domingo, 10 de julho de 2016

Vila Real (Trás-os-Montes)



Toda a minha vida vivi perto do mar, umas vezes mais perto do que outras. Daí o meu fascínio e quase dependência face a esta proximidade.
O mar é lindo sempre, quer esteja manso como um lago, quer enfurecido e ameaçador.
Ocorre que, aqui no norte, nos meses de Verão, o nevoeiro matinal e a forte nortada durante a tarde, são companhia com que se deve contar.
 É assim!
 Nada a fazer!
 E continuo a fazer questão de viver perto da praia.

Neste Julho que finalmente trouxe o calor, com céu limpo (e nortada ...) dá vontade de ver como se vive mais para o interior, fugindo à influência do oceano. Foi com esse espírito que - continuando a tentar descobrir um Portugal desconhecido - rumei ao interior norte, concretamente a Vila Real.

Apenas percorridos que foram menos de 10Km, o vento desapareceu e o verdadeiro calor caiu sobre nós!

Com ar condicionado ligado, a viagem de cerca de 100Km faz-se bem, mas, alcançado o destino, percebe-se  bem o que são os Verões do interior - um forno, quase um inferno.

A cidade estava morta, adormecida e as ruas quase desertas.

Neatas condições, a melhor forma de realizar o ro teiro pela cidade é no aconchego refrigerado do carro.

Seguiu-se o almoço, uma simpática surpresa no restaurante Cais da Vila, instalado em antigas dependências da estação de caminho de ferro.



Decoração muito agradável, muito bem conseguida.

Chegando cedo, antes da chamada hora de ponta, é-se muito bem atendido, com toda a disponibilidade, quer no serviço de mesa, quer no da cozinha. Aprendi a duras penas esta enorme vantagem e, por isso, se possível procuro ser a primeira ou das primeiras clientes.

Havia serviço "à carta" e um "menu executivo", compreendendo uma entrada, um prato, uma sobremesa e água, com o custo de 12,50€.
Essa acabou por ser a escolha, uma boa escolha:


Começando com um creme de alho francês ...

... prosseguindo com carne de porco à portuguesa ( igual à alentejana, mas sem ameijoas ...)

... terminando com uma cornucópia com chantilly e fruta.
Foi muito agradável.

Não dei por mal empregue a viagem - até porque "inaugurei" o Túnel do Marão, mas, desaconselho a visita no tórrido calor transmontano.

No caminho de regresso ao Porto, revisitei Amarante, que é sempre, sempre, uma decisão acertada e de que darei notícia no próximo post.
Tenham um bom fim de domingo e que viva Portugal!



I've lived all my life near the sea, almost looking at the beach and I' m sure I couldn't live away from it.
However, I have to admit that Summer inside the country, is much warmer, no fog or north wind.
Last week I visited Vila Real and there I could felt true tropical heat.
There, I had lunch at Gare da Vila restaurant, a very nice place,  I recommend. 



Beijo
Nina

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Tanto calor!


For these hot days, a very comfortable long dress and sandals. The colors? Black and white, the perfect combination .



Está mesmo muito calor!
Demasiado calor, para minha preferência - pessoa moderada!

Apetece vestir confortavelmente, tecidos frescos e cortes atuais que garantam um look agradável.
Para meu gosto, os vestidos compridos usados com sandálias são fantásticos, como por exemplo este:


Latest fashion trends: Summer look | Monochrome striped maxi dress with flat sandals:
Cabelo apanhado - morro de calor com "cachecol" à volta do pescoço - sandálias abertas, quase pé descalço, óculos de sol e mala a condizer ...


As cores?
Preto e branco!
Basta!
Se acrescentar estraga!

Encontrei o "boneco"  AQUI! 

É a minha cara.

Beijo
Nina

terça-feira, 5 de julho de 2016

Leitura(s) para férias.




Sou leitora constante. Este o adjetivo que melhor me caracteriza. Isto porque não vivo sem um livro. Não que dedique à leitura horas do meu dia (que não tenho ...), mas porque leio, no mínimo, um livro por mês. Faço-o como ritual,antes de dormir e, às vezes, quando o sono não vem, uso o livro como sonífero - levanto-me e leio. Funciona razoavelmente.

Situações há, porém, em que estes "costumes" são adulterados. Falo das raras ocasiões em que a leitura me devora, muito mais do que eu devoro a leitura. Isto é, sinto-me presa nas redes da trama, do discurso envolvente, em que me vejo e revejo, como mulher e como ser humano, plena de certezas, de incertezas, de dúvidas e de contradições, mas sempre em busca da minha verdade.

São momentos iluminados em que não desligo, me enredo na intriga e, paradoxalmente, receio e temo o fim que velozmente se anuncia.

Ocorreu com o último livro que li - na verdade um conjunto de quatro, que, como por milagre - dada a raridade de tal situação - mexeu comigo de um modo íntimo, profundo e absolutamente enriquecedor.

Falo da obra de ELENA FERRANTE - retenham o nome!

Provavelmente este é o pseudónimo de uma escritora genial.

A obra?

- A AMIGA  GENIAL - livro 1
- HISTÓRIA DO NOVO NOME - livro 2
- HISTÓRIA DE QUEM VAI E DE QUEM FICA - livro 3
- HISTÓRIA DA MENINA PERDIDA - livro 4



Este o livro de todas as alegrias, de todas as penas ...
 Quase íntima da autora - afinal este foi o 4º volume "vivido", "ingerido" de uma assentada, quase de rajada , foi, dizia, a leitura de toda a intimidade, mas também de toda a pena - acabou! Agora é revisitar, reler, reviver.

Com a maior convicção, com todo o mais profundo entusiasmo, aconselho.
- Para férias?
- Sim!
Não que seja depreciativamente considerado levezinho, sem conteúdo. Nada disso!
Para férias, apenas porque sendo tempo de lazer , será para muitos(as) o tempo de todas as disponibilidades.

Esta manhã, na FNAC, deambulando entre estantes e mostruários, que vi?



Nova obra!

Veio comigo, evidentemente!
Contenho-me para não me lançar imediatamente na leitura, contenho-me a duras penas!

Antevejo, porém  e já a fantástica viagem que, mais logo, me aguarda.

Para terminar, diria:
- Se mais nada puderem/quiserem ler, leiam Elena Ferrante.

Beijo
Nina

domingo, 3 de julho de 2016

Os deliciosos desastres do fim de semana






Durante o fim de semana esqueço a contenção e escolho comer o que muito bem me apetece.
Vale a pena, tanto mais que o prazer não é momentâneo - serve de inspiração para reproduzir em casa tudo quanto se defina como delícia.

Hoje, domingo, dia de muito calor, foi tempo de bom comportamento alimentar e de retiro doméstico - as praias estão tão apinhadas por veraneantes fartos de frio, que apenas se vislumbram pedaços de areia.
Assim não me apetece e prefiro ficar por casa entregue às minhas coisinhas - já li (aliás terminei um livro de que mais tarde falarei), já costurei e agora, antes de me sentar frente à TV, deixo este registo gastronómico.




Chuletitas de cordero lechal - assim dizem os espanhóis, onde , em Vigo as provei deliciada.

Pescada com pistáchios  - fresquíssima e cozinhada no ponto.

Gelado de coco e ananás



Fondant de chocolate com gelado de tangerina

Tudo excelente.
Foi um almoço para dois, em Vigo (como já tinha dito), no restaurante do El Corte Inglês, onde, na última sexta-feira começaram os saldos - as rebajas, como eles dizem.

Comprei o que tinha planeado, com desconto considerável e almocei muito bem, conforme as imagens documentam.
Come-se muito bem em Espanha.
Na Galiza, divinalmente.

Fica pertinho do Porto e em menos de 2 horas estamos lá.
É programa que muito me agrada.

Boa semana!
Beijo
Nina

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Coisas Boas




Here we have a beautiful and delicious dessert .
This is an overlap of strawberries, whipped cream , meringue and strawberry coulis . It should be served very cold!



Não sei como chamar, por isso acho que o genérico "Coisas Boas" serve!

A inspiração veio de um qualquer site - que de momento não consigo nomear ... são tantos! - a inspiração, dizia, veio daí, embora todo o procedimento seja meu, sem seguir qualquer outra regra que não seja a minha intuição.

É uma sobremesa e faz-se com coisas muito boas - morangos - ou qualquer outro fruto suculento, como alperces ou pêssegos 
. maduros, uvas sem graínha, framboesas, mirtilhos ou uma mistura de todos   - suspiros, chantilly e coulis de morango.



Passo 1 - lavam-se escrupulosamente os morangos.

1 embalagem de natas bem geladas ...

... batidas até ganharem consistência.
Raspa de limão e açúcar a gosto.

Tudo pronto para entrar em função.

Uma camada de morangos, uma camada de chantilly, uma camada de coulis de morango, uma camada de suspiros partidos grosseiramente.

Assim ...

... até acabarem os ingredientes.


Reservam-se 3 morangos com pé - os mais bonitos, é claro, para decorar

E fica tão bonito  ...

... tão suculento ...

... que não me canso de olhar e fotografar.


Enquanto ainda há morangos, enquanto ainda se encontram no seu apogeu ...
Por que não experimentam?
Por quê?

Beijo
Nina


quarta-feira, 29 de junho de 2016

Turismo rural


When I spoke about Paradores I may have left the idea  that all B&B tourism is bad.
It is not!
I've had some great experiences balancing others not so good.
This time, near Cathedral Beach, I found an excellent example of high quality B&B tourism -
 CASA DO MELRO!
Don't forget this name!



Quando aqui falei nos  PARADORES deixei, talvez, erradamente implícita a ideia de que todo o turismo de habitação é mau!
Não é!
Já tive algumas excelentes experiências, equilibrando outras muito más.
Daí preferir apostar no seguro escolhendo cadeias de hotéis que conheço como é o caso dos Paradores Espanhóis.



Curiosamente, quando estive na PRAIA DAS CATEDRAIS, na manhã chuvosa em que, estando a maré baixa , deveria ter descido ao areal para fotografar, não o fiz devido não só ao tempo péssimo, mas também para evitar a multidão que assaltara a praia.

Então, rumei um pouco ao acaso e, graças a esse mesmo acaso, encontrei um exemplo de turismo de habitação rural muito simpático.

Parei. Queria almoçar.
Entretanto falei com o proprietário pedindo para ver um dos quartos. Acedeu e deparei-me com um espaço impecável, muito limpo e muito confortável.

Seguiu-se o almoço, também ele muito bom.




Tudo aconteceu na Casa do Melro.

Uma casa com excelente aspeto, implantada no meio de amplo jardim muito bem cuidado!

O "melro" começou imediatamente a marcar pontos! Gosto de verde, gosto de espaços bem tratados.

A sala de jantar igualmente convidativa ...

... decorada com simplicidade, mas muito bom gosto.
 Depois a comidinha!

Uma entrada de fresquíssimas vieiras ...

... a que se seguiu o prato principal -à escolha entre vários propostos.
O menu incluia ainda sobremesa, café, água e vinho.
O preço - não me recordo ... - mas sei que foi muito acessível.

Portanto temos que:

Além do Parador de Ribadeo, perto da Praia das Catedrais, a Casa Melro é alternativa muito simpática e acessível!

Quando voltar - que voltarei! - , esta será uma forte hipótese.
Ainda nos encontraremos por lá!

Beijo
Nina

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Paradores


In Spain , Paradores is the generic name of a hotel chain, very similar in quality and price, to Pousadas de PortugIal .
Last weekend when I visited Cathedrals Beach I chose to stay in Parador de Ribadeo and the experience was very rewarding. I will return as soon as the weather improves .




 Parador é o nome genérico de uma linha de hotéis  existentes em Espanha, muito semelhantes em qualidade e serviços às Pousadas de Portugal.

Sempre que pretendo passar a noite em localidade pequena, servida por poucos hotéis, dou preferência aos Paradores em detrimento do chamado turismo de habitação, onde já experimentei desagradáveis dissabores.
Antes de efetuar qualquer reserva em local desconhecido, usando por norma, o site Booking, consulto opiniões, verifico características do alojamento , mas, ainda assim, vou a medo, verdadeiramente de "pé atrás" dado que, há pouco tempo, nos Picos da Europa, num alojamento classificado como FABULOSO, passei por experiência verdadeiramente traumática, tendo partido após a primeira noite, anulando a reserva de uma semana. Enfim, águas passadas que não pretendo reviver.
Daí que a minha opção pelos PARADORES me dá antecipada tranquilidade.

Infelizmente, os Paradores tal como as Pousadas de Portugal, já conheceram melhores dias, o que é uma enorme pena.
Eram aposta de tal modo segura que estabelecer antecipadamente uma rota de férias na qual as dormidas fossem marcadas em Paradores, chegou a ser rotina e garantia de sucesso.

Porém, como disse, a qualidade baixou, principalmente para quem os conheceu no seu auge.

Ainda assim, ignorando todos os "mas", aposto agora e sempre  neles, nos tradicionais Paradores.

Quando, no último fim de semana visitei  a PRAIA DAS CATEDRAIS, não hesitei na escolha do alojamento - O PARADOR DE RIBADEO.



Muitíssimo bem localizado, nas margens da ria, oferecia a partir das salas e dos quartos,
 esta vista deslumbrante sobre a povoação ...
... e o porto.


Visto a partir dos jardins, tem este aspeto:


Um edifício baixo, todo envidraçado...


... respirando tranquilidade.

A toda a  volta, bosques e mais sossego!


Quando o dia terminava, apesar do céu carregada, da ameaça de chuva e do vento, este o entorno


A manhã do dia seguinte nasceu chuvosa, carregada por uma chuva miudinha, aquela a quem chamam "molha tolos", que não transfigurou a sempre bela paisagem.


Imagino este quadro com céu azul ...

Imagino esta paisagem sem névoa ...

Voltarei!
Voltarei sem ameaça de chuva!
Voltarei para me perder pelos trilhos dos montes, para mergulhar nas águas da ria, para me atafulhar de paz e beleza aos molhos.

Beijo
Nina