segunda-feira, 17 de março de 2014

1071 - Imagine ,,,


.... abrir a janela e bater de frente nesta paisagem:


Céu, mar, rochas, verde e silêncio!

Espere um pouco, deixe que o brilho se apazigue e grave o verde escuro das algas e o odor selvagem da maresia!

Olhe à esquerda!
Por entre o arvoredo o rouco enrolar do mar!

Espere um pouco mais!
Deixe que o mundo se tinja em rosa ...

... e, finalmente, que o sol se esconda.
O espaço transmuda-se!
É agora um local em que o tempo se suspende, hesitante, entre o avançar e o para sempre permanecer.

Imaginou?
Pare de imaginar!
Esse local existe, aqui bem perto, em Viana do Castelo.
No Hotel Flor de Sal!

Beijo
Nina

domingo, 16 de março de 2014

1070 - Verde água!


Fui devidamente elucidada que a cor desta camisola/blusa é verde água!
A cor é linda e o nome também, é sugestivo, poético, para os meus ouvidos que apreciam sonoridades especiais.
Mas, deixando nomes, esquecendo classificações, vamos ao que importa, neste caso, a camisola/blusa que está pronta, vestida, provada e aprovada.


À falta de fotógrafo, eu mesmo me desenvencilho à frente do espelho, tentando dar uma visão de conjunto, procurando não prejudicar demasiado a imagem.
Acho que o resultado se não satisfatório, é aceitável.
Então a dita ficou como a imagem documenta. o tal modelo de manga raglan que nunca, mas nunca falha.
Utilizei fio de algodão comprado a peso no Tricot Brancal e, para que a empreitada não se eternizasse, utilizei-o dobrado com agulha 5.5.
 E resultou.

De novo, o remate do decote foi executado com as malhas que deixara suspensas.
 Aprendi à minha custa que este processo é o que assegura absoluta perfeição no acabamento...

...e nas cavas e mangas, o tal milagre chamado "Raglan".

Engraçado que comprei o fio depois de ter comprado o colar e, realmente, casam bem ...

... podendo ainda, optar pela echarpe na mesma cor.

Combino com jeans pré lavados ou beges.
Fica levezinho e primaveril, o que reacende o ânimo e semeia projetos e mais projetos em cabeças fraquinhas como a minha, que se deixam invadir sem luta, uma e outra vez, sempre, por mais ideias, mais planos!

De momento, dedico-me à tarefa de despejar gavetas repletas de novelos.
Quero, preciso de por ordem nesta bagunça.
Prometo solenemente não me deixar tentar por nenhuma compra enquanto não der sumiço às munições!
Haja decoro!

Beijo
Nina

sexta-feira, 14 de março de 2014

1069 - Oviedo


Provavelmente, esta é a cidade de que mais gosto no norte de Espanha.
Fica na província das Astúrias, de onde, saiu a atual princesa de Espanha, Letícia (a magríssima) casada com Filipe ( o bonitão).
É uma cidade universitária e, como seria de esperar, cheia de vida, cheia de acontecimentos.
Como se fosse pouco, ainda é linda, com ruas peatonais imensas, debruadas por árvores, polvilhadas por obras de arte, perfumadas por magníficos jardins.
E tão imaculadamente limpa! Ganha, sistematicamente o prémio "A vassoura de Ouro", atribuído à cidade  que o merece.
Vale muito a pena visitar Oviedo.
Sou repetente, bi, tri, poli repetente na visita.
Nunca, jamais, em tempo algum me decepcionou.
Falar objetivamente de uma realidade quando os afetos assim estão comprometidos, não é fácil ... e, evidentemente que nem tudo é perfeito, mas eu, assim quase apaixonada, tendo a relativizar os pecadilhos.
Fica, pois, o aviso!


Esta "Maternidade" de Fernando Botero, espanta! E está ali, quase como por acaso, sem cálculos antecipados, apenas como se do chão, aquele precioso chão, tivesse brotado.

Tive sorte, tive céu azul, tive sol e os passos à toa, levaram-me para a cidade velha, a minha preferida, que gravita à volta do mercado.
Não fiz compras, não, que não há oferta igual à de Cerveira, mas misturei-me com as gentes e deixei que os olhos se enchessem de cor.

Apetece tudo fotografar, tudo gravar, apenas porque é bonito, numa beleza espontânea onde gente bonita  produz belas combinações, naturalmente.

Ao lado a Catedral ...

...e a Câmara.
Uma praça rosa, rosada, com lages e arcadas.


Desta vez, e porque uma vez não são vezes, escolhi o Hotel da Reconquista, um verdadeiro monumento nacional e mereceu cada euro aí deixado - por acaso nem foram muitos, dadas as campanhas da Booking, onde se desenterram incríveis pechinchas ( mas isso é outro assunto e ninguém me paga para eu fazer publicidade).


A imponente fachada exterior!

Já o rondara em anteriores visitas, farejara o exterior sem ousar entrar.

Desta vez - já que vale mais um gosto na vida, que uns quantos euros no bolso - desta vez, dizia, não pensei que, já se sabe, quem pensa, não casa ( estou virada para os provérbios e para a sabedoria popular!)
Foi , digamos, uma experiência muito agradável!

Encontrei Woody Allen!
Não foi um encontro feliz já que acho a criatura execrável, mas, ainda assim, encontrei-o.
Eternizado em bronze, numa rua central.
Consta que o sujeito gosta de Oviedo e por lá passa temporadas durante os festivais de cinema.
Já nesse campo, na produção cinematográfica, reconheço-lhe talento e genialidade.

Os arredores de Oviedo são deslumbrantes, o que me parece ser uma tremenda injustiça, essa casualidade de cumular com belezas um cantinho específico do globo.
Vá que os responsáveis têm consciência da situação e, por isso, criaram parques naturais protegidos.
É o caso do Parque Natural dos Picos da Europa, que ficam logo ali ao lado, a uns irrisórios 100Kms por auto estrada.

Ribadesella é a primeira localidade a visitar. Com uma praia branca, mar azul e muitas possibilidades de alojamento, afigura-se uma boa opção para os dias quentes.

Subindo, para o interior, Covadonga, um local pleno de misticismo, onde reza a lenda, a Virgem apareceu.
Uma catedral gótica e uma estátua a Pelayo são motivo de visita.

A Pelayo, um rei visigodo, se atribui a reconquista deste território aos mouros - motivo para rever conhecimentos há muito esquecidos.


Depois,


O Parque Nacional dos Picos da Europa

... o paraíso!
E, lá no alto, os lagos!

Onde ...

... a alma se faz pequena!

Aqui gastei / ganhei dois dias da minha existência!
Muito bem gastos / ganhos!

Beijo
Nina


quarta-feira, 12 de março de 2014

1068 - Parador Vilalba


ou ...
como dormir com fantasmas!


Nesta torre do século XV, existe um Parador!
Quem diria?
São 6 quartos distribuídos por 3 andares.

Sobe-se por uma escada em granito, íngreme e, nos patamares encontram-se "seteiras" umas fendas verticais através das quais os habitantes se defendiam dos invasores.

No piso térreo, esta belíssima sala com lareira, que por aqui, quando arrefece, gela-se.

Nela encontrei um casal passando a tarde entre cerveja e tapas.

Não sei se seriam fantasmas, mas, se o eram,  reponderam ao meu "Buenas tardes!", com um sorriso amigável e uma frase indecifrável.
Pela noite dentro é que a coisa muda de figura, receio.
É que uma torre como esta, do século XV, tem forçosamente que albergar fantasmas, com pesadas armaduras e espadas assustadoras ... digo eu!

O que vale é que ao lado, construíram um edifício muito bem integrado no conjunto - esse sem fantasmas - com todos os requisitos modernos.

De dia ou de noite, se passarem por Vilalba, ao norte da Corunha, entrem (se tiverem coragem ...) na torre do Parador.
Os recepcionistas são cordiais, muito afáveis, incitam à visita, embora com um ligeiro ar fantasmagórico!

Beijo
Nina

P.S
Já lá dormi e estou aqui, inteira (espero!),  para contar a experiência!

terça-feira, 11 de março de 2014

1067 - A Coruña / La Coruña


Foi a paragem seguinte saindo de Tui. Para almoçar. Muito, muito bem, note-se!

Pena que a dificuldade em aceder à NET continue muito grande!
É preciso uma grande persistência para conseguir aqui colocar as fotos e, por isso, tempo para responder a comentários, é nulo.
Logo, logo reporei a correção na operação. Prometo!
Para já, as imagens:



Foram os espanhóis que inventaram o termo "tapear" com um exclusivo significado, o de comer  "tapas", pequenas quantidades de comida, numa imensa variedade.
Tapear é uma instituição nacional.

Uma provocação para os olhos, um desafio para os sentidos.


A empanada, por exemplo, é uma surpresa arrebatadora.
Esta de bacalhau e passas, recheando uma dourada massa estaladiça!

E o jamon de bellota?
É assim uma iguaria indescritível, que se acompanha com fatias de pão e (muito) vinho branco Albariño ou um tinto Rioja!
Para mencionar apenas duas das milhentas ofertas!

Depois foi passear pela cidade que se corta e recorta à volta do Mar Cantábrico e do Oceano Atlântico.

Adoro esta cidade, suficientemente perto do Porto para cá vir sempre que apetece  e suficientemente diferente para que cada visita seja um novo encantamento.

Numa janela, vi esta decoração ...

... de artista, seguramente! Artista das agulhas!

Depois, a Plaza Mayor, o salão nobre de todas as cidades espanholas.

Traço único da arquitetura local são as varandas envidraçadas, excelentes para entrada da luz e excelente barreira ao vento gélido.
O efeito, no conjunto, é extraordinário.

Lá porque "tapear" é um enraizado hábito nacional, não quer dizer que seja o único.
A prová-lo os excelentes crepes à moda da Bretanha!

Agora o mar, o terrível Cantábrico, hoje apaziguado.

As gentes, famintas de calor, correram ao areal.

Ontem, 8 graus!
Hoje 21!

É de espantar e, mais do que isso, de adorar o sol.

Outros, mais cautelosos, tiraram sapatos, sentiram areia e foi bom!

Ao longe, face ao mar o Estádio Riazor, do Atlético da Corunha

E aqui, um momento de arte, para ser bonito que é razão que baste!

Assim se estende a cidade ...

... na margem de várias baías ...

... em eterna adoração ao mar, ao vento, ao sol, aberta ao mundo, de olhos fixos na linha do horizonte.

Beijo
Nina