sábado, 1 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Café de saco
Quem me tira o meu expresso, tira-me tudo.
Até em casa, investi um balúrdio numa máquina italiana que mói o grão na hora e produz o mais delicioso expresso, além de mil outras habilidades perfeitamente escusadas que apenas serviram para que o preço da maquineta se tornasse astronómico.
Mas o expresso é bom, é muito bom, não há melhor expresso que o meu, ouso afirmar.
Doseio a ingestão porque sei que me tira o sono, mas quando o bebo, desfruto deliciada do sabor e do odor, todo um ritual a meio da manhã e depois do almoço.
Posto isto, não vou em cafés de saco.
Não gosto, detesto pó em suspensão e uma borra de depósito no fim.
Não quero!
| Assim, contudo, nunca mo serviram, a não ser num certo restaurante que frequento assiduamente. |
O restaurante em causa prima pela qualidade e presumo que mantem esta anacrónica operação por puro charme.
É engraçado.
Mas não é bom.
Nem de perto nem de longe se aproxima da minha portentosa máquina italiana.
Limita-se a ser engraçado!
Hei-de dar umas sugestões ao proprietário.
Hei-de, hei-de!
Beijos
Nina
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Tricotar pacifica!
Tenho a certeza, sei do que falo e por isso garanto.
É só deixar as mãos libertas, no ritmo certo, na cadência correta e dar asas à imaginação.
Em silêncio, o pensamento viaja e quase pressinto que o espírito se liberta do corpo.
Como alternativa, soltam-se os sentidos, a visão e a audição, enquanto nas mãos as agulhas avançam e, assim ocupados, escapamos ao precipício do sono face à televisão.
Descobri que até é divertido assistir a novelas!
Bem, pelo menos a uma novela, o INSENSATO CORAÇÃO da TV Globo, na qual os maus são mesmo maus, são pérfidos, são doentes, enquanto que os bonzinhos, vestem , a bem dizer, a pele dos santos, enquanto que no dorso, as penas de asinhas de anjo teimam em insinuar-se.
Pelo meio, há momentos hilariantes provocados por Bibi, uma predadora sexual.
Os cenários interiores são lindos, uma tal "Carol" veste-se maravilhosamente e, linda como é, apaixona-se por um homem particularmente feio, mas sumamente inteligente e de uma sinceridade à prova de bala.
A pouco mais se resumirá a sinopse da novela que passa a horas impróprias e por isso gravo.
E assim, assistindo aos pequenos dramas das personagens, quase sem olhar, prossigo o trabalho em modo automático.
Absolutamente automático, sublinho e comprovo:
| O casaquinho da Teresinha que se tricota numa só peça, exige que se acrescentem malhas para formar as mangas, do mesmo modo que estas serão extintas quando a largura da manga tiver sido atingida. |
| Perdida nos delírios da Eunice e no Veneno do Léo, não "matei" as malhas e então, dei por mim tricotando uma coisa informe, disforme, disparatada. |
É que desligar do tricô é possível, mas "em termos"!
Resta-me desmanchar, desmanchar até ao local em que a manga ficará delineada.
Não me custa nada. Tricoto sem pressão e sem pressa. Até me divirto com este tipo de acidente.
Lembro um livro que li há muito tempo, "Como água para chocolate", de Laura Esquivel, uma sul-americana que, num golpe de asa, engendrou, a partir da cozinha, o seu mundo, um romance incrível.
Tita, o nome da heroína, tricotava uma manta imensa nos momentos de maior dor.
Era o seu momento de catarse.
Como esses momentos eram frequentes, a manta cresceu, cresceu, cresceu até cobrir toda a propriedade.
No caso de Tita, que repetia o ponto até ao infinito, o tricô era absolutamente libertador.
O meu também o é, mas exige momentos de atenção em que as regras são aplicadas.
Beijos
Nina
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Anjinhos e Velas
Não passo sem elas, sejam perfumadas ou não.
Gosto da sua luz tremeluzente e suave fazendo companhia, adoçando o ambiente.
Nunca são de mais, nunca!
Estas foram compradas, mas a minha amiga querida Helena Compagno, do blog http://minhaprimeiracostura.blogspot.pt/ mostra, detalhadamente, como as fazer em casa.
Com elas, os entardeceres solitários enchem-se de luz, a alma ilumina-se aconchegada e quem chega, sente que entrou em casa.
Por isso gosto de velas!
| Este anjinho barrigudo, segura numa mão um castiçal. No castiçal, uma vela! Veio de França de uma das muitas MAISON DU MONDE que visitei. |
Nunca são suficientes.
É só ver um que me agrade e logo lhe chamo meu.
É uma debilidade, uma inocente debilidade que não contrario.
Gosto de anjinhos e ainda mais se com eles arrastam velas e noites suaves e ambientes cálidos e música de fundo e muita paz.
Beijos
Nina
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Saladas
Ou sopa ou salada ou as duas.
Sempre!
Em todas as refeições!
No Verão, as saladas ganham seguidores.
Se forem variadas garantem a mesma riqueza de nutrientes concedidos pelas sopas, com a vantagem adicional de serem fresquinhas.
Nelas ponho tudo, desde a incontornável alface, fruta variada e frutos secos.
Tempero-as com um golpe de vinagre balsâmico e é tudo.
Nada de azeite, nada de sal.
Assim como esta:
Fiz uma cama de alface que cobri com rodelas de tomate.
Acrescentei abacate cortado em gomos (meio abacate para cada prato).
Juntei uma fatia de melão cortada em cubos a que retirei a casca.
Salpiquei com nozes, cranberries e terminei com azeitonas.
Mesmo antes de servir, recebeu uma golada de balsâmico.
Se ficou bonito?
-Ficou!
Se ficou bom?
-Ficou!
Se recomendo?
- Sim, recomendo, o mais possível.
Beijo
Nina
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Sapatos
Tenho imensos, de todas as cores de todos os feitios, uns apenas estreados, outros bem usados.
O problema de os arrumar organizados, está vencido como as imagens documentam:
| Dentro de um armário, em caixas de plástico com a frente transparente, compradas no IKEA |
| Livres de pó e em perfeita ordem. |
O que acontece é que cada vez uso menos saltos altos, daqueles elegantíssimos e vertiginosos que funcionam com instrumento de tortura nos pés de nós mulheres, pobres vítimas da moda.
Cada vez compro mais sandálias e sabrinas e nos fins de semana não dispenso os ténis.
Esta tarde, porém, vesti um conjunto de linho, de calças e colete, muito simpático, muito moderno, muito comprido.
As calças muito largas varrem o chão.
Para as vestir não posso evitar os saltos altos.
E, como uma vez não são vezes, e como fazia questão de usar o conjunto, e como a saída se resumia a uma volta pelo Shopping, arrisquei.
Na mala levava uma lista de tarefas a realizar.
Ao fim de meia hora de facadas, comecei a ficar impaciente, depois nervosa, finalmente, intratável.
Ou descalçava os sapatos, ou a volta pelo Shopping terminaria mal.
Dado que as duas opções eram inaceitáveis, desci até ao parque, meti-me no carro, regressei a casa, descalcei os sapatos e, amanhã, termino as compras, calçada convenientemente.
Conclusões?
Não são simpáticas, não!
Ou estou a perder a resistência, ou a paciência, ou ( o que é aterrador... ) a juventude!
Ou tudo ao mesmo tempo!
Nina
domingo, 26 de agosto de 2012
Ainda em modo férias ...
... não me apetece cozinhar e ainda menos ir abastecer-me ao supermercado para poder cozinhar.
Tenho recorrido, portanto, ao que ficou congelado antes de partir, de modo a dar-lhe utilidade, simplificando o processo de alimentar a familória e praticando o sábio princípio da boa gestão económica.
| Achei meia embalagem de cogumelos que fatiei ... |
| ...e fritei num pouco de azeite. |
| Em pedra, congelado, restos de frango estufado e desossado, num molho de legumes em que predomina o tomate. |
| Na dispensa, um frasco de macarrão que cozi em água abundante, temperada com pouco sal e um fio de azeite. |
| Fritos os cogumelos, aquecido o frango , no micro-ondas e cozido o macarrão, misturei, deixei que fervinhasse muito lentamente para que os sabores se incorporassem ... |
| ...e servi .. |
| ... polvilhando com uma mistura de três queijos. |
Acompanhei com uma enorme salada mista.
Ninguém diria tratar-se de aproveitamento de sobras.
Beijos
Nina
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