domingo, 8 de setembro de 2013

Menino ou menina?

Tendo notícia de gravidezes, acende-se-me, imediatamente, o desejo de tricotar casaquinhas, sapatinhos, coisinhas.
Assim foi, desta vez, com a boa nova da chegada de um bebé.
Procurei fios, desencantei agulhas, pesquisei revistas e achei!
Um modelito meio retro, cheio de arrebiques e ponto rendado, sugerino enxoval de príncipe.
Gosto!
Gosto muito, muito mais que os modelos de fabrico em série que se usam e deitam fora ... passo o exagero da afirmação.
Gosto de modelos raros, daqueles que deixando de servir ao bebé, se guardam, em compasso de espera para nova oportunidade.

Senti-me, pois, feliz com a escolha.

Com um fio matizado, iniciei uma dança de ondas e conchas e rendas ...
Seria o corpo, tricotado em conjunto, frentes e costas, até às cavas, onde receberia as mangas.


Acontece que o fio, trazido há tempos de Espanha, ameaçava esgotar-se antes da obra concluída.
Acontece, ainda, que a mim chegou a confirmação de que será um menino.

Não é por nada, não é por motivos sexistas, ou preconceituosos. É apenas porque não gosto de ver um bebé menino vestido de rosa. Já o contrário - ver uma menina de azul - me parece perfeito.
Não recorrendo, pois, a desmontagens psicológicas (por favor, não!), assumo que prefiro  não vestir o rapazinho de rosa.

Vai daí, que para completar a empreitada, optei por este lindo azul:

As manguinhas ...

... ambas prontas,  num lindo azul turquesa...

... serão ligadas ao corpo.

A partir daqui, crescerá um "espelho", onde alternarei o rosa matizado com o turquesa.

Para completar, levará uma fita de seda que formará um laçarote junto ao pescoço.

Neste momento, a "obra" encontra-se em stand by! Faltam-me as agulhas de cabo, na numeração exigida.

Quando pronto, mostro!

Beijo
Nina


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Fim da viagem ...

... desta viagem!
Desta que tenho vindo a reportar nos últimos posts.
Teria o dobro, o triplo das fotografias para mostrar, mas tudo se quer na conta certa.
Que balanço fazer?
Um muito positivo.
A visita aos países Bálticos surpreeendeu-me e fascinou-me. Foi uma revelação, uma maravilhosa surpresa.
Sei que existem "tours" organizados, nos quais se percorrem as três capitais numa semana, mas ... não é a mesma coisa.
Bom, mas mesmo muito bom, é traçar previamente um circuito com muita margem de manobra, isto, é, com possibilidade de prolongar ou encurtar as estadias de acordo com a nossa vontade.
Por isso andei quase 20 dias nessas andanças.

Saí de Portugal de avião e viajei até Varsóvia, na Polónia.
Aí, num "rent a car", arranjei automóvel para me deslocar livremente.

No regresso, fiz Varsóvia-Berlim, de comboio.
Depois, repeti o aluguer do carro e desci até Munique, onde apanhei o avião para Portugal.

Se aos países Bálticos - Lituânia, Letónia e Estónia -me encantaram, o mesmo aconteceu com a Alemanha, país que adoro por muitas razões.

Foi na Alemanha, saindo de Stuttgart, que pus em prática a liberdade de escolha que este esquema permite.

Pelas mãos de Ana Paula, visitei Tubingen, uma adorável cidadezinha onde tudo parece perfeito.

Tem até um castelo ...

... com esta vista de presépio sobre a cidade.

Almocei num restaurante pequenino que servia uma comidinha divina ...

... e depois ...

... vagueei pela cidade, onde tudo é lindo, perfeito e funcional, feito à medida das pessoas, para servir as pessoas.

Tem um rio ...

... muitas flores e barquinhos.

Parece uma cidade de calendário, de fadas e magia.
Este é apenas um exemplo das vantagens de viajar de automóvel, sem guia, sem roteiro fixo, sem horários. Uma delícia.

Optei por este esquema há vários anos, sendo que o ideal, o absolutamente perfeito, é sair de casa no nosso próprio automóvel.
Claro que nem sempre é possível concretizar essa escolha, mas, quando o é, torna-se imbatível.
É a sensação de liberdade absoluta!

Para o ano, se tudo correr bem, se por cá andarmos, se tivermos dinheiro e saúde, repetiremos a aventura.

Beijo
Nina

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Aproveitando Setembro!

Sempre única, sempre genial, Martha Stewart traz, oferece sugestões para as mesas de Outono.
Quando se avermelham as folhas, quando mais se pintam de cores todas as bagas.



Os fins de semana amenos convidam a passeios por bosques, percorrendo trilhos.
Por lá, é só olhar, abundam os carmins, os laranjas os castanhos das folhagens.
Grátis, tal como são as melhores coisas da vida.
E as mesas enfeitam-se e uma nova atmosfera invade a casa.
Como e quanto eu gosto dessa atividade.
Regresso de braços carregados de ramagens, feliz e contente, cheia de planos, transformando cantos e recantos da casa.

É o Outono que chega, doce e inspirador.

Depois, apetecem-me bolos com frutos e compotas e chás perfumados e apetece-me a casa!

Beijo
Nina

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Setembro

Chegou!
De mansinho, como só ele sabe, ainda com calores de Agosto, mas já, com arrepios de Outono.
Os dias estão, definitivamente, mais curtos, mas os entardeceres, ai! os entardeceres... são rosa, são rosas caindo do veludo do céu.

Ontem ...

... vio-o assim ...

...olhando o rio ...

...até que a noite chegou.

Interrompi a narrativa da viagem, bem sei!
Mas foi por um bom, por um belo motivo.

Outros motivos virão, garanto. Setembro tem em mim esse dom. Desperta sonhos adormecidos, vontades esquecidas de mudar, de transformar, tentando (em vão...) acompanhar as belezas, as quietudes de Setembro, o meu mês.

Beijo
Nina

domingo, 1 de setembro de 2013

Leipzig

Há tanto tempo regressada e ainda não consegui automatizar as minhas rotinas... 
Muita roupa esperando tratamento, muita operação a nível de plantas, muita compra para abastecer o frigorífico, muita limpeza de fundo a concluir, que, já se sabe, casa fechada suja muito, acumula pó que não dá para acreditar. Mas, assim é!
De modo que, descurando até o meu amado blog, tenho andado numa roda viva.
Neste fim de tarde, deixo imagens deLeipzig, uma cidade cheia de vitalidade, repleta de argumentos para ser visitada.
Cruzei-me com ela rumo ao sul e nela parei, nela me instalei, muda de espanto e veneração, por 24 horas.




Cada praça, cada recanto, é um bom espaço para eternizar os heróis da cultura alemã

E, familiarmente, entre os imortais, circulamos nós, os anónimos ...


Era uma tarde de sábado.
Uma tarde quente.
Nesta esplanada lotada, as pessoas ouviam música quase ao vivo, através de uma gigantesca tela.
A música, a arte e a cultura fazem parte do seu dia a dia.

Achei graça a esta montra.
Expõe fatos tradicionais do Tirol.
As alemãs usam-nos, tanto no dia a dia, como em eventos elegantes, orgulhosas da sua história e da sua tradição.
Como eles, apenas conheço os escoceses, com os Kilts!

Outro imortal!
Bach!
Convive amenemente com os passantes, com as tribos diversas que por aqui se aglomeram.

Ouvem-se os clássicos, em plena rua, sem pompa nem circunstância.
Eles, os IMORTAIS, repito, fazem parte do quotidiano desta gente.
Admirável gente!

Beijo
Nina

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Alice no país das maravilhas


Pareceu-me que cheguei lá, ao tal país, ao tal reino encantado, incongruente e absurdo.
Eu, sou a Alice!
Uma Alice espantada!
Possuída pelo nonsense!

Uma casa rosa!
Informe, disforme, enfeitada com gigantescas esferas douradas ... ou serão mesmo de ouro?

Nas esquinas nascem torres e os pilares, esses são enfeitados com contas gigantescas de colar imaginado.

As janelas duplicam-se, triplicam-se, multiplicam-se num corropio imparável.




Juraria que cúpulas e mais torres desabrocharam face aos meus perplexos olhos.


Até as borboletas, de tão grandes, de tão lindas, invadiram as mais lógicas proporções, destruindo-as!

(Quase) vi a Rainha de Copas e a Branca também!
O Chapeleiro Louco, esse, ultrapassou-me numa esquina. Juro!

E aí sim, em Magdeburgo, o meu pensamento viajou.
Ao edifício rosa chamam  Hotel das Artes.
Não acredito!
Estive no reino de Alice.

Beijo
Nina

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Ich bin ein Berliner...

Berlim é um caso à parte entre todas as (belíssimas) cidades alemãs.
E é-o pela carga histórica que comporta.

Após o final da II Guerra Mundial, quando à antiga URSS coube o domínio da parte oriental da Alemanha, iniciou-se uma nova contenda, a Guerra Fria.
Do encontro dos vencedores resultou a divisão da Alemanha  que perduraria até  1989, ano em que foi derrubado o Muro de Berlim.

Churchill, Truman e Stalin ...
Tão amigos que nós éramos!


A contrução do Muro de Berlim viria a agudizar a tensão existente.
Foi então que apareceu um príncipe, um paladino, um herói que ainda hoje, muitos anos após a sua morte,sobrevive,  perdurando como mito:
John F. Kennedy!
O presidente sedutor!
O estadista!
O herói americano!
O sedutor, o sedutor, o sedutor ...


Da sua visita a Berlim, em 1963, do discurso inflamado que produziu, para a história ficou a declaração genial

-Ich bin ein Berliner!
(Eu sou um berlinense)

Com esta declaração, Kennedy incluia-se na Berlim Ocidental, um enclave no território comunista, cujos habitantes temiam a ofensiva e ocupação russa.

-Ich bin ein Berliner!
Isto é, como todos os cidadãos livres, onde quer que se encontrassem, também J.F. Kennedy enfatizava o seu apoio a Berlim Ocidental.

Foto da época.
O check poin Charlie, local de passagem entre as duas Berlim.

Neste ponto, existe hoje um museu notável.
Documenta os truques  utilizados para fugir da parte oriental para a ocidental.
Não é um museu "bonito"
É um museu épico.
Que emociona e arrepia perante a coragem quase absurda de quem punha em risco a vida para alcançar a liberdade.

O mapa da divisão ...
... que terminou, como sempre acabam por terminar, esmagadas pela própria brutalidade, as decisões despóticas e irracionais.

Este não foi, bem sei, um post que permita viagens ao pensamento.
Acontece que, às vezes, é preciso focar o julgamento, focar o raciocínio e ... vá lá! ... suspirar e repetir:
-Ich bin ein Berliner!

Beijo
Nina