quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Adoro coleções!


A muito custo, com muita disciplina e autovigilância, controlo o impulso inato de iniciar coleções, como fazia na adolescência, quando acumulava tesouros a um ritmo alucinante, pondo em causa qualquer pretensão de arrumo nas gavetas do meu quarto.
Agora, que já sou crescida, controlo esse ímpeto devorador.
Coleciono caixinhas de vidro, dos antigos toucadores e,  a reboque do tema, algumas escovas, espelhos e pentes.

Têm vindo dos sítios mais remotos, onde, vendo uma feira de velharias, mergulho em busca das minhas preciosidades.


Este enorme coração de espelho envelhecido veio de Paris, há 3 ou 4 dias atrás, no meu regresso a casa.
Comprei-o no Forum des Halles, numa loja MAISONS DU MONDE (wherelse?)

É uma beleza!
Uma beleza frágil!
Logo, antes empoeirado do que partido!
Por este sábio princípio se regem as limpezas cá em casa.

Ocupa o centro desta antiga mesa de jogo que vive num recanto do meu quarto.
Combina mesmo bem com a restante companhia e, atendendo a que a área está lotada, acabou a coleção.


Entretanto, por tentativas, vou distribuindo as restantes compras.

Este anjinho já vive na minha casa de banho há muito tempo.
Veio do mesmo filão e agora arranjou companhia.

O casal de passarinhos acomodou-se junto a uma concha gigante ...

... e a bela patrícia romana ganhou como adereço dois frascos gravados, de uma leveza incrível.

Na bancada, outro anjinho (porquê esta predileção ?), as três jarrinhas em flor e o vaso rendado.
 Não me convencendo as tulipas, optei por um arranjo em branco:

Só não garanto não mudar tudo amanhã...

O que garanto é que as lojas MAISON DU MONDE são irresistíveis!

Beijo
Nina



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Copenhague


Esta foi a minha terceira visita à capital da Dinamarca, sendo que a última se efetuou há mais de 10 anos, pelo que a vontade de voltar não parava de crescer.

A cidade encontra-se, neste momento, muito desfigurada pelas obras destinadas à instalação do Metro, que convulsionam o centro.
Aí, deslocar-se de automóvel é tarefa desesperante.
A pé, fugindo das obras e das artérias de maior fluxo turístico, aprecia-se uma bela , moderna, desenvolvida e inteligente cidade, toda ela projetada para proporcionar bem estar e qualidade de vida aos seus habitantes.

Em pequenos nadas, se confirma, a vivência dos dinamarqueses, que veneram a natureza em todas as suas formas.


Vender plantas e flores é tão rentável como vender qualquer outro bem de consumo prioritário.
Quem assim ama a natureza e a beleza que dela se obtem, só pode ser pessoa de bem!

Sendo uma cidade moderna, manifesta um profundo respeito pelo passado, nomeadamente, em termos arquitetónicos e, por isso, não é por acaso que o antigo porto de pesca, com os seus
armazéns, se tenha transformado numa espécie de sala de estar a onde se vai para ver, para sentar e conversar, para comer um gelado ou beber um copo,  para jantar ou, simplesmente, para passear.


No canal, barcos efetuam cruzeiros que permitem admirar a cidade a partir da água.

Barcos antigos, velhos veleiros, ancorados, permitem uma visita.

O clima é de festa permanente, embora nenhuma festa em particular se comemore.

As fachadas dos velhos armazéns, pintadas em cores contrastantes, colaboram no ar festivo do Nyhavn, o novo porto.

É dificil escolher um ângulo, eleger uma foto, de tal forma todas possuem argumentos para serem eleitas.



E as sempre, sempre presentes bicicletas...


... por onde quer que se vá, para onde quer que se olhe, elas estão lá!

Esta visita apenas confirmou o alto conceito em que coloco este povo.
Se gostaria de aqui viver?
Não!
Não porque as vantagens não superem as desvantagens, que superam, mas porque há no ar, para além da ameaça climatérica de excessivamente longos invernos, uma austeridade, uma frieza, um déficit de sorrisos que a mim me incomoda.
Um pouco mais a sul, atravessando a fronteira, na Alemanha, em Hamburgo ( uma das cidades do meu coração), sentir-me-ia mais em casa, mais latina, menos austera, mais sorridente.

Hamburgo ficará, obviamente, para uma próxima postagem.

Beijos
Nina

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Cheguei a casa ...


... há 2 horas e ainda não parei um momento:
Ele é abre malas, ele é separa roupas e enche a máquina, ele é desfaz embrulhos, ele é organiza, minimamente o caos ... uma canseira!
Não há dúvidas que as férias estafam!
Parei por momentos, vencendo a tentação de seguir o caminho mais tentador, que seria lançar tudo no lixo ou não lhe tocar, esperando que, por milagre, tudo aparecesse arrumado e organizado. 
Acho que são efeitos retardados da permanência em cidades perfeitas, em que tudo se dispõe harmoniosamente, como se uma fada ou outro ser com poderes semelhantes, se responsabilizasse pela harmonia absoluta.
Só que aqui não há fadas.
Por isso meti a mão na massa.

Não fiz compras, isto é, nem um trapinho, nem uma gracinha para vestir.
Não comprei nada para mim.

Para a casa, sim!
Há em França, uma cadeia, MAISONS DU MONDE, absolutamente irresistível, onde apetece comprar tudo:



A ilustração do saco é a mesma que identifica as lojas.

Fui verificar e adquiri um monte de coisinhas preciosas...

... onde os anjinhos e os passarinhos se repetem.

Não decidi ainda o local que ocuparão, mas, seja ele qual for, sairá valorizado.
Nesta fase descansam em cima de uma mesa esperando que chegue a (minha) inspiração.

Entretanto, tratarei de responder aos doces e amigos comentários que, durante a viagem recebi e aos quais, dada a dinâmica da mesma se tornou impossível dar resposta.

Beijos muito gratos da
Nina

domingo, 12 de agosto de 2012

Cabelo!


Chamem-me fútil, chamem-me, que eu não me importo!
O certo é que não sei lidar com a falta de cabeleireiro.
 Não sei! 
Mesmo que carregue os produtos XPTO, que siga as instruções, que tente não lavá-lo, mesmo assim, sinto-me outra, não me reconheço com esta guedelha.


Arma, tem quebras, caprichos, reage pessimamente ao secador e só me resta esquecê-lo e
odiá-lo!

Desde que o sol brilhe, recorro ao chapéu e disfarço.
Mas o mal está lá, nasceu comigo, um cabelão rebelde e indomável, que, jamais, em tempo algum, permitiria que um amigo ou conhecido, estarrecido, o contemplasse.
Aqui, ninguém me conhece e, alimento a esperança vã de passar despercebida na multidão.

Chamem-me fútil, que eu não me importo!

Beijo
Nina

sábado, 11 de agosto de 2012

To be or not to be ...


Segunda-feira, primeiro despertar na Dinamarca.
Chovia, chovia muito.
Não havia como iludir tal desgraça.
O plano B surgiu, então:
Visita ao Museu de arte Moderna de Louisana.
A estrada corria junto ao mar plácido, mas triste, cinza.


A primeira paragem ocorreu aqui. Uma esplanada sobre o mar para um cafézinho.
Sem dificuldade, como se pode confirmar, se confunde o solo sólido com um barco.

O interior, simples e despretencioso.
Curioso foi assistir ao encontro de donas-de-casa carregando sacos do supermercado, que, antecipavam o almoço com um copo de vinho branco.

Continuando, chegámos ao museu...
... que, sendo segunda.feira, se encontrava encerrado.
Dele registei esta escultura que anuncia a natureza do espaço!

Foi o possível, com alusão aos direitos de autor!
(Sempre sem perder o bom humor!)

Aos poucos, o tempo foi melhorando e, sempre ao longo do litoral, prosseguimos para norte, a cada passo surpreendidos por belíssimos pormenores:


... como este ...

...  este ...

...ou este!

Até que chegámos a Helsingor, uma cidadezinha minúscula que ganhou notoriedade graças ao Castelo de Konborg onde, Shakespear colocou o atormentado príncipe Hamelet, no século XVII, na peça com o mesmo nome, de cujo texto sobressai a frase:
"To be or not to be ..."
A partir de então, a cidade passou a ser incluída nos roteiros turísticos e, atualmente, nesse espaço, são ainda feitas encenações da tragédia à luz de tochas, no pátio principal do castelo.

Esta é a entrada atravessando um fosso, para o interior da muralha.



A fortaleza ...

... imponente, mas elegante ...

... e muito bem conservada.


O título de propriedade da humanidade, promovido pela UNESCO, garante a importância histórica do edifício

A cidade, em si, é minúscula, embora muito visitada por turistas.
Tem, praticamente, apenas uma rua peatonal, onde se cruzam multidões.

Achei muito interessantes as janelas que, vaidosas, ostentam coleções de plantas e biblots.

Esta tem anõezinhos ...

...e esta, ostenta orgulhosa, um lustre de cristal.

A Main Street é esta ...

... e os meus olhos prenderam-se a esta variada , ...

...estranhíssima ...

...hiperperfumada e...

... apetitosa coleção de exóticos queijos.

O regresso a Copenhague realizou-se sobre o manto de um céu azul que contrastava gloriosamente com o verde infinito da paisagem.

Beijos
Nina


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A caminho de Copenhague


Saindo de Flenesburg, rumámos a Copenhague!
Para não ser escrava das horas, prefiro fazer um piquenique e almoçar quando me apetecer.
Não fugi à regra, desta vez.
E comprei estas delícias:


Fruta, sanduíches e água.

Os dinamarqueses inventaram esta maravilha a que chamam Open sanduíches, visto que, em vez das tradicionais duas fatias de pão, incluem apenas uma, de pão preto, cheio de sementes e frutos secos, que serve de base à composição.

Depois, dando asas à imaginação, decoram cada uma com o que mais lhes apetecer, desde salmão fumado, bife panado, presunto ... repito, com o que lhes apetecer.
Resulta numa refeição leve e ultra saborosa.
As uvas não são , obviamente, locais ...

...mas os morangos, pequeninos, perfumados e saborosíssimos, são!

Este almoço teve lugar em Odesa, a primeira das cidades dinamarquesas a 50 Km da fronteira.
Não faltam parques, jardins e espaços verdes que convidem a uma pausa.
Como este:


Um lago artificial, de dimensão considerável, no meio do qual um gigantesco dragão em pedra expele água pelas narinas.

À volta, passeia-se!

Nas sebes,  sem que ninguém os cuide, crescem frutos do bosque.

Groselhas, neste caso, com as quais, se me fosse permitido, confecionaria frascos e frascos de compota.

Era domingo e as lojas encontravam-se encerradas.
Ainda assim, gosto de vaguear ao acaso, tomando o pulso à cidade, entendendo possíveis características do se povo.

E, oh! grata surpresa!
As dinamarquesas, do alto da sua independência e desenvolvimento, tricotam!
E tricotam muito bem.
 Gostei do modelo e, assim me ajude a competência, tratarei de o copiar.

A arte é um produto de consumo diário e assim sendo ESTÁ! É! Em cada canto, em cada esquina.

Como aqui!


Depois, veio, verdadeiramente excitante parte do dia:
Atravessar o Báltico sobre esta extenssíssima ponte.
Antes da sua existência, recorria-se ao ferryboat para chegar à ilha dinamarquesa onde se situa Copenhague.
A travessia é mais que linda, é emocionante!

O movimento é frenético e o preço da portagem  muito, muito alto.
Mas vale a pena!


O hotel em que nos alojamos, situava-se perto do aeroporto , com metro permanente para a cidade.
Da janela, o mar!

... e barcos ...

... e mais barcos...

... e ainda mais barcos.
Arrisco-me a concluir que existem mais barcos do que automóveis.

Mas, como nada é perfeito, o tempinho estava assim, cinza,  frio e ameaçando chuva.
Vive-se bem nesta cidade!
Mas...
O grande MAS, é a escassez de sol, que nós, meridionais, em plena crise económica, temos permanentemente, apesar dos caprichos climatéricos, o que causa, suspeito, alguma inveja aos louros nórdicos.

Beijos
Nina