domingo, 8 de maio de 2016

O poder dos retalhos


Fartei-me de falar nas novas almofadas e como me parece que mudá-las, muda tudo dentro de casa, embora não passem de detalhes .


Mostrei tecidos primaveris e combinações de flores com xadrez ...


O que ainda não mostrara foi as últimas que costurei utilizando pedaços de tecido e uns bordadinhos que em tempos fiz e, na altura guardei, por não saber que destino lhes dar.
Descobri agora!


Na frente das almofadas, conjugadas com retalhos, vestem estas almofadas menores, de formato retangular, sendo o efeito muito engraçado.


E, neste conjunto de sofás bege, habitam agora borboletas, flores silvestres ...

... e pedaços de jardins.

Noutra zona , são ramos de rosas amarelas e laranja, com folhas verdes!


Este cadeirão convida à leitura ...


... enquanto este, a uma sesta ou a uma boa conversa.

Enfim!
Gostei muito do resultado e o divertimento da costura foi total.

Entretanto verifiquei que tinham sobrado ainda umas tiras de tecido e que, lançá-las ao lixo não era opção.
Decidi cosê-las, casá-las, só para ver o resultado.
Fui passando a ferro, muito bem, para alisar as costuras e, de repente, descobri uma toalha ... uma toalhinha, para ser mais rigorosa.


Esta, que veio para a mesa da cozinha.

Foi tudo muito simples, tudo muito fácil - liguei as tiras de tecido entre si  e - voilá!

Não queria que o avesso, cheio de costuras, ficasse visível e, por isso, forrei-o.


Com um pedaço de tecido repleto de corações.

Dei ainda uns quantos pespontos para prender as duas camadas, mas não utilizei manta térmica - a que se usa em patchwork - porque esta toalha será certamente lavada com muita frequência.

O remate resulta do próprio forro, que cortei com uma margem de 3 cm

Depois, foi só vincar com o ferro, prender com alfinetes e coser.

A dizer a verdade, nada disto foi planeado. Deixei que as ideias surgissem e pu-las em prática ...

... pensando que, se não resultassem, a perda seria nula.

Mas resultou!

E é um gostinho delicioso, comprovar que do nada nascem coisas!

Este cantinho da minha cozinha saiu a ganhar!
Não acham?

Bom resto de domingo.

Beijo
Nina








sexta-feira, 6 de maio de 2016

Um almocinho


Não foi um almoço formal, com entrada, prato e sobremesa. Foi apenas um almocinho, o que não lhe retirou nem um pouco do carinho com que preparo refeições para aqueles a quem quero muito.
Mostro, não porque traga novidades, descobertas, inspirações profundas, porque, como já disse, foi apenas um almocinho, coisa simples que não exigiu compras e se bastou com o que havia, com o que sempre há.

Comecei pelo prato salgado:


Uma torta de bacon e queijo

A massa foi preparada na Bimby seguindo a receita da pizza.
É uma massa leve, fofa,  massa de pão, daquelas que é necessário deixar levedar.
Depois é esticá-la sobre uma base de silicone, distribuir fatias de bacon e de queijo e enrolá-la com a ajuda da própria base.
Tudo muito fácil, muito simples.
Antes de levar ao forno, pincela-se a superfície com gema de ovo.



20 minutos bastam!
E pronto!
O prato principal está pronto!
Corta-se em fatias, deixando que o queijo derretido escorra livremente e serve-se com uma salada.
Tão bom!


Para sobremesa, havia 1 abacaxi, 1 lata de leite condensado e um rolo de massa folhada!

Como organizar tudo isto?


Descasquei e cortei o abacaxi...

- Piquei-o;
- Misturei com o leite condensado;
- Acrescentei 4 gemas;
- Misturei bem;
- Despejei na forma de fivela já forrada com a massa folhada;
- Foi ao forno 40 minutos;
- Retirei;
- Sobre a superfície espalhei as 4 claras remanescentes, batidas em castelo firme com 8 colheres de sopa de açúcar;
-Voltou ao forno 10 minuto, até dourar;
- Ficou assim:


F-A-B-U-L-O-S-O!!!


Porque não experimentam?
Para o jantarinho desta noite!
Porque não?
Por quê?
Seria um jantar tão feliz!

Beijinhos
Nina


quinta-feira, 5 de maio de 2016

Flores



Muito gosto eu de flores!
Acho que mudam completamente o clima de uma casa que com elas, de banal, se transforma e revitaliza.

Esta semana enchi a casa de flores, umas compradas, outras não - estas  apanhadas em OIA na beira dos caminhos, no passadiço frente ao mar, onde crescem de forma livre e espontânea.


São flores muito elegantes ...

E, aqui, aparecem misturadas com esta florzinha (?) que me foi oferecida no restaurante, no almoço do dia da mãe.


Gosto tanto de jarros brancos que, no balcão da cozinha, lá estão, alegrando o ambiente:

Bonitos, não?

Têm apenas uma particularidade - são artificiais, misturados com folhagem verdadeira.

Garanto que o conjunto funciona lindamente, exigindo apenas um banho de imersão, de vez em quando, nas florzinhas falsas, porque não há nada pior e que atraia piores energias do que flores artificiais empoeiradas.

Juntamente com os jarros, gosto imenso de amores-perfeitos, com carinha de anjo e mil cores.



Para já, coloquei-os na janela ...

Em breve, porém, terão que sair para o ar livre.

É uma pena que toda esta beleza seja incompatível com o ar seco  ...

São cinco vasinhos ...

... um de cada cor ...

... cada um mais bonito que o outro ...


Trouxe-os da feira por quase nada ...

... e em troca de quase nada, retribuem com toda esta alegria.

Já compraram amores perfeitos?
Esta a época ideal!
Comprem e alegrem a varanda.

Beijo
Nina


quarta-feira, 4 de maio de 2016

De onde veio a inspiração para a manta?






A inspiração para a manta colorida que começa a converter- se em fogareiro sobre as minhas pernas veio DAQUI!

Uma amiga advertiu-me de que o link conduzia a lugar nenhum!
So sorry!
Foi no processo "copiar/colar" que, inadvertidamente "comi" as primeiras letras!

Comprovado, testado e retestado - nenhum problema em chegar LÁ!

Beijo
Nina

terça-feira, 3 de maio de 2016

Muitos pontos, muita cor ...




Comecei a tecer uma manta - mais uma - cuja inspiração encontrei AQUI.

Porém, dado  que não resisto a uma boa inovação, pouco me tenho preocupado com o modelo original, embora o espírito seja o mesmo - carreira após carreira, tecendo uma peça única, ao sabor da inspiração momentânea. Inspiração, no caso, delirante!


Mostro-a assim, quase enrolada porque não se encontra ainda na fase de exposição.


O que garanto é que está linda, muito, muito linda, excelente para tecer à noite, frente à TV.

O único perigo que a ameaça é o calor.
É que se o calor chegou para ficar, não vou aguentar aquela "quentura" toda sobre as pernas.

Logo que me pareça apresentável, não deixarei de a mostrar.
Pode ser que se entusiasmem, se inspirem,  metam as mãos na massa e me façam companhia!

Beijo
Nina

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Viana do Castelo


Sempre que saio, sem destino, acabo por quase infalivelmente  rumar ao norte.
É que o norte é lindo
- sem desprimor pelas outras regiões cheias de encanto que abundam no nosso país.
Eu gosto do norte, especialmente para passeios curtos. Já quando se trata  "de ficar", adoro o Algarve, sempre e cada vez mais, o meu amado Algarve!

Temos pois que no último sábado rumei ao norte, concretamente a Viana do Castelo, cidade linda, debruçada sobre o mar e, ao mesmo tempo, com uma oferta de interior fabulosa.
Desta vez quedei-me pela beira mar onde almocei - num sítio de qualidade hiper.


Aqui! Na Tasquinha da Linda!
Não que o local seja particularmente sedutor - mas a comida é absolutamente excelente!

Necessário se torna reservar antecipadamente!
Depois é só escolher - peixe e marisco de qualidade inexcedível!
Uma maravilha!

Fica na zona das docas e a vista é linda.




Findo o almoço impunha-se uma voltinha pela cidade antiga, àquela hora quase deserta!


Lojas vazias - presumo que como eu, os locais, tendo comido muito bem, praticam a sesta!

Lá no alto a vista sempre linda do monte e do santuário de Santa Luzia.

De regresso ao carro, que vi?
- A pastelaria Natário, aquela de que Jorge Amado falava com devoção, louvando os bolos de coco.
Ora, quem sou eu para questionar Jorge Amado?





Entrei e abasteci-me:

Sidónios, Cocos e Folhados

... Folhados, Cocos e Sidónios ...

... e Lenços e mais Sidónios e mais Cocos ...
Como dizia o outro ...
"Morra Marta, mas morra farta!"

A sério, quem passar pelo Natário, tem obrigatoriamente que esquecer as dietas!

Beijo
Nina


domingo, 1 de maio de 2016

Espanha, Galiza, Oia, Casa Henriqueta

Foi graças à PAULA que descobri Oia e a Casa Henriqueta.

Pertinho de Cerveira - é só atravessar a ponte e estamos em Espanha, na Galiza. Depois é seguir até La Guardia e depois, para norte, sempre junto ao mar. Serão 20 Km e chegamos a Oia.
Lá, a Casa Henriqueta onde se come muito bem!



Edifício em pedra, casa de aldeia, com duas salas de jantar no primeiro andar e um espaço exterior.

Optámos pela sala dado que lá fora soprava um ventinho frio.


O atendimento foi cortês e rápido, tendo sido atendidos por este chico tão guapo!

Resolvemos tapear começando pelas vieiras espantosamente frescas ...

... como só na Galiza se comem.
Aqui chamam-lhes zamburiñas!

Continuamos com unas croquetas de marisco ...

... que raiavam o divino!


Terminamos com polvo, também ele excelente.


Chamam-lhe pulpo à la feria e mais não é que polvo cozido, temperado com azeite, sal grosso e colorau, sendo apresentado em rodelas finas.


Depois destes petiscos, tornou-se inevitável uma volta a pé, que o local merece e a digestão exige.




Com o mosteiro frente ao mar ...

E um passadiço que aí cresce .
Reparem na água!
Cristalina!

Tem gaivotas ...

... muitas gaivotas

E respira-se paz!
Gostei muito, muito do passeio!
Obrigada PAULA pelas sugestões fantásticas!

Beijo
Nina