sábado, 5 de janeiro de 2013

A distância mais curta ...


... entre dois pontos, não é, necessariamente a mais interessante.
Explicando:
Viajando de carro pelo sul de França, cai-se facilmente na tentação de visitar as cidades com nomes mais sonantes, como Cannes, Nice e outras que tais.
Viaja-se então entre dois pontos escolhidos e ignoram-se as pequenas localidades que as entremeiam e é pena. 


Perto de Hyéres, esconde-se esta preciosidade:
Um lugarejo banhado pelo Mediterrâneo, habitado por pescadores e com  uma Promenade encantadora.


Num azul, embora frio, dia de Janeiro, passeia-se junto ao cais ...

Toma-se o aperitivo antes do almoço ...

...olhando os barcos ...

... bem como as montanhas que protegem este bocado de paraíso.


Lá no alto, vestígios de um castelo ...

...e muita cor, muita vida.
Estamos em CASSIS!

Um pouco à frente, numa colina, esta beleza.

Chama-se Bormes les Mimosas que, seguramente, em tempo delas, enfeitarão de amarelo todo o espaço.

As ruas são assim, encantadoras, retiradas de uma história de encantar.
No peitoril desta janela, veja-se o luxo: um presépio.

Apetece passear sem rumo percorrendo as ruas que se entrelaçam.
 E, principalmente,  apetece muito voltar!
Beijo
Nina

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Acho lindo!















Gosto de deixar, nem que seja , um simples apontamento diário.
Tenho resmas de fotos para escolher e postar, mas, como já referi,o Wifi dos hotéis não colabora. O sinal é fraquinho e as operações tão lentas que exasperam.
Assim, enquanto não chego a casa, deixo uma gracinha, uma sugestão, um apontamento que me caiu no goto:



Neck Bow How-To
Chique e lindo!
Chique e elegante!
E fashion!
Mérito, todo ele para Martha Stewart!

Diga-se lá o que se disser, a verdade é que esta senhora é um exemplo de empreendedorismo!
Queria eu!

Beijo
Nina

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Pior é difícil!

Vamos imaginar este cenário:
190 kms a fazer em estrada de montanha. É coisa para umas 3 horas.
Sem chuva, fazem-se bem!
Fizeram-se, pois.
E a fronteira de Andorra, logo ali, depois da subida, depois da curva.
Foi, pois, chegado o momento da pausa para o café, em ambiente tipicamente francês, num bistrô em Ax les Termes! Foi, inopinadamente, o momento para o banho de agua fria, gelada, gélida:
- A estrada encontrava-se cortada ao trânsito, devido à neve e ao gelo no pavimento, informaram.
Não quis acreditar. Insisti. Fiz questão de experimentar. Experimentei. O carro deslizava, sem tracção, como se sobre uma placa de vidro se encontrasse. Impossível prosseguir.
Restavam duas opções:
Desistir da visita a Andorra ou entrar por Espanha.
A segunda hipótese era mais sedutora, mas correspondia a uma volta gigantesca de cujos Kms perdi a conta.
Mas nessa recaiu a decisão.
Acabo de chegar ao hotel, depois de quase um dia a guiar.
Vamos ver se valeu o esforço.
Tenho todo o dia de amanha para o comprovar.

Beijo da absolutamente exausta
Nina

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Carcassone, fantasmas, chuvada, etc.





Já de regresso ao ninho, paragem em Carcassone, a incrível cidadela medieval que sempre, em cada nova visita, arranca "Ohs!" de espanto, em cada olhar que se derrama sobre o casario.
Nas ruelas que sobem em direcção à catedral, entre magotes de turistas, esgueiram-se vultos de guerreiros armados, perfis de nobres damas, ranchos de vagabundos esfarrapados.
Não que os tenha visto, que não vi, mas que os pressenti, não tenho a menor duvida,
E, sob uma chuvinha miúda e persistente, armada com uma amostra de guarda-chuva, repeti o trajecto que há séculos se repete.


A princípio, uma chuvinha. Depois, sem que nada o fizesse prever, um dilúvio, acompanhado por rijo vento.
Foi o fim do passeio, o fim do devaneio e, temo bem, o início de uma forte constipação, que o meu nariz gotejante nunca me engana.
Andorra será o destino de amanhã, com novidades, compras  e compras e compras ... Espero.

Beijo
Nina

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013

Acaba de chegar, aqui em França, com foguetes nos ares, 12 passas e champanhe comprado no supermercado.
De gala vestida, de chinelos nos pés e pijama enfiado, formulei (sentidamente ) votos de paz e saúde para 2013. Que nos poupe, que seja benevolente! Tanto, tanta coisa que foge ao nosso controlo e nos pode abater. Não consigo, ainda, estar otimista. Estou viva, com saúde e junto de quem amo, o que é uma felicidade suprema, mas, no fundo, dorida, esperando que a mágoa passe.
Festejei no quarto do hotel, cheia de sono , mas, estóica, fazendo questão de aguardar o primeiro minuto do novo ano.
Ele aí está, aí esteve.
Força, vontade, ânimo e um bocadinho de sorte ... E vamos em frente.
Bom ano para todos!
Amo todos os que comigo interagem.
Amo muito e muito dependo da vossa existência e da vossa presença.
Luz para todos.
Feliz 2013!

Beijo
Nina

Dali...





Logo que se transpõe o portão da entrada, desembocamos numa praça espaçosa, ocupada por um majestoso Cadillac, preto e branco, com um dos vidros partidos e uma mulher gorducha no capot.
Suspenso do tecto, sobre o automóvel, um barco pingando água, em gotas de vidro azul.
Porquê?
Porque sim, porque nos encontramos em pleno universo surrealista que, tal com o nome sugere, subverte a realidade.
Assim, nessas coordenadas se desenrola a fantástica visita.
Nada é o que aparenta, nada ocupa o lugar que seria suposto ocupar no quotidiano vivenciado por cada um de nós.
É uma viagem pelo mundo do sonho.

Com pinturas ...

... detalhes ...

... que não são o que parecem!


Esculturas ...

... que assim roubam os sentidos!

E Gala ...

... sempre ela, Gala, a deusa inspiradora.

A paisagem local, Cadaqués, seu reduto, seu ninho, também eternizada.

Em cada canto uma surpresa ...
Assim e muito, muito mais é a casa de Dali. Local obrigatório, tão obrigatório como plantar uma árvore, escrever um livro, ter um filho!
Podem não se cumprir os requisitos, mas se sim, se se cumprem, é a glória!

Bom Ano!
Por favor, sejam felizes, aproveitam o momento, vivam plenamente!

Beijo
Nina

domingo, 30 de dezembro de 2012

Se eu fosse Alice ...


... não hesitaria.
Ao dar de caras com esta construção fascinante, concluiria, sem hesitação que havia chegado às portas do País das Maravilhas.


A cor é rosa, rosa forte.
As paredes revestidas de figuras que tanto podem ser tartarugas, como pães.
Ciprestes idênticos, alinhados como mudas sentinelas, alinham-se ao longo da fachada.
No topo, uma torre ...

... sobre a torre, ovos gigantescos, alternados com alvas e enormes esferas.
No beiral do telhado, figuras esguias que gesticulam num secreto código de sinais.
Noutro extremo, uma cilíndrica torre branca, rematada por uma semi-esfera formadas por milhares de vidros que encaixam em perfeito puzzle!

Mas não sou Alice!
Não sou terreno fértil para desvairada imaginação!
Não atravesso o espelho!
Não mergulho, afoita, no túnel do universo paralelo!
Sou apenas eu, estupefacta, ante o museu Dali, em Figueres!
O interior, esmagou-me.
Vou compartilhar.

Beijo
Nina