terça-feira, 1 de julho de 2014

1143 - Começando pelas almofadas!


Já aqui referi que pretendo mudar a decoração do meu quarto, porque é preciso, porque me fartei do aspeto atual, porque sim!
Decidi-me pela conjugação de três cores:

- Branco pérola
-Cinza
Verde água

Começarei pelas almofadas e aos poucos, transformarei  todo o quarto.

Pensa-se, às vezes, que para conseguir modificar a decoração, há quer gastar rios de dinheiro, mudando móveis e outros elementos muito caros.
Não é verdade!
Não é preciso tal aventura despesista!

Se se apostar nos têxteis, consegue-se transformar todo um ambiente por preços módicos.
Nesta altura da minha vida, nem me passa pela cabeça, trocar de móveis!
Estes já fazem parte da família e, quando muito, poderão ser realojados se algum dia me decidir por uma casa menor.

Tive o bom senso de, na altura de escolher reposteiros, me decidir por uma cor neutra - um bege mal definido, que combina com tudo.
Os sofás estão forrados em branco pérola - outra cor absolutamente inócua!
Sinto-me pois à vontade para mudar a vestimenta da cama, tendo a certeza de que o quarto conseguirá cara nova. 



No Pinterest encontrei sugestões para vestir almofadas ...

Estas!

Tratei de reproduzir o quadradinho

o que é muiiiiiito fácil.

Fica assim!
Com estes motivos, ora em verde água, ora em cinza, debruados a branco pérola, vestirei duas almofadas de tamanho médio.

Com estes, duas almofadas grandes.

Com este motivo, completei já a cobertura de uma almofada. Estou, portanto, na segunda.
A seguir, pesquisarei modelos de mantas, utilizando estas mesmas cores.
Estes quadradinhos são tecidos à noite, depois do jantar, em frente à TV.
A brincar e a rir, assim como quem não quer nada, a obra evolui e consigo completar três por serão, o que, para além de permitir que a obra avance rapidamente, protege os meus pobres neurónios da agressão televisiva.
Porque, garanto, um novelo de fio e agulhas nas mãos são a melhor das pontes para um mundo só meu, de paz e reflexão!

Beijo
Nina

domingo, 29 de junho de 2014

1142 - Tricô Top-Down


As minhas memórias desta técnica, por nítida associação de ideias,  remontam aos filmes do sueco Ingmar Bergman.

Neles, apareciam os interiores clean  e sépia das casas nórdicas e, num espiar do dia a dia das suas gentes, assisti, simultaneamente,  ao processo criativo de  peças de tricô fascinantes, iniciadas pelo decote, numa técnica misteriosa que me encantava.

Guardado no depósito dos desejos a concretizar, estava este, o domínio deste procedimento.

Ultimamente, com o multiplicar de adeptos do tricô e do crochê, com a formação de grupos e clubes, os ensinamentos voam e estão por aí, prontos a ser colhidos por quem deles se apaixonar e, cada vez mais surgem adeptos e filiados.

Quanto a mim, sem grupo e sem clube, é na net que bebo os ensinamentos, às vezes com sucesso, às vezes nem tanto.
Porém não sendo pessoa de desistir, insisto e, aos poucos, sei e sinto que as minhas competências têm evoluído.

Preferindo testar as aprendizagens em peças pequeninas, em roupa de bebé,   vou acumulando enxoval que distribuo sempre que, nas minhas relações, chega um  novo ser. 

Foi nesta perspectiva que tricotei este casaquinho, executando a "Pala em folhas", aproveitando restos de fio a que pretendo dar destino.
Os ensinamentos chegaram-me através de um vídeo publicado pela REGINA.
À Regina devo muito.
Com ela tenho aprendido a deslindar verdadeiros mistérios no mundo do tricô e, por isso, lhe sou imensamente grata.

Visto por trás, as folhinhas que formam a pala tornam-se bem mais nítidas.
Suponho que a partir daqui, aumentando o número de pontos de acordo com o tamanho  pretendido, será fácil chegar à execução de peças para adulto.
Curiosa e inexplicavelmente, nas imensas revistas de tricô que possuo e que não paro de adquirir, não é divulgado esta técnica, na minha opinião irresistível e absolutamente encantadora.

A fase seguinte, que chegará apenas no próximo Outono -  quando as baixas temperaturas  permitirem a manipulação dos quentes fios de lã - será a aventura de tricotar em tamanho adulto, peças de inspiração nórdica que me farão sentir interveniente no mágico mundo de Bergman.

Beijo
Nina

sábado, 28 de junho de 2014

1141 - Descobertas

Quando nos sentimos muito em baixo - ele é o PIB, ele é o DEFICIT, ele é a SELEÇÃO que só nos deu desgostos ... -  sabe mesmo bem receber uma boa notícia.
Da que falo, chama-se PRAIA DO MARTINHAL, que foi considerada uma das 10 melhores praias desertas do mundo, por um organismo turístico internacional.
Fica a 2Km de Sagres e, no último fim de semana, comprovei in loco as suas incríveis potencialidades.

Não costumo, no Algarve, escolher esta zona para férias. É ventosa e bem mais fria que as praias para leste de Tavira.
Reconheço, contudo, a sua majestosa beleza e até já me alojei na Pousada de Sagres.
Porém, o nome, Praia do Martinhal, nada me dizia.
Fui, portanto verificar, comprovando a justiça do título atribuído.

Depois de abandonar a estrada principal em direção ao mar, damos de caras com este paraíso - uma praia em concha, protegida da ventania, com areia branca e fina e um mar que é um lago.
Na verdade, chamar-lhe "praia deserta" parece-me desadequado, já que não o é.
É, antes, uma praia de bandeira azul, com todos os apoios  a esperar.
Não é, realmente, uma praia de massas, sendo, antes, uma praia de família.




Curiosamente, 99% dos veraneantes são estrangeiros, ingleses na sua maioria.
Confirmei-o no bar da praia onde almocei, sendo a minha, a única mesa de portugueses.
Diria até que é um segredo a que apenas os estrangeiros tem tido acesso.

No local todos o conforto de um resort 5 estrelas, a que se acede por uma escadaria ...

... que se desenrola no meio de uma vegetação aparentemente selvagem ...

... extremamente bem cuidada, e ...

... do alto, é este o quadro que se nos oferece.

 O hotel é magnífico.
Sendo porém vocacionado para famílias, o ambiente que proporciona é esse mesmo - crianças, crianças e mais crianças.
Quem as tem sente-se em casa.
Já os casais sem filhos poderão não apreciar toda a imensa energia da infância, principalmente durante a noite, que é quando os meninos resolvem não ter sono exigindo atenção e atividade.
(A propósito, não é por acaso que certos destinos turísticos - como, por exemplo a Jamaica -, oferecem hotéis onde apenas são admitidos adultos.)
Tirando isso, o paraíso!

Beijo
Nina

sexta-feira, 27 de junho de 2014

1140 - Risoto de camarão


No jantar em que, como entrada, comi a SALADA DE FIGOS, como prato pedi o RISOTO DE CAMARÃO!

Vá-se lá saber porquê, esta abundância calórica em nada se reflete no meu peso, talvez porque coma de tudo, em pequenas quantidades.
 Mas, para o caso, esta minha especificidade não é aqui chamada ... e penso, como os povos antigos - que perante um evento feliz, como era o nascimento de um saudável filho barão, choravam baba e ranho ... -  não devendo a gente espicaçar os deuses provocando-lhes invejas e más vontades.
Adiante, portanto, antes que uma praga me atinja e eu engorde com água!

Pois bem, neste jantar mais que perfeito, provei, no restaurante Jerónimo e Noélia, em Cabanas, Tavira, este indescritível risoto.
Servido na panela, aquoso, como se de um arroz malandro se tratasse, imediatamente despertava os sentidos, começando pelo olfato que, disparava ordem de tiro às glândulas salivares que, obedientes, imediatamente abriram fogo ... e foram rios de água na boca.



A receita que atrás disponibilizo, é um clássico como tantos outros presentes na NET. Garanto que não atinge os,  primores da Noélia, que não é génio quem quer, mas apenas quem possui a capacidade de golpe de asa que permite a elevação ao patamar da excelência.
OK! Falo de arroz! Não falo de uma obra de arte! Mas, asseguro, este risoto, se fosse pintura, seria um Picasso.

A visível liquidez é aparente, isto porque a presença  do queijo lhe confere corpo!
E os espargos selvagens, o travor ideal!
E o grau perfeito da cozedura do arroz, a consistência exata!
E os camarões cozinhados no ponto  o forte sabor a mar!
E os gigantes - um por comensal -  momentos de deliciosa gula!

Se fosse poema, este arroz seria soneto!
Isto se vivêssemos num mundo perfeito em que aos génios fossem atribuídos os louros!

Beijo
Nina

quinta-feira, 26 de junho de 2014

1139 - Salada de figos...

... com presunto!
Uma incrível, inacreditável combinação.
Comi-a, pela primeira vez, há vários anos atrás, em Veneza, a bela Veneza.

Cheguei  a meio da manhã, tonta de espanto, quase pairando, de tão improvável, de tão irreal me parecia a cidade.

Para me recolocar pés firmes em terra, ligada à realidade, do céu desabou uma queda de água tamanha, que eu, impreparada turista, me vi, de repente, encharcada até aos ossos.

Corri à Benetton e comprei uma muda de roupa completa, sapatos incluídos.

Seca, confortável na minha roupa nova, pareceu-me que merecia mimos, de restaurante, de comidinha boa, legitimamente italiana, entrando, então, no espaço que mais convidativo me pareceu.

Não sendo particular apreciadora de pizza, folheei o menu e encontrei-a:
-A salada de figos com presunto!

Dessa experiência guardo uma recordação meio romantizada e a sensação que nunca mais, jamais, se repetiria o prazer daquela novidade... é a velha questão de não se voltar ao local onde se foi imensamente feliz!

Pois bem, por falta de oferta, por falta de lembrança, pelo que quer que tenha sido, a recordação dos figos com presunto, permaneceu intacta, guardada lá atrás, no baú das coisas boas.

Até que ...

No último fim de semana, num restaurante também ele improvável de tão bom, aconteceu o reencontro:


No Algarve, terra de figueiras, os figos oferecem-se doces, deliciosos, desfazendo-se na boca, o que não é segredo para ninguém!
Segredo, é a combinação engendrada pela cozinheira Noélia:
- Sobre uma cama de alface em Juliana, fatias finíssimas de presunto, dançando em abraço apertado com figos suculentos.
Como tempero, umas gotas de balsâmico! 

Como se o prazer gustativo fosse pequeno, a ele se associou o visual, na imagem da Ria Formosa, que, num pôr do sol rosa e azul, completava a sinfonia da perfeição.

A Ria Formosa está lá, imutável, belíssima e gratuita.
Quanto a isso, nada a interferir.
Já os figos com presunto, senhores, os figos com presunto são uma combinação celestial, que quem quer que seja pode, melhor, deve, experimentar!

Beijo
Nina

quarta-feira, 25 de junho de 2014

1138 - Apesar das nuvens ...

Soube mesmo bem este fim de semana prolongado.
O céu encoberto, de vez em quando limpava e a pele agradecia ... ( pode fazer mal, ser perigoso e não sei que mais, mas um bronze é um bronze! Dá um ar saudável e feliz que só ele!)


Ninguém diria que o Verão chegara. A praia quase deserta, sugeria os meses de Primavera.

O mar, bom para nadar, nos seus excelentes 22 graus.
E as incontornáveis Bolas de Berlim, indiferentes ao cinza dos dias, teimaram em aparecer diariamente, que praia sem "Olha a boliiiiinha!", não é praia!

Felizmente não caio na doce tentação!
Na praia, fruta, muita fruta e litros de água. Compenso com o jantar, momento de todos os pecados!

Conclui que sou uma mulher de armas!
Estas duas silhuetas não arriscaram mais do que água até ao joelho.

Para mim, essa é experiência completamente insatisfatória.
Praia sem mergulho e sem natação, não é praia.

Depois, muito sol, sem esquecer o protetor solar e muita leitura !
A meio da tarde, rumava ao campo, onde, pela primeira vez me instalei, num local magnífico rodeado por arvoredo. Foi assim uma espécie de dois em um - metade praia, metade campo.E foi excelente. Com ótimos restaurantes, longos períodos de leitura e descobertas. Sim, descobertas. Eu que vou para o Algarve desde que me conheço como gente, descobri locais novos, absolutamente extraordinários, que nada ficam a dever aos exóticos resorts caribeños! Que, evidentemente, mostrarei.

Beijo
Nina

segunda-feira, 23 de junho de 2014

1137 - A minha vida no campo! Parte II

Bem sei que, no supermercado, posso comprar toneladas de tomates. Bem sei ...
Mas não é a mesma coisa!
Estes nascem e crescem à frente dos nossos olhos e podem ser colhidos sempre que nenecessário

Tal como as abóboras ...

... e os pimentos ...


...e tudo mais que por ali cresce.
Acho graça, sinto vontade de plantar para comer. Uma coisa ancestral, parece-me.
Dizem que sou uma romântica, uma sonhadora, que nada como a obrigação de cuidados diários intensivos, para me obrigar a aterrar em terra firme, fugindo da agricultora a sete pés, para, arrependida, correr para o seio consumista de um bom hiper mercado.
Se calhar, os críticos/cínicos têm razão, mas, como, por enquanto, sonhar é gratuito e não paga imposto, suspiro e devaneio olhando tomates e pimentos!

Beijo
Nina