domingo, 22 de dezembro de 2013

1010 - Tempestade

Da  janela da minha cozinha, uma ampla janela virada a sul, hoje,  no fim do dia, avistava este céu espetacular:

Uma mistura de rosa, azul e chumbo, uma mistura colorida que sugere o belo horrível de uma tempestade que se aproxima.

De uma das janelas da sala, avistava-se o pôr do sol.
Também aqui, os indícios de tempestade espreitavam ...

... e, apesar do azul, os clarões de luz abrem portas para uma noite agreste.

As árvores nuas, como lhes compete neste início de Inverno, são, ainda assim, um quadro que me fascina e, porque, privilegiada, desfruto deste horizonte, abro cortinas, subo estores, passeio o olhar e deixo que o meu pensamento viaje.

Beijo
Nina


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

1009 - O peixe ...

... nosso de cada dia!
Tento comer peixe um vez por dia. Porque sim, porque é saudável, porque há que cortar na carne que, quanto menos, melhor ...  por tudo isso e porque, entre carne ou peixe, peixe, definitivamente, sempre peixe!
Então invento, fujo do óbvio cozido/gralhado/frito e improviso.


Com muitos, com todos os legumes disponíveis, preparo uma base ...

... neste caso, com muita cebola e alho, vários tomates e um pimento verde ...

... que devagarinho - acredito nos vagares na cozinha - cozem/fritam a descoberto ...

... recebendo, quase no final, uma chuvada de vinho branco.

Nesse banho entram as postas de pescada, temperadas com sumo de limão, sal e pimenta.
Como toque final, umas folhinhas de manjericão.
Cozem lentamente e não mais que 5 minutos.
Servem-se com arroz branco e muito, muito molho de legumes.
Não é que seja gourmet, que não é!
Assumindo a simplicidade e nenhuma sofisticação, é, mesmo assim, uma muito agradável variante do triste peixinho cozido.
É favor experimentar .

Beijo
Nina

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

1008 - Cesto em Trapilho

Só posso dizer que crochetar com trapilho é uma atividade altamente viciante!
Começando, difícil se torna parar.

Como ontem mostrei, tratei de crochetar um retângulo para a base (cerca de 30 pontos, por 15 carreiras.
Terminada a base, verifiquei que a agulha era excessivamente fina, o que tornava o trabalho muito cansativo.
Parti, pois, para uma agulha bem grossa, uma de tricô, número 10.
Dei-me conta também, que teria de segurar agulha não como quem faz crochê, mas mais como quem segura uma pá. A sério! Como quem segura uma pá, envolvendo o cabo com a mão fechada. Assim o exige o trabalho e, desde que optei por essa mudança, tudo se tornou muito mais fácil.
Portanto, e recapitulando, agulha de tricô número 10, manipulada com se de uma pá se tratasse.
Espero ter-me feito entender.


Num serão ficou pronto o cesto.

Nele repousam revistas que, soltas na mesa do sofá, me perturbavam a estética!

Usei 3 novelos e do terceiro sobrou perto de metade.

No meu quarto azul, o cesto novo, integra-se como peixe na água ...

... mesmo bem, na perfeição, diria.

Confesso que não segui à risca as instruções da Helena , mas, apesar disso, resultou.
Numa próxima experiência, porei em prática os ensinamentos da mestra.
Desta vez, feito o retângulo da base, crochetei à volta do perímetro, matando uma ou outra malha para dar forma ao cesto e terminei com as asinhas opostas.
O resultado final é excelente e não tardarei a repetir a experiência, noutros voos.

Beijo
Nina

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

1007 - Trapilho!


É um sucesso!
Dada a espessura do fio, a obra avança a uma velocidade nunca vista em trabalhos de crochet!
Um pouco exigente com a mão, dada que a pressão exercida nos dedos é considerável, mas, suponho, que exige  apenas.habituação. 
Ontem à noite, crochetei umas carreirinhas e, sem saber como, vi-me com o fundo do cesto para revistas concluído! 

Não sei se a espessura da agulha será a ideal. Palpita-me que poderia ser mais grossa.
Perguntarei à Helena!

Entretanto constatei que o meu painel de seguidores desapareceu.
Alguém me pode esclarecer? Roubaram-me /raptaram-me os seguidores?
Pago resgate! Quero os meus seguidores de volta. Já!

Beijo
Nina

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

1006 - Lai, lai, lai, lai ...

... lai!
Cantarolo! Feliz!
Fui às compras:
- Fio para uma camisola e ... trapilho!
O fio para a camisola (blusa) veio da loja de sempre: Brancal!
O trapilho, da loja chinesa.
Estas lojas não são, nem pouco mais ou menos, a minha praia! Desconfio delas, da qualidade duvidosa, do mau gosto e até, em certos casos, do mau cheiro!
Porém, descobri uma, bem perto da minha casa, diferente, arrumada, organizada, cuidada, quase clean!
Entrei por acaso e surpreendi-me.
Depois vi uma imensa sucessão de prateleiras com novelos de trapilho, organizados por cor, um espanto, quase um arco-íris. E comprei! 3 cores, 3 azuis, que sou dada a esta tonalidade:

Cá estão eles ...

... no sofá azul, do quarto azul ...

Vão virar "cesto" ...

... como vi no blog da Helena , que sempre visito com prazer e espanto, porque merece todas as visitas!

Acho que se deve divulgar o que merece ser divulgado e que esta "coisa" de estar vivo é redonda, que volta para mim, tipo boomerang, o bem e o mal que pratico ... e que a qualidade dos outros não me faz sombra, só me engrandece e que bebo nela para aprender e todos os dias crescer um pouquinho ...
Por tudo isto e por muito mais ...

Vão lá e comprovem!

Beijo
Nina

domingo, 15 de dezembro de 2013

1005 - Compota, mais compota!

 Comprei meloa, não melão, que a meloa é mais doce e não decepciona e blá blá, blá blá!
Do Brasil, assegurava o rótulo.
E eu não gosto! Não gosto de comprar o que quer que seja que, para chegar às minhas mãos, atravesse o oceano e estagie no frio e no calor e seja tudo menos o que se espera que seja.
Mas precisava! Para acompanhar presunto, é a minha desculpa.
Então, hoje ao almoço, fui-me a ela, à meloa!
E saiu-me uma coisa meio dura, meio sem gosto, meio sem aroma, incomível!
Um desconsolo!
Bem feito, para não ser teimosa e insistir no erro!
Porém, para que o desgosto não seja completo e a perda total, a dita, a meloa, com uns tantos kiwis vai virar compota!
E parece-me bem!


A proporção mantem-se:
- Açúcar e fruta em pesos iguais!
Ferver, fervinhar, melhor dizendo, sem pressa até se alcançar o ponto, o tal ponto, o Pontode Estrada.
E assim nem tudo está perdido.
Acontece que confiei demasiado na sorte ( uma vez mais ...) e não prestei a devida atenção à panela.
Distrai-me e se há coisa que as compotas não toleram é a distração!

Carentes, exigem atenção e companhia.
Deixe que a mistura fervesse um pouco mais que o necessário. Consequência? A compota ganhou consistência de quase rebuçado!
Tudo perdido?
Não!
Juntando, aos poucos, um copo de água quente, mexendo sempre para que a mistura fique homogénea, readquire-se o ponto desejado.
Mas fica o aviso:
- Compota exige açúcar, fruta e atenção, tudo em doses iguais:

Ficou assim!
Beijo
Nina

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

1004 - Acessórios!

Eu acho que os acessórios são fundamentais!
Falo de cintos, lenços, echarpes, chapéus , luvas e malas.
É disso que falo.
Mais do que entrar na voragem consumista do vestido novo, acho que a utilização dos acessórios dão cara nova ao mais antiguinho vestido.
Daí que me parece sensato comprar pouco, mas de qualidade.
A Zara, por exemplo, recebe mercadoria à segunda e à quinta-feira:
- Isto é uma provocação perversa, sem tamanho... tipo aranha à espera da mosca incauta.
A pessoa entra, gosta, tenta-se, até porque " ... não é caro" e no final descobre que o armário está repleto de peças cansativas e de má qualidade que, ao fim de meia dúzia de utilizações perdem a graça e mostram a sua verdadeira face, a face do "farrapo".
Não é que uma comprita ou outra, na Zara ou noutra loja do mesmo nível, não faça sentido, porque faz.Na verdade, às vezes, basta um detalhe (baratinho) para dar alma nova a um conjunto.
Contudo, fujo da quantidade e privilegio a qualidade.
Aliás, nada me aflige mais do que um armário a abarrotar de tralha.
Neste, como em tantos outros domínios,não há dúvida de que o menos é mais.

Voltando, então aos acessórios, tenho-os em elevada conta e, confesso, em elevado número!
No nosso Inverno rigoroso, quase é possível fazer uma viagem no tempo, uma viagem ao tempo em que as mulheres usavam luvas, punham chapéu e não dispensavam os glamorosos lenços em volta do pescoço.
Assim, ainda que vistamos jeans, botas e blusão motard, as luvas que vestem as mãos, na minha opinião, elevam o conjunto.
E os lenços, que dizer dos lenços envolvendo o pescoço?

Este, muito colorido, numa seda pesada, alegra  qualquer conjunto por mais tristonho que seja.
Além disso, transmite uma mensagem ... a mensagem de que a dona do lenço é pessoa que se cuida, que atenta no aspeto, que preza o que é bonito. 
Além de gostar de acessórios, por todas as razões que já enunciei, gosto muito de gente cuidada, que cultiva o bom gosto, que é uma opção de vida.

Nenhum filme, nenhuma série, me agrada mais do que os chamados " de época"!
Por exemplo, o Downtown Abbey,  é insuperável!
Bem sei que nesse caso, o bom gosto aparece associado ao dinheiro, mas, tenho a ingenuidade de acreditar que não se trata apenas de uma questão de dinheiro.
Ou será que o bom gosto se compra?

Beijo
Nina