sábado, 4 de abril de 2015

Peixe - não tem nada que saber!


Peixe, sempre e só peixe! 
No Algarve, não tem nada que saber, sem hesitação, sem risco de erro, escolhe-se peixe.


A oferta é variada e sempre de qualidade.
Entra-se no restaurante, escolhe-se a mesa e dispensa-se a carta, que o melhor é escolher, a dedo, no expositor de peixes.

E para quem não gosta de peixe?
-Carne obrigatoriamente excelente e marisco fresquíssimo.
Sendo, porém,  adoradora de peixe, é o que sempre peço.
Grelhado, escalado - aberto como se de um livro se tratasse - servido com legumes cozidos e uma salada.

Escolhi aquele robalo, um robalo do mar, bem grandão - pesava 1 Kg ...
E foi uma experiência a rondar o transcendente!

Assim se apresentou!
Só no Algarve como peixe com esta excelência, apenas grelhado, apenas temperado com sal, apenas regado com um fiozinho de azeite temperado com alho.
É tão simples que não atino, nem de perto nem de longe, com o ponto certo de acabamento.
Acho que o segredo passa por décadas preparando este peixe. Por isso rendo-me! Peixe como este só no Algarve, só em locais que conheço, onde converso com a cozinheira, onde me deixo convencer pelo peixe certo.
É que a perfeição é algo extremamente simples, que eu, pobre teórica, não alcanço!

Beijo
Nina

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Mas ... o que é isto?

Mas... o que é isto?
Que céu é este?
Encoberto!!!!!
Não é céu que se apresente a quem vem à procura de sol e mar! 

Eu já deveria saber que , na Páscoa, o tempo  pelos Algarves é caprichoso, mas esqueço sempre e, anualmente, repito a experiência.



Desta vez no hotel Vila Galé Tavira.


Tavira é uma cidade encantadora.
Tem ´porém, a grande desvantagem de não ter praia, ou melhor, tem uma excelente praia a que apenas se acede por barco.
E os barcos têm horários, o que equivale a um enorme inconveniente para esta minha cabeça que recusa relógio enquanto em férias.
Logo, não é a minha praia.

Porque escolhi então este destino?
Apenas porque, de um banco com que trabalho, recebi uns quantos vouchers cuja validade termina no final de Maio ou a meio de Junho. Daí a escolha.
Conheço os hotéis  Vila Galé. Em Portugal e no Brasil.
Aqui são de qualidade média, enquanto que no Brasil, são bem mais satisfatórios.


Este, de dimensões gigantescas, é adequado para famílias com crianças, o que só por si garante um bulício permanente

De momento, a maioria dos hóspedes são espanhóis, que tradicionalmente rumam a Portugal na semana Santa.
A sala do restaurante onde se toma o pequeno almoço é proporcional ao número de quartos, sendo permanentemente ocupado por verdadeira multidão.


Definitivamente, esta não é a minha praia e quase sou levada a pensar que os ditos vouchers são uma espécie de presente envenenado.

A minha praia é outra. E o meu hotel também!
E, para continuarem a ser "só meus", não divulgo nem publicito, que tenho direito aos meus segredos.

Beijo
Nina




quarta-feira, 1 de abril de 2015

Dos retalhos fez-se saco ...


Dos retalhos fez-se saco - para já , apenas um, mas muitos mais surgirão.
Deixem que conte:
- À medida que costuro, a tarefa torna-se mais simples e, consequentemente, mais gratificante.

A minha primeira investida nesta matéria ocorreu há quatro anos, quando iniciei o blog.
Nessa altura conheci a Deise (de quem tenho imensas, imensas saudades. Alguém sabe onde ela que ela para? Onde estás, Deise? ), uma arquiteta brasileira, incrivelmente dotada para as artes, com um blog excelente a que, imperdoavelmente,  não deu continuidade - Deisecraft, acho que era o seu nome. 
Sendo arquiteta, tinha , nas suas explicações, um rigor, uma clareza que fazia parecer fácil qualquer projeto.
Publicou um PAP sobre a confeção de uma bolsinha. Pareceu-me acessível e guardei uma tarde de domingo para tentar concretizá-la, na altura, com uma máquina de costura chinesa (e manhosa ...) que só me dava desgostos.
Nessa tarde, segui o passo a passo com rigor religioso, medindo, cortando e alfinetando tecidos.
Quando entrei na fase de coser foi o descalabro total, com agulhas partidas, máquina engasgada com rolos de linhas, tecido engolido pela dita, enfim, um pavor.

No fim dessa tarde, arrumei a tralha, limpei a bagunça descomunal e, em silêncio, vencida, decretei que costura nunca mais, que não tinha sido talhada para tais artes, que devia vergar-me perante a inevitável realidade.
Fiquei mesmo triste!
Depois, aos poucos, recompus-me, esqueci o desaire e repeti as investidas, umas vezes com moderado êxito, outras com fracasso absoluto.
Habituei-me a conviver com as vicissitudes da aprendizagem que incluem muitos, muitos desaires.

Não pretendo com isto dizer que sei costurar! Não sei! Mas quero aprender! E sei que tenho progredido!
O que nos leva à inevitável questão de que tudo se aprende. Tudo! Mandarim que seja, aprende-se, desde que se queira.

Voltando ao saco. É meu e é lindo!


Não é?

Aqui com melhor iluminação.
São dois tecidos coordenados, próprios para decoração.
Comprei dois retalhos por quase nada, porque me tentei. Esperavam
destino no cesto.
Ainda sobrou muito pano, pano para mangas, diria.

Pela primeira vez ousei este bolso exterior, acolchoado.
Se tivesse insistido nos pespontos, o ar Chanel seria mais evidente.
Não perde pela demora, porque na próxima investida, será Chanel. Pronto!

O interior, com bolso e todo às pintinhas - seu fofo!

Nem nos meus sonhos mais delirantes, me imaginaria apta a reproduzir o canto "caixa de leite"!
E voltamos ao mesmo - quando se quer aprender, aprende-se!
Se estou feliz com o saco de tecido?
Estou felicíssima!
Não sendo exatamente o que uso no dia a dia, será extremamente útil nas idas à praia que se aproximam.
Único e irrepetível - que detesto fazer o que quer que seja mais de uma vez.
Na manga, um monte de ideias.
Haja retalhos!
Me aguardem!

Beijo
Nina





terça-feira, 31 de março de 2015

A costura vicia!


A costura vicia!
É tão bom ver surgir prontas, num instantinho, as ideias que construímos na imaginação. Por isso vicia, ainda que o relógio,  tirano implacável, avance e imponha outros afazeres.

Vou, então, dar conta das realizações:


Este bloco! Em patchwork, utilizado para testar novas técnicas.
Ainda não está perfeito, mas lá iremos!

Tinha bordado este passarinho, a partir de um esquema que me foi dado pela querida NINA DIAS .
Além deste, bordei muitos mais.
Estão guardados esperando que surjam ideias para a sua aplicação.
Este bloco irá decorar a parede do meu atelier. 
Ainda não se encontra concluído, mas para estas artes, a pressa é muito má conselheira.
Portanto, na próxima investida espero terminá-lo.

Tinha ainda que colocar rendas em toalhas pequeninas que farão conjunto com as grandes, já prontas.
Assim fiz!


Mais 4 toalhinhas concluídas ...

... com a particularidade de terem resultado de uma maior!
Cortei-a, cosi uma bainha com zig-zag, nas laterais e, por fim, a renda!
Já estão na casa de banho,sendo que o conjunto é muito bonito.
Finalmente, iniciei um novo saco, utilizando desta vez, tecidos bem encorpados - uma tela própria para estofos.
Esta peça é mais elaborada que os modelos de saco que anteriormente costurei.
Exige tempo, paciência e - de novo - nada de pressas.

Estes os paninhos - um às pintas e outro com pintas e corações.

Leva um bolso exterior a toda a volta do saco, que recheei com manta térmica e, depois, pespontei.

As cores estão distorcidas - não sei porquê ... - pois, na realidade, ambos os tecidos têm a cor bege.

Cá está ele, o grande upgrade - o bolso exterior.

Promete vir a ser um belo saco, tão bonito que, se calhar, vou oferecê-lo!
No caso de amanhã me sobrar um tempinho extra, darei por concluídos os dois trabalhos que deixei em suspenso.
Na verdade, o que me apetecia mesmo, era esquecer o jantar e fugir agora mesmo para as minhas costuras, porque, como já disse e toda a gente sabe que a costura vicia!

Beijo
Nina

segunda-feira, 30 de março de 2015

Enquanto secam as unhas ...

Enquanto secam as unhas, passeio-me por aqui!
Eu própria trato das minhas unhas - unhas de quem cozinha - e por isso mesmo, unhas que precisam de constantes retoques, tanto mais que me encontro na fase dos vermelhos que, já se sabe ... - não perdoam a menor estaladela.
Nada mais feio do que unhas esmurradas! 
Dão um ar desmazelado intolerável.
Portanto, como dizia, espero que o verniz seque teclando.
Esta fase de espera tem mesmo que ser respeitada ou todo o trabalho de pintar as belas das unhas será em vão.

Tenho visto, no cabeleireiro, na mesa da manicure, uns procedimentos quase extraterrestres, envolvendo luzes e vernizes que endurecem, prometendo semanas de unhas impecáveis.
Só que a unha cresce - e as minhas crescem muito rapidamente - e aquela zona branca,na base da unha,  que rapidamente aparece sem verniz, afigura-se-me como a coisa mais inestética que existe. Além disso, ouvi uns rumores conspiratórios que espalham a assustadora notícia de que as unhas sujeitas a esses tratamentos ficam fraquinhas, fraquíssimas, finas como papel.
Ora, eu, pessoa atarefadíssima,  não tenho tempo, nem disposição para aquelas longuíssimas sessões e, para pesar ainda mais na balança da minha decisão, o medo de destruir as minhas unhas, determina que seja manicure de mim mesma.

Por isso, as minhas unhas não me envergonham, que as trato com desvelo e cuidados permanentes, em média, duas vezes por semana.

Tenho, melhor dizendo, tive uma vastíssima coleção de vernizes de todas as cores que ia utilizando de acordo com os humores.


A cor de hoje, a base e o secante!
Tratamento profissional!

Alguns de muito boa qualidade, outros- do chinês - mauzinhos! Daqueles que fazem que pintam, mas não pintam! 
Resolvi dar uma volta completa à gaveta e despachei mais de metade, sentindo um enorme alívio e recuperando imenso espaço livre.
Aliás, encontro-me em plena fase de destralhamentlo. Vou devagar, para não me cansar, tratando de uma gaveta de cada vez,  sem dar tréguas à acumulação inútil.

Aproxima-se o momento de mudar roupas, porque a primavera está, definitivamente, aí e, do que eu gostava mesmo, aquilo pelo que anseio, é libertar-me dessa tarefa medonha e sei bem como o conseguir - reduzindo a roupa a metade!
Ainda não cheguei lá, mas esse é um dos grandes objetivos da minha vida!

Parece que o verniz secou!
Está seco!
Finalmente!
As unhas, perfeitas!

Beijo
Nina



domingo, 29 de março de 2015

Aqui, vão nascer ameixas!

Aqui, vão nascer ameixas!

Nem mais!
Aqui na minha varanda minúscula - vão nascer ameixas!
Acho!
Espero!

Plantei há dois anos duas arvorezinhas que comprei no horto, verdejantes e com ar robusto.
 Plantei-as na varanda, em vasos grandes, acreditando que as ameixas acabariam por aparecer. Infelizmente, uma coisa são os sonhos, outra, muita diferente, a dura e cruel realidade.
Uma das árvores faleceu, o que em mim provoca profundo pesar.
 A sério! Vejo nesse insucesso motivo de enorme tristeza.
Conformada, tratei de apaparicar a sobrevivente, que, no meu rosto pintou rasgado sorriso quando ...


Começou a rebentar. Folhinhas verdes espreitam e ...

... flores brancas!

Ainda que as ameixas não nasçam, não faz mal, porque este momento de alegria é meu e nada ninguém o apagará.

Acho que quem dispõe de um quintal, um jardim, um pedaço de terra, não imagina o regozijo que estes pequenos milagres proporcionam a quem vive em andar / apartamento. Trata-se da vitória sobre  o moderno urbanismo, esse que privilegia - e bem - a segurança e a comodidade. Por eles eu própria optei, sem que, porém, consiga apagar da minha vida uma ancestral nostalgia pela terra. Por isso, sou da equipa que combate as "marquises", por isso e também pelo mau gosto que normalmente trazem colado.

Temos, portanto, a esperança que neste espaço de 5 metros quadrados, nasçam ameixas! Verdadeiras, sem truque de fertilizante ou estufa, daquelas que se apanham e se comem sem lavar ou descascar! Dessas! Dessas é que eu gosto!

Os 5 metros quadrados deste quintal / jardim, têm ainda outros encantos:


As minhas suculentas.
Vivem abrigadas do frio e da chuva e com muito pouca água, que, receio, tenho a péssima tendência de as regar em excesso.

Para alegrar os olhos, umas florzinhas que posso admirar do interior, quando sentada no sofá:

Começam a dar um ar da sua graça e da sua cor ...

Tal como estas chorinas.
Com sol moderado, as hidrângeas esperam que o tempo aqueça para florescer.


Plantei-as neste vaso em cimento de que gosto muito. Comprei-o há muitos anos numa venda à beira da estrada.
Dá à minha varanda um toque sofisticado, de varanda inglesa.

Sendo virado a sul, este espaço banhado pelo sol, é muito adequado às chorinas.

Começaram agora a florir e mal posso esperar por vê-las caindo em cascata para o exterior.

Finalmente, no topo protegido por parede, a ameixieira florida.


Na base do caule, plantei pelargonium ...

...popularmente conhecido por sardinheiras ...

Rego uma ou duas vezes por semana.
Adubo com borra de café.
Corto uma ou outra folha velha.
Em troca, dão-me a imensa felicidade de ver a natureza acontecer.

Beijo
Nina


sexta-feira, 27 de março de 2015

Ao serão ...


Quando dou por encerrado o expediente, depois de jantar, cozinha arrumada, luzes apagadas, é chegada a hora de todos os divertimentos, de todos os entretenimentos, de todas as distrações.

Na TV, os meus canais preferidos, cinema ou séries e eu, no meu canto, rodeada de brinquedos - os meus fios, as minhas agulhas que, sem obrigação, antes por puro prazer, manipulo como muito bem me apetece, de acordo com os humores, com os repentes do momento.

Não pode ser coisa que exija mil olhos, que a atenção é difusa e repartida.
Opto pelo mecânico, modo piloto automático.

A única preocupação é esvaziar gavetas numa espécie de destralhamento saudável e, constato, a coisa vai ... os restos e restinhos têm levado sumiço e, em seu lugar, vão nascendo pinceladas coloridas para a cozinha ... que sempre quis imaculadamente branca - mas a gente, já se sabe,  muda!

E nasceram pegas!


De momento, estas ...

... sendo esta a mais recente, numa combinação de cores que me encanta - azul turquesa, vermelho e branco.


Apesar da argolinha , não as dependuro.
 Ficam pousadas sobre o granito das bancadas e servem para pousar tachos ou panelas que, saindo do fogão, estão demasiado quentes.

Por agora são três!
Não me apetece, não preciso de outras.Parei!
 Portanto, o serão terá que ser preenchido com outras tarefas, igualmente fáceis e igualmente gratificantes.

Não estou particularmente inspirada - coisa rara em mim, ser de grandes entusiasmos!
Aceitam-se, portanto,  sugestões.

Tenham um sábado historicamente maravilhoso, como pretendo que venha a ser o meu.

Beijo
Nina