domingo, 15 de novembro de 2015

A vida continua ...



A vida continua, aliás, tem de continuar, temos de seguir em frente, apesar das lágrimas, apesar do horror, apesar da imensa dor - depois da noite de Paris.

Pior que tudo é  não reagir. atirar a toalha ao chão, concluindo que não vale a pena, que é demasiado terrível viver neste mundo de insanidade, de crueldade impensável.

Eu, nós, todos os seres humanos se sentiram franceses após o indizível horror da noite de sexta-feira, dia 13 de Novembro.

Vi-me naqueles espaços. Revi-me nos locais - os meus locais - sempre que estou em Paris.
Conheço aquela área a palmo! É local de lazer noturno, por onde sempre circulei sem sombra de medo.
E, de repente, isto!

Reagindo, reagindo sempre, defendo rotinas, alimento eventos e desafios - quando o mais apetecível seria cair no imobilismo, alimento ideal  para todas as tristezas e todas as angústias.
Daí que ontem, sábado, cumpri programa pré-estabelecido e com um casal amigo, compareci no almoço anual de uma instituição - Colégio de Lamego - onde estudou o amigo que nos acompanhou.
Lá, as pessoas fizeram questão de exteriorizar a alegria própria de um reencontro anual. E foi bom. Estive bem. Não me arrependi de ter ido (quando, o que de facto me apetecia era ter cancelado o compromisso).


Foi no hotel Six Senses, antigo Aqua Pura!
Está bonito, o espaço!

Duas mesas corridas acolheram os comensais.

Estava frio, em Lamego!
7 graus, marcava o termómetro!
Eu, absolutamente impreparada para tal gelo.

Vesti as CALÇAS BRANCAS conforme o previsto e assim me apresentei:

Gosto da combinação branco total/ azul.
Vou repetir , seguramente!
Mas,  olhando antecipadamente para o termómetro.

Durante o almoço, com a sala cheia, estive confortável e até despi a parka.

Teria sido , porém, muito mais sensato e adequado, uma roupinha mais quente.

Hoje, 24 horas volvidas, posso dizer que tive sorte - nem sinal de constipação.
Depois, é bom não esquecer que "quem tem brio, não tem frio", sentença sábia da minha avó.

Tenham um feliz domingo!

Beijo
Nina

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Compras online!



O conceito de compras online nunca me seduziu, mas - lá está ... - "nunca digas desta água não beberei!"
E por quê?
Simplesmente porque experimentei e me rendi ao procedimento.
É que correu tão bem! Foi, numa palavra, perfeito.

Eu conto!

Tudo começou com a desejada compra de umas calças brancas. Não eram umas calças quaisquer! Não! Tinham que ser confecionadas em tecido encorpado - mas, por favor, nada de fazenda, que se estragam num instante e me picam irritantemente ... - com cintura subida e corte de alfaiate.
No caso pretendia, que, de preferência, fossem amplas, tipo as usadas pela lendária Marlene Dietrich!
Era isto que eu queria, para compôr um conjunto formado por parka azul (que já tenho) e blusa branca (que também já tenho).

Nada de jeans, nada de cintura descida - essa invenção ignóbil que ao menor descuido nos deixa de rabo ao léu, ou pelo menos com as cuecas à vista.
Oh! coisa do demónio.
A propósito, recordo que, quando fazia vigilâncias em exames escritos, ficava a conhecer a cor das cuecas  de cada menina, o que me permite concluir que o inventor das calças de cintura descida é inimigo figadal das mulheres e por elas nutre profundo ódio.
O fulano detesta-nos e tenta desmoralizar-nos usando torpes ferramentas.

Foi um àparte!
Perdão!
Afastei-me do tema, que era ... COMPRAS ONLINE!

Então, quando conjecturava, em desespero de causa, ter de mandar costurar as calças, encontrei o que procurava na MANGO!
Foi um caso de amor à primeira vista!
Vi-as na montra e pensei com os meus botões:
- Logo, o mais tardar, amanhã, venho experimentar!
Fui!
No dia seguinte ...
À tarde.
Toquei e gostei.
Experimentei.
As primeiras, enormes, as segundas apertadas!
O meu tamanho estava esgotado.
Foi aí que, seguindo a orientação da prestativa empregada, encomendei online, com a garantia que, dentro de 5 dias úteis receberia a encomenda!


Calça bolde | MANGO
E assim foi!
Ei-las!
Sem falhas!

Recebi, primeiro, um aviso por SMS. Depois, dirigi-me à loja e trouxe-as comigo.

Estavam muito compridas, ( concebidas para mulheres medindo, no mínimo, 1.80m) mas, para resolver esse problema, tenho competência q.b.

Já estão prontas, passadas e penduradas, esperando que amanhã faça um belo dia de sol e eu possa exibir a fatiota nova.
Depois mostro.

Tenham um bom fim de semana.

Beijo
Nina


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Preciso mudar, adoro mudar ...

 
 
É um impulso que não controlo, que surge do nada, de improviso, quando, quieta no meu canto, de repente, resolvo mudar ...
Falo, evidentemente de decoração, - que fique bem claro -  já que no restante sou até muito conservadora!
 
A Zara Home, sendo local de todas as tentações, obriga-me a desvios previdentes, já que, quem não vê (diz-se ...) não peca. Daí que apenas em época de saldos - melhor dizendo, de saldos de saldos - por lá me perco.
 
Ontem, porém, não foi nesse covil de pecado em que sucumbi.
 Não!
Foi numa loja chinesa (aqui perto, tenho 4 ou 5 abertas quase 24 horas, todos os dias da semana, oferecendo  o que já se prevê, isto é, TUDO!
Falo de variedade, não de qualidade, como certamente concordaremos!
 
A narrativa desenrola-se assim:

No meu minúsculo e sombrio "hall" habita uma cómoda em tons de madeira escura - tudo escuro, já se vê!
Ocorreu-me, num rasgo de génio, alegrar  o local com uma corzinha, flores talvez!

Ocorre que as flores são caras e não duram nada.
Artificiais, não gosto!
Um dilema!
Um problema bicudo!
Saí para arejar as ideias e entrei na loja da simpática senhora chinesa que carinhosamente me trata por "amole".
Lá encontrei estas bolinhas quase cerejas, quase azevinho!
Trouxe 3 pezinhos por 7€
E gostei.
 
Depois, voltei a circular por corredores atulhados de mercadoria - um perigo, que se a tralha desaba fico lá submersa para todo o sempre.
Correu bem!
Nada caiu, nada despencou, nada me atingiu.
Os meus olhinhos atrevidos deram com ...


Esta vela cor de rosa com aroma a morango ...
Como, digam-me, como resistir?


Trouxe a vela que combina lindamente com as orquídeas (verdadeiras, do meu terraço!) e ainda aquela espécie de cilindro - uma jarrinha pífia - que impede derramamentos de cera.

A mesa de apoio aos sofás está um luxo - por menos de 5€!

Em maré de descobertas, achei ainda esta cesta em crochê!
Em tempos, comprei uma semelhante na Zara Home, na altura dos saldos dos saldos, o que não impediu que lá tivesse deixado uma nota preta.
Por alguma razão o Senhor Zara é um dos homens mais ricos do mundo!




Esta cestinha de crochê parece-me do mais fácil que se pode imaginar ... ainda faço uma.
E vendo. E fico rica como o Senhor Zara.


Na mesma secção, duas compras mais:


Um cachepot em crochê verde - a dar com a sala ...



... e um branquinho, a minha cor preferida, que fica sempre bem.

E assim, neste desassossego se esgotaram as horas da minha tarde.

Como prenda, pela paciência que tiveram em ler-me, ofereço-vos este pôr do sol:


... que entra pelas janelas da minha sala.


Beijo
Nina
 

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Monte de Santa Tecla



Estando em La Guardia, um novo desafio se nos apresenta - o Monte de Santa Tecla, ou, como dizem os galegos, O CASTRO DE SANTA TREGA!

Seja qual for a designação, esta é uma subida aos céus e, por isso mesmo, incontornávele inevitável.
(Lembro mal, mas lembro, que menina de 5 ou 6 anos, fiz esta mesma visita com os meus pais!)

O altímetro determina que, lá no alto, nos encontramos a 320 metros acima do nível do mar, o que pode muito bem ser considerado uma vista aérea.

E é!

Lá do alto, 360 graus de paisagem indescritível, de tirar o fôlego, de emudecer!
A toda a volta, sem muros, sem paredes, sem obstáculos, o olhar alonga-se e perde-se na lonjura do horizonte!

É o Atlântico imenso, é a Galiza salpicada de mil povoações, é o rio Minho  separando Portugal de Espanha e é Portugal, no seu melhor, no casario junto à água ...  é Cerveira, é Caminha, é Seixas é o Minho, o verde, o único, o maravilhoso Minho. 



A luz esmorecia transformando em pintura quase sépia a paisagem real.


Lá embaixo, reconheço La Guardia, o casario e o porto pesqueiro.

Aqui, incrustada na vertenete de um monte, outra povoação, agora portuguesa.

Céu e tanto mar ...


...mar irado, em fúria épica, sugerindo saltar as margens.


Para além desta paisagem - e como se fosse pouco ... - no monte de Santa Tecla encontram-se ainda vestígios bastante bem  preservados de um castro murado onde terão vivido entre 3000 e 5000 pessoas, habitando construções de planta circular.

Quem se aventurar pelo litoral galego não pode, nem deve, deixar de subir ao cume de Santa Tecla, com acesso por estrada (paga-se 1 € por pessoa) ou, para os mais atléticos e mais radicais, seguindo um trilho a pique - só de olhar fiquei cansada ... mas, como dizia o outro, cada um sabe de si!

E pronto!
Aqui deixo o itinerário do último fim de semana, dois dias de sol ameno e céu azul que, no meu caso, foram muito bem aproveitados.

Beijo
Nina

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Na Galiza ...


Onde?
- Na Galiza, concretamente, em La Guardia !
Quando?
- No último sábado!
Como?
 -Almoçando o peixe e o marisco mais frescos do mundo!
- Por quê?
Porque são momentos de imenso bem estar, momentos únicos!


Para lá chegar é só atravessar a ponte que cruza o Rio Minho ou apanhar o Ferryboat que parte de Caminha, numa travessia muito rápida, muito amena.

Eu fui de carro!

Depois de um almoço levezinho, seguiu-se uma voltinha a pé junto ao mar. Estava bravo, terrivelmente ameaçador, mas, nem por isso, menos fascinante - coisas do mar - não consegue nunca perder o encanto, o fascínio, a beleza imensa!



Não ouvem, que a tanto não chega o meu talento, mas, perante a branca espuma, imaginarão o assustador "bruááá"
 A quem pretender um passeio quilométrico, é só meter pés ao caminho pois ao longo do Atlântico estende-se infindável passadiço.



Ao fundo o casario de La guardia, vila piscatória que ali se aninha e ali tem crescido.

Fotogénica, esta menina destemida concedeu-me uma pausa de perfil ...


....  o seu "melhor ângulo", quem sabe?

Na areia, outras, muitas, muitas outras esperando não sei o quê ou, se calhar, limitando-se a viver o momento que passa!


D e perfil, novamente ... inspiração milenar na cultura egípcia - deliro eu!

De novo, de regresso ao carro, contemplei o casario.
Lembrei - por pura associação de ideias - lembrei, dizia, o MORRO DA MACACA, espaço colorido onde se desenrola o enredo da AS REGRAS DO JOGO, novela brasileira que vou acompanhando com alguma assiduidade.

Os habitantes, sem a menor dúvida, apostaram na cor - quanto mais berrante melhor, quanto mais diferente  melhor ainda!


A gente olha, a gente pasma perante a paleta de roxo, lilás e violeta!
Mas ...
Gostos não se discutem!


Marcando o centro de umaa rotunda, esta escultura ...


... homenageando os bravoss pescadores.


Parti,
Deixei La Guardia com o olhar perdido, aprisionado nestes quadros:








O litoral da Galiza, quase litoral português é assim, agreste, bravio, de uma indómita beleza.
A mim relaxa-me. Apazigua-me!
Por isso, principalmente por isso,  deixo o apontamento.

Beijo
Nina













domingo, 8 de novembro de 2015

Sábado



Só pode ser o "Verão de S. Martinho"!

Depois de uma semana verdadeiramente calamitosa, o dia de ontem nasceu esplendoroso, com sol e céu azul, convite implícito a sair de casa e vaguear por aí, por montes e vales, bosques e florestas.

Estive na Galiza e gravei imagens espetaculares que pretendo repartir convosco, amigas(os) queridas(os).
Amanhã, será!

Por hoje, trago ideias.
 Ideias de como , sem gastar 1 cêntimo, é possível alegrar e trazer vida para dentro de casa.
Como?
-Fácil!
É só ter à mão uma tesoura de poda, instrumento barato, que se encontra na secção de jardinagem de qualquer supermercado.
Para não ser apanhada desprevenida, uma tesoura de poda, habita em permanência na mala do meu carro.

Depopis é só ter olhos para ver.
E cortar! Enchendo a bagageira de ramos e folhas! (além de um ou otro aranhiço ...)


Na berma da estrada vi maciços de hortências quase secas!
Acontece que estas flores têm uma longuíssima vida após a perda do viço.
É só tirar partido desta característica ...

Só cortei 3 pés! Os que ainda mantinham a flor, num rosado outonal perfeito.
Cortei uns ramos de arbustos, misturei, compus e ...

... dei cara nova a uma mesa de apoio a sofás.

Aquela "azulinha" encontra-se num estádio anterior, ainda não completamente seca, mas lá chegará.
Para trazer o perfume da floresta, acrescentei uns raminhos de eucalipto e a perfeição foi atingida!

Então, amigas(os), já sabem:
- No próximo fim de semana sem chuva, saiam, aventurem-se por um trilho florestal e não deixem de trazer convosco um pedaço de Outono.
Parece insignificante, parece quase nada, mas - garanto - não é!
São estes nadas que transformam a casa em lar!

Beijo
Nina

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Para o jantar ...




Apesar de gostar de cozinhar , gosto muito de não ser obrigada a fazê-lo!
É o velho problema da obrigação, remédio santo para eliminar o prazer.

Pois bem, eu, experiente nestas andaanças, organizo-me de modo a que o almoço sobre para o jantar e, num requinte de malvadez, sirvo as sobras do almoço anterior, que já ninguém se lembra daquilo que comeu no almoço de hoje, quanto mais no de ontem Sou assim, um poço de dissimulação!

Hoje, ainda por cima sexta-feira, não me apetecia preparar nada e muito menos desarrumar a minha imaculada cozinha.
Na manga, tinha um resto de feijoada e outro tanto de arroz branco que resolveria a questão.

Porém, passando no supermercado para me abastecer de umas emergências, que vi?
- Robalos!
Robalos grandes, fresquíssimos com excelente aspeto e caí em tentação.
Guardei a feijoada, guardei o arroz e ...

Preparei robalos. Inteiros. Para assar.
 Primeiro, numa assadeira, uma avantajada cama de cebola coberta por rodelas de batatas que assaram cerca de 1 hora ...


... bem regadas com azeite.

Depois, entraram os robalos, previamente temperados com sal, pimenta e sumo de limão.


Em 30, 35 minutos ficam prontos.

Servidos com  salada verde e 1 copo de vinho branco.
Excelentes para um jantar que se quer leve.

Foi simples e rápido.
Como eu gosto.

Beijo
Nina