segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Começo de ano ...




As orquídeas, brancas e lindas, vieram do meu terraço.
Deixadas à sua sorte, com vento, chuva e frio, desabrocham assim.
Foi surpresa linda ao entrar em casa.

... já se sabe, começo de vida.
Listas de objetivos, metas a cumprir, promessas e mais promessas, tenho encontrado em muitos blogs.
Ora, perante esta disposição, senti-me na obrigação de cultivar o método e também me prometi umas quantas atitudes, das quais divulgo duas:
-Escrever 60 minutos por dia.
- Incorporar o exercício físico na minha rotina diária.


A folhagem em tons berrantes é a melhor amiga dos jardineiros ignorantes.
Cresce desmedidamente e, cortando um ramo, introduzindo-o em água, compõe o arranjo e ganha raiz,  pronto para ser recultivado.
O nome, não sei.

Quanto à escrita, não me parece difícil cumprir, com prazer, a tarefa , até porque, já a realizo sistematicamente.
Já o exercício físico, é outra conversa.
Gosto de andar a pé e faço-o, desde que as condições atmosféricas o permitam, ao pé do mar, diariamente, 60 minutos.
Falo, porém, de outro tipo de actividade. A musculação.
Engendrei um esquema que me parece acessível, sem exigir deslocações ao ginásio, que me deixam louca.
(Já fui escrava de ginásio. Duas vezes por semana, era sagrado, passava lá a tarde... enjoei!)
Então faço assim:
Comprei uns halteres pequeninos, que podem receber mais ou menos peso.
Um par é suficiente.
De manhã, enquanto arrumo o meu quarto, realizo os exercícios de braços e pernas, alternando com a tarefa doméstica a executar. Assim, estendo o lençol e faço uma série de braços. Intervalo para outro lençol e deixo que o músculo descanse 3 minutos.


Foi das primeiras tarefas ao chegar a casa.
Trazer flores para dentro das portas.
É testemunho de vida, injeção de energia, afago para os olhos.

No final, tenho o quarto impecavelmente arrumado e os exercícios concluídos., sem desculpa de que agora não me dá jeito, que vou fazer outra coisa, ou sei lá que outra escusa arranjaria!
Assim, quando chegar o Verão é ver-me musculada, tonificada e sem culpas no cartório.
Sou ou não sou esperta?

Beijo
Nina

domingo, 6 de janeiro de 2013

Queridas, queridos ...

... Já estou em casa!
Tão bom!
Montes de tarefas a ser realizadas ...
Tão bom!
Voltar às compras para abastecer o frigorifico ...
Tão bom!
Regresso à cozinha ...
Tão bom!
Estabelecer prioridades a cumprir ao longo do dia ...
Tão bom!
Reencontrar a minha cama, os meus lençóis, a minha almofada ...
Tão bom!
Recuperar os meus cheiros, o meu espaço, os meus espelhos ...
Tão bom!
Delicioso partir, planos feitos, ansiando surpresas e espantos ...
Mas regressar ao ninho ...
Tão, tão bom!

Beijo
Nina

sábado, 5 de janeiro de 2013

Agde


É, igualmente, uma terrinha que se ultrapassa, sem seguir as indicações de acesso na auto-estrada.
Porém, desta vez foi diferente e fui espreitar Agde, antiga cidade grega. Para dizer a verdade, não mereceu o desvio, excepto por um inusitado detalhe:
Um desfile de Pais Natal, em cortejo, eles e elas, de bicicleta e de moto.




No centro da cidade pararam e confraternizaram à boa maneira francesa, com vinho tinto, pão e queijo.
Mais tarde, no telejornal, vi que a festa se prolongou na praia, com banho no mar gelado e nudismo generalizado, já que a praia era naturista e não abre excepções, nem mesmo para o Pai Natal.

Beijo
Nina

A distância mais curta ...


... entre dois pontos, não é, necessariamente a mais interessante.
Explicando:
Viajando de carro pelo sul de França, cai-se facilmente na tentação de visitar as cidades com nomes mais sonantes, como Cannes, Nice e outras que tais.
Viaja-se então entre dois pontos escolhidos e ignoram-se as pequenas localidades que as entremeiam e é pena. 


Perto de Hyéres, esconde-se esta preciosidade:
Um lugarejo banhado pelo Mediterrâneo, habitado por pescadores e com  uma Promenade encantadora.


Num azul, embora frio, dia de Janeiro, passeia-se junto ao cais ...

Toma-se o aperitivo antes do almoço ...

...olhando os barcos ...

... bem como as montanhas que protegem este bocado de paraíso.


Lá no alto, vestígios de um castelo ...

...e muita cor, muita vida.
Estamos em CASSIS!

Um pouco à frente, numa colina, esta beleza.

Chama-se Bormes les Mimosas que, seguramente, em tempo delas, enfeitarão de amarelo todo o espaço.

As ruas são assim, encantadoras, retiradas de uma história de encantar.
No peitoril desta janela, veja-se o luxo: um presépio.

Apetece passear sem rumo percorrendo as ruas que se entrelaçam.
 E, principalmente,  apetece muito voltar!
Beijo
Nina

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Acho lindo!















Gosto de deixar, nem que seja , um simples apontamento diário.
Tenho resmas de fotos para escolher e postar, mas, como já referi,o Wifi dos hotéis não colabora. O sinal é fraquinho e as operações tão lentas que exasperam.
Assim, enquanto não chego a casa, deixo uma gracinha, uma sugestão, um apontamento que me caiu no goto:



Neck Bow How-To
Chique e lindo!
Chique e elegante!
E fashion!
Mérito, todo ele para Martha Stewart!

Diga-se lá o que se disser, a verdade é que esta senhora é um exemplo de empreendedorismo!
Queria eu!

Beijo
Nina

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Pior é difícil!

Vamos imaginar este cenário:
190 kms a fazer em estrada de montanha. É coisa para umas 3 horas.
Sem chuva, fazem-se bem!
Fizeram-se, pois.
E a fronteira de Andorra, logo ali, depois da subida, depois da curva.
Foi, pois, chegado o momento da pausa para o café, em ambiente tipicamente francês, num bistrô em Ax les Termes! Foi, inopinadamente, o momento para o banho de agua fria, gelada, gélida:
- A estrada encontrava-se cortada ao trânsito, devido à neve e ao gelo no pavimento, informaram.
Não quis acreditar. Insisti. Fiz questão de experimentar. Experimentei. O carro deslizava, sem tracção, como se sobre uma placa de vidro se encontrasse. Impossível prosseguir.
Restavam duas opções:
Desistir da visita a Andorra ou entrar por Espanha.
A segunda hipótese era mais sedutora, mas correspondia a uma volta gigantesca de cujos Kms perdi a conta.
Mas nessa recaiu a decisão.
Acabo de chegar ao hotel, depois de quase um dia a guiar.
Vamos ver se valeu o esforço.
Tenho todo o dia de amanha para o comprovar.

Beijo da absolutamente exausta
Nina

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Carcassone, fantasmas, chuvada, etc.





Já de regresso ao ninho, paragem em Carcassone, a incrível cidadela medieval que sempre, em cada nova visita, arranca "Ohs!" de espanto, em cada olhar que se derrama sobre o casario.
Nas ruelas que sobem em direcção à catedral, entre magotes de turistas, esgueiram-se vultos de guerreiros armados, perfis de nobres damas, ranchos de vagabundos esfarrapados.
Não que os tenha visto, que não vi, mas que os pressenti, não tenho a menor duvida,
E, sob uma chuvinha miúda e persistente, armada com uma amostra de guarda-chuva, repeti o trajecto que há séculos se repete.


A princípio, uma chuvinha. Depois, sem que nada o fizesse prever, um dilúvio, acompanhado por rijo vento.
Foi o fim do passeio, o fim do devaneio e, temo bem, o início de uma forte constipação, que o meu nariz gotejante nunca me engana.
Andorra será o destino de amanhã, com novidades, compras  e compras e compras ... Espero.

Beijo
Nina