quarta-feira, 20 de março de 2013

Acabaram ...

... as amêndoas.
Ouvi palpites.
Segui conselhos.
Que a culpa é que engorda!
Foi o meu preferido. Rendi-me! Entreguei-me de alma e coração!

Hoje, iogurte magro com chia.

Chia?

Sim, chia!
E cito:
"A Chia é uma planta de sementes mucilaginosas semelhantes à linhaça, mas nutricionalmente mais completa. Contem proteínas (...), fibra e ómega 3, vitaminas e minerais (...)
Mas o que é, realmente, IMPORTANTE, é que é extremamente saciante.
Uma colher de chá num iogurte magro espanta a fome para os confins do universo.
Garanto.
Pode misturar-se na sopa, na massa de bolos, em batidos ... em todos os pratos.
 Quando me sinto mesmo radical, misturo uma colher de sobremesa num chá, ou num copo de água. As sementes crescem e viram bolinhas tipo tapioca. Não têm sabor. É só ir bebendo aos golinhos e a quantidade de calorias ingeridas cai drasticamente.
Depois, e não menos importante, é a melhor faxina que se pode realizar a nível intestinal.
Digamos que é tiro e queda, e por aqui me ficando a nível de especificações.
O único problema é que se esgota rapidamente nas prateleiras do supermercado, visto que o segredo não é exclusivamente meu.

Em onda de obrigatória contenção, preparei Strogonoff de peito de frango.

Ei-lo, com muita cebola, cogumelos e natas ... de soja!


Dão ao preparado a cremosidade exigida, sem ponta de gordura!

Se fica bom?
-Fica, fica muito bom!
Cremoso, deliciosamente suculento e ... sem gordura, que para pecar (nem quero que me lembre...)  lá esteve a orgia das amêndoas.

Beijo
Nina

terça-feira, 19 de março de 2013

Presente envenenado!


Este é o chamado presente envenenado,  seja qual for o ângulo em que o encaremos.
São amêndoas. Deliciosas, irresistíveis amêndoas de Páscoa, o meu verdadeiro calcanhar de Aquiles no que à resistência aos petiscos, diz respeito.
Há nelas qualquer coisa de tão absolutamente, tão demoniacamente sedutor que até lhes tenho medo.
Não compro nem uma.
Mas, ontem, uma pessoa querida entregou-me esta caixa. Tem, ou tinha, pelo menos 500g.
Olho-as hipnotizada, boneca de trapos sem vontade própria.
Finjo-me de morta, como quem não dá por elas.
Em vão!
Uma força magnética atrai-me, as mãos desobedientes apanham uma e depois outra e depois ...


Têm o sabor da minha infância, promovem uma viagem no tempo. É obra!
Quem, mas quem, resiste ao chamariz de uma visita aos anos dourados de criança?

Desculpas, bem sei!
Vou odiar-me amanhã
Penalizada, iniciarei regime de fome, castigarei a volúpia do doce, procurarei redimir-me.
Mas hoje, não!
Hoje, só hoje, só desta vez, deixarei que a gula determine  os meus actos e, o que é mais grave, o tamanho das minhas roupas, o perímetro da minha cintura e de outros perímetros!
De novo, coberta de vergonha, me confesso e vou comer só mais aquele moranguinho com recheio de fondant, que, safado, me pisca o olho.

Beijo
Nina

segunda-feira, 18 de março de 2013

Conclui ...



... que mesmo os momentos de lazer podem ser contaminados por uma certa e indesejável ansiedade.
Falo dos momentos dedicados ao dolce far niente, das bobagens, do crochê e do tricô, quando as mãos, mecanicamente atuam, libertando os sentidos para outros voos.
Teoricamenete assim é, mas ... já dei por mim confrontando tamanhos, mesmo que só a palmo, contando carreiras, somando squares. Ora não é o que se pretende com esta atividade. O que se pretende é lazer do bom, puro e duro.
Vai daí que pensei no assunto. Voltei a pensar e decidi, subvertendo os meus princípios de organização, que, para espantar a inerente ansiedade de ver concluída a obra, nada como dispersar a tenção. Acabam-se as pressas.
É só iniciar um trabalho e logo que este começa a dar sinais de contaminação pela pressa, para-se, põe-se de lado, de castigo e começa-se outro.
Não falha.
O entusiasmo renasce, puro, curioso, maravilhado ... e quanto à urgência, nem sinal dela.


Assim fiz.
Comecei a manta em tons azuis. Dei comigo, tonta, contando os squares, os feitos, os a fazer.
Sabotara o esquema.
Parei.
Deixei-os de lado, incompletos, esperando que a eles retornasse.
E iniciei o poncho, mergulhada numa deliciosa sensação de descoberta.

Sem saber como,  de novo, dei por mim fazendo medições e o sinal de alerta vermelho acendeu-se, brilhante de aflição.
De imediato,comecei esta renda.
Tão linda, tão romântica , tão incrivelmente apaixonante.
Ganhei-a no blog Crochet em Revista, uma maravilha a explorar, onde cada postagem é um irresistível desafio

Se eu pudesse, se fosse perseverante, faria com estes passarinhos uma renda para cortina da imensa janela da minha  cozinha.
São metros e metros ...
Não sei se a tanto chegarei ...
... mas que estou feliz, muito feliz, com as alternativas de ocupação das mãos, estou! Feliz como nunca estive!
Deixo a sugestão gratuita, fácil e convidativa, que não há prazer maior que iniciar um projeto novo.

Beijo
Nina

domingo, 17 de março de 2013

Domingo, outra vez!

Já sabemos que o tempo voa, foge, esgueira-se, escapa-se entre os dedos.
E como já sabemos que ele é o mais precioso dos bens, há que geri-lo criteriosamente, aqui e agora.
Se ao sábado gosto de passar o dia no arejo, almoço e jantar incluídos, ao domingo, não.
Ao domingo, uma saída, de manhã, para tomar café, ler os jornais e caminhar durante uma hora, é saída que baste.
Depois casa, almoço e jantar incluídos.
Chegando pelas 13:00, apetece sentar à mesa e comer. Daí que programo a coisa para facilitar a vida.
Organização é fundamental. Simplifica e promove uma cútis luminosa e sem vincos de preocupação.
O último argumento, convenhamos, é imbatível. O que é que não fazemos em nome de uma pele perfeita?
Então, organizêmo-nos. É grátis e com resultados infalíveis.
Vamos pensar no almoço, de véspera.


Para este domingo, ontem, preparei uma embalagem de pernas de frango, como quem cozinha "Frango na Púcara".
As receitas abundam, é só procurar.
Deixei que chegassem ao ponto e dormissem no tacho onde foram cozinhadas.
Esta manhã, em água abundante, temperada com sal e um fio de azeite, mergulhou a pasta.
Desliguei o fogão assim que se iniciou a fervura.
Chegando para almoçar, em 5 minutos, ligado o fogão, o repasto ficou no ponto.
Polvilhada a pasta com imeeeeenso queijo, fez parelha com o franguito.

Uma salada de alface, tomate, maçã, azeitonas e nozes, com um golpe de vinagre balsâmico, foi o acompanhamento



... para um almoço simpático, leve e, modéstia à parte, delicioso.
Acompanhamos com um copo de bom tinto.
Finalizamos com fruta e café.
Assim, sem pressas, sem atrapalhações, sem complicações e com uma pele de rosa!




Entretanto, ainda antes de esconder a louça suja na máquina, preparei o "meu" bolo de iogurte, que já desenformei e cujos utensílios jazem, nas entranhas da máquina de lavar os pratos, que sou pessoa frágil, pouco resistente a cozinhas desarrumadas.
Para o jantar, está tudo previsto:
- Um peixinho grelhado, com salada;
- Uma sopa de legumes feita em proporções que garantam várias refeições!

E assim, organizando, a coisa flui sem sobressaltos.

Beijo
Nina

sábado, 16 de março de 2013

Southampton


Um pouco maior em importância e extensão do que Portsmouth, fica Southampton.
Com universidade, com hospital e diversas escolas é mais importante em termos económicos.
Com uma High Street, a rua principal reservada a peões,  concentra  aí o comércio, com pequenas lojas, alguns supermercados e um grande e bom Shopping Center. 

A zona peatonal começa aqui, numa antiga porta da cidade.

Interessantes os brasões que a ornamentam.
E o frio, sempre o gélido frio.

As proteções sobre as orelhas aqui na cabeça desta jovem, são um apetrecho muito utilizado contra o vento, fininho como navalhas, que trespassa.

Nas laterais da porta, dois leões armados de lanças, na tentativa de intimidarem possíveis invasores.

Tirando a porta, os leões e os brasões , pouco mais vi durante as horas em que, acima e abaixo, percorri High Street. 
 Entrei num supermercado para tomar o pulso ao custo de vida e - surpresa das surpresas!- não há grande diferença nos preços dos produtos alimentares, em relação aos que aqui se praticam. Uns ligeiramente mais caros, outros ligeiramente mais baratos.
Falo de produtos de qualidade!

Já uma refeição num restaurante, é cara ...

... ainda que se trate de um italiano ...

... com aspeto decente ...

... mas mediano!

Um esparguete à Carbonara, razoavelmente cozinhado, custa 15 libras!
Os serviços são caros, a gasolina é cara (embora não se paguem portagens) e a renda da casa é também cara.
 Atendendo à proporção entre o valor dos salários e o custo de vida, garanto que se vive muito melhor lá do que cá.


Mas, depois, temos isto ...

... e isto!
Um frio polar, um vento cortante e neve voando.
À primeira vista é engraçado.
À segunda é um horror!
Já visitara a Grã Bretanha por diversas vezes, mas sempre no Verão. Ainda assim, apanhei grandes molhas que o clima inglês não é de fácil previsão.
Em pleno Inverno, já estivera em Londres que, com todos os seus museus, protege e ilude o visitante quanto ao rigor do clima.
Desta vez, vi como se vive na realidade e fiquei, por isso, a entender a saudade pelos dias amenos, pelos entardeceres suaves, pelas noites de convívio.
É um grande país, sem dúvida.
Mas não é Portugal!

Beijo
Nina

quinta-feira, 14 de março de 2013

O estrangeiro, os países evoluídos da Europa...


...e tal, e lá é que sim, lá é que é bom e porque assim  e porque assado!
OK! De momento são o refúgio, a solução para o desemprego, mas ...
Fora de Londres, as cidades deixam muito, muito a desejar, se comparadas com a santa terrinha.
As fotografias são de Portsmouth, uma cidade portuária.
Uma cidade triste.
Uma cidade cinza.
Uma cidade gélida.

Do cimo do edifício mais alto, a paisagem é quase aérea.

Linda, recortada ...

...beneficiada pela água que sempre embeleza o conjunto.


Portos, estruturas de apoio, navios...

...e o ferry que serve de ligação à Ilha de Wight.


Numa doca, em reparação, o Victory, barco de Nelson.

Intemporal na sua majestade.
Tirando isto, temos o Outlet de todas as oportunidades e temos frio e chuva e neve e muitos (demasiados) copos ao fim de semana.
Para viver, é pouco.
Falta-lhe o sal, o "salero" mediterrânico.
O dia começa muito, muito cedo, já que a noite também. Sai-se de casa ainda sem sol, enfrenta-se o trânsito denso e, pelas 17:00, regressa-se.
É bem mais pesado e bem menos lúdico e descontraído que o nosso quotidiano.
As gentes, pelo que vi, são afáveis e despreconceituosas.
Ainda assim, não é Europa Mediterrânica.
Nem dela se aproxima.

Beijos
Nina

Ainda sobre o Dia Internacional da Mulher ...

... que já lá vai.
 Paz à sua alma!
Encontrei dois posts que não posso deixar de referir, com o convite implícito de que muitas visitas sejam feitas aos respetivos blogs.

O primeiro, da minha amiga querida, Rosa , incita  todos os indignados  a que tomem posição contra um  alarve presidente dos "direitos humanos", rei  e autor assumido das maiores barbaridades, contra as mulheres e outras minorias ( note-se a elegância da criatura ...).

O segundo blog que entusiasticamente aconselho, é de uma portuguesa, dona de uma ironia e acutilância raras:
Encontram-no aqui. 

Vale mesmo a pena ler!

Beijo
Nina