sábado, 22 de junho de 2013

Chegou!

Com um dia de atraso, é certo, mas chegou!
Chegou de mansinho, silencioso, sem fazer alarde, mas chegou!
Chegou o Verão!
Chegou em toda a sua glória, com um profundo céu imaculadamente azul.
Sem réstia de nuvem, sem ponta de vento.
Chegou ameno. Chegou delicioso.
E nós, tontos de incredulidade, entregámo-nos aos seus afagos, feitos de doces brisas, de suave voo de aves.
Deitados na areia, olhos semicerrados, olhando o vazio, respiramos o Verão.
Tão bom, tão desejado!
Foram nove meses de frio, de céu cinza, de tanta chuva.
Agora, é só entrega.
Entrega sem reticência, entrega plena ao arzinho quente que nos toca a pele.
Hoje foi assim.
Hoje chegou o Verão!

Beijo
Nina

sexta-feira, 21 de junho de 2013

A banhos ...

Hoje, primeiro dia de Verão, fugi para o sul. Num fim de semana que tentarei esticar!
A banhos, como outrora se dizia.
Sol, algum.
Vento, mais do que seria desejável ...
Mar feito lago.
Água gelada, agressiva, quase assassina, de partir o osso.
Ainda assim, valeu a pena.

Deixarei meros apontamentos.
Depois, muitas fotos e histórias e o que mais surgir.

Beijo
Nina

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Prosseguindo a remodelação ...

... a passo de caracol, dado o infeliz precalço que sofreu o pintor, dou-me tempo para tomar decisões.
Numa ou duas horas,brevemente, tudo estará concluído.
Os móveis estão prontos e pouco mais haverá a fazer.


Esta, que em tempos funcionou como lavatório, é a mesa onde localizei o meu PC.
Tem tampo em mármore, numa preciosa combinação de brancos e cinzas.
Sobre este tampo, na sua origem, existia um conjunto de bacia e jarro que solucionava as necessidades higiénicas básicas, em tempos distantes, quando numa moradia existia apenas uma casa de banho.
Em cada quarto era obrigatória a sua presença.
Esta mesa pertenceu a meus remotos antepassados e foi-me oferecida pelos meus pais.
Apresentava-se na sua cor primitiva de mogno, que tratei de eliminar com a pintura.
Ficou bem mais leve , bem mais harmoniosa.

Para além do PC, umas caixinhas recicladas que vesti em tonalidades de azul ...


Acontece que este tampo de pedra é extremamente frio, extremamente desconfortável, ao fim de um certo tempo de uso, em contacto direto com os braços que nele se apoiam.
Daí que resolvi vesti-lo, em nome do conforto.

Farei um caminho, utilizando sobras de tecidos aplicadas na sala.
Gostava que fosse um patchwork fácil e simples.
Gostava que fosse um patcwork para iniciantes.
Gostava de receber ajuda, sugestões, links.
Gostava que me ajudassem.
Vá!
Ajuda, precisa-se!

Beijo
Nina



quarta-feira, 19 de junho de 2013

E compensa viver aqui?






Compensa!
Economicamente, compensa em absoluto.
Um pouco mais alto que em Portugal é o preço das casas. Sem dúvida que é mais caro. Mas, tudo, ou quase tudo o resto é igual ou mais barato.
A comida, por exemplo...
Comprando no supermercado para cozinhar em casa, os produtos são ao mesmo preço ou ainda mais baratos que em Portugal.
Se decidirmos jantar no restaurante, aí as coisas mudam de figura, já que os serviços são caríssimos.

A gasolina, um bem que se reflete em variadíssimos custos, é mais barata.

As autoestradas são gratuitas.

O vestuário tem preços interessantíssimos, existindo uma enorme variedade de oferta, em lojas tipo outlet que vendem restos de coleções de roupa de muito boa qualidade, a preços irrisórios.
Confesso, mesmo, que não resisti e numa loja Karen Millen, adquiri umas coisinhas lindas a preços muito convidativos.

Depois, todo esta avaliação se realiza em função dos vencimentos auferidos. Estes não têm a menor comparação com os que aqui são pagos.

Um médico, por exemplo, com o mesmo número de horas hospitalares, facilmente ganha o dobro, o triplo ou o quadrúpulo do que ganharia aqui, dependendo do posto que ocupará na escala hierárquica.
Se ainda por cima, se irá  viver numa zona aprazível, tranquila e com resposta a todas as exigências da sociedade atual, fica claríssimo o quanto compensa viver e trabalhar em Inglaterra.

Beijo
Nina

terça-feira, 18 de junho de 2013

Poderia viver aqui ...

... e ser muito feliz!
À chegada, de dia, se for o caso, encanto-me com este imenso tapete de verde patchwork.
Sei bem que não está ali por acaso. Sei bem que assim cresce verde e fresco porque a chuva é presença constante, quase diária. Sei-o bem!
Ainda assim, se esse é o preço para que os meus olhos mergulhem no verde mar, pagá-lo-ia.

Era um dia com algum sol, com algumas nuvens, com um pouco de vento, com alguma chuva, como faz questão de ser o clima inglês ...

... que no decorrer do mesmo dia ...

... mostra todos os elementos ...

... um a seguir ao outro, ou, em assomo de forte e indomável personalidade, tudo misturado, tudo ao mesmo tempo.
 Daí que, com uns fresquíssimos 12 graus, as meninas inglesas circulem descapotáveis, já que o Verão (de calendário ...) o permite, ainda que roxas de gelado arrepio.
Vestem-se mal, muito mal,  as inglesinhas!
Superiormente, indiferentemente, soberanamente mal.
Convictas, porém, das suas opções.
A praga da obesidade grassa, genericamente entre grande parte da população, fruto de uma alimentação muito incorreta.
Sinal dos tempos!

O Reino Unido é, contudo, um grande país!
Um país de oportunidades numa Europa doente, uma Europa que atravessa uma das mais negras fases da sua história económica e social.
Por isso, para além do imenso, sedutor manto verde, outros argumentos haveria que me convencem de que seria feliz neste país.
Optaria, se fosse o caso, por uma cidade de modesta dimensão, como é o caso de Southampton.
Aí, não falta nada, nada do que a civilização moderna exige, oferecendo a mais valia, de um lugar tranquilo, seguro, limpo e preocupado com o bem estar da sua população.



Viveria calmamente, com muita qualidade de vida, neste local, de moradias excelentes, rodeadas por jardins e prados como este.

Muros?
Estes ou nenhuns, já que, repito, a segurança, esse bem precioso, é garantida por um atento corpo policial, bem como por associações de vizinhos empenhados.

Depois, oferecem, gratuitamente, isto ...
Veredas, caminhos, parques ...

... jardins, que estão ali para serem vividos, em amena contemplação do adorado sol, em lazeres de horas serenas de leitura, de conversa ou, simplesmente, horas de nada, horas de estar vivo, atento ao crescer da relva.


Então, se o sol aparece ...


... é hora de sair, calçar ténis e sair, pegar na bicicleta e sair, ou apenas abrir a porta e sair, vagueando ao acaso, respirando fundo, saboreando o silêncio.
Por isso, por isto e por muito, muito mais, repito:
- Poderia viver e ser muito feliz aqui!

Beijo
Nina

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Em casa ...

... Novamente, depois de um fim de semana prolongado em Southampton, UK, onde tenho laços fundos, profundos.
Foi muito, muito bom ter ido, tão bom que não trocaria por nada os últimos 3 dias.
Retemperei energias que são coisa que se retempera e vivi momentos de absoluta felicidade que, como todos sabemos, é feita de coisinhas miúdas, simples, que estão aí, ao alcance dos dedos, prontas a ser vividas.
A viagem é curta, mal chegando às 2 horas, mas exigente, em termos de operacionalidade, requerendo táxi, combóio e só depois, avião.
Logo, estou cansada e ensonada, mais disposta a dormir do que a escrever.
Ainda assim, registar a delícia de momentos perfeitos, não é coisa que se adie.
Daí que, mesmo antes  de mergulhar no merecido repouso, deixo este apontamento, que amanhã sim, a conversa será extensa e rica em detalhes.

Beijo
Nina

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Véspera de fim de semana super, hiper ocupado!


Bem sei que a partir de amanhã será descanso absoluto, bem sei!
Hoje, porém, foi uma correria danada, uma sexta- feira imensamente produtiva.
Manhã de azáfama, cumprindo listas. Listas que sempre faço. Listas de que sou dependente. Porque funcionam. Se está escrito é para ser feito. E faz-se!
A tarde, em casa, não foi de pausa.
Milhentas obrigações a cumprir, sendo que, regar todas as plantas é inadiável. Para além de inadiável, looooonga! Tenho muitas plantinhas e olho-as com a responsabilidade de cuidadora que não as negligencia.



As orquídeas, com o seu ar chique e exótico, são, afinal, as minhas hóspedes menos exigentes ... luz q.b, água quase nada!
Serão 3 dias, os próximos, de relax, que oportunamente registarei.
Conto, entretanto,  na próxima semana, dar por concluída a reforma azul.
Tudo é muito lento, muito demorado. Há que aprender a conviver com esse ritmo.  Quando parece mesmo que o fim se aproxima, ocorre um qualquer imponderável que prolonga a agonia.
Desta feita, uma queda lesionou o pobre do pintor. Coisa séria, coitado. Teve que parar e lançar o "AZUL" para nível de stand by!
Está tudo pintado e não admito retoques!
Já limpámos o interior dos armários, já os colocámos no devido lugar, já os ocupámos com o seu programado conteúdo.
O que falta, então!?
Os quadros nas paredes!
Não é coisa pouca. Furar a parede equivale a um monte de poeira.
Mas é o que falta, para além do estofo de uma cadeira que resolvi mudar. 1 metro de tecido e a arte do Sr. Artur, meu estofador de toda a vida,  serão a cereja no topo do bolo da reforma.
Tenho, aliás, para mim, que uns metritos de tecido equivalem a uma cara nova em qualquer decoração. Daí que sou useira e vezeira na arte de trocar revestimentos e substituir cortinas. Para mudanças mais soft, vou-me às almofadas mudando tudo.
Quem, como eu, sente um desassossego, uma insatisfação mal definida olhando as mesmas paredes, os mesmos sofás, o mesmo esquema ... atire-se às almofadas. Muda tudo!

Um bom fim de semana, que estou cansada e necessitada!

Beijo
Nina