Ontem, ainda com sol - pese embora o céu pouco azul - decidi-me pela derradeira volta na região do Alto Douro Vinhateiro, antes que a chuva, o vento e o frio, arrasem com o dourado das vinhas em contraste com o verde profundo do rio.
As imagens que colhi, nem de perto, nem de longe, se aproximam do esplendor que só os dias de pleno céu azul, oferecem.
Ainda assim, o passeio foi belíssimo, com uma primeira etapa até à Régua (Peso da Régua, esta a designação correta da cidade).
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Cresce na margem direita do rio Douro, de dimensão reduzida, mas já com alguns sinais inquietantes de um progresso que não se pretende - para quê os edifíos de andares? Para quê, senhores? Para quê essa (rídicula) ostentação? Vamos preservar a ruralidade encantadora da cidade! Por favor! |
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| Confirmando genuinamente a sua natureza, junto à estrada crescem laranjeiras. |
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O rio , quase lago, em consequência das muitas barragens, convida a passeios de barco. À direita um cais para barcos pequenos. Em tempos naveguei, num deles, com uma adorável sensação de paz e liberdade, por companhia. |
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Na margem esquerda, um hotel! Presumo que as estadias serão magníficas, com o aliciante programa: NÃO HÁ NADA PARA FAZER - Tirando as caminhadas, os passeios no rio, as imensas horas de leitura, a comida magnífica e o vinho da região! |
Aqui, na Régua, o rio é atravessado por três pontes:
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A mais elevada e também mais feia, é a mais moderna que dá acesso à auto estrada. A segunda, liga a margem direita à esquerda ...
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Enquanto que esta, em ferro, onde me encontro, é peatonal. Foi reconstruída recentemente, tendo sido usada, em tempos idos, para permitir que carros puxados por bois, atravessassem o rio. |
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| Aqui, as três pontes! |
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| E aqui, a mais antiga, a que atualmente é apenas peatonal. |
A partir dela, fotografei as outras duas ...
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| ... e dado que o rio é quase um lago, o efeito espelho é este! |
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| E este! |
Na minha opinião, espetacular!
Depois é escolher o destino.
No caso, o Pinhão, que se alcança ao longo da margem esquerda , em direção à nascente.
Encontrei um imenso barco de cruzeiros que, numa eclusa, esperava para prosseguir viagem:
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| Quase vazio, que estamos no outono e, a qualquer momento, a chuva estraga o passeio. |
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| Este o seu nome ... |
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| ... e estes, alguns dos seus ocupantes. |
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| Concluída a operação de nivelemento, seguiu viagem. |
Eu também, só que de carro, pela estrada, em direção ao Pinhão onde almocei num dos mais espetaculares locais que me foi dado conhecer.
Amanhã, amanhã, mostro o restaurante / hotel, o tal local de outra esfera, de outro universo!
Amanhã!
Tenham uma feliz noite de sábado.
Beijo
Nina