quarta-feira, 25 de março de 2015

Verde dentro de casa


Chegada que foi esta primavera envergonhada - com um vento gelado ...- é  altura de prestar atenção às plantinhas que animam o interior das nossas casas.
Não gosto, em termos decorativos, de  plantas espalhadas, plantadas aqui e ali, aonde calha, só porque se pretende trazer a natureza para dentro, para alegrar os olhos e criar a ilusão de casa com jardim ou quintal. Prefiro que à sua disposição esteja subjacente uma lógica, uma ordem, uma organização.

Gosto, por exemplo de as ver no peitoril das janelas! Também nas casas de banho que disponham de luz natural. Se têm flor, como as orquídeas, podem ocupar lugar de destaque em mesas.
Enfim, cada caso é um caso e só depois de avaliar , me decido ou não pela sua distribuição.

Para iluminar a decoração de uma sala mobilada com móveis muito, muito antigos - que ainda não tive coragem de repaginar - resolvi recorrer às folhas verdes e gostei muito do efeito.
Ora vejam:



Sobre esta mesa de apoio - que está na minha lista para ser modificada - compus um pequeno jardim, misturando o verde das plantas com o azul predominante na decoração.


Quando subo as escadas, a primeira perspetiva é esta.

São plantinhas banais que fui multiplicando a partir de uma planta mãe, sem gastos, sem qualquer investimento, para além da atenção - uma vez por semana rego moderadamente e aparo qualquer folha velha que entretanto surja.

Nova é esta gardénia.
Trouxe-a ontem do Leroy Merlin.
Sei que é sensível e melindrosa - já me morreram algumas - mas, ainda assim, comprei-a.

É planta de pequeno porte com flores brancas, a sua mais valia!
 Têm um perfume suave e doce que inunda a casa.
Enquanto durar, não passará desapercebida.
Tenho a sorte de dispor de um espaço interior onde as plantas crescem e se reproduzem como se numa estufa estivessem. Aí, não tenho grandes preocupações estéticas, é a minha selva, o meu jardim de inverno e para lá viajam as fraquinhas, as doentinhas.
De resto, repito, não me agrada tropeçar em vasos e vasinhos.
Manias!

E vocês, já começaram a tratar das vossas plantinhas de interior?
Já as agruparam em núcleos verdes?

Quero saber tudo, aprender tudo, inspirar-me muito!

Beijo
Nina

terça-feira, 24 de março de 2015

A costureira talentosa que habita em mim


Tinha agendado para hoje, colocar rendas em tons bege e branco, em diversas toalhas.
Tarefa simples!
Alfinetar e coser!
Nenhuma habilidade, nenhuma perícia exigida, que eu, sabendo das minhas limitações, não me aventuro em altas cavalarias!

Fui, portanto, sem pressas, retomar o trabalho já iniciado AQUI.
Esclareço que a máquina continuava enfiada, sossegadinha no seu sítio, onde, entretanto,ninguém lhe tocou .
Portanto, desde a última utilização, nada mudou!

Tratei, pois, de alfinetar tudo muito bem alfinetado e preparei-me, para, num instantinho, terminar a função:

Mostro a beleza da ação prévia, que nisto sou meticulosa e medrosa - não querendo provocar a ira de qualquer divindade que decida atrapalhar os meus inocentes planos.

A prová-lo as imagens que se seguem:


Esta, a toalha de banho num tom areia ...

... na extremidade da qual, alfinetei a renda.

Esta, branca, também de banho ...

... e estas duas de rosto, farão equipa.
Já se sabe que o o branco combina bem com tudo!
Pois bem, avancemos!

Queria costurar utilizando ponto zig-zag!
O zig-zag surgiu numa espapaçada linha reta.
Não entendo!
Vou experimentar numa amostra.
O fio parte! Mau ...
Tenta de novo!
Primeiro enrodilha-se pelo avesso, depois parte!
Mas o que é isto?
Será que está suja?
Desliga a máquina!
Usa o pincel!
Sai algum lixinho!
Volta a experimentar!
Volta a partir e a enrodilhar a linha!
Mau, mau!!!
Saca das instruções.
Em inglês que comprei a maquineta em Inglaterra.
Algures, no meio daquele palavreado técnico, a indicação que , se necessário, se deve desaparafusar a parte metálica, para limpar melhor.
Desaparafusei!
Desmanchei!
Limpei que estava sujo.
Agora vai funcionar - pensei, crédula!
Volta a ligar, volta a enfiar, volta tudo ao início, isto é, enrodilha, parte, não cose!

E pronto!
Foi assim a minha costura!
Sou muito talentosa, não sou?

Amanhã, sem falta, levo a inglesa ao serviço de urgência!
Que a bicha está doente ou amaldiçoada!

Beijo
Nina

segunda-feira, 23 de março de 2015

Poupar, economizar, aproveitar ...

Poupar, economizar, aproveitar são tarefas inerentes à gestão de uma casa. Por isso, às vezes, muitas vezes, imagino que daria uma excelente ministra da economia, ao contrário da esmagadora maioria dos nossos governantes! Fico-me por aqui. Recuso-me a entrar na avaliação de tais personagens.

Temos, portanto, que a gestão de uma casa passa incontornavelmente por dizer não ao desperdício.
Faço-o, repito, mas sempre com a preocupação de que todas as refeições sejam apetitosas e saudáveis. E, a cada passo, sem o prever, são-me colocados esses desafios.

Aconteceu quando, há dias preparei o BACALHAU DA NOIVA , tendo sobrado uma quantia considerável do peixe.


Concretamente, esta caixa!
Lembrei-me de preparar os portuguesíssimos Pastéis / Bolinhos de Bacalhau!

Comecei por passar pela máquina as lascas anteriormente cozidas, e ...

... igual quantidade de batatas, também elas cozidas ...

... resultando nesta mistura que ...

... polvilhei com abundante salsa picada ...

à mistura, acrescentei um ovo ..

... temperando com pimenta e misturando muito bem com a colher de pau.
Os entendidos, a esta hora - tenho a certeza - torcem o nariz.
-Só um ovo?
- Sim! Só um ovo basta.
- E sal?
- Nada de sal! O do bacalhau é suficiente!

Vamos agora ao pecado, ao grande pecado que é fritar os pastéis/ bolinhos ( no norte chamam-lhe bolinhos, no sul, pastéis).

Pois não se fritam! Assam-se!


Revesti um tabuleiro de ir ao forno com uma folha de película antiaderente.
Esta é uma invenção fabulosa que impede o que quer que seja de "agarrar"
Comprei-a no Lidl e pode ser usada repetidas vezes, bastando que, após cada utilização, lhe passemos uma esponja molhada, seguida de um pano seco.
É, aliás, com este revestimento que asso os suspiros!

Dispomos, então, montinhos de massa e levamos a gratinar, o que é rápido.

Convem controlar a preparação para que os bolinho / pastéis fiquem dourados, sem queimar.

Servi os ditos com este arrozinho de cogumelos.
Foi um almoço muito agradável e não sobrou nada, o que, por si só, comprova a qualidade do petisco.

Esta opção pelo forno pareceu-me viável, embora , anteriormente, nunca a tenha posto em prática.
Tirada que foi a prova, podem comer sem remorsos quantos bolinhos / pastéis  lhes apetecer, já que não passam de um inocente bacalhau cozido com batatas.

Beijo
Nina

domingo, 22 de março de 2015

Que me perdoem as feias ...



Que me perdoem as feias, mas beleza é fundamental ... como dizia o poeta, Vinicius de Morais!
Cruel como só ele, já que reduz "as feias" a nada. Não que concorde. Não concordo! Não há mulheres feias. Ponto! Por dentro, não sei, mas por fora, todas têm os seus encantos.

Alongo-me em considerações que não vêm ao caso!
Quero apenas falar de toalhas e, sem saber como, embarquei em considerações sobre a beleza feminina.
Foquemo-nos, pois!

Vou falar de toalhas!

Gosto de toalhas brancas (embora tenha algumas noutras tonalidades). Privilegio essa cor. Aprecio o clima de limpeza sem subterfúgio. E lavo-as constantemente. Portanto, estão branquinhas, mas perdendo o viço, que água e detergente fazem os seus estragos.

Tendo que me conformar com as inevitáveis marcas de uso, esta tarde, apliquei-lhes - como direi? - uma espécie de lifting rejuvenescedor que passo a explicar.


Selecionei umas quantas brancas e outras em azul claro que é uma conjugação bastante pacífica que não agride os meus padrões cromáticos.



Seguidamente, recorri às rendas que comprei por uma ninharia na Feira de Cerveira e que aqui já mostrara.

Parece um crochet manual, mas dado o preço insignificante, estou em crer que são produzidas mecanicamente ...
... o que, para o caso, não importa nada!
Apliquei-as numa das extremidades das toalhas e cosi com zig-zag.


Ficaram irreconhecíveis ...

... novas ...

E, ainda por cima, casando harmoniosamente, sem reações adversas entre si.

Aplicarei o mesmo upgrade a outras, em bege e em rosa!

Concluindo e lucrando:
- Tão cedo não preciso de renovar o enxoval!

Boa semana!

Beijo
Nina

sábado, 21 de março de 2015

Diz que chegou a primavera ...

Diz que sim, que chegou hoje!
Então porque é que tive tanto frio? Porque é que um vento gelado me trespassou?
Não percebo!
Não era para chegar o bom tempo?
Crédula, vesti azul claro, levezinho e alegre. Jeans e camisa a condizer. Um ar alegre, bem primaveril.
À cautela, blazer azul marinho. Gostei!
Saí!
Entrei no carro dentro da garagem e segui para norte, rumo a Cerveira. Pelo caminho, um café. Aí desconfiei! O céu azul não condizia com a brisa gelada.
Prossegui!
Em Cerveira um mar, uma multidão de espanhóis que ontem foi feriado na Galiza.
O frio, esse, indiferente a festejos, agudizou-se!
Regressei a casa após o almoço.
Aqui, perto do mar, apetece agasalho de lã.
Vou jantar com amigos!
O que visto!?
Retomo os cachecóis, as luvas, botas e o casaco comprido!
Já não se pode confiar em calendários!

Bom sábado.

Beijo
Nina

sexta-feira, 20 de março de 2015

Se é para pecar ...

 Se é para pecar, pequemos! Em grande!

Hoje, dia de todos os prodígios - com direito a eclipse do sol e tudo -  apeteceu-me, pecar!
Acho que o projeto - o do pecado - andava sendo congeminado em silêncio, à sucapa, pelo escuro da noite, possivelmente durante o sono, quando as barreiras da vigilância baixam a guarda, que, no meu perfeito juízo sou senhora de muitas cautelas, imensos impedimentos e outras tantas objeções.
Deixo, pois, o pecado à conta de sortilégios que não domino.
Era, porém, claro na minha mente e principalmente na minha vontade, o forte  desejo, real,  a três dimensões, com perfume próprio e cor - vermelho - que, é sabido, não existe coloração mais adequada para levar a efeito o dito - continuo referindo-me ao pecado!

Esclareçamos o caso!

Li, vi, por aí, o diabólico desafio:

RED VELVET CAKE




Nem mais!

Com direito a  um creme de baunilha para cobertura e recheio!

O interior tem este aspeto:
Fofo e, claro, VERMELHO!

Recebe uma abundante camada de creme ...

... que se cobre com a metade restante.

Depois é regá-lo e ...

... regá-lo ainda mais , até que o creme escorra e o vista na totalidade, disfarçando o vermelho.
Salivo! Abundantemente!
Pecarei sem culpa!

Beijo
Nina

quinta-feira, 19 de março de 2015

Para quem não sabe nada, mas mesmo nada, de cozinha ...

Apresento o Bacalhau de Noiva!

A receita original faz parte do Livro de Pantagruel, porém esta não é a original ... é como eu faço, inspirada na original.

Aliás, o título Bacalhau de Noiva, no que à minha experiência diz respeito, não é absolutamente nada auspicioso ... que eu , noiva e cozinheira era, no mínimo, um desastre!
Deve ter sido por temer o pior que o então noivo, como quem não quer nada, me ofereceu o Livro de Pantagruel!

Li-o com a devoção de quem lê um livro santo, com respeito, com humildade e profunda veneração, o que não evitou calamitosos jantares.

Enfim, tudo se aprende. Tudo! Apenas é necessário querer e, sem falsa modéstia, chamo a atenção para as minhas perfomances culinárias. Olaré!!!!

Vamos, pois ao bacalhauzito!
Este, peixe excelente, graúdo, de suculentos lombos que mantenho congelado, pronto a ser utilizado.

Precisamos:

2 postas de bacalhau

... que serão cozidas, sem sal!
 Enquanto isso ...


Descascamos 4 cebolas que ...

... cortamos em rodelas finas, enquanto enxugamos as lágrimas!
 Entretanto,o bacalhau cozeu!


Melhor deixar que arrefeça completamente para não escaldar os dedos.
É esquecê-lo!

Guardamos a água da cozedura. Vai ser necessária.
 E passemos às cebolas!

Regam-se abundantemente - sem somitiquices ... - com azeite e vai refogar muito lentamente, que, as pressas estragam tudo.

Quando começar a fritar, ameaçando ganhar cor, junta-se um pouquinho da água em que cozeu o bacalhau, o qual ...

... entretanto, arrefeceu e ...

... foi reduzido a suculentas lascas.
Atenção às espinhas!
Não há nada mais desagradável do que, avançar afoito sobre o prato perfumado e ser atacado por uma espinha!
 Neste ponto, o bacalhau está preparado e resta-lhe esperar.

As cebolas também!
Vamos tratar delas!

Precisamos de Maizena que nada, nenhuma outra farinha, proporciona molhos mais aveludados.

1 colher de sopa bem cheia, choverá sobre as cebolas.

Mexemos bem ...

... até a farinha ser incorporada.
 Agora, juntamos aos poucos, sem parar de mexer, 2,5 dl de leite + 2, 5 dl da água em que o bacalhau cozeu.


Acrescenta-se 1 colher de sobremesa de Becel.
Tempera-se com pimenta e sumo de limão.
Não, não é preciso sal. O bacalhau contem o suficiente.
 Vamos terminar:


Dispondo o bacalhau numa travessa que possa ir ao forno e à mesa e ...

... por cima, despejamos o molho de cebola.
 Para garantir um gratinado apetecível, polvilha.se a superfície com pão ralado, ou queijo.


Vai ao forno, a 180 graus, cerca de 1 hora.
Que é onde está o meu. Por isso não o apresento pronto.
Serve-se acompanhado com puré de batata!

É bom, muito bom, até para quem (pensa que ...) não gosta de bacalhau.

Bom jantar.

Beijo
Nina