quinta-feira, 18 de abril de 2013

A Primavera, eu, a congelação, o tricô e o crochê!

 Parece que sim. Parece que, embora muito atrasada, a Primavera chegou.
Ainda não troquei as roupas (oh! tarefa chata!), guardando as invernosas e expondo as mais alegres, as mais finas , as mais coloridas.
Nota-se que a temperatura subiu.
A lareira já não é utilizada há mais de uma semana e apetece abrir portas e janelas, sair para o terraço, mexer na terra e apanhar sol.
Descobri entre a escuridão das vestimentas  invernosas esta blusa. Mais primaveril não pode ser. Comprei-a na Zara há muito tempo e parece-me uma feliz inspiração de aguarela.


Um trapinho é quanto basta para alegrar o visual e enxotar sombras da alma.

Também da Zara, veio este blusão de couro, num primaveril nude.

E assim, pela primeira vez este ano, saí de rosa vestida.
Pena que junto ao mar, a nortada forte e gelada, desencorajasse  devaneios de Verão.
 Até que se fez horas de provar a feijoada de ontem.
E aprovar.
Muito, muito boa!

Só que, cozinhada em doses industriais, garantiu duas porções extras que serão congeladas (em recipientes de vidro, of course!)
Congelado será também o arroz de açafrão que acompanhou o petisco.
Feitas as contas, tenho duas refeições prontas para dias de pressa.
Estou tão feliz!
 Não se esgotando o dia em passeio e comilança, terminei o quadrado perfeito.
Vício perfeito.
Não apetece largar. Descomprime e embala e entretem e vicia. Tudo ao mesmo tempo. Muita diversão e utilidade para um quadrado só.

Aviso, é atividade altamente viciante.
 Agora é tricotar os restantes de acordo com a receita da Rosangela e, daqui a nada, apresento o colete.

A almofada começada, com os restos de fio da manta, foi concluída no serão de ontem.
Falta a parte de trás.
Sinto-me um bocadinho compulsiva.
Reparei que são almofadas a mais para uma casa só.
Logo verei que destino lhes dar.
Deixo o close-up que permite copiar o esquema. (Sou mesmo boazinha ...)

Beijo
Nina

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Cozinhar, gerir, facilitar ...

Gostando de cozinhar, não gosto de ser escrava da cozinha e muito, muitíssimo evolui, desde os primeiros tempos de casada, em que, tudo era uma imensa complicação, uma terrível imposição de tarefas que colidiam com o lazer e com a liberdade.
Se é muito bom ter-se 20 anos, também é muito bom ganhar recursos e ferramentas que facilitam a vida e que só o tempo , ou , principalmente, o tempo aporta.
Quero com isto dizer que, atualmente, não existe obrigação do foro doméstico que me impeça do que quer que seja.
Só posso concluir que sou muito insubmissa (gostaria de ser mais...) e moderna q.b.
Li e leio umas coisas, é certo, mas, a bem da verdade, chego à solução prática dos "problemas" a pulso, aprendendo com os erros e com os bons exemplos.

Tudo isto para falar de feijoada!
Nem mais!

Para chegar à dita, refiro, de passagem que a gestão dos recursos domésticos é um tema que prezo.
Não gosto, abomino desperdícios.
Acho que se pode viver muito bem, sem privações e, ao mesmo tempo, ter noção do custo/benefício e, moralmente, ter noção que o mundo atravessa uma fase de cruel carência para demasiadas pessoas.

Assim sendo, sei gerir os recursos.
Acho até que, modéstia à parte, daria uma excelente ministra da economia, mantendo presente que é proibido gastar mais do que aquilo que se possui.

Vamos, então, para a cozinha.

Não compro feijão, nem qualquer outra leguminosa, cozida.
Gosto de dominar o processo, apostando na qualidade e pagando menos.
Assim, deixo em água, durante umas horas, neste caso, o feijão e depois cozo-o em grande quantidade que guardo em frascos pouco cheios e, a seguir, congelo, como a imagem documenta.

As carnes para a feijoada são, frequentemente, fruto de um processo de congelação de sobras.
Assim, sobra uma costeleta, um bife, umas fatias de carne assada ou estufada?
No congelador, tenho uma caixa hermética onde acumulo essas sobras.
Às vezes, delas resulta empadão. Outras vezes croquetes. Desta vez foi feijoada.

Numa panela, faço um refogado com abundante cebola, alho e pimento verde...


... que, depois de fritarem, recebem um banho de polpa de tomate, as carnes cortadas em pedaços e algumas rodelas de enchidos.
Tempera-se com louro, cominhos, pimenta e quase nada (ou nada, mesmo, que é o meu caso...) de sal.

Esta imensa panela de feijoada renderá três copiosos almoços, sendo dividida em recipientes estanques e congelada.

Convivendo com uma comensal vegetariana (vegan, para ser mais rigorosa), preparo a feijoada sem carnes, assim:


Tudo isto foi preparado após o almoço de hoje, quando a cozinha ainda estava desarrumada.
Destina-se ao almoço de amanhã, quando, sem pressas nem chiliques, farei a caminhada junto ao mar, lerei os jornais do dia com um expresso bem tirado e, chegada a casa, a autêntica fada do lar em pessoa, me limitarei a preparar um arrozinho básico enquanto ponho a mesa.

Fácil, não?

Beijo
Nina

terça-feira, 16 de abril de 2013

O quadrado perfeito!

Em plena fase de execução, o quadrado perfeito, em toda a sua glória!
Com a Rosangela, minha amiga talentosa, primeiro maravilhei-me e, a seguir aprendi a técnica.
Mais fácil não é possível e o resultado final é maravilhoso.
Tenciono aplicar o quadrado perfeito num colete, tal como fez a Rosangela
Mas pode ser tudo, desde manta a almofada, pode ser o que quisermos.
Ontem, quando respondia a um comentário desta linda, passeei pelo seu blog e encontrei maravilhas.
O quadrado perfeito é apenas a primeira dessas que tento e irei reproduzir.
Fiquei de tal modo empolgada que saí de casa exclusivamente para comprar o fio.
É um branco creme, corzinha versátil que sempre me satisfaz nas combinações de verão.
Entre todas as expostas, era a mais bonita.
É que, devo confessar, muito envergonhada,  o fio veio da loja do chinês aberta ali ao fundo, quase em frente ao mar.
Bem sei que a qualidade é duvidosa, bem sei que devemos apostar no nacional, mas, por uma vez, confesso, pequei.
Foi no entusiasmo de ver a obra iniciada, desculpo-me!
Não voltará a acontecer!
Prometo!
E, para já, é diversão garantida, avançar no quadrado perfeito.
Muito, muito, muito obrigada, querida Rosangela.
Beijo
Nina




segunda-feira, 15 de abril de 2013

Em plena fase de mudanças ...

... que é , afinal, a história da minha vida, mudei o meu office, do cantinho da mesa da cozinha, para aqui, um  quarto que ainda vai ser muito lindo. Por agora não é! É uma coisa mal acabada, um ex-quarto de dormir, ex-quarto de passar a ferro, ex-quarto de costura. Quando apenas se é ex, é-se muito pouco, é-se nada ou quase nada.
Daí que, sem fazer esforço, ciente apenas do descontentamento que este espaço me causava, deixei que a ideia  nascesse, aparentemente livre e descomprometida.
Aqui, vai ser, será muito em breve um local que convida ao trabalho. Será azul! Que outra cor poderia ser?
Para já, numa mesa ex-lavatório de um dos quartos de casa dos meus avós, repousa o  computador.


Pelos detalhes da quase-mesa de trabalho, denuncio a minha preferência cromática.
Lata que apanhe, é lata que visto de azul.

E, para revitalizar o ambiente, uma violeta desceu e aterrou na minha mesa.

A manta em tons de azul e a almofada já foi exibida.
Hoje, porém, completei a tarefa. Como Deus manda. Aproveitando um retalho de tecido velho, lá cosi, como sei e posso, o miolo da almofada. Seguindo dicas ecológicas, enchi o seu interior com um monte de collants velhos, cortados em pedaços. Sendo insuficientes, completei com manta térmica.

Fechei e ficou pronto o miolo.


Tratei de pregar os botões ingénuos, inocentes, bobinhos, que trouxe de Cerveira, alternando os padrões.
São o que há de mais lindo, juro!
São coisinhas, detalhes de outro tempo em que se valorizava cada pormenor.
Não como hoje, em que se usa e deita fora, numa lógica descartável que me agonia profundamente-
Na feira, escolhi um a um, cuidadosamente, caprichosamente e paguei 0.50 € por cada !
Imagine-se! 0.50€ por tal delícia!!!!

E , pronta, a almofada não envergonha a artesâ.
Tenho mais duas quase concluidas e, pensara, que dedicando a tarde à tarefa, as acabaria.
Erro meu!
Sou lenta e inábil. Logo, há que dar tempo ao tempo, para que o que era previsto ser prazer, não se transforme em calvário.
Aliás, acho, até, que esse princípio se aplica a tudo, ou a quase tudo, na vida. Quero eu dizer que, a pressa atormenta, angustia e, em última análise, não compensa.

Beijo
Nina






domingo, 14 de abril de 2013

Lar, doce lar!

A partir do texto de Luísa Costa Gomes, "O que importa é que sejam felizes", encontra-se em palco a peça "Lar, doce lar", num impressionante desempenho de Maria Rueff e Joaquim Monchique.


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Ei-las as duas quase octogenárias!
O texto é hilariante, desenvolvendo-se a um ritmo perfeito, através de primoroso diálogo.
Pronto, são dois consagrados artistas, utilizando um texto impecável.
Muito bom, muito divertido, horas de gargalhada plena, o que é bom e saudável. .Mas, o que realmente impressiona é o tratamento do assunto. Fala-se de velhinhos, coitadinhos ... 
Ora, a grande , a espetacular novidade, reside na abordagem do tema.
É que estas duas velhinhas nada têm de coitadinhas. Atentas e lúcidas e ricas, são navalhas de crítica social implacável, dirigida essencialmente aos familiares mais próximos, os filhos.
As duas seniores, como fazem questão de serem tratadas, com as suas mazelas são, ainda assim, poderosas.
Porque ricas.
O que nos leva à questão fundamental: dinheiro é poder!
Quando todos os outros valores falham (respeito, consideração, gratidão ...), resta o argumento monetário.
Só porque são economicamente independentes,  é que as duas velhotas têm poder de decisão. E decidem. Decidem onde e como querem viver a sua vida. E, curiosamente, optam pela residência de luxo em detrimento da casa dos filhos.
No cúmulo da liberdade, ou da libertinagem, fumam ... e não, propriamente tabaco, zombando abertamente dos conceitos e preconceitos sociais.
Uma abordagem genial de um tema que sempre incomoda.
Aqui não. Aqui inspira. Aqui dá ideias a quem tiver a sorte de chegar aos 80 anos.
Que seja assim, sem submissão e com muito bom humor.

Beijo
Nina

sábado, 13 de abril de 2013

Sábado com sol!


Quando já começávamos a imaginar maldições que nos condenavam a um eterno inverno , hoje, apareceu o sol e, para além dele, o calor.
Cerveira despertou.
Há semanas que as suas manhãs de sábado eram manhãs de fugidias sombras, de vultos assexuados de tão agasalhados.
Hoje, finalmente, o milagre aconteceu.
Vi gente, ouvi vozes e risos,  desviei-me para evitar encontrões de grupos, de quase multidões.
Os vendedores, desabituados ao bulício, apenas iniciaram pregões.
Ainda assim, foi excelente reencontrar-me no meu habitat de todas as manhãs de sábado. 
Na feira, comprei botões para as almofadas, não tão bonitos como os que imaginara, mas, ao menos baratos;
Forro para o recheio das mesmas;
Novelos de fio para crochê ...


... e esta túnica...

... duas peças sobrepostas...

...com direito a cinto ...

... uma camada em branco, outra em cinza ...

...por 10€, para usar com uma saia linda confecionada pele Mira (não esta que tenho vestida...), que logo mostrarei, explicando as vantagens do "mandar fazer" sobre o "pronto a vestir".
 Essa conversa ficará, porém, para mais tarde.
 
De passagem, deixo o detalhe da manga, da preciosidade da pechincha, que me deixou feliz, como quem descobre, por puro acaso, a peça exata que procurava.
É assim que se fazem os grandes negócios, por pura sorte.

Beijo
Nina

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Comprei fio a mais ...

... para a manta azul!

À medida que ia prosseguindo com os quadrados, dei-me conta disso. Mas antes a mais do que a menos, como às vezes acontece, deixando-nos num desespero, sem saber que volta dar ao problema.
Na altura em que mostrei os quadrados, esqueci-me de referir que gosto de os ligar à medida que los vou concluindo, não com agulha de coser, mas com a própria agulha de crochê, na última volta do quadrado.
Ninguém me ensinou a técnica. Descobri-a porque detesto essa operação final de ligar, um a um, cada quadrado.
Pronta a manta, rematei com um ponto simples e o resultado, encheu-me as medidas ...

... como referi ...

... vaidosíssima, em post anterior.
Esta manta destina-se a um sofá azul escuro, que funciona como cama de emergência.
Digamos que é um segundo quarto azul que longe de estar pronto, vai ganhando forma, já que só assim sei decorar, num processo lento e permanente.
Com o (muito) fio sobrante fiz uma primeira almofada.
Esta!

Que considero linda e muito bem conseguida.

Rematei com o mesmo ponto da manta e ...

...pelo avesso, fiz um enorme quadrado com as mesmas cores, que alternei ao acaso.
Fechei a toda a volta, deixando aberto um dos lados do quadrado.
Esse receberá uma carreira de botões.
Gosto deles bem ingénuos, de plástico, com formatos delicados.
Procurarei comprá-los em Cerveira, numa banca que oferece montanhas de variedades.

Atendendo a que continuo a ter fio, mais almofadas vêm por aí.

Beijo
Nina