sábado, 22 de fevereiro de 2014

1054 - Eu fui ao chinês ...

... tu foste ao chinês ...
... ele foi ao chinês ...
... todos fomos, todos vamos, todos iremos ao chinês.
Ainda que seja apenas para comprar trapilho que agora está a 1.80€ cada cone de 500g!
Marketing, puro marketing, que o chinês vizinho, numa insidiosa manobra de concorrência, baixara de 2 para 1.85 €.
Adoro estas guerras, esta guerrilha moderna que implica espionagem e outras manobras subtis.
E eu ralada com a (des)lealdade da coisa!
Oh! p'ra mim tão ralada a carregar montanhas de trapilho!

Depois, veio a aranha e disse à mosca:
-Oh! mosquinha(eu!), já viste que cores lindas de verniz para as unhas eu tenho naquela prateleira?
E os botõezinhos? já reparaste nos botõezinhos maravilhosos, de primeiríssima qualidade?
E a mosquinha, tontinha, fácil, facílima, caiu comprou!




Era uma vez uma ida ao chinês!

Beijo
Nina

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

1053 -Porque hoje é sexta-feira ...


... vamos ao bolo.
Vamos meter a mão na massa.
Vamos!
Mas que seja diferente. Tem que ser diferente. Uma experiência nova. O tal desafio, que quanto mais o aceitarmos, mais longe chegamos, mais nos surpreendemos, pasmos com a imensa quantidade de recursos não explorados, à espera, adormecidos, quase mortos, no depósito das nossas mentes.

E nem precisa de ser difícil. Não! Que a fasquia demasiado alta desmotiva!
Comecemos, pois, por desafiozinhos que nem desafios são.
São novidades. E há lá coisa mais estimulante do que a novidade?

Começa-se por escolher a receita, ao acaso. Dá-se uma olhadela. Conferem-se os ingredientes.
Tudo acessível? Tudo!
Passemos pois à execução, esperando que resulte numa surpresa gratificante, porque, se não resultar, não é grave. É apenas uma aprendizagem.Sem dramas!

Ao calhas, o livro abriu-se no  BOLO BERNOUVILLE!
Francês! Chique! A coisa promete!
E a receita reza assim:

Açúcar e farinha de cada - 250 g
Manteiga - 125 g
Ovos - 4
Fermento em pó - 1 colher de doce
Sumo de laranja - 2 colheres de sopa
glace de laranja - q.b.

Batem-se as gemas com o açúcar e depois com a manteiga amolecida. Acrescenta-se o sumo de laranja.
Aos poucos, junta-se a farinha com o fermento, batendo bem.
No final, envolve-se a mistura nas claras firmemente batidas em castelo.

Coze a 180 graus, cerca de 50 minutos, em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha.

Cresceu que foi um gosto ...

... e desenformou sem birras!

Quando arrefeceu recebeu um banho cremoso ...

que deslizou  untuoso e perfumado...

... espalhando-se pelo prato!

Se está bom?
-Parece!
Diria que sim, que valeu a aposta, que superou o desafio!
Mais logo, com chá, o veredito.

Beijo
Nina


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

1052 - Febre!

A febre da organização, das arrumações, a ânsia de despejar gavetas e caixas, de chegar ao zero para depois recomeçar tudo de novo, é o que me invade.
É uma espécie de febre que, assim vindo do nada, me acomete.
Efeito da Primavera que se avizinha, talvez!
Impossível resistir, de facto!
Rendo-me, pois!
Entrego-me inteira ao desafio.

Tanto novelo de lã, tanto fio de algodão, e agora, tanto cone de trapilho!
Uns intactos, outros não.
Ataco, seguindo uma lógica só minha, os iniciados, os inacabados, os incompletos e, só depois de terminados estes, dizimo os outros.

Para além dos novelos,  frascos entopem prateleiras.
 Sensível à reciclagem vou guardando, vou guardando, até que a situação se torna insustentável ...
Ou eles ou eu!
Antes, porém, de partir para a política de terra queimada, salvo uns quantos.

Este conteve uma compota de alperce.
A tampa é bonita, branca e laranja, ostentando uma imagem do fruto.
Pareceu-me, por isso, que este amarelo torrado casaria pacificamente com o tom dominante.

E comecei.
Pelo fundo, sempre pelo fundo.
Um círculo em ponto baixo que, em cada carreira recebe uns quantos pontos extra para garantir uma superfície plana.
Atingida a dimensão pretendida, executa-se uma carreira sem qualquer aumento, tendo o cuidado de introduzir a agulha apenas na argolinha exterior do ponto baixo e não nas duas que o compõem, como habitualmente se faz.
E a "parede" exterior começa a surgir, carreira após carreira, sem qualquer aumento.

Crochetamos com o frasco não introduzido no trabalho, o que dificultaria imenso a tarefa.
Atingida a altura desejada, tecemos 3 carreiras em ponto baixo, "matando" aleatoriamente alguns pontos, apenas para garantir a retenção do crochê.
Dada a sua natureza elástica, ainda que ligeiramente apertado, entrará e sairá sem dificuldade quando a sua lavagem se tornar necessária

No início, não estava previsto revestir a tampa.
Aliás, esta foi a primeira vez que o fiz.
E gostei.

Sem tampa, o frasquito imprestável transforma-se num porta velas magnífico, lindo mesmo!

Com tampa, guardará preciosidades ...

Botões, na minha mesa de costura, ou brincos, ou anéis , ou colares ...

... ou o que a imaginação sugerir!


O esquema do ponto de crochê está aqui!
Fácil, fácil e super gratificante.
Esta coisa linda nasceu ontem à noite, no serão televisivo!
O segundo vem a caminho e, mesmo dando sempre absoluta preferência ao branco, rendo-me à evidência do calor, da beleza desta cor.
Agora é só encontrar o sítio certo para ela.
Decisões, decisões, decisões!
Parar é que não que a "febre" não permite.

Beijo
Nina

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

1051 - Menino / menina!


Sei bem que não é uma questão de género.
Sei-o bem!
Apenas acontece que, por coincidência, neste espaço em que habito, as meninas são muito mais organizadas, muito mais arrumadas, com muito maior sentido estético do que os meninos, coitaditos!


Esta bancada, está aqui e não me deixa mentir ...

... prova provada da bagunça em todo o seu esplendor.
Ele há gavetas, ele há armários, ele há prateleiras, porém, giro, giro é deixar tudo espalhada na superfície da bancada!
Por quê?
Não sei, não vislumbro a vantagem!
O que sei é que para limpar se fica pelo mais ou menos que tanto frasco e tanta caixa  é desafio à paciência de quem limpa e organiza.

Vai daí , nada como por em prática a velha e sábia máxima:

Se não podes vencê-los, junta-te a eles.

Não é que tenha conseguido arrumar a tralha nas gavetas... Não consegui que para tanto me falta a persistência, mas, dei-lhe um jeito, mantendo o ambiente viril que não compactua com fantasias cor de rosa.
 Recorri ao trapilho! Whatelse?
O meu amado trapilho, uma vez mais e sempre, resolveu um problema.
Crochetei uma caixa/tabuleiro, toda em ponto baixo e gostei, gostei muito, muiiiiito do resultado.
Fiz assim:
Primeiro, um cordão com o comprimento que se pretende dar ao tabuleiro

Depois, prosseguir em ponto baixo ...

... até se obter a base com a dimensão desejada ...

... que se rodeia com uma carreira de ponto baixo.

A seguir, vamos crochetar 4 laterais correspondentes aos 4 lados do retângulo, tendo o cuidado de, na primeira carreira enfiar a agulha apenas na argola interior do ponto baixo sobre o qual se trabalha. Desse modo, obtem-se uma carreirinha que delimita a base das laterais.
Depois de concluída esta fase, é só fechar as quatro costuras. Fi-lo com a própria agulha de crochê, em ponto baixo.
Por fim, rematei com uma carreira em ponto caranguejo que, mais não é, do que ponto baixo executado da esquerda para a direita. 
A fim de conferir firmeza às "paredes", prendi os cantos com um lacinho (masculino, bem entendido!)

Gostei muito! Gostei tanto, tanto!
Por que não correm a comprar trapilho?
Por quê?

Beijo
Nina

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

1050 - Onde para o sol?


Ontem, domingo, vi o sol, o que prova que ele não desapareceu de vez.
Estava frio, mas não chovia e o céu mostrou-se azul.
Foi lindo, quase comovente!
Passeei  na margem do Douro, vi gaivotas e patos  e, por momentos, até eles me pareceram sorridentes!

Esta manhã, porém, nasceu assim, lavada em lágrimas!
Sol nem vê-lo!
Apenas chuva, chuva , chuva.
 Saí. Tinha de ser. Saí e regressei a casa para almoçar.
Deixei-me ficar por aqui, onde a Primavera parece querer dar um ar da sua graça, tudo porque a casa aquecida sugere amenidades.

Obedientes, cíclicas, as flores desabrocham.

Narcisos perfumados, em cacho, caprichosamente todos rosados, que os bolbos mal catalogados confundem as cores.

Orquídeas, essas numa infinita paleta colorida.

Interessante verificar que a sua fragilidade é apenas aparente. Florescem como um relógio e quando uma começa abrir, todas as outras lhe seguem o exemplo.
Gostam de luz e de pouca água. São seres bravios, resistentes,  que enchem o meu dia de beleza.

No peitoril das janelas, lá estão elas, altivas e vistosas.

Adultas com muitos, muitos anos, ciclicamente, independentemente, explodem em cor.

Uns raminhos de begónia roubados, fazem-lhes companhia. Acho que convivem pacificamente e se desafiam na arte de me surpreender.

Daqui nascerá um vaso pujante que, adulto, viajará para a minha selva privada, jardim encantado em que tudo se compromete a crescer desmesuradamente

Digo que é da luz, da orientação a sul, da temperatura amena, mas há quem duvide ...

... há quem pense que sou eu, senhora de segredos que não compartilho.
Mentira. Elas são apenas felizes naquele espaço verde.
Apenas!

Beijo
Nina

domingo, 16 de fevereiro de 2014

1049 - Bolo, bolinho!



Li ou ouvi, não sei dizer onde, que levar a cabo um desafio diário é o melhor tempero para o decorrer da vida que, às vezes, muitas vezes, se esgota numa rotina que entorpece os sentidos e, o que é mais grave, os sentimentos.
Deixámo-nos embalar num torpor que se repete dia após dia, não abandonando, nem por momentos, a chamada zona de conforto que, como o próprio nome indica, é confortável no mesmo grau em que é entediante.
Depois, um dia, acorda-se, e, num sobressalto desolado, dá-se conta que a vida passou ou está a passar mansamente, sem sobressalto, mas igualmente, sem entusiasmo, sem aquele arrepio de frisson que torna os momentos inesquecíveis.
Que a vida passa, que o tempo se esgota, são realidades incontornáveis, já sabemos.
Mas que podemos semear de estrelas a paisagem do que para trás vai ficando, podemos.
É aqui que volto à primeira afirmação deste texto:
-"... levar a cabo um desafio diário é o melhor tempero ...", diria mesmo que é uma espécie de poção da juventude eterna.
Então aceitemos o desafio.
Todos os dias encaremos uma tarefa nova, sem medo, sem preguiça, sem desconfiança, de peito aberto ao desconforto.
Pode ser na cozinha, sim!
Por que não ousar uma receita nova?
É divertido, expectante e mal não faz.



É aqui que entra este bolo!
Pois a insurreição ocorreu, precisamente neste capítulo e ao Bolo de Laranja, ao Inglês, ao de Calda de Açúcar e ao Pão de Ló, disse NÃO!

Lancei-me, pois, à descoberta. E em boa hora o fiz.

Este bolinho simpático faz-se assim:

Liga-se o forno a 180 graus.
Unta-se abundantemente uma forma de buraco com manteiga que se polvilha com farinha.

Bate-se 125 g de manteiga derretida com 290 g de açúcar, 1/2 c. de café de sal, 1 pacote de açúcar baunilhado e 2 ovos inteiros.
Adiciona-se 1 cálice de conhaque e 300g de farinha a que se juntou 2 c.de chá de fermento, alternando com 2 e 1/2 dl de leite.
Bate-se continuamente até fazer bolhas.
Despeja-se na forma previamente preparada e  assa por cerca de 50 minutos, sendo conveniente realizar o teste do palito antes de o retirar do forno.
Desenforma-se.

Quando frio, cobre-se com o glace de laranja, que se prepara assim:
Bate-se em castelo 1 clara a que se junta açúcar ou icing sugar até obter uma massa firme.
Junta-se a raspa da casca de 1 laranja e respetivo sumo.
Se necessário, acrescenta-se mais açúcar e com esta pasta cobre-se todo o bolo.

Evidentemente que o desafio diário não se confina à culinária.
É olhar em volta ... eles estão aí, por toda a parte, prontos a ser acolhidos ... os desafios!

Beijo
Nina

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

1048 - Dia dos namorados!


Diz que sim! Diz que hoje, 14 de Fevereiro, dia de S. Valentim, mártir que morreu em defesa do casamento, é Dia dos Namorados!
Hoje, já ouvi alguém dizer que dia dos namorados é todos os dias, assim , uma espécie de Natal, que é quando um homem quiser.
E prendas? - perguntei.
- Sou uma rica prenda e ele também- respondeu-me a menina e moça inquirida!
Achei imensa graça, mas não vou na cantiga.
Dia dos Namorados é pretexto para prendas!
Eu compro!
Compro pelos dois e depois oferecemo-nos.
Gosto de rituais e de pretextos para festejar!
Que é uma manobra de markting, e que não sei quê, e blá blá!
Não interessa! Festejo e dou prenda e recebo prenda ( que eu mesma escolho e compro, para evitar esquecimentos e consequentes dissabores).

Escolhi, na Zara, este blazer, navy ...

... assentando que nem uma luva.

Combinei-o com jeans da rasgados, da atual coleção.

Desde  que me lembro de mim como gente, sempre tive uma predileção especial  por este look marinheiro ...

...com os seus botões dourados e 1000 possibilidades de conjugação.
Vesti-o hoje,que é festa, mas o casaco impermeável foi obrigatório, já que, pela manhã o vento ciclónico e o dilúvio que o acompanhava não se compadecia com estilo e elegância.
Ainda assim, estou feliz com a fatiota que promete combinações sem fim.
Acho que vou tirar muito partido da minha prenda!
E que venham mais datas para festejar!
Agora que penso no assunto, há que agendar o Dia do Pai e o Dia da Mãe e a Páscoa e o aniversário e ...

Beijo
Nina