segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Granville



Berço de Christian Dior!
Só por si, o facto empresta glamour a esta pequena cidade  normanda, estendida ao longo do mar.




A arquitetura testemunha o altíssimo nível económico dos seus frequentadores.
Tudo é caríssimo, exorbitante...

Praia, aquilo a que chamo praia, extensões imensas de areia branca, não existe.

Há barcos que transportam para alto mar os seus multimilionários proprietários ...

...uma imensa marina que abriga os brinquedos dos veraneantes ricos.

Não gosto particularmente de barcos ... enjoo só de pensar no seu balanço, mas, como documentário de um certo estilo de vida, pareceu-me interessante.

Beijos
Nina 

domingo, 5 de agosto de 2012

Recanto, verde canto, vida!



poderia viver, muito feliz, exercendo esta atividade:

Dedicando-me à venda de plantas!
Circulo confortavelmente no mundo verde que me rejuvenesce e tonifica quando, seguindo as estações, reafirma o eterno ciclo da vida.
Neste, a matéria é energia e, sendo-o, nunca desaparece totalmente, nunca morre, apenas se transforma ... pode ser que seja noutra planta, aqui, ou levada pelo vento ou pelo voo de um pássaro, lá longe, num espaço desconhecido.
E, ainda que este ciclo não se cumpra, outro se origina ... será luz, será vento, será ...
É, definitivamente, a derradeira vitória sobre a morte como fim.
É apaziguador!
É tonificante!
É vida!

Beijos
Nina

sábado, 4 de agosto de 2012

Bayeux!


Prometo!
Esta é a última série de fotos de Bayeux!

As imagens falam por si ... daí não poder de deixar de as partilhar.



Século XXI, planeta Terra ...

... ainda existem locais como este ...

... na parte antiga de uma cidade...

... que, vaidosa, senhora de si, assim se preserva, indiferente à idade, sublime na sua beleza madura.

Beijos
Nina

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Notre-Dame de Bayeux


Quem haveria de imaginar que uma cidade tão pequenina, perdida na Normandia, guardaria tais tesouros?

A Catedral de Notre-Dame é extasiante.


Assim,  mesmo quando, em banda desenhada, numa vertente didática, é apresentada a jóia da coroa.

As explicações multiplicam-se para  que, num percurso com fundamento cognitivo, as emoções se fundamentem.

Porque são emoções avassaladoras as que invadem o visitante assim que atravessa a entrada.

A amplitude, a luz, o mistério, atmosfera  que por séculos perdura, reduzem o ser humano às suas verdadeiras dimensões.

É pedra, é vidro, é branco, é preto , é cor ... tudo contribui para o resultado sobrenatural.

Em cada catedral me maravilho, mas a emoção mais recente sempre é a mais punjente.
E a alma eleva-se, quase se liberta do invólucro perecível ... e reza!

Beijos
Nina

Era uma casa molto carina...


...com teto azul, onde passeiam nuvens de algodão, branquinhas.

Como um sol de cristal, um lustre e pingentes em lágrima, ilumina este mundo.


Estrelas, flocos de neve, pedaços de arco-íris pairam no alto.

No balcão envidraçado, jóias!
Jóias doces!

Subindo nas paredes, doces e laços e cores e delícias.


Espelhos, muitos espelhos multiplicam o espaço, num jogo de repetições que se reproduzem ao infinito.

Mesas brancas, louça pastel e macarons ... de todas as cores, de todos os sabores.
Este, Praliné, magnífico, fofo, desfazendo-se na boca, acompanhando o acre do revigorante café.

Aqui e ali, em destaque, obras-primas.
Esta dedicada à rainha Mathilde.

Foi em Bayeux, une petite ville de charme, perto de Caen, que se pode desaguar neste paraíso!
Tão importante como um museu, tão marcante como uma catedral, são estes momentos de puro prazer.

Beijos
Nina

terça-feira, 31 de julho de 2012

Era uma vez ...


... um menino chamado Guilherme (Guillaume), nascido em 1027 em Falaise, na Normandia.
Este menino era, por capricho do destino, filho ilegítimo de Roberto, o Magnífico, duque da Normandia e de Arlette, plebeia.
Recebeu o cognome (nada simpático...) de O Bastardo.

Como a vida dá muitas voltas, após a morte do seu pai, Guilherme, então com 8 anos, herdou o ducado da Normandia ... quem haveria de o prever?

Depois de muitos conflitos, acabou por se impor à nobreza normanda, decidindo, inteligentemente, mandar construir Caen, um local de enorme valor estratégico, aí fazendo o seu lugar de residência.

E eis que chegamos ao ponto em questão:
O Palácio Ducal!


No coração de Caen, oferece, fora de muralhas vastos prados que, em dias de sol, se transformam em praias verdes.

Junto ao Palácio, a catedral, pois, então como agora, os poderes vigiam-se mutuamente:

A Catedral de S. Pedro compete em grandiosidade com o palácio.

No interior do Palácio, um Museu de arte Moderna.
O contraste é feliz.

Voltando à história do menino Guilherme  que entretanto cresceu e se fez homem, este casou com a prima Mathilde de Flandres, união muito mal vista pela igreja, dados os laços de consanguinidade existentes.
Para se redimir e aplacar a ira da igreja, Guilherme manda edificar a Abadia dos Homens e Matilde, a Abadia das mulheres, ambas em Caen.


Lindíssima, L'Abbaye-aux-Hommes, representando 9 séculos de história.

Emocionante foi vislumbrar a nossa bandeira nos jardins em frente à abadia.

Este é um bocadinho de Caen.
Um bocadinho ínfimo que não transmite a verdadeira dimensão da cidade.

Beijo
Nina

Gosto muito de ...


... a meio da tarde, depois de quilómetros percorridos, descendo e subindo escadas, ruas e jardins, oferecer-me uma pausa.
De preferência numa esplanada.
De preferência com um gelado à minha frente.


Este é de frutos vermelhos, cassis, framboesa e morango, regado com coulis também de morango!

Mais ou menos soterrados, morangos frescos.
Uma combinação dos deuses!

Outro pormenor que também não dispenso é, antes de jantar, desfrutar de uma pausa no hotel.
Este é central,mesmo, mesmo no centro da cidade e com quartos cujas janelas se abrem para estes minúsculos jardins interiores, onde, para serem mágicos, só lhes falta umas quantas fadas e alguns duendes.


Quem poderia imaginar que as traseiras dos edifícios escondem estes oásis?

Tranquilidade absoluta para os sentidos e para o espírito.
As estruturas em vidro são pequenas estufas, aqui obrigatórias dado o rigor do clima.

Quando eu for grande, também quero ter um jardim como este!
Beijo
Nina