domingo, 10 de agosto de 2014

1182 - De volta à luta

Ontem , foi dia de descanso aqui nas escritas! Mas que descanso!
Subi e subi as escadas "n" vezes - ele foi despejar malas, encher máquinas, sacudir, dobrar, arrumar o que não fora usado e que por ser "de praia" não exige ferro.
Tanta areia! Apesar de anteriormente sacudido, trouxe grande porção da praia comigo. E varri, uma, duas, muitas vezes!
Carregada com deliciosa fruta - pêssegos e figos - separei, escolhi e guardei no frio.
Preparei refeições, em modo slow food, como sempre prefiro:

Caril de frango
Canja de galinha


Arroz de tomate

Tudo em quantidade, para ser consumido à medida das necessidades.
Jantei em casa!
Arrumei a cozinha!
Varri novamente!
E - oh! Chatice das chatices!- redescobri formigas!
Pestes!
 Em setembro falamos ... Trato-lhes de saúde de uma vez por todas.
À noite, depois do jantar, um filme na TV acompanhando do croché que cresce e esta de boa saúde, muito obrigada.
Dia comprido, cansativo, pedindo noite de sono.
Certo?
Errado!
Quando estou assim cansada, é insónia certa!
Levantei-me já que se não dormia era porque não tinha sono que o corpo tem sempre razão.
No sofá da sala, escolhi as sobremesas para o jantar de hoje - coisa simples, só nós, os de casa - e fiz palavras cruzadas.
Voltei à cama pelas 4 horas e dormi até às 10.
Preparo-me, agora, para a caminhada junto ao rio...
Tenham um feliz domingo.

Beijo
Nina

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

1181 - A caminho de casa

Acabou!
Foi bom, mas acabou!
Agora são 600Kms, sempre a subir, sempre para o norte,ainda com a manhã na praia, para não desperdiçar nem uma gotinha desta maravilha de céu (finalmente) muito azul, mar sereno ( ainda que gelado) e sol na pele.

Almoço/farnel na praia.
Café no sitinho que já é meu.
Tabuleiros de fruta que saíram da árvore para meu contento. E piri.piri! Um monte de vagens de piri-piri de todas as cores, presente de um amigo local.

As malas, um montão de bagunça indiscritível, quase lixo. Custa a crer que as roupas recuperarão a sua forma.
Seguem-se horas de trabalho que não assusta.
É o preço!
Baixinho, de tanto lazer, de tanto dolce fare niente!

Beijo
Nina

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

1180 - Quando as palavras não bastam


Ficam as imagens ...

Que por muito coloridas, por muito sugestivas que sejam,
 não conseguem
 desvendar
o aroma e, mais importante, a história que,
 por detrás deste quadro, repousa

São peras ...


... pêssegos amarelos e ...

Estes, vermelhos, quase explodindo
na sua suculência!

Um caixote perfumado!
No quarto do hotel onde estão, cheira a fruta madura, cheira a perfume doce.
Chegaram assim:
-Num cafezinho ao pé da praia, paro diariamente, numa rotina aconchegante, para um café e, às vezes, um irresistível Dom Rodrigo.
Os donos, são um casal algarvio, afável!
Ontem, do nada, decidiram oferecer do seu quintal estes mimos!
Foi comovente!
Logo eu que sou de lágrima fácil, vi-me sem palavras!
Foi lindo!
Ganhei, muito mais que um caixote de fruta.
Ganhei  o dia!

Beijo
Nina

terça-feira, 5 de agosto de 2014

1179 - Cestos

À noite, reunem-se, no centro da terreola, uns quantos artesãos, vendendo produtos típicos da região. Agradam-me os doces de amêndoa, de figo, alfarroba, mas não me deixo tentar, tanto mais que os encontro depois de jantar, quando resistir às tentações gastronómicas, é tarefa fácil.
Há também umas banquinhas do chamado artesanato urbano, a que não acho a menor piada.
Pelo meio, ainda tropeço nuns óculos e numas malas de marca, perfeitamente intratáveis, com o seu arzinho pretensioso e super foleiro.
Posto isto, o que me resta comprar?



Cestos!
Vi um que me agradou. Queria dois. Nenhum problema, a artesã comprometeu-se a, no dia seguinte, me entregar o segundo.
Aqui estão, lindos e faceiros.
Vou dar-lhes um trato - pintura branca e forro adequado.
Irão para o meu atelier que será um local bem apessoado para inspirar a costureira atrevida que vive dentro de mim.
Entretanto refleti - um perigo para a economia doméstica - e conclui que deveria comprar mais, muitos, muitos mais, para esconderem o horror dos vasos em plástico.
Porém, esta ambição desmedida colide com o tamanho da bagageira do carro.
Problemas! Só problemas!
Foi então que me ocorreu - outro perigo - que em Cerveira, na feira, não faltam cestos.
Problema resolvido.
Me aguardem!

Beijo
Nina

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

1178- Chinesices

Esta minha relação de amor/ódio com as lojas orientais, não pode acabar bem, mas, teimosa (masoquista?), insisto.

Vi, quis e comprei estas sabrinas cómodas, giras e baratas.

Apresentam, agora, este belo aspeto!
OK! O barato sai caro e blá bla´, blá blá!
Nada a acrescentar!

De modo a evitar a vergonha de ficar descalça a caminho da praia, fui ao Lidl e encontrei estas chinelas que além de cómodas - não suporto as havaianas clássicas! -  são bonitinhas, no seu prateado total.

Só não tenho a certeza da sua origem ...

... da sua certidão de nascimento. Custaram menos de 5€ o que me leva a cogitar que, também elas, terão nascido no oriente.

Quem não aprende com os erros, não pode reclamar.

É que o vestido, este vestido praieiro, é do mais puro fabrico chinês!
Mas é giro e confortável!
É também, seguramente, do tipo, "usa e deita fora!"
Sem ilusões nem expectativas de qualidade!
Estamos entendidos!

Beijo
Nina

domingo, 3 de agosto de 2014

1177 - Passeando

Há muitas maneiras de conhecer uma cidade.
Há quem dedique particular atenção aos monumentos, aos museus ,às igrejas!
Há quem prefira misturar-se com as gentes anónimas que circulam.
Há quem faça questão de conhecer os restaurantes emblemáticos, provar os sabores locais.
Há quem se perca nas compras!

Eu sou tudo isso!
Tudo junto, tudo intercalado e, se calhar, ainda mais!

Mas, confesso, prefiro viver as cidades no seu mundo real do exterior, perdendo-me, sem mapa e sem roteiro, ao acaso.

Depois, detenho-me em pormenores que me chamam ...

... como este "mobile" de conchas que canta tocado pela brisa, sobre um poço fechado.

Às vezes, acontece, encontro inesperados habitantes, vivendo em pleno no seu espaço natural.

Gostando como gosto de apontamentos criativos, os meus olhos não os perdem,  quando resolvem manifestar-se:
- Perfeito!
Porta em verde bandeira, cortinas brancas rematadas num artifício rendado.

E as flores, as nuvens de flores envolvendo, ao acaso, uma deliciosa caixa de correio.
É por aqui que vagueio, que me perco.

Beijo
Nina

sábado, 2 de agosto de 2014

1176 - Qual ilhas gregas, qual Seychelles ...



... qual Caraíbas, qual carapuça?

Já corri meio mundo e concluo que a perfeição está aqui tão perto!


Neste céu azul que brinca com o branco das casas e os verdes-azuis do mar!




Ah!... Mas o tempo instável e o calor e tal ...
Só para que conste, atravessei, há anos,( e apenas dou este exemplo, embora pudesse dar muitos mais...)  meio mundo para passar 10 dias na Jamaica.
 Uma viagem de estarrecer, com escala e dormida em Londres, completada com 9 horas  de voo.
Cheguei feita num oito, estourada!
O resort 5* de luxo era só assim-assim.
A praia, um areal apinhado.
O mar povoado pelo jellyfish, um peixinho com picada quase letal.
E choveu.
 Durante uma semana.
 E não era seguro deixar o resort, onde permaneci quase prisioneira!



Mas, era um destino exótico!
Lá isso era!




Este, repito, foi apenas um exemplo! 
Poderia dar uns quantos mais!


Onde esta paz, esta beleza é mera miragem!


A verdade é que consigo ser, é que efetivamente sou muito feliz aqui, sem WiFi, com pouca rede, sem multidões e sem longas viagens de avião.

Mas isto sou eu, com muitos, muitos quilómetros no currículo e outras tantas  experiências decepcionantes.
A dizer a verdade, seria igualmente feliz se não saísse de casa e tivesse que me satisfazer com o mar bravio e gélido da minha cidade.

Beijo
Nina