domingo, 3 de agosto de 2014

1177 - Passeando

Há muitas maneiras de conhecer uma cidade.
Há quem dedique particular atenção aos monumentos, aos museus ,às igrejas!
Há quem prefira misturar-se com as gentes anónimas que circulam.
Há quem faça questão de conhecer os restaurantes emblemáticos, provar os sabores locais.
Há quem se perca nas compras!

Eu sou tudo isso!
Tudo junto, tudo intercalado e, se calhar, ainda mais!

Mas, confesso, prefiro viver as cidades no seu mundo real do exterior, perdendo-me, sem mapa e sem roteiro, ao acaso.

Depois, detenho-me em pormenores que me chamam ...

... como este "mobile" de conchas que canta tocado pela brisa, sobre um poço fechado.

Às vezes, acontece, encontro inesperados habitantes, vivendo em pleno no seu espaço natural.

Gostando como gosto de apontamentos criativos, os meus olhos não os perdem,  quando resolvem manifestar-se:
- Perfeito!
Porta em verde bandeira, cortinas brancas rematadas num artifício rendado.

E as flores, as nuvens de flores envolvendo, ao acaso, uma deliciosa caixa de correio.
É por aqui que vagueio, que me perco.

Beijo
Nina

sábado, 2 de agosto de 2014

1176 - Qual ilhas gregas, qual Seychelles ...



... qual Caraíbas, qual carapuça?

Já corri meio mundo e concluo que a perfeição está aqui tão perto!


Neste céu azul que brinca com o branco das casas e os verdes-azuis do mar!




Ah!... Mas o tempo instável e o calor e tal ...
Só para que conste, atravessei, há anos,( e apenas dou este exemplo, embora pudesse dar muitos mais...)  meio mundo para passar 10 dias na Jamaica.
 Uma viagem de estarrecer, com escala e dormida em Londres, completada com 9 horas  de voo.
Cheguei feita num oito, estourada!
O resort 5* de luxo era só assim-assim.
A praia, um areal apinhado.
O mar povoado pelo jellyfish, um peixinho com picada quase letal.
E choveu.
 Durante uma semana.
 E não era seguro deixar o resort, onde permaneci quase prisioneira!



Mas, era um destino exótico!
Lá isso era!




Este, repito, foi apenas um exemplo! 
Poderia dar uns quantos mais!


Onde esta paz, esta beleza é mera miragem!


A verdade é que consigo ser, é que efetivamente sou muito feliz aqui, sem WiFi, com pouca rede, sem multidões e sem longas viagens de avião.

Mas isto sou eu, com muitos, muitos quilómetros no currículo e outras tantas  experiências decepcionantes.
A dizer a verdade, seria igualmente feliz se não saísse de casa e tivesse que me satisfazer com o mar bravio e gélido da minha cidade.

Beijo
Nina

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

1175- Até parece Verão!

Pois ...
Ao fim do dia, uma ventania gelada, mas céu limpo!
Lá visto umas coisinhas com ar de Verão, mas sempre com casaco.
Não vou voltar a falar deste inacreditável tempo.
O certo é que, eu, que já de mim sou incapaz de organizar decentemente uma mala de viagem, desta vez, excedi-me.
(Acho que esta incapacidade se prende com um qualquer trauma no passado - como agora, é moderno e politicamente correto, explicar os desvios comportamentais! É que, no restante da minha vida, posso assegurar, sou organizada, irritantemente organizada, organizadíssima!)


São túnicas, vestidos decotados e só uma ou outra t-shirt - o máximo do agasalho - o que encheu a minha caótica mala.

De modo que, com uma incrível variedade de peças - todas frescas, fresquinhas ...- não tenho nada para vestir.

Fazia-me jeito um casaquinho, umas coisinhas quentes, que assim, o frio não perdoa. 
Depois de jantar, impossível arriscar uma voltinha higiénica. É sair do restaurante e correr para o carro.
Dá-se a tal voltinha, mas,  assim, motorizada, não conta.
Acho que vamos passar o Natal na praia!
Acho, acho!

Beijo
Nina

quinta-feira, 31 de julho de 2014

1174 - Pecados

Não sou comilona!
Tenho até profundo horror a excesso de comida.
Ainda assim, estou longe de ser magrinha, mas isso é outra conversa ...
Sou, no entanto, uma apreciadora exigente de comida ( e de tudo, aliás ...) bem feita, com rigor, com gosto, com sensibilidade, com amor.

Ontem, depois do dia londrino, jantei muito bem.
Um arroz de marisco indescritível.
Apenas era servido para duas pessoas, o que, à partida, me intimida, pela quantidade que implica.
Sem alternativa, embarcamos no arroz de marisco que surgiu conforme a imagem documenta. Sumptuoso, perfumado e imeeeeeenso!
Quatro comensais ficariam plenamente saciados com o petisco.
Sendo nós apenas dois, nem metade comemos, mas o que comemos, foi sublime.
É uma senhora algarvia que o prepara num restaurantezinho minúsculo, mas bem apresentado.
A dita senhora, nada nova, gordinha, sorridente, com um ar feliz, confidenciou-nos que nem lhe passa pela cabeça deixar de trabalhar.
Entendo-a!
Trabalho é felicidade quando assim flui naturalmente, raiando a perfeição.
Abençoada!

Beijo
Nina

quarta-feira, 30 de julho de 2014

1173 - Oh! senhor São Pedro ...

Mas o que é isto?
Este é céu que se apresente em pleno período de férias, ainda mais na zona mais quente do país?
Não percebo!


Só no Porto, nas manhãs de mais denso nevoeiro, de admite um cenário destes!


Que me perdoem os algarvios, mas, Algarve sem praia é um bocadinho chato!
OK! Podemos sempre dar uma volta, mas, de facto, não apetece.
Viemos "fisgados" em longos dias sobre a areia, intercalados com refrescantes mergulhos no mar!
Se, ao acordar, tudo o que se vê é cinzento ... dá vontade de fugir para o norte, onde, caprichosamente o sol brilha e está calor.

Isto, foi ontem.
Não deu mesmo para uma ida à praia.
O tempo gastou-se com jornais, revistas e livros, numa esplanada.

Hoje, amanheceu igual. Enfureci-me!Mas, felizmente, S. Pedro decidiu pelos veraneantes.
O céu limpou, as nuvens desapareceram, o sol brilha, e estou feliz ... lara-la-lá!!!
S. Pedro, estás perdoado!

Beijo
Nina



segunda-feira, 28 de julho de 2014

1171 - Tão simples, tão bom!




Arroz de tomate, filetes de pescada , grelos salteados
A graça está na simplicidade, na qualidade e na apresentação.
O arroz caldoso surge envasado em malguinha elegante.
Os filetes, fresquíssimos, apenas dourados, no ponto exato, sobrepostos em abraço aconchegante.
Os grelos  verdíssimos, exalando um ligeiro perfume de alho, fumegam, completando a pintura.
Delicioso como só as coisas genuínas e simples conseguem ser.
Boa segunda feira!

Beijo
Nina

domingo, 27 de julho de 2014

1170 - Flores secas






Há tantas adelfas por aqui!
São paredes, muros, maciços de todas as cores.
Tenho apanhado umas tantas florzinhas que meto entre as páginas de um livro - como, quando adolescente, romântica e apaixonada, fazia, pensando nele, o príncipe que por dias ou semanas ocupava o meu coração.
Se a coisa perdurava, acabava por enviar ao eleito uma prova do meu afeto, embora, reconheça com pena, na maior parte das vezes , a paixão era muito mais perecível que as flores.





Atenção, de momento apanho-as com fins bem prosaicos - aplicá-las num futuro projeto decorativo, que, graças a Deus, tal como o sarampo que me imunizou para a vida, assim ocorreu com os ataques de paixão!

Beijo
Nina