domingo, 16 de agosto de 2015

Da Áustria para Itália!




Retomando a narrativa da viagem, depois de MONDSEE - um verdadeiro presente da natureza, absolutamente imperdível - seguimos para sul, rumo a Itália, concretamente, rumo a VIPITENO, uma aldeia alpina, no norte de Bergamo, deliciosa.
Aliás, devo acrescentar que nos Alpes, tenho descoberto pequenas cidades ou meras povoações encantadoras, vocacionadas para os desportos de Inverno ou para o montanhismo, no Verão.
Aí, fazem questão de acolher com conforto e servir com qualidade, o que significa que se dorme muito bem e se come ainda melhor.

No caso, escolhi e reservei quarto nesta estalagem:



Apesar de localizada em Itália, a influência alemã é fortíssima e a região é bilingue, falando italiano ou alemão e quase nada de inglês, o que não será entrave de maior.

Chuviscava e o céu estava cinzento.
Ainda assim, a casa pintada de bege, com apontamentos em madeira e debruada com flores, provoca uma excelente primeira impressão a quem chega.
Silêncio em volta!

Depois de jantar, um breve passeio pela encosta ...


... e mais verde e mais silêncio!

Pela manhã, nada de chuva.
A paisagem anima-se!


Para que não restem dúvidas, o nome do alojamento que recomendo!

Agora, com sol, muito mais exuberante!

Olha-se!
Vê-se isto!
Este quadro!

O centro de Vipiteno encontra-se a meia dúzia de quilómetros que se vencem sem qualquer dificuldade.
Uma vez que pretendia seguir viagem, desloquei-me de automóvel que aparquei sem o menor problema, chegando ...


...aqui!
Depois, há que, obrigatoriamente, passear pelas poucas ruas, com esplanadas, cafés, restaurantes e lojas.
Tudo perfeito!
Quase mágico!


Desce-se esta, que parece ser a principal e ...

... deixamos que o encantamento nos abrace ...

Almofadas, toalhas, coisas, coisinhas ...
Apetece apetecer!

Os "ohs!" de espanto sucedem-se!
Isto, esta beleza é uma tabuleta que publicita uma loja!

Sem trânsito, evidentemente! Que nestas paragens nada nem ninguém é mais importante do que as pessoas!


E atinge-se o final da rua!


Com a majestade de uma torre com os seus relógios!

O bom aspeto, o cuidado com a arquitetura é constante!
Afinal, estamos na Cidade Nova:


Sempre bilingue!

Vamos parar.
Respirar este ar!
Beber esta luz!
E ...

...tomar, sem pressas, um café!


Antes de partir, ainda alguns irresistíveis detalhes:


Flores, muitas, para onde quer que se olhe, por onde quer que se passe!

E, como bónus, a inspiração:


Esta almofada perfeita!

Ah! Eu quero!
Eu vou copiar!

Ofereço o modelo!
Copiem!
E um dia, qualquer dia, visitem o norte de Itália, logo ali na fronteira com a Áustria e, se der jeito, passem por Vipiteno!

Beijo
Nina

sábado, 15 de agosto de 2015

Em casa!

Em casa desde ontem, depois de uma loooooonga etapa!
Chegámos!

Agora é a rotina habitual de arrumar, organizar e, principalmente, lavar toneladas de roupa.

Foi um dia intenso, de muito trabalho!

Não conclui a narrativa da viagem, o que farei a partir de amanhã.

Um bom fim de sábado!

Beijo
Nina

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Mondsee



Saindo de Graz em direção a Itália, numa etapa "puxada" de quase 500 km, dirigimo-nos a Salzburgo - uma cidade belíssima que já visitei repetidamente - embora sem tencionar lá entrar, de modo a bem gerir o tempo.

Futuramente deixarei a sugestão de um tour pela Austria que incluirá ainda Innsbruck. 

Como disse, numa futura oportunidade.

De momento, cinjo-me ao percurso efetivamente realizado.
Nele, atravessámos e parámos em Mondsee, a maravilhosa cidade que se aninha junto ao incrivelmente belo lago com o mesmo nome.
Esta cidade está indelevelmente ligada ao filme Música no Coração - The sound of music - lembram-se?
Foi no claustro da sua abadia que se desenrolou parte da ação do filme.

A cidade é, efetivamente, um polo de atração turística impressionante.
Enfrentámos filas de trânsito terríveis que, com muita paciência vencemos, porque a vista do lago merece todo o sacrifício.


É uma zona muito, muito linda, com a estrada a desenrolar-se no perímetro do lago.
Se olharmos para o lado oposto, tudo é verde, pontilhado de florzinhas silvestres.
Parece o paraíso.
Atrevo-me a afirmar que o paraíso não será mais bonito.

Tivemos a benção de um profundo céu azul e, depois de abandonar o centro, seguimos, ao acaso, até onde a estrada nos levou ...

São azuis e verdes !
Impressionante a maravilhosa vista.


De quando em quando, uma praia. Praia sem areia ...


Praia de relva ...

Praia verde, levada muito a sério pelos austríacos!

Vejam!
Há palavras para descrever tal maravilha?


Deixemos, portanto, as imagens falar!

Subimos uma estrada de montanha e olhamos ...


Continuando sem palavras!


Nas veredas, amoras!
Apanhei e comi!


Lá no alto, esta casinha de bonecas.

Foi , é, tão lindo!
Vão!
Se puderem, vão!

Beijo
Nina

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Graz



Graz é linda!
Detalhes sobre população, rendimento per capita, recursos económicos e outros dados burocráticos, é favor procurar na  Wikipedia, que estão lá todos, enquanto que eu não os domino, já que não irei prestar provas sobre o tema!
Sei apenas o que disse:
-É linda!

Sei ainda - informação totalmente irrelevante - que é local de nascimento desse monstro da sétima arte que responde pelo nome de Arnold Schwarzneger!
Esclareço que a palavra "monstro" tem para mim significado real ,literal, denotativo,  já que as peripécias em que a criatura se envolve, no cinema e na vida real, ou  me incomodam um bocadinho ou, o que é ainda pior, me deixam numa indiferença profunda.
Disse!
Esquecendo o senhor referido, falemos de Graz, essa sim, linda!

A parte antiga, sobe as ladeiras de uma colina, em ruelas estreitas, empedradas, partindo da margem do rio Mur1

Na ponte, os cadeados!
São juras de eterno amor, declarações deixadas pelos enamorados que no rio jogam as chaves.
Há muitos jovens, muitos universitários, ou, apenas, muitos turistas que não resistem ao ritual.

É que, como já referi, Graz é antiga, digna, quase majestosa e, no entanto, afável, simpática, acolhedora e linda, o que, como sabemos, constitui o cenário perfeito para conceber um amor eterno!

Como se não lhe bastasse afagar o nosso olhar, também embala o nosso ouvido!


Em cada esquina, música!
Ligeira, popular ...



... ou erutita.


... a solo ...




... ou em grupo!

E os bares?
Que dizer da frescura, do conforto de bares e esplanadas?


Ao virar de cada esquina, lá está um, oferecendo cadeira, refresco, tempo para ver o tempo passar.

Como se fosse a coisa mais natural do mundo, esta esplanada encosta-se a parede toda ela um magnífico mural.

Não é lindo?
As pessoas vivem assim, aqui! No meio de beleza sólida que respeitam e preservam.
A isto chama-se civilização!

Se pretendesse ilustrar a arquitetura não o conseguiria, já que cada edifício, dada recanto, reclama foto!
Por isso, ao acaso, das dezenas que registei, deixo esta:



Uma sequência de edifícios, todos admiráveis, sob os quais corre uma galeria ...

... com lojas e montras para admirar.


Esta com louças, com roupas de casa, com rendas, com bom gosto, com elegância.

Para terminar, um testemunho inusitado:


Uma bela padaria ...

... com esta data!

A sério ...
Graz é linda!

Beijo
Nina


terça-feira, 11 de agosto de 2015

Baden


Viajar de automóvel tem, como já disse imensas compensações, sendo que, possivelmente, a liberdade de escolha é a maior de todas.
Escolhe-se tudo, desde a hora de acordar ( pormenor importantíssimo ou não tenha eu já sido sujeito a impediosas madrugadas, sobre a déspota tirania dos guias ...), à hora e local das refeições, às paragens, aos desvios e por aí fora - a lista das vantagens é imensa!



Ocorreu, dada essa liberdade, que saindo de Viena em direção a Graz, nos desvíamos ao sabor do improviso, para Baden, uma cidade pequenina, com universidade e consequente vitalidade dos jovens, ruas peatonais, esplanadas simpáticas e jardins frondosos e coloridos, especialmente agradável nesse dia de calor infernal.


Tudo impecavelmente, imaculadamente, limpo, nas ruas reservadas aos peões.


A igreja, com a dignidade da sua torre ... simples, despretenciosa, capta seguidores simplesmente.


Arquiteura clássica, muitíssimo bem conservada, que não há nada pior que confundir o antigo com o velho, em ruínas!


A praça principal, branca, clarinha e muito limpa.

Por quê esta casa banal?


Apenas porque aqui passou férias este "Senhor". Aqui compôs a nona sinfonia.
Convenhamos que não é coisa pouca ou pequena!

Repito, estava calor, calor tórrido!
E estando calor, há que preparar-se para o enfrentar:


Sem a menor maldade, sem sombra de malícia, gostei de registar a total e louvável falta de preconceitos desta senhora ...

Vagueando,continuando a vaguear,  rapidamente chegamos, levados pelo nariz, ao Tschibo, uma loja adorável que, entre muitos tesouros, serve um café fantástico.

Nesta loja, presente em todas as cidades alemãs e - confirmei-o agora - também austríacas, o stock é renovado cada segunda-feira, com ofertas variadíssimas que vão do vestuário, às peças para casa, tudo de muito bom gosto e muita qualidade - posso testemunhá-lo porque há muitos anos que lá faço compras. Só tenho pena que a marca não exista em Portugal!



O interior da loja , organizadíssimo, muito clean, muito fresco.
Adoro!
Fiz algumas adoráveis comprinhas  que talvez venha a mostrar aqui.

Depois encontrei lojinhas tradicionais adoráveis. Nada de shoppings, nada de Zaras!


Aqui, panos, paninhos, fios, botões e outras irresistíveis coisinhas.



Na rua, em promoção, novelos de lãs!
Não comprei! Mantenho-me fiel à minha querida Dona Helena!

Roupa usada.
Alguém interessado?


Eu, não!
Mas valia a pena!
Os casacos são atuais, lindos e em muito bom aspeto.


Aqui um requintado bar/café!
Ótimo pretexto para uma pausa.


Curiosamente, na praça principal, uma surpresa nos aguardava!



Um espetáculo no foro do Programa Erasmus!
Acho que nenhum dos jovens era português ...


... mas animados!




... com muitos espectadores ...

... numa atuação de música e movimento!

No final, os aplausos!


Este, foi apenas um dos muitos felizes acasos!
Acaso abençoado!

Beijo
Nina

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Os meus belos e sedosos cabelos!


Já explico este título promissor!

Faço um interregno na narração da viagem, não só porque demasiada informação cansa, mas também porque o tema que aqui hoje trago é candente, digamos que muito próximo de um drama existencial - que cada um saberá dos seus, com todo o direito e legitimidade.

Falo de cabelo, no caso, do meu!

No meu dia a dia é acessório que muito prezo e que - faça-se justiça ... - não me dá desgostos.É uma idazinha semanal ao cabeleireiro para lavar e secar, o corte das pontas cada dois meses, as madeixas 2 vezes ao ano, uns retoques quando a (Drª) Márcia determina e hidratação segundo prescrição da mesma.
Então sim, mantem-se lindo e sedoso.

Longe da Márcia, carrego múltiplos produtos, artefactos e a sensação de absoluta incapacidade para tratar do assunto de forma minimamente aceitável. Não sei, não tenho jeito, o meu cabelo é difícil, em suma, só impossibilidades e estradas sem saída.

Durante a primeira semana circulo livre e solta, sem remorso e sem vergonha.
 Depois ... depois é que são elas!
O meu belo e sedoso cabelo transforma-se em juba indómita de leão - sem ofensa para o leão!
É que não me obedece, selvagem!
É que me desafia, pérfido!
É que não há nada a fazer ... a não ser ... 



Isto!
Sobre cabeleira de palha, chapéu da mesma!

O chapéu até dá jeito, durante o dia, com o calor tórrido que tem feito.
O pior são as noites! O jantar!
Sinto-me mesmo infeliz.


O meu marido (bonzinho ...) diz que eu sou muita injusta com o meu pobre cabelo e que até prefere este arzinho natural (leia-se, desgrenhado), ao meu look impecável.

Só que não me convence!
E - confesso - já cheguei a sonhar com a Márcia!


Não entendendo o meu drama e desistindo de acompanhar o meu (tortuoso) raciocínio, vencido, aconselhou:
- Vai ao acabeleireiro! A um qualquer! Por favor, vai!

Mas eu não! Eu carrego estoicamente a minha cruz de cabelos indomavelmente encaracolados!
Nasci para sofrer!

Beijinhos
Nina