quarta-feira, 19 de setembro de 2012

E vão dois dias ...







... melhor dizendo, duas noites sem fármacos.

Na primeira, exausta, o sono chegou bem rápido, mas prolongou-se apenas por 6 horas.
Desperta, consciente que não adormeceria, saltei da cama, 1h 30m mais cedo que o habitual e conclui um monte de tarefas.

Na noite seguinte, os olhos fechavam-se, bem antes da hora habitual de deitar.
Resistente, contrariei o impulso e, a leitura que todas as noites antecede o sono, resumiu-se a meia dúzia de páginas mal digeridas.
Contabilizadas as horas de descanso, contei 7.
Foi bom.
Prosseguirei a mesma estratégia esta noite:
Nada de ansiedade, nada de antecipação de uma noite mal dormida.
Se a insónia chegar, será uma oportunidade para realizar outras atividades, como garante uma amiga (Srª D. Urtigão), que assim encara as noites em claro.

A comprovar que este é um problema transversal que afeta meio mundo, recebi dicas fabulosas:

- Comer uma banana antes de ir para a cama. Se o sono for precocemente interrompido, ingerir um produto lácteo;
- Comer uma maçã bem madura antes de deitar;
- Ocupar a mente com pensamentos positivos, projetos portadores de felicidade;
- Recorrer à Melatonina, a hormona do sono, vendida em lojas de produtos naturais sob a forma de cápsulas;
- Trabalhar arduamente durante o dia. Um corpo cansado dorme melhor;
- Transformar a irritante insónia em oportunidade. Enquanto o sono não chega, ocupar a mente com uma qualquer tarefa;
- Nunca, por nunca, permanecer na cama, rolando, na tentativa de vencer a bicha!

A última é a minha dica preferida.
Quanto rendem as horas sem sono!

E, forçosamente, que, se hoje durmo pouco, amanhã compensarei o sono por imposição do meu organismo.
Assim, simples, sem angústia, numa postura Zen!

Bom Dia: 3




Um radioso despertar!

Beijo
Nina



terça-feira, 18 de setembro de 2012

Insónia ...



... nunca mais.
Já que ontem anunciei que este é o mês de todos os projetos, de todos os desafios, falemos de um que sendo frequente é banalizado.
Refiro-me à praga das insónias.
Não importa, para o caso, procurar as causas que, infelizmente, na atualidade do contexto social em que vivemos, são evidentes.
Não importa dizer que somos grandes consumidores de ansiolíticos. Essa é mais uma evidência.
Importa, sim, driblar a insónia, aquele estado de alerta que se auto alimenta de nadas, transformando-se numa doença esgotante, num flagelo incontornável.
Tenho, porque tenho insónias, lido muito sobre o assunto.
Tenho falado com especialistas.
Tenho recorrido a ansiolíticos.
Tenho!
Mas cada vez menos.
O preço que se paga por esse adormecer químico não é insignificante. Esta categoria de fármacos cria dependência e afeta as funções cognitivas, nomeadamente a atenção e a memória.
Não é coisa pouca.




Felizmente há regras, há rituais, há atitudes que sabotam a insónia.
Fala-se em criar um ambiente tranquilo no local em que se dorme, em criar ritmos horários de sono, em não comer nem beber antes de dormir, em fugir de computadores e outros artefactos eletrónicos, em tomar um banho relaxante antes de deitar, fala-se de um conjunto de normas que o senso comum apoia.

Contudo, a regra número um a respeitar é não dar oportunidade à insónia.
Equivale isto a dizer que, se, após meia hora, o sono não vem há que, imperativamente, sair da cama.
Há que se ocupar com uma qualquer atividade que, se monótona, melhor.
Há que criar a associação de ideias cama/sono e nunca, cama/vigília.
Dizem os entendidos que três semanas de insónia traduzida na dificuldade em adormecer, concretizam já uma situação patológica de insónia crónica.
É essa a situação a evitar.

Assim, quando o João Pestana se fizer rogado e teimar em não aparecer, é levantar, ler ou escrever, praticar uma atividade que no dia seguinte, miraculosamente aparece feita "graças" à insónia que, deste modo passa a ser encarada como uma oportunidade de "matar" trabalho e não como uma ameaça angustiante na hora de deitar.

Como primeiro desafio a pôr em prática em setembro, parece-me de monta, nada insignificante!

Beijo
Nina

As imagens não são minhas.
Foram retiradas da net.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Setembro, doce Setembro!


É o mês de todos os projetos, de todas as intenções!
É o primeiro mês do ano, porque, enquanto dei aulas, o ciclo anual se iniciava aqui.
É o mês de todas as doçuras, das águas tépidas, do mar sereno, das brisas, dos areais apenas ponteados por gente.
É o mês das promessas, da preparação para róseos ocasos, passeios tranquilos, vagares, calma...
Árvores despem-se, enquanto outras, tranquilas, exibem propostas.


As romãs, fruta outonal, ganham cor, engordam, grávidas de mil rubis.

Em breve, maduras, serão o toque de cor mágico em comeres e beberes que, diferentes, atraem todas as gulas.

E os marmelos, que dizer dos marmelos?
Penugentos,  crescem em cacho, propõem geleias, compotas, marmeladas.
No Inverno triste, serão o toque mágico, a promessa de que, ainda assim, apesar dos pesares, a beleza e a delícia persistem em existir, mesmo que em bicos de pés, mesmo que em ténues gotas doces ou fatias fíníssimas, porque, toda a gente sabe, o Inverno engorda, em reposta a um jogo de compensações que o ser humano aprendeu a praticar.

Este é o meu mês, por excelência, o preferido.
Tenho tantos projetos, tantos desafios a encarar.
Coisas pequenas, adiadas, esquecidas.
Coisas grandes, difíceis, ainda que alcançáveis.
As minhas viagens à lua!
Em Setembro parecem-me possíveis!

Beijos
Nina


domingo, 16 de setembro de 2012

Acabou!



Manta Rota

Foi neste mar (neste lago?), neste sol, nesta areia branca e fina!
Foi aqui que decorreram os últimos 15 dias.
Chama-se Manta Rota ( sim, essa onde o nosso ainda primeiro ministro passou férias ...) a que, ano após ano regresso.
Não tem nada!
Só um mar azul profundo, um areal descomunal, sol, muito sol e paz.
De longe a longe, o silêncio é quebrado pelo brado:
"Olha a bolinha de Berlim, olha o pastel de amêndoa!", do vendedor itinerante.
Casais, alguns com crianças, outros com cães, formam ilhas distantes.
Estes, iludidos, loucos na imensidão do espaço, alcançam o nirvana caníno, a felicidade plena dos amplos espaços sem normas.

Manta Rota, à entrada, na área concessionada, tem muita gente.
Para alcançar o paraíso é preciso sofrer, percorrer o areal de chapéu de sol às costas e saco ao ombro.
Mas compensa, oh! se compensa.
Para o ano, espero, há mais.

Beijos
Nina

sábado, 15 de setembro de 2012

Ainda Darwin, ainda a adaptação, ainda o homem ser um animal de hábitos, ainda blá blá …


Concluo, 15 dias decorridos, que Darwin continua assertivo e atual!
Adaptação é tudo, é vida, é evolução, é cumprir o mandamento número 1 da existência humana que se resume à busca da felicidade, coisa bem concreta, inteiramente dependente do contexto, com umas regrinhas a cumprir.
A saber:
Se não podes vencê-los, junta-te a eles;
Toda a moeda tem duas faces, uma boa outra má;
Não vale a pena lutar contra o inelutável, ou, como magistralmente proclamam os brasileiros, “não vale a pena dar murro em ponta de faca”





Tudo, para concluir que me adaptei ao decrépito Oásis e que o choque inicial se foi desvanecendo aos poucos, ao ponto de me confrontar com o lado bom do local, porque, por mais inacreditavel que pareça, tem um lado bom, bom e bonito e concretizo:



Esta vista, este espaço exterior é o que de mais espetacular se pode exigir a um refúgio de férias.
É de tal modo paradisíaco que quase me esqueço das toalhas que não são mudadas diariamente, da falta de internet, da higiene discutível do espaço.
Quase,  porque ele há coisas que nem Darwin consegue comprovar no processo evolutivo da adaptação.




Também gosto de não me preocupar com o look.
Gosto desta liberdade desusada.
Gosto de não precisar de maquialhagem.
Gosto de deixar o cabelo secar sem secador, sem que com isso me sinta uma bruxa.
Gosto das havaianas.
Gosto das unhas sem verniz.
Gosto de me sentir liberta, pouco ou nada cuidada e ainda assim, muito bem.
Gosto de não entender uma única palavra do que estes holandeses hóspedes, trocam entre si.
Gosto de conversar e não ser entendida pelos colegas de sala de jantar.
Gosto de dizer bom dia e receber em troca uma saudação incompreensível.
Gosto disto e dos 15 dias que passaram voando.
Gosto do azul deste céu que no mar mergulha.
Gosto de ter gostado.

Beijo
Nina

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Aula de tricô e crochê !!!!


A horrorosa túnica amarela que , envergonhada, já mostrei....



... está assim!




Quem haveria de dizer que estes quatro inocentes novelinhos eram, ainda há pouco, uma monstruosidade?

Soube-me bem desfazer aquela coisa que, por si só, simbolozibava muito mau gosto e, agora, são o desafio para, das cinzas, fazer renascer algo que verdadeiramente me agrade.

Da Teresinha (dasmaosdateresinha.blogspot.com) e da Conceição Esteves, (agulhassoltas.blogspot.com ) grandes amigas e peritas na arte de tudo bem fazer , recebi dicas vitais.
A saber:
  • Não é ,agora que os novelos estão prontos que, desaustinada, iniciarei novo trabalho.
    Não!
  • Isto de bem fazer, exige etapas, rituais, exige vagares, pois, como todos sabemos, a pressa é má conselheira e “depressa e bem há pouco quem ...” como diziam as nossas avós e que eu, avisada, retive.
Então, há que começar por transformar os novelos em meadas que, bem atadas, serão mergulhadas em água quente, mas não excessivamente quente.
O passo dois consiste em pendurar as ditas deixando que escorram e sequem, fazendo deslizar os dedos entre os fios, assim como quem toca harpa ( estou a transmitir devidamente os ensinamentos, Teresinha?).
Seguidamente, depois das meadas absolutamente secas, refazem-se os novelos.
Só depois se metem mãos à obra na execução do projeto.

Eu não sabia, nem desconfiava que era preciso dar banho ao fio para que ele recuperasse o aspeto inicial e ficasse como novo, mas aprendo rápido.

Entretanto e por puro acaso, dei com uma revista contendo o que me parecem ser dicas muito úteis – que me perdõem as experientes!
Elas aqui vão:

DICAS PARA OBTER BONS RESULTADOS

  • Faça sempre uma amostra;
  • Se a malha da sua amostra ficar mais frouxa ou mais apertada que a montagem das malhas do esquema, a diferença pode ser corrigida utilizando agulhas mais finas ou mais grossas;
  • Se tricotar ou crochetar muito frouxo, basta-lhe enrolar o fio do trabalho por duas vezes em volta do dedo do lado esquerdo, para que as malhas fiquem mais apertadas;
  • Antes de iniciar o trabalho, passe o esquema de contagem, em formato reduzido, para bpapel quadriculado;
  • Durante o trabalho, vá verificando frequentemente, se as partes do modelo ficam com as medidas pretendidas.

SUGESTÕES PARA LAVAGEM MANUAL DAS MALHAS

  • Ponha a lavar, em bastante água, com um detergente suave, próprio para peças delicadas;
  • Não esprema nem torça as peças em tricô, apertando-as, apenas, levemente;
  • Assim que acabar de lavar, passe muito bem por água limpa;
  • Para secar peças em tricô, nunca deve expô-las ao sol, nem colocá-las sobre fontes de calor. Aperte-as com cuidado, enroladas numa toalha turca e deixe-as secar sobre uma superfície plana.

Fácil, não?

Beijo
Nina

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Flirt ...


Continente é o seu nome.
Continente para tão escasso conteúdo?
Sim!

O nome foi-lhe atribuído pelos donos fortuitos, eles sim, proprietários de um café com pretensões a essa dimensão, ostentando esse nome.

Todas as manhãs o encontro.
Antes da praia, é paragem obrigatória para tomar café, ler o jornal e aceder ao blog, disponível por WIFI.





Foi, portanto, assim que conheci o Continente, o de quatro patas, um puríssimo exemplar da linhagem rafeira.
Primeiro foi um abanar de cauda a que correspondi com uma tímida aproximação de mão que se transformou em afago.
Depois, alimentei o seu comprovado fundo Pavlovniano e, embrulhado num guardanapo, passei a comprar a sua afeição com uma fatia de fiambre.
Neste momento, já me saúda de longe, com a ventoinha da cauda.
E eu gosto.
Gosto deste flirt combinado em que eu compro o afeto e, em troca, sou reconhecida e se calhar até desejada.
Falo em flirt, não em paixão!





É que nos idos da minha infância, incauta e inocente, recebi de um gato (sei agora que estava no cio...) um profundo ferimento numa perna, cuja cicatriz perdura, na perna e na alma.
Diz quem sabe que, aberto o coração ao afeto de um cão, a retribuição é de tal forma intensa, de tal forma plena, de tal forma incondicional, que paga todas as contrapartidas.
Acredito.
Já testemunhei essa capacidade de tapar buracos na alma, com um agitar de cauda, com a receção efusiva, sentida, sincera que dispensam a quem os acolhe.
Um dia ainda vou ter um cão.





Vou amar um cão.
Vou deixar-me amar em plenitude por um cão.
Um dia...
Para já flirto com o Continente.

Beijos
Nina