domingo, 19 de agosto de 2012

As saudades que eu já tinha ...


... das minhas coisinhas, dos meus rituais.

Visitar Cerveira, ao sábado, deambular pela feira, fazer compras ou não, almoçar por lá, tudo isso, são etapas que repito com enorme prazer.
Portanto, ontem, sábado, lá fui!

Estava calor, muito calor e uma inusitada multidão enchia as alas do mercado e ocupava esplanadas.
Só ouvia falar espanhol e francês.
O espanhol, devido aos vizinhos galegos que não perdem a oportunidade de descobrir boas pechinchas, enquanto o francês saía da boca dos muitos emigrantes em férias em Portugal. 

A terrinha estava engalanada:


Para além dos enfeites, na praça principal, ouvia-se música ao vivo.

Não é o ambiente que mais me agrada.
Gosto de sossego e fujo às multidões.
Ainda assim, aventurei-me e fui bem sucedida numas comprinhas que realizei e já mostrarei.


Para já, exibo os meus inseparáveis pinduricalhos que, nem o calor tórrido, me convence a dispensar.

Tudo em preto e branco, tudo pensado, tudo científico :-) !!!!

Até o anel, que viajou comigo do Peru, país incrivelmente surpreendente e onde todos deveriam, por lei, ter direito a visitar, era, como a imagem documenta, preto.

Eu disse que a escolha fora científica, não disse?
Pois aqui está a prova, saia às bolas "para pessoas estarolas"
É antiguinha, quase uma antiguidade que, de vez em quando, revisito, porque gosto de bolas, de pintas e pintinhas e, acima de tudo, de preto e branco.

Não é bem branco, é branco pérola, uma blusa com pintinhas, num tecido fino e um colete em crochê, da HM, a parte superior da fatiota.

A mala amarela quebra o esquema.

Mas vamos lá às tais comprinhas.
Gastei 35 € e comprei um vestido para a praia e dois pares de sandálias.

Gosto do estampado e do tecido concebido para sofrer e aguentar todas as maldades.
Reconheço que "engorda", mas como o destino previsto são as areias algarvias, não me parece mal de todo.
Nos pés as sandálias, lindas, sem reserva, MUITO LINDAS!

O segundo par!
Ainda mais lindo!
Quase chique!
Seguramente que fará um considerável up-grade à mais simples das toillettes!

Gosto de roupa prática, desde que elegante e, tenho para mim que basta um detalhe para personalizar e conferir bom aspeto ao que se veste.
É que já está tudo inventado, subam ou desçam as saias, apertem ou alarguem as calças!
A diferença, repito, está nos detalhes e assim oriento as minhas escolhas.

Beijos
Nina

sábado, 18 de agosto de 2012

Foi só cruzar o canal ...


... atravessar a ponte sobre o mar e mergulhar tunel adentro, por baixo de água e chegámos a Malmoe, na Suécia, ali a poucos quilómetros da Dinamarca.
Não sendo uma cidade turística, permite sentir o verdadeiro pulsar da sua população.
Verifica-se, contudo, que apesar das características próprias, outras há que não conhecem fronteiras.
Chamam-lhe globalidade e é desconsoladora:


Lá como cá, como em toda a parte, a HM, com as mesmas montras e as mesmas novidades antecipando o Outono.

Longe vai o tempo em que as malas chegavam carregadas de novidades irrepetíveis no burgo.
Agora há tudo em toda a parte e é tudo igual.
Por isso não compro roupa, não vale a pena, a não ser que encontre algo que fuja à globalização.

Prefiro, mil vezes, perder-me noutras tentações, ainda que banais, como esta, onde se compram plantas envasadas.

Malmoe é uma cidade pequenina e acolhedora, por onde circula um tranquilo povo que, sem pressas, enche praças ...
... como esta ...

...deambula por ruas ...

...observa a natureza...

... compra flores ...

... opta pela bicicleta ...

... aproveita as ruas sem carros ...

... passeia cachorros ...

... que nos espantam quando, como estes, são, assim, incrivelmente fofos.
Depois vem a arte, nas suas mais diversas formas, sempre presente:



Quer seja no músico solitário que ficou perdido nos idos de 80, quer seja nesta banda que imediatamente evoca Chico Buarque.

O nome da cidade escreve-se com trema sobre o "o", impossível de reproduzir no nosso teclado

Junto aos canais, edifícios modernos testemunham o vigor da cidade.

Mas, de repente, como se nos trópicos se estivesse, o céu azul enegrece e uma tempestade aproxima-se ...

Forte, torrencial, diluviana, não dando tempo a procurar melhor abrigo do que a copa desta árvore.

E assim como veio passou e o sol voltou a brilhar e as ruas vibrantes com o movimento das pessoas, retomaram o seu normal ritmo.
Malmoe não  é Estocolmo, não é nem de perto parecida, mas, estando em Copenhague é visita a não perder.

Beijos
Nina

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Cabelo, cabelo meu ...


O que uma passagem pelo cabeleireiro não faz na auto-estima de qualquer uma de nós!!!
E sublinho "uma", porque acho que o problema com os homens, não se põe.

Dantes, ainda sofriam horrores com a queda de cabelo, mas, agora, com a moda da máquina zero, deixaram de ser carecas e passaram a ser giros, modernos e de bem com a vida.

Eu não!

Eu dependendo de um cabelinho brilhante e bem tratado para me sentir bem na minha pele.
Mais importante, mas muito mais importante, do que aquilo que visto, é o aspeto do meu cabelo.


Estou outra, por fora e por dentro, principalmente por dentro ...

O que trago vestido perdeu importância.
Com o cabelo arranjado, tudo fica bem.

O ego ganha asas e voa!
Poderosa, ignoro a fatiota, secundarizo-a.
 O importante é o cabelo.
Abençoadas as mãos que conseguem domar a minha trunfa selvagem e lhe conferem um ar decente.

Obrigada, muito obrigada, Andréa, muito obrigada a todas as Andréas que, por esse mundo fora, transformam o aspeto desgrenhado numa cascata brilhante e sedosa.

Beijo
Nina

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Adoro coleções!


A muito custo, com muita disciplina e autovigilância, controlo o impulso inato de iniciar coleções, como fazia na adolescência, quando acumulava tesouros a um ritmo alucinante, pondo em causa qualquer pretensão de arrumo nas gavetas do meu quarto.
Agora, que já sou crescida, controlo esse ímpeto devorador.
Coleciono caixinhas de vidro, dos antigos toucadores e,  a reboque do tema, algumas escovas, espelhos e pentes.

Têm vindo dos sítios mais remotos, onde, vendo uma feira de velharias, mergulho em busca das minhas preciosidades.


Este enorme coração de espelho envelhecido veio de Paris, há 3 ou 4 dias atrás, no meu regresso a casa.
Comprei-o no Forum des Halles, numa loja MAISONS DU MONDE (wherelse?)

É uma beleza!
Uma beleza frágil!
Logo, antes empoeirado do que partido!
Por este sábio princípio se regem as limpezas cá em casa.

Ocupa o centro desta antiga mesa de jogo que vive num recanto do meu quarto.
Combina mesmo bem com a restante companhia e, atendendo a que a área está lotada, acabou a coleção.


Entretanto, por tentativas, vou distribuindo as restantes compras.

Este anjinho já vive na minha casa de banho há muito tempo.
Veio do mesmo filão e agora arranjou companhia.

O casal de passarinhos acomodou-se junto a uma concha gigante ...

... e a bela patrícia romana ganhou como adereço dois frascos gravados, de uma leveza incrível.

Na bancada, outro anjinho (porquê esta predileção ?), as três jarrinhas em flor e o vaso rendado.
 Não me convencendo as tulipas, optei por um arranjo em branco:

Só não garanto não mudar tudo amanhã...

O que garanto é que as lojas MAISON DU MONDE são irresistíveis!

Beijo
Nina



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Copenhague


Esta foi a minha terceira visita à capital da Dinamarca, sendo que a última se efetuou há mais de 10 anos, pelo que a vontade de voltar não parava de crescer.

A cidade encontra-se, neste momento, muito desfigurada pelas obras destinadas à instalação do Metro, que convulsionam o centro.
Aí, deslocar-se de automóvel é tarefa desesperante.
A pé, fugindo das obras e das artérias de maior fluxo turístico, aprecia-se uma bela , moderna, desenvolvida e inteligente cidade, toda ela projetada para proporcionar bem estar e qualidade de vida aos seus habitantes.

Em pequenos nadas, se confirma, a vivência dos dinamarqueses, que veneram a natureza em todas as suas formas.


Vender plantas e flores é tão rentável como vender qualquer outro bem de consumo prioritário.
Quem assim ama a natureza e a beleza que dela se obtem, só pode ser pessoa de bem!

Sendo uma cidade moderna, manifesta um profundo respeito pelo passado, nomeadamente, em termos arquitetónicos e, por isso, não é por acaso que o antigo porto de pesca, com os seus
armazéns, se tenha transformado numa espécie de sala de estar a onde se vai para ver, para sentar e conversar, para comer um gelado ou beber um copo,  para jantar ou, simplesmente, para passear.


No canal, barcos efetuam cruzeiros que permitem admirar a cidade a partir da água.

Barcos antigos, velhos veleiros, ancorados, permitem uma visita.

O clima é de festa permanente, embora nenhuma festa em particular se comemore.

As fachadas dos velhos armazéns, pintadas em cores contrastantes, colaboram no ar festivo do Nyhavn, o novo porto.

É dificil escolher um ângulo, eleger uma foto, de tal forma todas possuem argumentos para serem eleitas.



E as sempre, sempre presentes bicicletas...


... por onde quer que se vá, para onde quer que se olhe, elas estão lá!

Esta visita apenas confirmou o alto conceito em que coloco este povo.
Se gostaria de aqui viver?
Não!
Não porque as vantagens não superem as desvantagens, que superam, mas porque há no ar, para além da ameaça climatérica de excessivamente longos invernos, uma austeridade, uma frieza, um déficit de sorrisos que a mim me incomoda.
Um pouco mais a sul, atravessando a fronteira, na Alemanha, em Hamburgo ( uma das cidades do meu coração), sentir-me-ia mais em casa, mais latina, menos austera, mais sorridente.

Hamburgo ficará, obviamente, para uma próxima postagem.

Beijos
Nina

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Cheguei a casa ...


... há 2 horas e ainda não parei um momento:
Ele é abre malas, ele é separa roupas e enche a máquina, ele é desfaz embrulhos, ele é organiza, minimamente o caos ... uma canseira!
Não há dúvidas que as férias estafam!
Parei por momentos, vencendo a tentação de seguir o caminho mais tentador, que seria lançar tudo no lixo ou não lhe tocar, esperando que, por milagre, tudo aparecesse arrumado e organizado. 
Acho que são efeitos retardados da permanência em cidades perfeitas, em que tudo se dispõe harmoniosamente, como se uma fada ou outro ser com poderes semelhantes, se responsabilizasse pela harmonia absoluta.
Só que aqui não há fadas.
Por isso meti a mão na massa.

Não fiz compras, isto é, nem um trapinho, nem uma gracinha para vestir.
Não comprei nada para mim.

Para a casa, sim!
Há em França, uma cadeia, MAISONS DU MONDE, absolutamente irresistível, onde apetece comprar tudo:



A ilustração do saco é a mesma que identifica as lojas.

Fui verificar e adquiri um monte de coisinhas preciosas...

... onde os anjinhos e os passarinhos se repetem.

Não decidi ainda o local que ocuparão, mas, seja ele qual for, sairá valorizado.
Nesta fase descansam em cima de uma mesa esperando que chegue a (minha) inspiração.

Entretanto, tratarei de responder aos doces e amigos comentários que, durante a viagem recebi e aos quais, dada a dinâmica da mesma se tornou impossível dar resposta.

Beijos muito gratos da
Nina

domingo, 12 de agosto de 2012

Cabelo!


Chamem-me fútil, chamem-me, que eu não me importo!
O certo é que não sei lidar com a falta de cabeleireiro.
 Não sei! 
Mesmo que carregue os produtos XPTO, que siga as instruções, que tente não lavá-lo, mesmo assim, sinto-me outra, não me reconheço com esta guedelha.


Arma, tem quebras, caprichos, reage pessimamente ao secador e só me resta esquecê-lo e
odiá-lo!

Desde que o sol brilhe, recorro ao chapéu e disfarço.
Mas o mal está lá, nasceu comigo, um cabelão rebelde e indomável, que, jamais, em tempo algum, permitiria que um amigo ou conhecido, estarrecido, o contemplasse.
Aqui, ninguém me conhece e, alimento a esperança vã de passar despercebida na multidão.

Chamem-me fútil, que eu não me importo!

Beijo
Nina