domingo, 13 de janeiro de 2013

Os MBT, os " não" sapatos, os "no" shoes ...



Sapatos que não são sapatos, dizem eles de si próprios.
Dizem-no atendendo ao extremo conforto que oferecem, mas, se calhar, também devido à negação da ideia de "sapato" que toda a mulher idealiza, um referente de elegância, artefacto quase erotizante.
Estes não! Estes são  feiinhos até mais não poderem. Uns  cepos, umas coisas arredondas que envolvem os pés e conseguem aumentar-lhes substancialmente o tamanho.
Uns horrores!
Os MBT!

Então porque os comprei?
Porque são imbativelmente confortáveis atuando a nível das lombalgias como verdadeiras massagens relaxantes.
Funcionam, posso garantir.
São os terceiros que compro. Sempre feios, sempre confortáveis.
Aviso que exigem adaptação. Têm uma sola ovalada e não plana, que estimula o equilíbrio e suscita o trabalho de vários grupos musculares.
Em última análise, melhoram a chamada dor de lumbago, a lumbalgite que pode ser extremamente penosa e limitativa.


Vieram do Outlet de La Roca Village, o mesmo onde comprei a panela Le Creuset.
O preço, imbatível!

Bem sei que o modelo é do ano passado, mas que importa|?
Os deste ano, aposto, serão igualmente feios, com a desvantagem de custarem o dobro.

Falando de dinheiro, estes monstrinhos, na loja, custam sempre entre 200 e 250€.
Uma barbaridade!
Mesmo sendo terapêuticos, confortáveis e extremamente duráveis, o preço é obsceno!
No Outlet paguei 99€!
Não é, portanto, por acaso, que sou fã absoluta dos Outlets.

Beijo
Nina

Leitura



Da Leninha,  blog http://tudoaver-leninha.blogspot.pt/  recebi o convite para participar nesta actividade de divulgação literária.

Foi-me pedido para indicar livros lidos em 2012 que, pelo se conteúdo, me tenham marcado , porém,
atendendo a que vivo, com um livro entre mãos, é-me difícil fazer uma escolha.

Destaco, porém, duas obras de escritores espanhóis de que guardo gratas recordações.
O primeiro, de Carlos Ruiz Zafon, "O PRISIONEIRO DO CÉU", e o segundo, de,  Maria Dueñas,  "O TEMPO ENTRE COSTURAS".      
Ambos coincidem no espaço, Barcelona, e no tempo, em meados do século XX.
Personagens fortes e bem delineadas e um enredo que aprisiona o leitor até ao fim da narrativa.

Outro obra que sempre referencio é OS PILARES DA TERRA, de Ken Follett,  romance histórico que se desenrola na Idade Media, capaz de deixar marcas profundas no leitor.
No meu caso, após a leitura, passei a olhar as catedrais com outros olhos,  com outro respeito e admiração.

Neste momento leio  A HERANÇA, de Catherine Webb , uma narrativa meio policial, meio romântica, bastante bem construída.

O que lerei a seguir, não sei!
A escolha depende da inspiração do momento.
O que garanto é que lerei, lerei sempre, enorme prazer a que não me furto.

Para dar continuidade ao jogo, deveria indicar blogs que, participando, poderiam importar o "selinho".
Custa-me escolher!
Deixo, pois, o prémio à disposição de quem o quiser adquirir, esperando que os interessados sejam muitos, sinal de que a leitura dispõe de vasta legião de seguidores.


Beijo
Nina

sábado, 12 de janeiro de 2013

Arroz caldoso de robalo com lagostins!


Esta associação de palavras, evoca texturas, evoca odores, evoca sabores, evoca um casamento feliz, evoca delícias!
Tem tudo para dar certo e, se cozinhado a preceito, até ao ponto rigorosamente certo, com ingredientes de uma frescura acima de qualquer dúvida, resulta numa preparação divina!


Assim, servido no recipiente em que foi cozinhado, chega, fumegante, à mesa.
Um branco da região, Pico de Penas de seu nome, muito fresco, acompanha a valsa!



Estava tão bom ...
Estava ótimo!

O Lagar em Eiras, meu restaurante de sempre, ali, no outro lado do rio Minho, em frente a Vila Nova de Cerveira, assina esta obra prima!

Beijo
Nina






sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Na prática ...

... o rentabilizar do tempo, esse bem precioso que se nos escapa entre os dedos, passa pela sua adequada gestão.
Estamos de acordo, suponho!
A forma como essa gestão se processa é que pode causar celeuma, originar desacordos.
Posto isto, reponho a minha estratégia.
Exercício físico, aeróbico e/ou de força, é preciso!
Ginásio, não obrigada!
Passo!
Foram dias e dias gastos em ginásio.
Chega!
Não quero mais!

Daí a compra destes halteres.
O peso pode e deve ser aumentado de acordo com a evolução da perfomance.
Li livros, consultei artigos, ouvi especialistas!
Creio possuir os conhecimentos básicos.
É, portanto, com estes halteres que musculo braços e pernas.
Abdominais, sempre imprescindíveis, dispensam artefactos.
Com eles, repito séries de exercícios destinados a determinado conjunto de músculos.
Entre cada série, há que deixar o músculo descansar. Cerca de 3 minutos.
Esclareço que este tipo de exercício, sendo tonificante, não implica de modo algum que o corpo feminino adquira os abomináveis contornos dos culturistas.

Aproveito a pausa na execução de tarefas previamente agendadas.
Por exemplo, repor a ordem no caos das gavetas dos cintos.
Sem excessivas ambições. Duas gavetas por dia.

E, o que antes se assemelhava a um ninho de cobras enfurecidas, agora está assim, organizado, numa exposição de cintos castanhos.

Noutra gaveta, os cintos pretos.

Durante meia hora de exercício, duas gavetas arrumadas.
Seguem-se os colares, tarefa exigente, teias e nós emaranhados, pulseiras no meio de colares, salpicadas por anéis e alguns brincos.
Vou-me a elas ainda hoje.
Fasquia baixa para que o objectivo se cumpra.
E listas. Muitas listas de tarefas. São roteiro que apaziguam a ansiedade.
Gosto de as alinhavar à noite, antes de dormir.
Incluo os itens que no próprio dia não foram cumpridos, acrescentando novos.
Funciona!
Dissipa a ansiedade e gere racionalmente o tempo.
Mas, claro, isto sou eu, este ser complicado que rejeita navegar à vista!

Beijo
Nina


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Desfragmentando ...

Perante a ameaça de incontornável cataclismo informático, desfragmento!
Desfragmento o disco duro do computador, seja lá isso o que for.
Do nada, surgiu, ameaçador, um rol de não sei quantos erros ... Um número aterrador que me recuso a repetir, avestruz que assim se defende do desastre.
Ameaça real, foi levada muito a sério e passei à desfragmentação, iniciada há 5 horas atrás.
A coisa promete!
A coisa eterniza-se!
A coisa exaspera-me!
Se calhar vai prolongar-se noite adentro. Já estou por tudo e, por isso, venho extravazar a minha impaciência, nesta maquineta incontornável que muda e altera a seu belo prazer o sentido das frases, trocando as palavras. Para mim é sabotagem, terrorismo cobarde.
Vem uma pessoa expor uma ideia, dar nome às coisas e, sua excelência o iPad, troca-lhe as voltas, fazendo opções alucinadas.
Fiscalizo cada palavra. Será que me escapou algum erro? Será que sou analfabeta informática? Será?

Beijo
Nina

Eu e as panelas

Gosto muito de panelas, tachos, frigideiras, cortadores de legumes, raladores, descaroçadores, 
caixas,caixinhas, frascos, tabuleiros, bandejas, invenções, novidades, chinesices com ou sem utilidade! Gosto da parafrenália que ocupa o universo da cozinha.
Sou, por isso, presa fácil perante a oferta.
Nesse universo, como em todos, existem as estrelas de primeira e as outras, mais humildes, mais acessíveis.
Eu, se posso, e já que é para pecar, opto pelas mais brilhantes.
E assim me vi dona e proprietária absoluta de três peças marca LE CREUSET, com garantia vitalícia e preço equivalente.
No Corte Inglês, estão lá todas.Os preços, esses, igualmente incandescentes, indecentemente elevados.
Gosto de as mirar, tocar, tomar- lhes o peso e recolocá-las no se lugar, sem coragem de cometer a loucura de as adquirir - eu que acho a Bimby excessivamente cara ...

Acontece porém, que na Costa Brava, no litoral espanhol, ao norte de Barcelona, existe um Outlet que aqui já referi,  LA ROCA VILLAGE, com uma loja desta marca, onde se conseguem artigos com 50% de desconto.
Diz uma etiqueta que são de segunda escolha.
Que sejam!
Não lhes vejo defeitos.
Só virtudes e, para além do look Ferrari das panelas, cozinham  elegante e rapidamente, preservando o sabor dos alimentos.
Não é imaginação minha, não senhor, que já testei.


Esta preciosidade cor de pérola faz um arroz divino, para anjos saborearem!

Esta, ovalada, prepara estufados, peças inteiras de carne ou aves, como quem toca violinlo!
Já cá estavam, na gaveta das minhas panelas, há um ano.
A ser rigorosa, corrijo:
Nada de gavetas! Ocupam, majestosos, a bancada da cozinha!
Pois para que servem as jóias se não podem ser exibidas?

Esta lindeza foi a última aquisição!
Corrigindo, novamente:
-Não a última, mas a mais recente, porque, afirmo, a família tende a crescer.
Já tive debilidade por sapatos!
Por carteiras!
Por vestidos!
Agora, vá-se lá saber porquê, tenho por panelas!
Cada um sabe das suas fraquezas e se não sabe, aprende a conviver pacificamente com elas!

Logo, logo mostrarei delícias, deslumbramentos para os olhos, induzirei aromas, secreções salivares  e tudo, ou quase tudo, graças às panelas novas e ao entusiasmo com que as utilizo.

Beijo
Nina

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Andorra


Sou reincidente sem cura. Aliás, sei porque me conheço, que não quero curar-me.
Como o criminoso, também eu volto sempre ao local do crime.
Ao menos uma vez no ano, volto.
Volto a Andorra.
Irritam-me as multidões, a arrogância parola dos balconistas, o ambiente hiperaquecido das lojas, a correria...
Acho que até me provocam dor de cabeça. Ainda assim, volto!
Pernoito apenas uma noite, que dá tempo mais que suficiente para palmilhar a rua principal e entrar nas lojas que me interessam.
Depois fujo.
Até que, passando perto, vem aquela vontade incontrolável de retornar.
Nada a fazer, portanto!

Este é o restaurante Os caçadores.
Come-se razoavelmente bem por preço aceitável.
É o ponto de encontro de sempre.
-Às 13 no Caçador!
A população de Andorra é maioritariamente constituída por emigrantes. Em primeiro lugar, em termos de número, vêm os portugueses, seguidos pelos espanhóis.
Fala-se catalão, castelhano, francês e, claro, muito portunhol!
Agora, com o novo riquismo russo, já se encontram locais onde se fala o idioma para melhor atender as multidões soviéticas que , aos magotes, invadem lojas, comprando sem hesitar, gastando fortunas... sinal dos tempos.

Andorra la Vella, capital do principado é isto, um vale estreito rodeado pela cordilheira dos Pirinéus.
O preço do metro quadrado atinge valores inconcebíveis, dada a sua exiguidade.

Os Pirinéus sempre presentes.
Nos seus pontos mais elevados multiplicam-se as estâncias de sky e todas as estruturas de apoio a esse desporto.
Aqui, nesta foto, encontrámo-nos ainda flora do centro, do coração, do reino das compras.

Atendendo a que não se paga IVA (imposto de valor acrescentado), à partida, o preço dos artigos é muito mais baixo do que na UE.
Essa diferença é particularmente visível em perfumaria.
Nas grandes marcas, todas presentes em Andorra, compensa, indiscutivelmente, comprar, na altura dos saldos. Por isso adquiri umas coisinhas que tenciono mostrar quando as vestir.
Logo, a visita vale para quem pretender praticar sky e/ou fazer compras.
Muito tempo de permanência em Andorra provoca uma estranha sensação de claustrofobia, semelhante à que já experimentei a bordo de barcos ou em longas estâncias em ilhas.
Mas isto sou eu, com as minhas particulares manias.

Beijo
Nina