mais afoitos não resistem a um:
-És muito prendada!
E dizem-no como se eu tivesse 3 olhos e nenhum cérebro.


Acontece que eu sou crescida, sou muito crescida e não me abalo minimamente.
Até me divirto com as reações que provoco.
Ontem, por exemplo, fui ao cabeleireiro. Toda a gente sabe o que são esses locais. Pressa não existe e há que levar uma boa dose de paciência.
Eu levo o crochê!

A dada altura, uma cliente mais desinibida aproximou-se e informou-se sobre a natureza do trabalho, confessando, que, em tempos, tricotara umas coisinhas.
Como sinal de que as coisas estão a mudar, multiplicam-se os workshops de costura, tricô e outras artes.
Ontem, na televisão, ouvia a mais improvável defensora destes talentos, uma mulher linda, moderna e charmosa, defender que as crianças deveriam obter na escola os rudimentos da costura, como ferramenta para a sua autonomização.
É por essas e por outras que eu sou prendada, isto é, dotada de prendas domésticas, com muito orgulho, muito gosto e uma enorme vontade de continuar a aprender.

Beijos
Nina