sexta-feira, 12 de abril de 2013

Comprei fio a mais ...

... para a manta azul!

À medida que ia prosseguindo com os quadrados, dei-me conta disso. Mas antes a mais do que a menos, como às vezes acontece, deixando-nos num desespero, sem saber que volta dar ao problema.
Na altura em que mostrei os quadrados, esqueci-me de referir que gosto de os ligar à medida que los vou concluindo, não com agulha de coser, mas com a própria agulha de crochê, na última volta do quadrado.
Ninguém me ensinou a técnica. Descobri-a porque detesto essa operação final de ligar, um a um, cada quadrado.
Pronta a manta, rematei com um ponto simples e o resultado, encheu-me as medidas ...

... como referi ...

... vaidosíssima, em post anterior.
Esta manta destina-se a um sofá azul escuro, que funciona como cama de emergência.
Digamos que é um segundo quarto azul que longe de estar pronto, vai ganhando forma, já que só assim sei decorar, num processo lento e permanente.
Com o (muito) fio sobrante fiz uma primeira almofada.
Esta!

Que considero linda e muito bem conseguida.

Rematei com o mesmo ponto da manta e ...

...pelo avesso, fiz um enorme quadrado com as mesmas cores, que alternei ao acaso.
Fechei a toda a volta, deixando aberto um dos lados do quadrado.
Esse receberá uma carreira de botões.
Gosto deles bem ingénuos, de plástico, com formatos delicados.
Procurarei comprá-los em Cerveira, numa banca que oferece montanhas de variedades.

Atendendo a que continuo a ter fio, mais almofadas vêm por aí.

Beijo
Nina

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Tinha mostrado ...



... aqui o meu poncho que começara quase como cachecol.
Como cachecol que era, sentia-o demasiado estreito para poncho.
Tive então uma inspiração.

Se lhe acrescenta-se uma barra no remate, cresceria.

E foi o que fiz, copiando uma barra de remate de toalha.

Na gola alta que acrescentei, decidi, porque sou livre e  criativa,  e serei eu a usar o poncho, decidi, dizia, colocar  dois gigantescos botões  simulando uma abertura que não existe.

Com calças de couro pretas e um body da mesma cor, hoje, saí assim, com a absoluta certeza de que ninguém neste mundo tem um poncho igual ao meu. E nisso, confesso, sou manienta ... suspiro por exclusivos!
O que não quer dizer que não ficaria super, hiper feliz, se decidissem  copiar a minha criação.

Beijo
nina

terça-feira, 9 de abril de 2013

Quando chove ...

... e faz frio, acendo todas as velas que tenho em casa.
É um sol artificial, bem sei, mas acalenta-me a alma


Numa mesa junto à lareira, o coração da sala, tenho este castiçal  leve, quase transparente, repleto de pingentes de vidro, sustendo uma quantidade de velinhas que têm o tempo de vida sincronizado com o serão.

Acendo-as todas e a nostalgia foge!

O fogo da lareira é uma excelente companhia. Para além de aquecer o ambiente, crepitando, anima o mais deprimido. Adoro acender a fogueira e, no verão, sinto saudades desta companhia.

No parapeito da janela, mais um monte de velas.
Da rua, olhando, pensarão que há festa, quando, afinal, apenas há vida, vida em festa, cada dia que passa, cada dia que chega.

Assisto a uma segunda rodada de nascimento de orquídeas.
Não sei que lhes deu ... em vez de repousarem os nove meses da praxe, não! Decidiram reflorescer para júbilo dos meus olhos.


E esta mesa nunca, mas nunca está arrumada.
Todas as noites, antes de dormir, escolho jornais e revistas, uns para o lixo, outros esperando leitura,  arrumo caixas, componho almofadas.
Para tudo recomeçar no dia seguinte, sinal que estamos num espaço vivo que nos serve, recusando a artificial perfeição da capa de revista.

Durante o fim de semana, quando frio, as tardes são passadas aqui.
É o momento dos chás e do bolo.
Recomeçando a rotina semanal, o bolo então maravilhoso, delicioso e irresistível, jaz abandonado, semicomido, semidegustado.




Durante a semana todos se lembram das normas, da dieta, dos malefícios do açúcar e cada quarta feira, quando despacho as sobras, ameaço ter sido este o último bolo que fiz... para, no próximo fim de semana, esquecer as ameaças e correr para a cozinha, preparando um outro.
É que sem bolo não há fim de semana.

Beijo
Nina

domingo, 7 de abril de 2013

Bolo de leite condensado

Querem um bolinho delicioso e descomplicado!?
Querem?
Então vejam este.

Cheguei aqui pela mão da Ju, e o cheirinho do bolo que, no forno, atinge o ponto certo de cozedura, invade já toda a casa.
Este é o perfume certo para uma tarde de domingo cinzenta, gelada e chuvosa.
Não existe a menor desculpa para que não se avance, afoita, para a preparação desta delícia.
Se, em casa houver pirralhos, este é um excelente pretexto para os entreter, tão simplezinha é a confeção.

Antes de entrar no forno, estava assim:

... que resolvi polvilhar a superfície com açúcar e canela.
Escoados que foram os 35 minutos, de acordo com as instruções da Ju, passemos à operação "DESENFORMAR":

Ainda na forma, maravilhosamente bronzeado e perfumado ...

Impecável, pronto para acompanhar um chá perfumado, junto da lareira.

Quem é que nunca, mas nunca nos dias da vida, fez um bolo? Por ignorância, por medo, por preguiça ...?
Pois chegada é a hora de deitar mãos à massa!
Grau de dificuldade, Zero!
Sucesso?
Garantido!

Beijo
Nina

Vamos lá organizar!



Organizar significa simplificar.
Quanto mais organizarmos, menos trabalhamos, menos nos atrapalhamos.
Sei do que falo, que me disciplino permanentemente, eu, a verdadeira anarquista.
Aprendi, a duras penas, que se fizer bem, só faço uma vez.
Vale, portanto, a pena investir na organização, palavrinha mágica libertadora.
Na newsletter da Martha Stewart, recebi esta sugestão que há muito ponho em prática:



São latas, latinhas resultantes da embalagem de mil produtos que, assim alinhadas na horizontal, numa qualquer prateleira, viram casulos, ficheiros, para papelada pendente.
Acho bem!
Mas ainda acho melhor o up grade que lhes aplico:

Uma lata de cogumelos vazia, vestida com uma capa de crochê em ponto baixo.

Se paramos um pouco para pensar, concluímos que grande parte da quantia que pagamos pelos produtos embalados, corresponde à embalagem! Certo?
Quando nos limitamos a mandar para o lixo ( espero que , sempre, para a reciclagem!) esse invólucro, estamos, pura e simplesmente a deitar dinheiro no caixote do lixo, sem falar nos custos da pegada ecológica da qual, cada um de nós é responsável.
Trata-se, apenas, de um hábito a adquirir!
Isto é, trata-se de reaproveitar tudo, com vantagem para o bolso e para o planeta.
Já para não falar do toque individual e irrepetível que se aporta à decoração da nossa casa, onde, cada detalhe, é fruto da  nossa própria iniciativa  !
Esta atitude, além de inteligente é cool, gira e hiper moderna!

Beijo
Nina

sábado, 6 de abril de 2013

Este bacalhau ...


... é uma coisa!
Nem sei que nome lhe dar. Não é bacalhau com natas, nem bacalhau espiritual... é uma coisa!
Daqueles pratos que se preparam com antecedência e que ganham com a espera.
Daqueles pratos que permitem que a cozinheira brilhe, linda e perfumada, como se tivesse uma legião de empregados na cozinha preparando o jantar.
Assim é este bacalhau.
Digamos que é perfeito.
Comprei-o congelado, em embalagem de três postas, numa daquelas promoções em que pela compra se obtem 50% de desconto a acumular em cartão.
Gosto de bacalhau congelado, que, paciente,  na gaveta da arca, espera a sua vez, evitando apuros de última hora à dona da casa.
Ter bacalhau congelado é não ter problemas.
Aconselho, portanto! Ainda mais se vem com o brinde do desconto!


Cozi as postas, ainda congeladas, em pouca água e nenhum sal durante 5 minutos.
Retirei do calor, deixei que arrefecesse e dividi em lascas, retirando peles e espinhas.
Guardei a água da cozedura.
Cortei 5 cebolas em fatias muito finas e fritei-as, com um pimento verde, cortado fino, lentamente, com pouco azeite, até ficar a cebola ficar molinha e transparente.
Juntei meio copo da água da cozedura do bacalhau, o bacalhau,  um pacote de camarão grande, congelado e descascado e uma embalagem de natas de soja.
Deixei que levantasse fervura, temperei com pimenta e uma folha de louro e desliguei o fogão.

Isto, foi ontem, antes de jantar.

Hoje, terminei o petisco.
Aqueci levemente o preparado e juntei batatas em palitos fininhos, fritos, mas não tostados.
(Calculei uma batata por comensal).
Com a água sobrante da cozedura do bacalhau, fiz um bechamel espesso, temperado com pimenta, noz moscada e muito sumo de limão (no caso, 1 limão inteiro). Depois do molho arrefecer, juntei-lhe 2 ovos batidos e 4 colheres de sopa de queijo ralado.
Quanto ao sal, NADA!

Metade do molho irá para o preparado.
Despeja-se num prato fundo que possa ir ao forno e cobre-se com o restante bechamel que se salpica com abundante queijo.
Vai ao forno a gratinar.
E come-se. Como se não houvesse amanhã. Esquecendo dietas, regimes e contenções. Come-se desalmadamente, com um vinho branco gelado.
A cozinheira,essa,impecável, como se não tivesse passado pela cozinha.

Beijo
Nina 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Foi uma sexta-feira ...


.. agitada, muitos fazeres e afazeres, numa louca correria que ainda não terminou.
Acordei tarde!
Aberto o estore, o que vi!?
-SOL!
Uau! Não fugiu de vez! Afinal ainda está lá, no seu posto, ainda que escondido!




Sem pensar duas vezes, escolhi um vestidinho lindo, muito lindo, feito pela MINHA Mira!
Um blusão de couro rosa, sapatos a condizer e, lá fui,alegre e ligeira, porta fora.
Saí de carro da garagem e pressenti um ventinho chato. Nada que abalasse o meu primaveril entusiasmo.
De lista de tarefas em punho, dirigi-me ao banco, abatendo o primeiro objetivo.
Estacionei,
Saí!
Enregelei!
Sol, céu azul e 9 graus de temperatura.




Tiritando, corri, montada nos saltos que combinavam na perfeição com o look Chanel.
Voltei ao carro!
Comecei a espirrar. É alergia, iludi-me.
O nariz, que nunca se deixa enganar, começou a pingar!
Estou tão constipada...
Seguramente que o bicharoco já me parasitara e só esperava uma brecha nas minhas defesas para  atacar.
Agora, embrulhada em espesso casaco de lã, desconsolada e um pouco infeliz, preparo-me para suportar dias de "atchins" consecutivos, montanhas de lenços e nariz vermelho!
Não há que acreditar neste sol enganador.
Oh! inverno tenebroso que não parte!
O prémio de consolação reside na previsão de um verão de ananazes, quente e seco.
Aaaatchim!

Beijo
Nina