sábado, 7 de junho de 2014

1127 - Comidinha e muito amor!


 Quando falei da Casa do Polvo - AQUI - limitei-me a descrever o espaço, cozy e super bem conseguido.
Muito concorrido, recomenda reserva de mesa, principalmente no fim de semana.
Ora, nada acontece por acaso e, por isso mesmo, o espaço não é "muito concorrido" porque sim, mas porque merece a distinção.
Como o nome deixa adivinhar, o polvo é rei, numa terra - Santa Luzia - que a si mesmo se intitula  "A capital do Polvo".
Pois, neste espaço come-se polvo de muita qualidade e cozinhado das mais imaginativas formas.



Refira-se, por exemplo, o extraordinário  Caril de Polvo ...

... os Filetes, que não sendo particularmente originais, são excepcionalmente tenros, cozinhados no ponto certo ...

... e o Polvo no Forno, com Batatas a Murro, igualmente delicioso.

Cozinhar é uma atividade como qualquer outra, podendo ser banal, correta ou excepcional, se inspirado com o golpe de asa que faz a diferença.

No caso, tenho para mim, que aqui se come assim, divinamente, porque por detrás da cozinha, mora uma invulgar história de amor.

Nicole e Eduardo, os donos, são os protagonistas.
Ela alemã, ele português.
Numa das curvas da vida , encontraram-se.
E, há mais de 20 anos levam o romance, o negócio, o projeto, a vida, de mão dada, construindo esta história que só pode ter um final feliz.

Beijo
Nina

quinta-feira, 5 de junho de 2014

1125 - Bolsinha

Sempre com o espírito formiguinha, dera destino a uns restos de fio mesclado, crochetando esta bolsinha, coisa simples, com um ponto descoberto ao acaso, que imita um conjunto de conchinhas encaixadas.
Concluída, guardei-a.
E esqueci-a.

Até que, ao organizar a mala para o último fim de semana no Algarve a reencontrei e, assim, do nada, descobri-lhe o destino.
Excelente para transportar óculos, telefone, lápis - indispensável para a fazedora de palavras cruzadas que sou - baton e outras miudezas.
A tiracolo não se sente, leve como uma pena!

Descobri-lhe, até, o encanto ingénuo de um forro branco salpicado de pequenas flores.
Revelou-se de uma utilidade a toda a prova ...

... de tal modo que, repetirei a experiência com outros fios e outras combinações de cores.

Fora de casa, deambulando por aí, nada me cansa mais do que a clássica mala ao ombro.
Ao fim do dia, derreada, acredito ter carregado toneladas.
E, se no dia a dia da cidade, não é, de facto, o cúmulo da elegância ...

... em férias, revela-se uma preciosidade.

Devo confessar que, nesses períodos de lazer, faço questão de usar vestuário com bolsos, muitos bolsos, por onde distribuo o imprescindível, dispensado malas, bolsas e mochilas.
Convencida da utilidade e praticidade desta coisinha simples, gloriosa, sinto-me como se tivesse descoberto a pólvora.
Nem mais!

Beijo
Nina

quarta-feira, 4 de junho de 2014

1124 - Vou p'ro inferno!

Garantidamente!
Vou pr'o inferno dos gulosos e, o que é mais chato, p'ro inferno dos gordos!

Beijo
Nina

terça-feira, 3 de junho de 2014

1123 - Outro paraíso

Embora paraíso, este é bem diferente do "meu", do privado, do particular, do secreto!


Veio gravado na minha máquina fotográfica!
São praias pequeninas, com o mar sulcado por penedos que cheiram a sargaço.

Esta é a verdadeira riqueza do Algarve, a sua diversidade.
Aqui quase me sinto numa praia agreste do norte do país.
Não fosse o sol, o mar calmo e a temperatura elevada, quase me confundiria.

Barcos com turistas passeiam muito perto da costa, admirando as pequenas praias ...

... que, ainda que exíguas ostentam bandeira azul, sinónimo de qualidade ...

... oferecendo os apoios que tornam o espaço civilizado.

Aos olhos , todo o espaço para navegarem por um imenso mar.

Na praia, altas escarpas ...

... e, mais ao longe a falésia, muralha intransponível para piratas imaginários.

Numa manhã mais ventosa, aqui, nesta concha me abriguei!
Para variar, para alargar opções e horizontes.
É a Praia de S. Gabriel!

Beijo
Nina

segunda-feira, 2 de junho de 2014

1122 - Acabou!



Foi assim e, com este quadro na memória ...
... já estou de novo em casa, forças retemperadas por quase 3 dias de doses de imensa beleza, serenidade e silêncio.Silêncio de gente, refiro.
Os sons são muitos, mas de mar e vento nas árvores e gritos de gaivotas.

Além da maravilha, trouxe uma mala repleta de roupa para tratar. E areia, que por muito  que sacuda as toalhas, fininha e insidiosa, a reia branca, insiste em viajar par o norte.É o reverso da moeda, o preço (baixinho) a pagar ...
Vou ter ocupação para hoje e amanhã.
Depois é sacudir sacos e malas e encafuar tudo no seu devido lugar, que me dou muito mal com bagunça.

Só então darei  as restantes novidades!
( E responderei a todos os comentários )

Beijo
Nina

domingo, 1 de junho de 2014

1121 - Polvo

No Algarve, gosto de quase tudo, mas há algo que me desagrada. Falo do serviço nos restaurantes, de um modo geral desorganizado e  muito lento.
Come-se uma cesta de pão e azeitonas, bebe-se uma imperial e espera-se. Nesse momento estou pronta para , sem fome, pagar e zarpar.
Não sei se é amadorismo, se é o ritmo normal das pessoas, não sei e peço desde já perdão às muitas excepções de brilhante profissionalismo que, afinal, apenas confirmam a regra.
Uma das excepções, uma admirável excepção, situa-se em Santa Luzia, nos arredores de Tavira e dá pelo nome de Tasquinha do Polvo.


É de um bom gosto irrepreensível, na apresentação.

Sendo um espaço relativamente pequeno, apresenta um aspeto muito agradável, harmonioso e acolhedor.
Revejo-me nesta decoração. Se fosse meu, certamente que optaria por este arranjo geral. Com uma excepção:
-A cor das toalhas aos quadrados.
Nunca escolheria a junção branco e verde, preferindo, sem qualquer dúvida o azul e branco.

Em local de destaque, o polvo, o rei da festa, a estrela da companhia!

E barquinhos típicos ...

... além de cestas de laranja algarvia, a inexcedível laranja algarvia!

Multiplicam-se os detalhes admiráveis, nas paredes ...

... suspensos dos tectos ...

... e sobre as mesas, com perfumadas rosas verdadeiras.


A jóia da coroa - um painel que forra toda uma parede, sugerindo o fundo do mar!
Neste espaço só se pode estar/ comer bem!

Mais tarde deixarei o perfume dos pratos - sempre polvo - aqui servidos, para que, quem puder e quiser regalar-se com a iguaria,  aguce desde já o apetite.

Beijo
Nina

sábado, 31 de maio de 2014

1120 - Está vento!

Muito vento, mas vento bom, quente, como se espera que o vento sopre no paraíso.

Será por pouco tempo. Já quase terminou. Ainda assim, nada como uma passagem por aqui para recarregar baterias.
É por isso que acho, que a única forma de que dispomos para esticar o tempo é fugir da rotina.
Um dia ou dois num ambiente diferente - desde que seja muito bom - deixa a sensação que o dia não teve apenas 24 horas.
Com efeito, o tempo cresce e paga elevadíssimos juros.
Adoro este tipo de escapadela!

Que quase já terminou.

Beijo
Nina