segunda-feira, 8 de julho de 2013

Gosto tanto ...

... destes apontamentos:

A toalha.
A toalha pronta.
A toalha em toda a sua glória.

Assim, como quem não pensou no assunto ...
... assim como que se ali tivesse nascido, sem esforço, sem investimento, olha-se para um toalheiro e gosta-se, gosta-se muito do resultado, a cheirar a outros tempos, a outros requintes.
Assim está a toalha de linho que nasceu fronha, recebeu remate em renda e, agora se oferece para afagos  de pele.
Mais virão!

Beijo
Nina

domingo, 7 de julho de 2013

Agendada há mais de um ano ...

... a visita aos Jardins de Buda, no Bombarral, concretizou-se na última sexta-feira, dia de braseiro absoluto, 40 graus de inferno, litros e litros de água gelada e cerveja e mais água! Um inferno!
Mas já estava programada e hotel marcado e arrumado na cabeça e há que aproveitar os dias grandes e não vamos adiar ... e fomos!

Fomos visitar os 35 ha de terreno onde Berardo construiu  Os Jardins de Buda, em resposta à destruição levada a cabo pelos Talibans no Afeganistão:

Vandalismo dos fanáticos

Milícia do Taliban decide destruir relíquias
históricas e apagar todo o rico passado
pré-islâmico do Afeganistão
Cristiano Dias
AFP
AP
Est�tua no museu de Cabul (à esq.) e o Buda gigante de Bamiyan (� dir.): a ordem � para destruir tudo

A troco de 2.5€ de entrada, acrescentados por mais 3€ se se pretender efetuar a visita a bordo de um mini-combóio, observam-se réplicas de estátuas famosas espalhadas por todo o mundo.


Apesar do horror do calor, valeu a pena a visita.

São deusas e outras figuras ...

... que aqui convivem.

Algumas, como este buda deitado ...

...  já observei ao vivo, em Banguecoque.


Este é o pequeno combóio que percorre as alamedas do jardim, com pausas para estratégicas fotografias.

Réplica do exército de terracota que, há tempos atrás, vi em Xiang, na China e no Museu de Gugenheim, em Nova York.


Lagos, regatos, cursos de água rasgam o terreno. O apelo para neles mergulhar foi quase irresistível.

Colunas chinesas ...

... e mais um Buda ...

... e mais deusas ...


... e ainda outra versão ...

... e mais dezenas de outras que espreitam por entre as árvores.

Não fosse a canícula, a visita teria sido bem mais aprazível.
Ainda assim, mereceu a deslocação, a sauna, o passeio.
Vão! Devem ir! Recomendo que o façam!

Beijo
Nina

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Muffins ...

Deixo a receita dos muffins, os que ontem mostrei, os que já desapareceram, os que já foram comidos.
Utilizei a receita do Bolo de Prata que mais não é que o aproveitamento de claras.
Claras que sempre sobram. Claras que, congeladas, não perdem qualidade.




Tinha pois 8 claras. Em pedra. Congeladas.
Deixei que descongelassem o que, com o calor que está, é muito rápido.

Precisamos, pois, de:

8 claras
125 g de manteiga ( usei Becel, a tal que é amiga do coração)
250 g de açúcar
250 g de farinha ( completei o peso com uma mão cheia de sementes de linhaça)
2 colheres de chá de fermento
Compota de laranja e nozes q.b.

Bate-se amanteiga com o açúcar até se obter uma mistura cremosa e homógenea.
Junta-se a farinha com o fermento, alternando com as claras em castelo firme, terminando com as claras.
Despeja-se em forminhas de papel que se enchem até meio e, sobre a superfície, coloca-se una colher de chá de compotade laranja, ou um pouco de nozes picadas.
Coze em forno médio, até cheirar a bolo.
E comem-se!

Beijo
Nina

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Com açúcar, com afeto ..


... e com 8 claras congeladas  preparei um monte de muffins.
Sem confusões de formas untadas, sem louça para lavar, assim, descomplicadamente, enchi forminhas de papel canelado com o preparado.


15 forminhas por tabuleiro! 15 bolinhos fofos.

Sem gemas!
Apenas as claras que, esta manhã, saíram do congelador e, à temperatura ambiente cresceram, ganhando estatuto de castelo.

Sobre cada muffin uma generosa colherada de compota de laranja.


No forno, a 180 graus, permaneceram até que começou a cheirar a bolo.

Estão assim, apetecíveis, tentadores.

A segunda fornada, para variar, recebeu uma chuva de nozes.

O melhor?
Impossível escolher!
Impossível optar por duas delícias que se dissolvem, dengosas, na boca, ao primeiro toque, à primeira dentada.
Temos bolo!
Temos sobremesa com muffin e gelado de noz!
Mas podia ser de baunilha, ou de chocolate, ou de tangerina, ou sem gelado, ou ...

Beijo
Nina


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Linho!

Uma espécie, infelizmente,  em vias de extinção!
Exigindo um procedimento artesanal complexo, é, cada vez menos comercializado, sendo que a sua manutenção é exigente.
Nada, porém, se compara a uma branquíssima toalha de linho . A mais banal das mesas  eleva-se se por ela coberta.
Digamos que é um tecido de antigamente, quando havia vagares para a ele dedicar tempo e cuidados.
Ainda que exigente, submeto-me, adoradora do linho, do seu toque único.
Nada se compara a enxugar o rosto num puro linho. Experiência única!
Pois bem, concluída que foi a renda dos passarinhos, tratei de a aplicar:




Enfeitará uma toalha de linho, pois então!
Esquecida no fundo de uma gavete dormia esta fronha de dimensões desaquadas às almofadas que utilizo.
É uma fronha de puro linho, com bainha aberta muito trabalhada e monograma de parentes há muito desaparecidos.
Enternece-me! Foi bordada com todos os cuidados por uma noiva apaixonada que nela entrançou a sua inicial com a do futuro marido.
 A vida tem destas coisas.
Como poderia aquela menina prever que esta fronha viria acabar nas minhas mãos?

Desfiz a costura e, uma vez aberta, vou fazer bainhas ao longo de toda a sua extensão e, no topo, aplicarei os passarinhos.
Daqui nascerá uma toalha de mãos e rosto delicada, imaculada no seu puro branco, que iluminará a  minha casa de banho como um sol.

Beijo
Nina

domingo, 30 de junho de 2013

Sem fotos ...

Não sei explicar, do alto da minha quase completa ignorância, mas apenas constatar que as fotos de Cerveira, efetivamente, sumiram.
Tenho pena, porque a partilha valia a pena.
Fica adiada para um próximo testemunho.
Hoje, agora, aqui, na margem do Douro, abençoando a brisa, suporta-se a baforada quente que persiste.
Será um domingo de refúgio em casa, um domingo de zoeira, de provas de automóveis que, quase à minha porta enchem o ar de barulho.
É tempo de fugir para férias que lá para o final do mês nos esperam.

Entretanto, pondo à prova a minha "competência", consegui importar as fotos fugitivas.
É favor consultar o post de ontem!

Beijo
Nina

sábado, 29 de junho de 2013

Vila Nova de Cerveira ...


35 graus!
Não era calor o que pedímos?
Não era Verão?
Pois aqui estão eles!
Calooooor!
Muito calor e pleno Verão!

Olha o céu!

As ruas empedradas de Cerveira estão assim, cobertas por 1000 chapéus de sol coloridos, em festa, festa de Verão!

Esplanadas cheias. Litros e litros de cerveja gelada jorrando sem trégua.
É bom! Talvez um pouco bom de mais. Muito, muito quente.


Do outro lado do rio Minho, o Lagar, meu restaurante de muitos almoços de sábado.

Casa rural, antiga, oferece como instalação uma sala que dá para o esterior, sobre o rio, a minha sala preferida.
Como opção, ainda duas outras, interiores, intimistas, com lareira para dias de Inverno.
Nas traseiras, o quintal.
Sob a ramada, mesas vestidas de branco e acomodação para os amantes do ar livre.

É um local agradável, composto, produzido.
Os vasos de barro conferem-lhe um certo ar de jardim ...

...  e, ao fundo, o lagar, o tal que batizou o restaurante.
À noite, velas, muitas velas compõem o cenário.

Nestes dias quentes, almoça-se entre fetos e árvores ...

...numa penumbra que, por momentos, dilui o calor.

Não me importaria nada de , na minha própria casa, dispôr de um espacinho fresco e tranquilo como este!

Beijo
Nina