quarta-feira, 4 de junho de 2014

1124 - Vou p'ro inferno!

Garantidamente!
Vou pr'o inferno dos gulosos e, o que é mais chato, p'ro inferno dos gordos!

Beijo
Nina

terça-feira, 3 de junho de 2014

1123 - Outro paraíso

Embora paraíso, este é bem diferente do "meu", do privado, do particular, do secreto!


Veio gravado na minha máquina fotográfica!
São praias pequeninas, com o mar sulcado por penedos que cheiram a sargaço.

Esta é a verdadeira riqueza do Algarve, a sua diversidade.
Aqui quase me sinto numa praia agreste do norte do país.
Não fosse o sol, o mar calmo e a temperatura elevada, quase me confundiria.

Barcos com turistas passeiam muito perto da costa, admirando as pequenas praias ...

... que, ainda que exíguas ostentam bandeira azul, sinónimo de qualidade ...

... oferecendo os apoios que tornam o espaço civilizado.

Aos olhos , todo o espaço para navegarem por um imenso mar.

Na praia, altas escarpas ...

... e, mais ao longe a falésia, muralha intransponível para piratas imaginários.

Numa manhã mais ventosa, aqui, nesta concha me abriguei!
Para variar, para alargar opções e horizontes.
É a Praia de S. Gabriel!

Beijo
Nina

segunda-feira, 2 de junho de 2014

1122 - Acabou!



Foi assim e, com este quadro na memória ...
... já estou de novo em casa, forças retemperadas por quase 3 dias de doses de imensa beleza, serenidade e silêncio.Silêncio de gente, refiro.
Os sons são muitos, mas de mar e vento nas árvores e gritos de gaivotas.

Além da maravilha, trouxe uma mala repleta de roupa para tratar. E areia, que por muito  que sacuda as toalhas, fininha e insidiosa, a reia branca, insiste em viajar par o norte.É o reverso da moeda, o preço (baixinho) a pagar ...
Vou ter ocupação para hoje e amanhã.
Depois é sacudir sacos e malas e encafuar tudo no seu devido lugar, que me dou muito mal com bagunça.

Só então darei  as restantes novidades!
( E responderei a todos os comentários )

Beijo
Nina

domingo, 1 de junho de 2014

1121 - Polvo

No Algarve, gosto de quase tudo, mas há algo que me desagrada. Falo do serviço nos restaurantes, de um modo geral desorganizado e  muito lento.
Come-se uma cesta de pão e azeitonas, bebe-se uma imperial e espera-se. Nesse momento estou pronta para , sem fome, pagar e zarpar.
Não sei se é amadorismo, se é o ritmo normal das pessoas, não sei e peço desde já perdão às muitas excepções de brilhante profissionalismo que, afinal, apenas confirmam a regra.
Uma das excepções, uma admirável excepção, situa-se em Santa Luzia, nos arredores de Tavira e dá pelo nome de Tasquinha do Polvo.


É de um bom gosto irrepreensível, na apresentação.

Sendo um espaço relativamente pequeno, apresenta um aspeto muito agradável, harmonioso e acolhedor.
Revejo-me nesta decoração. Se fosse meu, certamente que optaria por este arranjo geral. Com uma excepção:
-A cor das toalhas aos quadrados.
Nunca escolheria a junção branco e verde, preferindo, sem qualquer dúvida o azul e branco.

Em local de destaque, o polvo, o rei da festa, a estrela da companhia!

E barquinhos típicos ...

... além de cestas de laranja algarvia, a inexcedível laranja algarvia!

Multiplicam-se os detalhes admiráveis, nas paredes ...

... suspensos dos tectos ...

... e sobre as mesas, com perfumadas rosas verdadeiras.


A jóia da coroa - um painel que forra toda uma parede, sugerindo o fundo do mar!
Neste espaço só se pode estar/ comer bem!

Mais tarde deixarei o perfume dos pratos - sempre polvo - aqui servidos, para que, quem puder e quiser regalar-se com a iguaria,  aguce desde já o apetite.

Beijo
Nina

sábado, 31 de maio de 2014

1120 - Está vento!

Muito vento, mas vento bom, quente, como se espera que o vento sopre no paraíso.

Será por pouco tempo. Já quase terminou. Ainda assim, nada como uma passagem por aqui para recarregar baterias.
É por isso que acho, que a única forma de que dispomos para esticar o tempo é fugir da rotina.
Um dia ou dois num ambiente diferente - desde que seja muito bom - deixa a sensação que o dia não teve apenas 24 horas.
Com efeito, o tempo cresce e paga elevadíssimos juros.
Adoro este tipo de escapadela!

Que quase já terminou.

Beijo
Nina

quinta-feira, 29 de maio de 2014

1119 - Esparregado!

O que é?
Perguntou a Liliane, lá do Recife, onde, ao que parece, os portugueses não impuseram a receita!
Esclareçamos, pois:
Podemos fazer esparregado com nabiças, espinafres, couves  e até com favas.
Trata-se de reduzir a puré estes vegetais, depois de cozidos, envolvendo-os numa espécie de bechamel que lhes confere a estrutura aveludada de um puré.
Do petisco apresento imagem, cuja origem e créditos se encontram devidamente referidos.

A foto veio daqui:
http://paracozinhar.blogspot.pt/2006/08/esparregado-de-espinafres.html


Com pequenas possíveis alterações, assim se prepara o ESPARREGADO, de acordo com o site Sabor Intenso, que, com uma ou outra nuance, se aproxima muito da minha própria versão.


ESPARREGADO DE NABIÇAS

INGREDIENTES
- 1 molho nabiças tenras
- sal q.b.
- 4 c. sopa de azeite
- 4 dentes de alho
- 2 c. sopa de farinha
- 0.5 dl de leite

PREPARAÇÃO

Depois das nabiças bem lavadas, cozem 5 minutos em água temperada com sal.
Escorrem-se e cortam-se em pedaços.
Aquece-se o azeite onde se fritam os alhos esmagados.
Retiram-se os alhos e adiciona-se a farinha até dissolver completamente.
Incorporam-se as nabiças picadas, mexendo.
Acrescenta-se o leite e, sem parar de mexer, coze durante 5 minutos.
Finalmente, tritura-se tudo até ficar reduzido a um puré espesso.

Tradicionalmente, acompanha muito bem carnes assadas, nomeadamente, o cabrito, que com o esparregado dá origem ao casamento mais  que perfeito.


Beijo
Nina

quarta-feira, 28 de maio de 2014

1118 - Serviço de jantar

Como todas as noivinhas da época, quando casei, levei no enxoval um serviço de jantar completo da Vista Alegre.
 Presente de casamento!
Guardado como um tesouro - que efetivamente era - só saía do seu refúgio em datas muito especiais, tão espaçadamente que, quando era posto na mesa, exigia lavagem minuciosa.
O mesmo  acontecia com o serviço de copos de cristal, o faqueiro e as toalhas boas!
Limitava-me a seguir as normas.

Até que cresci! E decidi que as pessoas mais importantes do universo sou eu e a minha família, bem com os amigos queridos a quem abro as portas e o coração.
É por isso que, mesmo o mais intímo dos jantares é servido no Vista Alegre, com copos de cristal e as toalhas ganharam estatuto de todos os dias, todos eles importantes e irrepetíveis!
Não vale a pena guardar nada!
Tudo deve ser usado, gozado, vivido sem restrições.
E, se por um acaso inesperado a rainha de Inglaterra vier jantar cá a casa, comerá nos meus pratos lindos e usados.

Acho até um pouquinho tolo investir nesse tipo de presentes para os recém casados!
Para quê preciosidades que não se utilizam com medo de estragar?

Aliás, atualmente, existe à venda, por preços módicos, louça maravilhosa que, se partida, será simplesmente substituída sem drama, sem culpa! 

Concluindo, eu, pessoa quase boa dona de casa ( modéstia, falsa modéstia! Sou uma super dona de casa! ), determino que todas as refeições são especiais e, festeira, faço por dar um arzinho de evento a qualquer reunião.


Gosto de branco! Acima de qualquer outra cor.
Não desdenho, porém, de experiências arrojadas e , ainda ontem, vesti a mesa de roxo.
A toalha, uma maravilha!
Dispensa o ferro! Está tudo dito!
Nos guardanapos brancos, uma argola dourada.
Para quê?
Para ser bonito!
Ao lado, um vislumbre do prato, do tal serviço, da tal marca!

À mesa, os meus amores!
Tratados como príncipes!
Embora o jantar tenha sido apenas isso, um jantar simplezinho, sem excessos, sem pecados, sem aventuras gastronómicas!
Às noivinhas de hoje, desaconselho, portanto, o rigor dos "serviços"!

Porém, tendo-os, usem-nos!
Nada de os guardar como tesouros destinados aos netos que, de certeza, ficarão chateadíssimos com a herança.

Na minha lista de presentes, se me casasse hoje, (cruzes!) incluiria uma máquina de costura, uma de tricotar, todos os eletrodomésticos e uma bicicleta!
Tudo muito mais útil, muito mais usável! 

Atendendo a que não me (re)casarei, apresento mesas de se lhe tirar o chapéu!

Beijo
Nina