quarta-feira, 18 de março de 2015

Trabalhando ...

Nem sei se me é honestamente possível, a isto chamar trabalho...
No sentido bíblíco do conceito que envolve sangue suor e lágrimas, definitivamente, não é!
 E já agora interrogo-me:
- Porque é que que tudo quanto eleva o homem tem que forçosamente envolver dor?
-Porque é que tudo o que é bom, engorda, acaba depressa ou é pecado?

Tudo tão tenebrosamente tingido em negras cores ...
Nada, nesse contexto,  é inocentemente bom ...

Não entendo!
 E tão pouco me identifico com a equação em que o x, se resultado da soma de prazeres é = a pecado!

E por aqui me quedo que não pretendo ferir susceptibilidades!
 Foi apenas um desabafo!
A que tenho direito, mas que não é necessário ser levado a sério!
Pois que sei eu?

Retomando o rumo inicialmente previsto, assente que foi a poeira do regresso, dominado o caos, surgiu, com leveza, o lazer!

Já se sabe - e disso não abro mão, guerreira enfurecia - já se sabe, dizia, a organização paga elevadíssimos juros, proporciona vagares, intervalos, em suma, TEMPO!
Sou , definitivamente, criatura organizada, porque me policio ... não apetece, mas faço, não adio, não empurro com a barriga e depois, rapidamente, vêm os juros em forma de tempo livre.

Aplico os meus dividendos aqui, no blog que alimento qual mãe atenta, nas leituras, nos passeios à beira mar, e no meu idolatrado craft! 

Fiz balanços, avaliações e retirei conclusões!
Gosto de variar, de viajar - já se sabe - e nada de correntes a trabalhos imensos que para tal existiu Penélope e a sua teia.
Eu não!
Livre e solta, saltito entre projetos.

De momento são 3, que foi a conta que Deus fez! 


Um saco de retalhos, mais um ...

... quase, quase pronto.
Tem exigências, o trabalhinho!
Há que o costurar durante a tarde, lá onde pomposamente designo por atelier!
Amanhã, se tudo correr bem, será concluído.
 Depois da lei "dos sacos" - pelos vistos um fiasco, um imenso logro - eu que sempre levara os meus próprios sacos para as compras - sentindo-me imensamente civilizada por não contribuir para a poluição do planeta - agora, que são pagos, ainda mais incentivada estou!
Haja, portanto, sacos!

Ao serão, continuo o ataque aos restos de lãs:


E duas carreiras, 16 corações, prontos.
Teço um por noite que é o que me apetece.
Portanto, dentro de 48 dias a manta estará concluída! Colorida e alegre, sim, mas sem deixar de ser contruída a partir de restos de lãs.
Façamos, agora um exercício de imaginação e visualizemo-la em tons de bege e branco, ou em tons de terra, ou em tons pastel ... Por qual optar!?
Depende! Depende do ambiente em que será integrada, mas, em qualquer caso, resultará numa delícia para o olhar!

Ainda me tento, quem sabe?

E, para intervalar do crochet nada como um bordadinho!
São passarinhos! Uma série deles, todos lindos, ternurentos!


O destino final?
Não sei, ainda não sei! cada coisa a seu tempo, que é assim que brotam as ideias felizes!

E é isto!
Se mais horas tivesse o dia, mais horas dedicaria a estes afazeres, tão simples, tão banais, mas tão gratificantes.

Beijo
Nina

terça-feira, 17 de março de 2015

Regressando ...


"Regressar" é um verbo que se conjuga muito, muito lentamente!
Exige etapas!

A qualquer mente desprevenida, parecerá que o ato é simples e imediato.
Puro engano!
Regressar dá trabalho, rende, alarga-se no tempo, desmesuradamente.

Regressar do Algarve não parece ser, propriamente, uma viagem intercontinental ... 
São, até ao Porto, 600 Kms de seguríssima auto-estrada que, sem quebrar os preceitos legais se vencem, nas calmas, em 5 horas!

Porém ...
Não é bem assim!

Para começar, o dia de regresso, "que está tão lindo ..." convida a umas horinhas - poucas - na praia!
E, como se sabe, nada melhor do que um ambiente ameno para que a noção do tempo se dilua e, de repente - parece impossível! - são 4 da tarde.
Toca a despachar, não sem que, antes, se pare no bar do costume, para um cafezinho estimulante - antes das 5 não saímos.

Finalmente a caminho, impõe-se uma paragem para desentorpecer os músculos e outras coisinhas mais.

Começa a escurecer.
 São 18:30!
Paramos na Mealhada para um jantar de leitão?
Parámos!

A sala ainda quase vazia, que é cedo para jantar.
Estamos no Pedro dos leitões, restaurante quase centenário, quase lendário que recordo de, na minha infância, frequentar com os meus pais.

O menu é longo e variado, mas, evidentemente que vir à Mealhada e não comer leitão é como ir a Roma e  ...
( perdão pela absurda comparação)


Lá chegou o bacorinho, na assadura certa, com o tempero adequado.


Regado com espumante que, com o bichinho, casa na perfeição.

Depois, mais 100 Km e estamos em casa.

Comigo trago uma mala, um saco e muita areia.

Trato de despejar a mala!
Roupa limpa enrugada, roupa suja separada. Uma imensa salgalhada! Tudo para a máquina.
Entretanto,  o cansaço venceu-me!
Fica tudo ao monte! Um susto!

Pela manhã, tratei parcialmente da desordem.
Entretanto foi necessário comprar mantimentos - ida obrigatória ao supermercado.

Outra frente de ataque surgiu - o meu cabelo! O meu cabelo horrendo, sujo, despenteado ...
Cabeleireiro, portanto.

Ah! e as plantas?
As plantas gritam por assistência - aguinha nelas!

E foi assim que regressei.
A ação iniciou-se ontem pela manhã e só agora - 17:00 do dia seguinte - está concluída.
Só agora consegui tempo e disposição para me sentar e escrever este texto.
Repito, o verbo "regressar" conjuga-se muito lentamente!

Beijo
Nina

domingo, 15 de março de 2015

Domingo


Não se nota que é domingo. Não há multidões, nem agitação, nem restaurantes cheios ... nada! Tudo igual, tudo calmo, as horas decorrendo sem o afã febril dos fins de semana na cidade.

Sempre que o tempo atmosférico o permitir, este é, definitivamente, o melhor período para, no Algarve, recarregar baterias!

No hotel, muitos hóspedes, todos, todos estrangeiros, ingleses na sua maioria. Casais ou grupos de amigas gozando a sua aposentação, a preços módicos.

Na praia, céu azul, mar calmo embora gélido e um ventinho constante, cortante, arrepiante.

Na proteção das dunas, o sol aquece e está-se bem, com jornais, muitas revistas e palavras cruzadas. Para a praia nunca levo livros, pois sei que, infalivelmente, se estragam.

No hotel, na paz do quarto leio. Agora policiais que muito me prendem:


Sou fã deste senhor com nome português que constrói magistralmente enredos.


Do mesmo modo, deliro com a escrita negra dos autores nórdicos, neste caso uma mulher, cujas obras li na totalidade.
Também ela genial.

Considero este tipo de escrita o mais indicado para férias. É leve, mas intenso e proporciona horas de absoluta e total fuga à realidade.

Foram assim, muito bons os dias deste fim de semana prolongado.
Mas chegaram ao fim!

Regresso a casa, sem pena, porque gosto tanto de partir como de regressar.

Lá para a Páscoa, se o tempo estiver bom, voltarei ao meu paraíso privado.

Boa semana!

Beijo
Nina 

sábado, 14 de março de 2015

The simple life

Já há muito que sigo com um misto de curiosidade e interesse este conceito:
-The simple life!

Como o nome indica, trata-se de um modo de encarar e gerir a vida de uma forma que exclui tudo quanto é supérfulo, desde a alimentação, ao vestuário e aos cuidados elementares de manutenção de uma casa.

Olho com curiosidade, como disse, e também com admiração, a capacidade que algumas pessoas manifestam de quebrar as cadeias que as aprisionam à feroz sociedade de consumo. E, não deixo de compreender e, até, simpatizar com os seus pontos de vista. O que, só por si, não significa que os abrace e aplique ao meu dia a dia. Mas, já se sabe, conhecimento e abertura de espírito não fazem mal a ninguém. Só nos enriquecem, elevam e abrem o leque de opções que cada um decide adotar.

Neste contexto, tenho-me documentado em aspetos comezinhos que passam da produção dos detergentes domésticos, à realização de arranjos de costura - nunca mais recorri às lojas de costureiras para subir ou descer bainhas ... - à produção das próprias compotas - as minhas incomparávelmente melhores do que as da loja - conservas e congelação de legumes, produção do próprio pão e tantos outros items que, no meu dia a dia, eu própria produzo.

Há, porém, quem faça desta teoria um modo de vida:


Aqui, onde nos meses de verão funciona um parque de estacionamento automóvel, nasceu uma aldeia de avantajadas dimensões.
Uma aldeia de caravanas!

São alemães, franceses, holandeses e suecos, na sua maioria..
Aqui montam a sua habitação fugindo aos rigores do inverno nórdico.

Não é um camping!
Não têm energia elétrica. Para isso recorrem a painéis solares próprios.
A própria água é recolhida nos chuveiros que servem a praia.
 Também aí lavam  as roupas que estendem ao sol junto às caravanas.

Com eles trazem o cão, o gato, o periquito e até os vasos com plantas.
E, como uma perfeita comunidade, entre si convivem com jogos, conversas e risadas.

É, mais que uma forma aprazível de ultrapassar o inverno, é, dizia, uma forma de estar na vida.
Uma forma curiosa! Quase radical, diria!
Se eu aderiria?
Não! Nunca!
Estou ainda e sempre - receio - agarrada ao conforto da minha rotina, dos meus sofás, das minhas torneiras de água quente.
Como testemunho do exequível - afinal é possível viver assim! - tem o seu valor!

Beijo
Nina

sexta-feira, 13 de março de 2015

Ai! Se eu soubesse!


Considero-me, porque é verdade, uma cozinheira bastante aceitável ... vá! - que modéstia a mais é vaidade! - sou boa cozinheira! 
A comidinha, talvez porque temperada com entusiasmo, sem qualquer enfado, sai-me bem!
Este é um facto!

Quanto mais elaborado, mais criativo, mais desafiante, melhor!
Por isso os meus jantares para grupos de amigos, são verdadeiras coroas de glória.

Nos jantares de festa em que reúno a família, o saldo é sempre positivo, isto porque me aplico, porque programo, porque faço questão de comparecer fresca e perfumada depois da preparação do evento.

Pronto! Disse!

Há porém, um porém, um ponto fraco, um calcanhar de Aquiles que me vence!

Chama-se peixe grelhado!

Quem diria?
Verdade pura, crua e dura, no entanto!

De tal modo estou /sou consciente dessa debilidade que não me aventuro por esses caminhos. Contorno. Evito. Ponho-me a milhas.

Desisti de deslindar este mistério, mais um dos muitos insondáveis que o universo nos reserva.
Injusto, acho! Logo eu que gosto tanto de peixe grelhado, provavelmente a minha preferência absoluta nesse campo.

Então, e porque não vale a pena lutar contra o inelutável, conformo-me e delicio-me com o peixe grelhado servido no Algarve.

Pessoa de laços fortes, frequento, por norma, os mesmos restaurantes onde - não tem que saber, não tem que inventar - peço sempre Peixe Grelhado.


Robalo ou dourada!
Um espetáculo na sua absoluta frescura e total simplicidade!
Do mar, gosto de tudo, peixe crescido ou miúdo, porém, este robalo selvagem, pescado aqui na praia, é, apenas, uma experiência única,melhor dizendo, é A experiência.
A não perder!
Dica anotada?

Beijo
Nina

quinta-feira, 12 de março de 2015

Voei!

Sou um daqueles seres muito bem adaptados ao meio em que vive. Sou bicho de bem com o ninho!
Definitivamente!

Gosto de viver no meu país - com todos os seus defeitos - gosto!
Gosto da minha cidade - e nela , só a muito custo, reconheço defeitos - gosto!
Gosto da minha casa - e aí não reconheço qualquer defeito - a minha casa é o meu casulo perfeito!

Ainda assim, às vezes, muitas vezes, saio, para voltar, mais tarde, ansiosa, saudosa das minhas rotinas, das minhas coisinhas, das minhas referências, perfeitas bóias que me apoiam quando o mar da vida se agita.

Se mudasse de cidade, fá-lo-ia a custo, com muita resistência, sem nunca cortar o cordão umbilical com o meu espaço.
Sei, porém, de um lugar que me aprisiona, me prende, me faz suspirar e onde, não me importaria de permanecer por longas temporadas.


Este!

Algarve, de clima ameno, de mar azul, de imensas praias.

Não é o Algarve turístico, o Algarve de multidões ...

Não!
Este é o Algarve de pescadores, de noites tranquilas, o Algarve onde não acontece nada!

Este é o meu Algarve, a escassos quilómetros de Espanha, que da outra margem do Guadiana, nos contempla, na sua brancura Andaluza.
Por escassos dias - pouquíssimos, na verdade - fugi ao frio do norte, refugiando-me aqui, meu segundo casulo.

Beijo
Nina

quarta-feira, 11 de março de 2015

Flor!



Encontrei-a AQUI!
Já se encontra devidamente registada no meu caderno de tesouros.
As explicações são claríssimas e com esta flor pode fazer-se tudo - almofadas, mantas ...  e o que quer que a imaginação dite.
E, juntando o útil ao agradável,  aproveitar restos de lãs que essa é, de momento, a onda que cavalgo.

"Bora" a tricotar flores, ramos, montes de flores!

Beijo
Nina