domingo, 20 de abril de 2014

1094 - Pudim Flan!


No fim deste domingo de Páscoa, verdadeiramente perturbada com a quantidade de doce que comi, compartilho esta receita fácil e clássica - O Pudim Flan - que combina muito bem com o Pão de Ló!
( é p'ra desgraça ser completa!)

Revesti estas tacinhas com caramelo e, de um dia para o outro, esperaram, ganhando corpo, no frio!

O sabor ligeiramente acre do caramelo, equilibra o doce do pudim.
Desenformado, o caramelo espalha-se pelo prato e embebe o Pão de Ló.
Uma perdição!
A receita está aqui!

Beijo
Nina

sexta-feira, 18 de abril de 2014

1093 - Casaquinho para uma menina vaidosa.


Fazendo e desfazendo, concluí este belo casaquinho para  uma menininha de 9 meses!
A inspiração veio de uma velhíssima Rakam, quase desfeita, que salvei do caixote do lixo.
Assim, um tanto às cegas, experimentei concretizar o esquema, sempre de fita métrica em punho.


Se/quando repetir o modelito, introduzirei algumas variantes que, entretanto, concluí  melhorarão o resultado final.
Ainda assim, foi uma aventura interessante, aplicando o método top/down - que, rigorosamente, não o é, uma vez que se inicia o trabalho por baixo, tricotando numa só peça  as costas e as frentes -  que para modelos infantis funciona na perfeição.

A lã matizada confere charme ao casaquinho super feminino ...

... bem como os botõezinhos "made in China", ao preço da chuva.

A sucessão dos pontos em liga e meia, tornam o trabalho muito leve, como convem a um bebé.
As diminuições aplicam-se em cada uma das primeiras carreiras em liga, até se atingir os 25 cms, momento em que reservámos as malhas correspondentes às frentes e costas, enquanto se tricotam as mangas.
Só depois se reduzem os pontos até chegar ao decote, que se remata com uma golinha.
Aprendi, fazendo!
E esta é, até prova em contrário, a melhor maneira de aprender.

Beijo
Nina

quarta-feira, 16 de abril de 2014

1092 - No amor e na guerra ...


... vale tudo!
E eu estou em guerra! Com as formigas, é claro!
É que as fulanas  vencidas, batem em retirada para, mais tarde, organizadas, voltarem à carga, revitalizadas, insolentes, mais detestáveis que nunca!
Isto agora é uma questão pessoal!
Ou elas ou eu!
Vamos lá medir forças!

Pois o banho de vinagre foi uma vitória ilusória. Evaporado que foi, as bandidas reapareceram.

Tentei o confronto corpo a corpo, como nas batalhas clássicas.
Transformei-as em carne para canhão.
Em vão!
Por cada uma que esmagava, reapareciam 10!
Venceram-me pelo cansaço!

Há que engendrar, pois, outro estratagema.
Contra a força do número, impunha-se a força da inteligência.
Pesquisei!
Ouvi conselhos, alvitres, cochichei sangrentos e sinistros planos  terroristas e cheguei à tenebrosa conclusão:
- Teria que ser o genocídio!

De todo o mundo chegaram respostas aos meus pungentes gritos de socorro:
- Cravinho da Índia! Não falha! - Experimenta cravinho da Índia!
- Café! Moído ou em grão! - É tiro e queda!
- Hortelã! Fresca ou seca! - Não escapa uma!
- Lixívia ! - Mortandade garantida!

Este é, de momento , o aspeto dos tampos dos armários da cozinha, com particular incidência no que se situa junto à janela, pela estrutura da qual, tenho 100% de certeza que as malvadas entram.
Os cabos não fazem parte do plano para as exterminar ( apesar de que... eu que sou totalmente contra a pena capital, não me repugnaria a ideia de - como dizer sem parecer a mais perfeita troglodita -  conceber uma espécie da cadeira elétrica que as dizimasse! Pronto, disse!)
A paisagem, é pois, esta!
A caixinha branquinha, fofinha, em forma de flor, é uma armadilha! Veneno puro! O tal que promete dizimar todo o formigueiro.
Ah! Ah! Ah! - sou terrível!

Grãos de café, folhas de hortelã, cabeças de cravinho da Índia, um laguinho de vinagre e alhos! Sim, alhos!
Ocorreu-me que se eles surtem efeito com os vampiros ... o que não farão às formigas?

Controlo!
Se vejo movimento é mau sinal!
Há vida!
E eu quero exterminá-las!
Entra, então, em ação , de novo, o vinagre!
Uma chuva de vinagre, uma chuva ácida que não pode dar saúde a ninguém e muito menos às formigas.
Este é, por agora, o relatório da situação/ invasão / destruição.
Nada de baixar a guarda!
Toda a atenção é pouca!
Em frente, até à vitória final!

Beijo
Nina

terça-feira, 15 de abril de 2014

1091 - Formigas!


Nunca gostei de formigas!
Formigas, são, desde sempre, muito mais que uns insignificantes,  irritantes e invasivos insetos pretos ... Como se tal fosse pouco!
Formigas são aquelas criaturas intoleráveis, que La Fontaine, um dia, nos apresentou!
Aquelas criaturas virtuosas e chatas!
Aquelas sujeitas que se esquecem de viver - como se viver se limitasse a trabalho, trabalho e mais trabalho - ascendendo ao estatuto de ser sem mácula que pode desprezar a pobrezinha da cigarra.
OK! A cigarra era uma doidivanas, mas ninguém merece ser deixado morrer à fome e ao frio!
Nem o mais desalmado preguiçoso dos seres!
Nunca simpatizei com as formiguinhas virtuosas e trabalhadoras  - sejam elas insetos ou não! 
Mas isso são outras conversas!
Pronto!
Esta é, em abstrato, a minha posição sobre as formigas.

Vamos, agora ao concreto:

A minha cozinha de móveis brancos, tem tampos de armários e pavimento em granito preto, cinza e branco!
(Espero que comece a fazer-se luz acerca do meu ponto de vista e motivo deste texto)

Pois bem, neste pano de fundo, as formigas, se existirem, passam despercebidas, certo?
Errado!
Ontem, eu vi, eu juro que vi, tampos e pavimento em ,movimento!

Cruzes!
O que é isto? - perguntei-me.
Eram formigas. Formigas aos montes. Formigas enlouquecidas e destemidas! Formigas  dispostas a tudo para levar a sua avante!
Não pude crer no que os meus olhos viam!
Como? Por quê? Para quê?
De onde surgira tal exército?
Como agir?
Como atuar?
 É que na cozinha as estratégias de defesa são escassas.
Impossível recorrer a inseticidas ou formicidas  que não quero atacar a família!

Então, depois de uma primeira investida com água quente e detergente, apliquei a técnica do fermento.
 É assim:
-Por onde passam as bichas, desenham-se carreirinhas de fermento ( o utilizado nos bolos está muito bem!), que, garantem os entendidos, as invasoras fogem para outras paragens.
Enchi a cozinha de fermento. Enchi-me de esperança. E aguardei.

Quando regressei ... encontrei nuvens de fermento e milhares de formigas sorridentes que, aos pares, contornavam, felizes a armadilha.
Um fracasso!
Um truque falhado!
Uma dica inútil!
Um bluff!

Encaremos o inimigo de frente.
Retirei tudo, mas mesmo tudo e lavei escrupulosamente todas as superfícies.
A cozinha está um brinco. Um teatro anatómico.Um laboratório. Um bloco cirúrgico.
Como?

Com vinagre. 1 litro de vinagre e muita paciência e alguma esperança.
A mortandade foi terrível!
Mereceram! Fizeram por isso! Puseram-se a jeito!
Quem mandou desafiar os meus ascos mais profundos|? Quem?

À cautela, comprei armadilhas para formigas!
Isso mesmo! Armadilhas! Letais!
As fulanas entram, ficam contaminadas, regressam ao formigueiro e ninguém escapa!
(Não me reconheço! Eu própria me receio!)
Vá ... é só com formigas. Em tudo o resto sou bem menos perigosa.

Beijo
Nina 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

1090 - Mantinha para bebé

Esta mantinha foi tricotada, à noite, ao serão, um olho na malha, outro na TV.
Todo em liga (tricô, para as meninas brasileiras) é de uma facilidade absoluta, servindo para acabar com sobras de lãs que me ocupam espaço.
Não gosto de gavetas repletas de tralha, ainda que a tralha seja a minha preciosa lã.


5 tiras!
Alternando 1 branca, seguida por outra aos quadrados com cores pastel.

A toda a volta, um remate em crochê, também ele de uma total simplicidade.

Vai para a gaveta das prendas, esperando o nascimento de um bebé!

Poderá ser usada na caminha do príncipe ...

... ou como xaile, para o proteger!
E pronto, despachei uns quantos novelos.
Agora, só preciso de ter capacidade de não me tentar com as lindezas que desafiam os meus melhores propósitos.
Se acabaram as sobras?
Não!
São gavetas e mais gavetas!
Desconfio que, com o calor que  aos poucos vai chegando, as lãzinhas ficarão em stand by até aos próximos frios.

Beijo
Nina

domingo, 13 de abril de 2014

1088 - Samba de Roda!


Gosto de samba! Quem não gosta?
"De roda" é que nunca ouvira falar!
Ouvi, vi, balancei, aplaudi, ontem!

Todos brasileiros, todos com o samba no sangue, menos o vocalista, um portuguesinho com muito bom ouvido a quem, pela pronúncia, ninguém descobriria a origem. Sotaque brasileiro irrepreensível e uma voz de se lhe tirar o chapéu!

Durante 2 horas, "cantamos" Martinho da Vila, Alcione e muitos outros que não conheço.

E, para que o ambiente fosse legitimamente tropical, as caipirinhas fluiram à solta, o que, já se sabe, baixa as defesas, os pudores, libertando a sambista louca e desinibida que, bem lá no fundo, bem dissimulada, habita esta gentil alma lusitana.

Houve até quem, no exíguo espaço, dançasse. Uns , balançando ombros, braços e quadris!
Outros - um casal que literalmente me hipnotizou - num abraço à moda antiga voou em total e perfeita sincronia. Uma maravilha, um encantamento para os olhos, um hino à harmonia absoluta.

Tudo isto, aqui! Hot Five Jazz & Blues Club!
Ali para os lados da Sé!
O cardápio é variado e, no próximo fim de semana, teremos The Beatles!
Só dicas preciosas!
Que não sou de fazer caixinha!
Gostei tanto, mas tanto, que nem a próxima 2ª feira, dia embirrento, me perturba.
Pronto! Informei!
Boa semana!

Beijo
Nina

sexta-feira, 11 de abril de 2014

1087 - Lembro-me ...


... quando das chuvas torrenciais e dos dias gélidos, se passava, lentamente, para tardes quentinhas que arrefeciam, sem piedade, assim que o sol começava a sua descida no horizonte.
Lembranças, apenas lembranças, que hoje não ocorrem.
Hoje, treme-se de frio, exige-se lareira e camisola de lã e guarda-chuva e gabardina e casaco sobre casaco, enquanto que, no dia seguinte, se destila de calor.
Sem transição, sem meio termo!

Como hoje!
De manhã, céu carregada e tristonho!
Furiosa e farta, vesti as calças da Zara e uma t-shirt  sem mangas!
Para não ser tomada por louca, pus uma parka e assim enfrentei o dia cinza.

Às 10 da manhã, abriu o sol, quente, quase escaldante e lá ficou a parka na mala do carro.
Calcei umas sabrinas rosa e furadinhas, em sinal de boas vindas ao céu azul.



À medida que as horas avançaram mais se implantou o calor!
 O fim de semana promete!
 De tal forma que, vindo do nada, nasceu em mim uma vontade exótica, cara e um tudo nada inacessível:
- 10 dias em Cuba! Ali, em Varadero, sem nada, nadinha,  para fazer, só mar, muito sol, e comidinha boa!
Não faço por menos!
Sonhos que, por enquanto,  são grátis!
Depois, por coincidência tramada, ao telefone com a minha gestora bancária, engoli o seu desabafo:
- Vou passar 10 dias à Riviera Maya! (Suspiro!)
Ainda assim, conhecendo os dois destinos, prefiro Cuba!
Se pensar bastante e querer muito, acredito que o sonho se realize!

Para já,( enquanto não embarco para Havana...) vejo-me arrumando lãs e tricôs - muito quentes-, para me lançar no crochê e no bordadinho - mais fresquinhos .
Estou cheia, a estourar de ideias!
E quando assim me encontro, melhor ceder aos impulsos!
Vão ver!

Beijo
Nina